<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676</id><updated>2012-01-20T23:39:56.919-02:00</updated><category term='dark'/><category term='electro'/><category term='Cronenberg'/><category term='stoner rock'/><category term='TV'/><category term='brazuca'/><category term='electro rock'/><category term='acid jazz'/><category term='stress'/><category term='viagem'/><category term='música eletrônica'/><category term='shoegazer'/><category term='post punk'/><category term='progressive'/><category term='ambient'/><category term='psychobilly'/><category term='rave'/><category term='EBM'/><category term='synthpop'/><category term='dub'/><category term='horror'/><category term='big beat'/><category term='breakbeat'/><category term='southern rock'/><category term='electro clash'/><category term='imprensa'/><category term='bizarro'/><category term='future pop'/><category term='metal'/><category term='chill out'/><category term='cinema'/><category term='vídeo'/><category term='punk rock'/><category term='roubada'/><category term='trip-hop'/><category term='clássico'/><category term='rock and roll'/><category term='balada'/><category term='blues'/><category term='hype'/><category term='trance'/><category term='gothic rock'/><category term='industrial'/><category term='groove'/><title type='text'>!!!  THE FLAME JOB  !!!</title><subtitle type='html'>Burn baby, burn...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>92</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-4105040915596180269</id><published>2009-08-11T11:38:00.003-03:00</published><updated>2009-08-11T11:47:35.245-03:00</updated><title type='text'>THE FLAME JOB 2.0</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.motorsportscenter.com/uploads/lores_blk_flames.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 704px; height: 469px;" src="http://www.motorsportscenter.com/uploads/lores_blk_flames.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo nesta vida, há momentos de renovação. Este blogg vai pro brejo e dá lugar ao &lt;a href="http://theflamejob.wordpress.com/"&gt;THE FLAME JOB 2.0&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais atualizações e compartilhamento de opiniões com um grupo seleto de amigos. Conto com suas presenças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALEU!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-4105040915596180269?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/4105040915596180269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=4105040915596180269&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4105040915596180269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4105040915596180269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2009/08/flame-job-20.html' title='THE FLAME JOB 2.0'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-104473068732329732</id><published>2009-04-23T08:18:00.005-03:00</published><updated>2009-04-23T10:34:18.339-03:00</updated><title type='text'>O Rio Assoreado da Internet</title><content type='html'>&lt;img src=" http://ciadeorquestracaocenica.zip.net/images/twitter.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A febre do Twitter finalmente está batendo no Brasil. Agora é extremamente demodé perder seu tempo postando em bloggs comuns. O grande lance é se ater aos 160 caracteres máximos permitidos e ter milhares de "seguidores" de seus recadinhos. Mais um instrumento de socialização virtual (mais fantástico ainda para o marketing viral e como fonte de informação superficial e instantânea para o jornalismo) que se propaga tal qual um vírus incontrolável. E, mais uma vez, tenho a sensação de que quanto mais conteúdo você tem disponível ao clique de um mouse, menos gente quer perder seu tempo se aprofundando nesta mesma busca pelo conteúdo. As pessoas têm menos a dizer em seus espaços virtuais. Portanto, veio alguém e disponibilizou um site onde você não precisa se aprofundar em nada com seus "textos". Por isso que este blogg aqui onde escrevo pode estar "fora de linha" daqui uns dois anos, no máximo - já o está para os hipsters de plantão, é bom salientar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa parecida rola com a forma de buscar música na internet. Foi decretado recentemente que programas como E-mule e Soulseek estão "out". A onda de uns tempos pra cá são os bloggs de downloads. Realmente é mais fácil você clicar no link, baixar o disco e pronto, ao invés de esperar o dono de tal disco se conectar ou depender do humor de vários usuários ao mesmo tempo. Mas em bloggs não dá para baixar vários discos de uma vez (se forem hospedados em servidores diferentes, rola). Tudo bem, ao menos você economiza seu tempo de pesquisa sem perder longos minutos lendo texto, pois raramente estes bloggs disponibilizam mais informações sobre o que você está baixando do que tags ao fim de cada post. Pois é: "economiza seu tempo de pesquisa". Uma das coisas mais fantásticas da internet é a sua teia ("web") de informações interconectadas, onde você vai pesquisando e encontrado novos conteúdos infinitamente. Mas estão querendo "facilitar sua vida" oferecendo menos obstáculos para que uma informação específica esteja diretamente ao seu alcance. A tendência é estes programas tipo Emule caírem em desuso. Eu mesmo não estou conseguindo mais encontrar tanto som obscuro no Soulseek como antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.baixaki.com.br/imagens/shots1/soulseek_b.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Meu programa preferido para downloads está com os dias contatos?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso específico da música, dissemina-se nestes bloggs a novidade/hype quase sempre, salvo os óbvios clássicos já manjados. É muito difícil encontrar o que era alternativo datado de pelo menos 10 anos pra trás. E li recentemente que - pasmem! - a taxa de downloads de música na Europa e nos EUA &lt;b&gt;caiu&lt;/b&gt; pela primeira vez na história em 2008. O que aumentou foram os streamings - leia-se: rádios virtuais e adjacentes, onde ninguém salva nada no computador. São canais que "pesquisam" para você, encurtando novamente seu tempo perdido com isso sem ter de ocupar seu HD com músicas que você esquecerá após 30 segundos de audição. Parece que quanto maior o conteúdo disponível na internet, mais segmentados estão se tornando os canais mais acessados. Estão criando um &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt; no único meio de comunicação de massa verdadeiramente bilateral (multilateral, eu diria) que o ser humano possui e as pessoas nem estão percebendo isso. A conseqüência disto é que as massas parecem consumir informação com mais superficialidade do que em outros tempos, ainda mais se levarmos em conta a relação proporcional ao conteúdo disponível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenda-se como &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt; o universo unilateral onde a cultura de massas se desenvolveu na era pré-internet. O que as massas consumiam era decidido por grandes corporações que determinavam o que era exibido em rádios, televisão, cinema, etc, financiando um sistema viciado em fórmulas pré-estabelecidas, e excludente em relação ao que fugisse do lugar-comum. A internet, teoricamente, veio para acabar com este sistema, vide a falência da indústria fonográfica dominante de outrora. Agora você escolhe o que vai ver e ouvir. As tais gravadoras falidas tentam coibir isso com processos judiciais e taxando os internautas como criminosos. Burras. Nem se dão conta de que estão fortalecendo os criadores destas mesmas ferramentas de distribuição e escolha de conteúdo pela internet que tanto combatem. Mudam os meios, mas as práticas parecem ser as mesmas. Por conta disso, gerações atuais consomem mais volume de conteúdo que antes, porém com maior segmentação. E nem se dão conta de que estão sendo induzidas a freqüentar determinados caminhos pré-estabelecidos, deixando de lado todo o potencial de informação que a internet lhes propicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espertos são aqueles que ganham dinheiro criando estas ferramentas virtuais. Isto toma proporções mais heróicas ao nos darmos conta de que tais ferramentas são de utilização gratuita. Sábios são aqueles que se beneficiam diretamente com estas mesmas ferramentas sem utilizá-las de forma tão somente para a auto-promoção junto aos seus 175.888 "amigos virtuais". Entendo sim como benefício a ampla gama de conseguir conteúdo na web, baixar músicas específicas de forma mais facilitada, de poder usar as citadas ferramentas gratuitas para o uso profissional e de relacionamento saudável com as pessoas. Ingênuos talvez sejam aqueles que já cresceram tendo a internet em casa como algo tão banal quanto uma TV Globo na sua sala, e que expõem sem critério algum suas vidas em perfis virtuais, baixam muita música somente de determinados canais segmentados e que pouco ou nada fazem para ampliar o conhecimento sobre o mundo em que vivem além de uns cliques no wikipedia. Parece que temos um Rio Amazonas de informação com incontáveis afluentes abastecendo o seu percurso a partir da tela do computador. Porém, cada vez mais gente prefere - ou nem sabe como fazer diferente - nadar neste mesmo rio gigantesco com a água na canela, usufruindo apenas de uma profundidade rasa e assoreada, lotada de bancos de areia surgindo como atalhos para não cansar muito de bater os braços e as pernas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-104473068732329732?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/104473068732329732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=104473068732329732&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/104473068732329732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/104473068732329732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2009/04/o-rio-assoreado-da-internet.html' title='O Rio Assoreado da Internet'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-6136003229681978563</id><published>2009-03-03T16:08:00.020-03:00</published><updated>2009-03-11T12:00:18.760-03:00</updated><title type='text'>Start 2009</title><content type='html'>Mal o ano começou e já tem muita coisa boa rolando no terreno musical. Alguns sons aí foram lançados no fim de 2008, mas valem ser citados. Eis aqui uma seleção do que anda fazendo minha cabeça no momento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.crushermagazine.com/images/features2_07/revco_ministry/Revolting%20Cocks%20Promo%201%20by%20ROBERT%20PADILLA.jpg "&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Revolting Cocks&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.musicnonstop.co.uk/product-picture/af17b-revolting%20cocks%20-%20sex-o%20olympic-o%20200.jpg " align="left"&gt;  Axl Rose deveria ter dado uma ouvidinha neste disco antes de lançar o "Chinese Democracy" e sua truncada mistura de hard rock com música eletrônica. Comparação um tanto quanto maluca, mas é por aí mesmo: quer um disco de industrial com pegada totalmente rock and roll, sexista e escrota? Então esqueca do sonho megalômalo do cara do Guns'n'Roses e caia dentro na onda destes aloprados do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.thirteenthplanet.com/revoltingcocks/"&gt;Revolting Cocks&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. O que antes era um projeto paralelo de &lt;strong&gt;Al Jourgensen &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;Ministry&lt;/strong&gt;), &lt;strong&gt;Luck Van Acker &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;Mussolini Headkick&lt;/strong&gt;) e &lt;strong&gt;Richard 23 &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;Front 242&lt;/strong&gt;) criado em 1985 e que sempre contou com uma penca de convidados a cada lançamento, agora parece ser a banda principal de Jourgensen após o fim do Ministry. E seus novos companheiros fixos (além do tradicional entra-e-sai de convidados) de esbórnia &lt;em&gt;cyberpunk-hard-rock-industrial-disco-dance &lt;/em&gt; Josh Bradford (vocais), Sin Quirin (guitarra)e Clayton Worbeck (programações) cometeram um discaço agora em 2009. "Sex-O-Olympic-O" facilmente se coloca entre os melhores lançamentos com a marca de Jourgensen (inclua aí os discos e EPs do Lard e do Pailhead e também os clássicos do Ministry) e possivelmente também como o melhor disco do RevCo. A fórmula disco-industrial sacana dos álbuns lançados nos anos 80 e 90 ficou pra trás, mantendo-se somente o clima de tiração de sarro de outrora. Senão, o que dizer de faixas com nomes como "I'm Not Gay", "Touch Screen" (eles certamente não estão falando de um iPhone...) e "Lewd Ferrigno" (sim, uma corruptela com o nome daquele &lt;a href="http://www.louferrigno.com/proddetail.asp?prod=Tshirt-Vintage"&gt;ator gigante que fazia o Incrível Hulk da TV&lt;/a&gt;) se não uma gozação atrás da outra? Eles ainda pegam pesado nas guitarras roqueiras e refrões memoráveis, daqueles pra cantar numa festa com todo mundo chapado babando cerveja. Manja a versão do &lt;strong&gt;T-Rex &lt;/strong&gt;que o Ministry gravou em "Cover Up"? É nesta onda! Entre os destaques, temos o peso travadão de "Keys To The City", o refrão totalmente glam de "Cousins", o riff hard rock sujão de "Red Parrot" e seu refrão sleaze pra caralho, com direito até uma gaita e pianinho meio Little Richard no fundo. Mas, na boa, o disco inteiro é foda! Nesta onda de misturar putaria com rock and roll, hard, metal e industrial eu não conheço ninguém que ouse nesta mistura além do RevCo. Portanto, &lt;a href="http://rapidshare.com/files/135098320/Revolting_Cocks_-_Sex-O_Olympic-O-2008.rar"&gt;baixa essa porra!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://i456.photobucket.com/albums/qq290/fuckinghateyou630/combichrist.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.musicnonstop.co.uk/product-picture/41a56-combichrist%20-%20today%20we%20are%20all%20demons%20200.jpg " align="left"&gt; O &lt;em&gt;simpatico &lt;/em&gt; figura da foto acima é o responsável pela banda de EBM (electronic body music) mais fodona da atualidade. Verdadeira febre entre góticos e cyberpunks, o &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/combichrist"&gt;Combichrist &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;surgiu como um projeto paralelo de &lt;strong&gt;Andy LaPlegua&lt;/strong&gt;, então vocalista do &lt;strong&gt;Icon of Coil&lt;/strong&gt;, um dos grandes nomes do futurepop ao lado de Apoptygma Berzerk e Covenant. Ao invés de melodias neo trance e batidas dançantes estilo rave típicos do futurepop, o pesadelo cibernético do Combichrist parece ter se tornado muito maior do que a então banda principal de Andy, que inclusive deixou o Icon of Coil na geladeira por tempo indeterminado. "&lt;strong&gt;Today We Are All Demons&lt;/strong&gt;" surge como um típico disco do Combichrist: batidas eletrônicas retas e pesadas soando como um martelo batendo numa bigorna, BPM invariavelmente mais travado (raramente passa dos 125), vocais agressivos e aquele clima perfeito para ilustrar as cenas de pancadaria de um filme como "O Clube da Luta". Ou seja: sem aquela frescurada neo gótica melodiosa que tem assolado a EBM nos últimos anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JeqGbylSSkk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JeqGbylSSkk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Videoclipe oficial de "Sent To Destroy"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco em questão exibe pedradas animalescas com refrões prontos para o grito de guerra nas pistas de dança mais obscuras do planeta. "All Pain Is Gone", "I Want Your Blood", "Can't Change The Beat" (esta, com influência certeira de Front 242 fase "Tyrrany For You"), "Sent To Destroy" (o primeiro single, destoando por ser um pouco mais acelerada) e "Get Out Of My Head" se candidatam prontamente a novos hinos ao lado das já mega-clássicas "Get Your Body Beat", "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oFSeXnafJjI&amp;feature=related"&gt;This Shit Will Fuck You Up&lt;/a&gt;", "Electroheads" e "Sex, Drogen &amp; Industrial". Longe de sua fórmula demonstrar sinais de desgaste, o Combichrist deixa seus adversários lá pra trás, jogando influências de techno e fazendo referência à EBM clássica a todo momento sem soar datado. &lt;a href="http://musikfactory.blogspot.com/search/label/Combichrist"&gt;Alguns downloads por aí &lt;/a&gt; inclusive vêm com um disco-bônus inteiro de faixas instrumentais com uma pegada techno/minimal de primeira, o que reforça o lado evolutivo da banda. Esqueça os rótulos de &lt;em&gt;TBM &lt;/em&gt;(terror body music) ou &lt;em&gt;hellectro&lt;/em&gt;: o Combichrist está muito acima desta galera que acha que é só colocar um batidão dark trance ao fundo com um mané gritando coisas sem qualquer rastro de melodia ou refrão e achar que vai apavorar por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/f/f3/Kmfdm-blitz.jpg/200px-Kmfdm-blitz.jpg " align="left"&gt; Caramba, mais uma resenha do &lt;a href="http://www.myspace.com/apoptygmaberzerk"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/officialkmfdm"&gt;KMFDM &lt;/a&gt;&lt;/a&gt;neste blogg? Prometi a mim mesmo que não cairia na repetição, e por isso traço breves comentários: "Blitz" é um discaço! Começa com um supreendente batidão drum'n'bass ("Symbol") pra depois cair na pancadaria movida a riffs de guitarra, passa pelo beat travado do EBM com os vocais cada vez mais presentes da gatíssima Lucia Cifarelli ("Bait and Switch", "Never Say Never"), e acaba revelando mais um possível hit grudento da banda em sua fase mais recente ("Strut", pop pra caralho no refrão, com Lucia dominando tudo de vez, fazendo time com as já clássicas "Proffessional Killer", "Looking For Strange" e "From Here On Out"). &lt;a href="http://thepiratebay.org/torrent/4738875/KMFDM-Blitz-(Advance)-2009-FNT"&gt;Vai fundo &lt;/a&gt;que é tiro certo mais uma vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.musicnonstop.co.uk/product-picture/afb5b-apoptygma%20berzerk%20-%20rocket%20science%20200.jpg" align="left"&gt; Poucas bandas quando promovem mudanças radicais na sonoridade que as consagraram alcançam êxitos maiores ou equivalentes tanto para os fãs quanto comercialmente. Este parece ser o caso do &lt;strong&gt;Apoptygma Berzerk&lt;/strong&gt;, que saiu do típico futurepop ao qual eram tão comumente associados e mergulharam num mix de synthpop com bateria e guitarras de verdade e muita, mas muita melodia grudenta no disco "You And Me Against The World". É fato que os caras exageraram um tanto na sacarose naquele disco, mas mantêm-se firmes e fortes nesta nova fase, conquistando novos fãs a todo momento e vendendo muito mais. Dito isso, "&lt;a href="http://rapidshare.com/files/188032177/Apoptygma_Berzerk_-_2009_-_Rocket_Science_-_by_Aragorn_-_MusikFactory.rar"&gt;Rocket Science&lt;/a&gt;" evolui nesta fórmula e apresenta faixas excelentes como "Weight Of World" (bem synthpop), "Asleep or Awake" (bem goth rock), "Green Queen" (bem rock) "Incompatible" (bem dark) e "Shadow" (bem... Depeche Mode!), todas boas pa cantar junto. Já nas demais, cuidado: franjas emo podem simpatizar com a banda e aí fudeu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Electro-rock-e-outras-esquisitices&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://prodigy.ucoz.ru/_nw/0/96835.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 480px; height: 359px;" src="http://prodigy.ucoz.ru/_nw/0/96835.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drm100/m192/m19235b223h.jpg" align="left"&gt; Os bons tempos de "Smack My Bitch Up" e "Poison" estão de volta? Não sei bem ao certo... A verdade é que o tão aguardado novo disco do &lt;a href="http://www.myspace.com/theprodigy"&gt;Prodigy&lt;/a&gt;, "Invaders Must Die", aposta nas glórias já conquistadas em mega-clássicos como "The Prodigy Experience", "Music For Jilted Generation" e "Fat Of The Land" (um dos discos que mais ouvi na vida) e lança mão de clichê atrás de clichê do que se espera do combo liderado por Liam Howlett. Ele inclusive chamou de volta o rastafari dos infernos (Maxim) e o Bozo-malaco-pilhado (Keith Flint) para não ter erro: é aquele breakbeat hardcore com pegada roqueira, visceral pra caralho, do tipo que incita uma pancadaria na pista de dança, toneladas de programações sujas e muita palavra de ordem para gritar junto. Me transportei para 1998! Porra, mexer com nostalgia é foda, ainda mais para uma época que, para mim pelo menos, foi &lt;b&gt;muito&lt;/b&gt; marcante pra minha vida. Mas depois de botar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/197750260/TP09_-_Mata_Os_Gringo__-_by_Aragorn_-_MusikFactory.rar"&gt;Take Me To The Hospital &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; no talo, foda-se o resto: meu sangue ferveu nas veias! Só que nada tira da minha mente que o Prodigy virou os Stones da música eletrônica, deixando de tentar reinventar a roda e lançando discos que, daqui pra frente, vão somente remeter aos tempos áureos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.inertia-music.com/files/images/GOMMA115CD%20-%20Golden%20Bug%20-%20Hot%20Robot_cover_200.jpg" align="left"&gt; Ano passado eu quase não ouvi rock. Meu cérebro parece ter sido formatado tal qual o HD de um robô em curto-circuito. Não nego minha total predileção por este universo musical em particular, mas a verdade é que, pelo menos para meu gosto pessoal, o ano de 2008 foi excepcionalmente bom na música eletrônica. E particularmente mergulhei fundo no som de bandas de electro-rock, maximal e neo-synthpop de gente como The Presets, The Whip, The Faint, Friendly Fires, entre muitos outros que, por falta de tempo e de fôlego, não resenhei por aqui,  mas que sobre estes você pode ler fartamente em bloggs indies diversos por aí. Entre um dos destaques saídos do forno no finzinho de 2008 está o ótimo disco "Hot Robot", do &lt;a href="http://www.myspace.com/goldenbug"&gt;Golden Bug&lt;/a&gt;. Electro-rock, breaks, neo-disco, electro e muito groove com BPMs médios (entre 120 e 130), bom para sacudir qualquer festinha bacana. Um dos melhores discos do gênero dos últimos anos e pouco ou nada hypado por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img141.imageshack.us/img141/4586/mstrkrftyu5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 330px;" src="http://img141.imageshack.us/img141/4586/mstrkrftyu5.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Amigos do Jason: MSTRKRFT&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como todo equalquer artista da música eletrônica vindo da França paga pedágio ao Daft Punk! A sonoridade que mescla electro do fim dos 70' e começo dos 80', grooves robóticos, climas vintage, vocoders e BPM moderado ecoa em praticamente todas as produções vindas da terra da baguete e do roquenford. Este é o caso do &lt;a href="http://www.myspace.com/yuksek"&gt;Yuksek&lt;/a&gt;, que lançou o ótimo "Away From The Sea" no começo deste ano. Um tanto quanto mais pop, é verdade, mas igualmente irresistível o som deste moleque francês. Agora, se você curte uma pedrada maximal lotada de barulhinhos que parecem ter vindo de um Atari dando pau, "Mad Kit", novo álbum do &lt;a href="http://www.myspace.com/datpolitics"&gt;DAT Politics &lt;/a&gt;é a sua trilha sonora! E tome aqueles sintetizadores rasgados, quase como som de guitarra, acompanhando uma batida seca e pesada, tudo isso com muitos barulhinhos eletrônicos malucos acompanhando. Coisa para robô dar pau na pista de dança - divertido pra caramba! Tão divertido quanto carregado em aura hype é o que você sempre pode esperar do som do &lt;a href="http://www.myspace.com/mstrkrft"&gt;MSTRKRFT&lt;/a&gt;. Eles sim fazem os sintetizadores rugir como guitarras raivosas, são meio que os pais desta mistura maximalista da música eletrônica nem um pouco afeita a sutilezas e ainda jogam nela climinhas de seriado de TV americano dos anos 70/80 (tipo "Os Gatões", "Duro Na Queda" ou "o Incrível Hulk"). O disco novo, "Fist of God", vai fundo na repetição desta fórmula que os consagrou, e já demonstra sinais de cansaço. Óbvio que sobra diversão numa pista de dança ao som da músicas novas. Mas, tanta badalação em cima de algo que eles próprios ajudaram a criar e massificar - a junção do universo indie com a música eletrônica como algo viável para uma dancefloor, parece ter minado a vontade de inovar destes caras. Divertido, mas com gosto de requentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://mclub.com.ua/images/alb/cover26303_94449.jpg" align="left"&gt; Se é para requentar, que o faça bem feito! É o caso do &lt;a href="http://www.wearestandard.net/standard.html"&gt;We Are Standard&lt;/a&gt;, que lançou o disco homônimo no fim do ano passado, emulando o som que o Franz Ferdinand (e um tantinho também de LCD Soundsysntem) hypou ao mundo. Só que estes caras pegaram a fórmula prontinha (até refrões de parecem) e o fizeram de maneira mais divertida, eletrônica e dançante. Algo que parece ter sido a intenção do próprio Franz Ferdinand com o excelente "Tonight...", mas que eles acabaram mantendo um dos pés no chão antes de assumirem a balada-bombação de pista de dança de vez. Na boa, músicas fantásticas como "Bye Bye", "The First Girl Whow Got a Kiss Wthout a Kiss" (esta lembra as melhores músicas do ótimo VHS or Beta), "Don't Give Up" (com ótimo groove de baixo e percussão e um refrão leve e divertido que fica na mente por dias), "Other Lips, Other Kisses"... na verdade, teria de enumerar todas as faixas. É um daqueles cada vez mais raros álbuns bons do início ao fim, com oito faixas (mais um remix), enxuto e divertido pra cacete, tal qual devem ser os bons discos de música pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://assets.mog.com/amg/pop/cov200/drl700/l793/l79345xtnhs.jpg" align="left"&gt; Para finalizar, uma banda indie esquisitona: &lt;a href="http://www.myspace.com/mtsims"&gt;Mt. Sims&lt;/a&gt;. Imagine o encontro das vozes de Lux Interior (The Cramps) e Nick Cave com o espectro soturno do Joy Division e uns climinhas noir produzidos por algum sintetizador vagabundo. O disco "Happy Ever After" é surpreendente, capaz de agradar góticos, electro-rockers, rockabillies e indies afeitos a estranhezas afins. Ótimo para ouvir numa garagem lotada de goteiras e morcegos no teto, bebendo vinho barato e, de preferência, sem este calor absurdo que anda fazendo nestes dias de março. Bom pra preparar o clima da sexta-feira 13 que se aproxima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quer conferir estes sons electro-rock-e-não-sei-mais-o-quê, vá direto &lt;a href="http://luisxarope.wordpress.com/"&gt;à fonte do Kalunga&lt;/a&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-6136003229681978563?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/6136003229681978563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=6136003229681978563&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/6136003229681978563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/6136003229681978563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2009/03/start-2009.html' title='Start 2009'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-4393625078757622278</id><published>2009-02-04T11:18:00.007-02:00</published><updated>2009-02-04T11:58:10.572-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música eletrônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Boa Viagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SYmdSX2SHXI/AAAAAAAAATg/rSY5rScbisI/s1600-h/pickup.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SYmdSX2SHXI/AAAAAAAAATg/rSY5rScbisI/s320/pickup.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298939375543000434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;foto by Kalunga&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou da teoria de que a música eletrônica produzida para as pistas de dança  - a &lt;i&gt;dance music&lt;/i&gt; propriamente dita - deva ser reproduzida para as massas ao vivo em ambiente propício: numa pista de dança, seja ela um inferninho apertado com um globo girando, seja ela uma arena gigantesca com mil luzes e telões que produzam efeito entorpecente à mente para que esta deixe o corpo embarcar na &lt;i&gt;viagem&lt;/i&gt;. Tais momentos não são feitos para refletir ou contemplar algo num palco, acredito eu. Por isso penso que a maior besteira do mundo que produtores de grandes eventos vez ou outra cometem é postar DJs em palcos enormes como se fossem uma banda. Eu já exprimi este ponto de vista em 2004 &lt;a href="http://digitalnonsense.blogspot.com/2004/10/aos-interessados.html"&gt;em outro blogg meu &lt;/a&gt;e minha opinião não mudou. A forma de comunicação de um DJ com seu público é completamente diferente de uma banda de rock, por exemplo. Ou o cara vai solar numa pick up de vinil ou agitar a galera falando ao microfone?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, resolvi postar aqui alguns videoclipes de verdadeiros artesões do ritmo eletrônico dançante. Estes caras revolucionaram não só a música eletrônica, mas também transformaram seus videos em pequenas obras-primas audiovisuais. Como não há o formato tradicional da música pop a ser explorado (letras, refrão, solos, etc.), a criatividade é utilizada de forma extrema para contar suas histórias. Aproveite a viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Chemical Brothers - "Believe"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/c_IkUysQASQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/c_IkUysQASQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A música, um electrão fodaço, dá o clima tenso necessário às imagens. Aliás, está pra nascer um video fraco desses caras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leftfield - "Afrika Shox"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KFSksHgJ6EQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KFSksHgJ6EQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Este video chegou até a provocar polêmica na época por causa da "exploração" visual em cima da história do mendigo (Seu Jorge? Tricky? quem é este cara??).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aphex Twin - "Come to Daddy"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5Az_7U0-cK0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5Az_7U0-cK0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*"Perturbador": rótulo comum à música e aos vídeos de Rchard D. James.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Underworld - "Dinossaur Adventure"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0VA_VGCUFgg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0VA_VGCUFgg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Vídeos &lt;i&gt;viajantes&lt;/i&gt; com imagens lúdicas viraram clichê na música eletrônica. Mas este aqui se supera em cima desta fórmula!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fatboy Slim - "Push The Tempo"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RGpkNPbSa2Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RGpkNPbSa2Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Sim, ele mesmo, o DJ mega-star gente fina e festeiro, que toca em Big Brother e até já deu o ar de sua graça aqui no Espírito Santo! Isso não desqualifica seu talento. Que o diga este breakbeat arrasa-quarteirão e seu vídeo absurdamente hilário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente existem vários outros vídeos fantásticos, mas acho que deu para dar uma geral no que eu quis dizer neste post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-4393625078757622278?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/4393625078757622278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=4393625078757622278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4393625078757622278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4393625078757622278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2009/02/boa-viagem.html' title='Boa Viagem'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SYmdSX2SHXI/AAAAAAAAATg/rSY5rScbisI/s72-c/pickup.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-7224999424022739474</id><published>2009-01-27T09:57:00.050-02:00</published><updated>2009-02-10T10:45:23.853-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><title type='text'>A Dicotomia Capixaba</title><content type='html'>&lt;i&gt;Uma das definições da palavra “dicotomia”&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Lóg. Divisão lógica de um conceito em dois outros conceitos, em geral contrários, que lhe esgotam a extensão. Ex.: animal = vertebrado e invertebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1086/3173825106_bba74932a6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 281px;" src="http://farm2.static.flickr.com/1086/3173825106_bba74932a6.jpg?v=0" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Esta foto que fiz, em preto e branco, para mim demonstra bem as dicotomias capixabas descritas a seguir&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi esta definição para ilustrar a condição do capixaba diante do que ele próprio se abastece, consome, regurgita e volta para si mesmo num processo contínuo e, aparentemente (até quando?), interminável e do qual parece que nunca se livrará disso. Algo como um cachorro correndo atrás do próprio rabo, mordendo-o, se machucando, mas ainda assim continuando a fazer a mesma coisa, sempre. Eis aqui alguns aspectos que qualquer ser minimamente pensante nesta terra um dia já parou para avaliar na hora de pagar a conta por algum serviço prestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Turismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, trabalhei como assessor de imprensa de um evento de turismo de nível nacional realizado no SESC de Guarapari. Além do triste fato de que os universitários capixabas eram os que mais queimavam o filme no congresso (chegavam bêbados nas palestras, eram os menos interessados em aprender alguma coisa, arrumavam brigas dentro do hotel, depredação de banheiros e quartos, etc.), travei contato com algumas autoridades nacionais do setor que tiveram o desprazer de perder seus fracionados minutos de sobra &lt;i&gt;prestigiando&lt;/i&gt; o evento. Um dos diretores de uma das maiores redes hoteleiras do Brasil me confidenciou em off que o ES continha, até então, a maior taxa de ocupação de seus hotéis no País, só que &lt;b&gt;durante os dias úteis&lt;/b&gt;. Ele também me disse que a média de consumo do “turista de negócios” por aqui era de R$ 360 por dia, dez vezes mais que o “turista comum”, de fim de semana e em alta temporada, que consumia R$ 35 diariamente, em média. O mesmo diretor da rede justificou o fato de não divulgar publicamente estes dados para não “desvalorizar o evento” (haviam outros motivos mais sérios dos quais não consegui arrancar do cara), ao mesmo tempo em que afirmava, também em off, que o “turista de negócios no ES não tem o que fazer fora do hotel onde se hospeda”. Em suma: ele quis poupar o capixaba de sua mediocridade diante de universitários e coordenadores de faculdades de turismo Brasil afora e também da mídia que cobria o congresso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ir embora do evento, de carona numa van fretada pela organização, fui conversando com um dos palestrantes mais qualificados do congresso (paulista, 12 livros lançados, fala cinco idiomas, etc.), que descreveu &lt;i&gt;polidamente&lt;/i&gt; o capixaba como &lt;i&gt;ligeiramente selvagem&lt;/i&gt; (ele chegou a interromper uma de suas palestras para reclamar do som alto que vinha de um carro com capixabas entornando vodka às 3h da tarde). Já a coordenadora de uma faculdade de turismo de Itabuna (BA, mas com o grosso do trabalho desenvolvido em Porto Seguro e vizinhança), que também estava na mesma van a caminho do aeroporto (nosso terminal aeroviário mereceria um post à parte) não se conteve e abriu o verbo: “eu nunca imaginaria o quanto o capixaba era sem educação, amador e indisciplinado! Vocês estão ferrados nas mãos dessa geração aí que participou do congresso!” – ela falava dos mesmos estudantes do carro com som alto e vodka à luz da tarde. A propósito, o mesmo congresso teve apenas esta edição realizada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Solução:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não basta apenas reclamar, tem que participar!&lt;/i&gt;. Esta bravata surte pouquíssimos efeitos após algumas tentativas frustradas de mudar alguma coisa, mas vá lá: O ES precisa se profissionalizar em todos os setores de serviços, do ajudante de cozinha ao proprietário de uma rede de restaurantes. Porém, o turista que realmente gasta dinheiro por aqui raramente é percebido por nossa população, fazendo com que surjam pouquíssimas iniciativas de melhorar nossos serviços. Afinal de contas, este mesmo turista chega na segunda-feira e vai embora na sexta, ficando boa parte do tempo sob os serviços do próprio hotel, pois nem os taxistas sabem orientá-los sobre onde eles podem comer e beber bem, serem bem atendidos ou curtirem uma boa balada noturna. Enquanto isso, nós, capixabas, continuamos a pagar caro por um &lt;b&gt;serviço de merda&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;b&gt;PS&lt;/b&gt;: Ainda me surpreendo com gente daqui falando que o turismo do ES é “nota 10” e caindo na ilusão de pegar como referência a Praia da Bacutia, em Guarapari, como “turismo que dá certo”. Estar na Praia do Canto (Vitória) ou na Praia da Costa (Vila Velha) é basicamente o mesmo de estar na Bacutia no verão - entenda isso como quiser. O “turista de alto nível” de outros Estados passa longe daqui, vide o que já ouvi da boca de cariocas, belorizontinos e paulistanos sobre a nossa terra. Isso sem falar que para a maioria brasileira o ES é um traço nulo no mapa do Brasil (nem na previsão do tempo dos telejornais somos citados), e comprovei isso nas diversas vezes que tive de explicar aos paulistanos quando morei lá em 2004 que eu era capixaba (“o que é isso?, Índio?”), que era natural de Vitória (“Vitória da Conquista?”) e que o meu Estado também ficava na Região Sudeste (“tem certeza que não é no Nordeste? Não é do lado da Bahia? Então!”) Uma prova desta insignificância nacional pôde ser vista recentemente na “reportagem” da &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.folhavitoria.com.br/site/?target=noticia&amp;cid=8&amp;ch=394c2389789bb3f6415c51d4d736533e&amp;nid=90197/"&gt; Revista da TAM&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; sobre nossa &lt;i&gt;querida capital&lt;/i&gt; e veiculada para todo o território brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Custo de Vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já deu no noticiário: “O ES é o Estado com a maior taxa de crescimento do país atualmente”; “O custo de vida da capital do ES só perde, proporcionalmente ao poder de compra de sua população, à capital do Distrito Federal, Brasília”. Do progresso anunciado, a conta vem logo a seguir... Pois bem: o capixaba está pagando MUITO caro por uma prestação de &lt;b&gt;serviços de merda&lt;/b&gt;. Não há como ser menos pragmático nesta afirmação. Nos últimos dois ou três anos, nosso Estado tem vivenciado um boom imobiliário em proporções talvez nunca antes vistas. Por exemplo, o preço do imóvel nos restritos metros quadrados que nossa Ilha-Capital tem disponíveis atingiu picos de valorização inéditos por aqui, fazendo com que grandes redes de imobiliárias de outros Estados como RJ e SP abrissem o olho grande para nossa terra. Isto gerou um efeito cascata, encarecendo o preço de praticamente tudo por aqui. Porém, muitos prédios novos que surgiram por aí contam com menos de 50% de taxa de ocupação por moradores, ficando a maior parte nas mãos de investidores que, de uns tempos pra cá, contam com apartamentos vazios à espera de quem os alugue ou compre por um preço abusivo. Seria o primeiro sintoma visível no setor em relação à tão falada crise econômica mundial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os preços de imóveis e aluguéis em alta, o comércio supõe que há muita gente disposta a pagar caro por seus serviços. Portanto, também nos últimos dois ou três anos, Vitória (em particular) tem experimentado uma explosão de novos bares e restaurantes, todos se sentindo no direito de cobrarem preços abusivos em seus pratos e oferecendo um &lt;b&gt;serviço de merda&lt;/b&gt;. O resultado pode ser visto por aí: estabelecimentos que fecham suas portas com nem um ano de vida. Devem existir uns dois ou três locais por aqui onde existe público de fato que se dispõe a pagar muito caro por seus serviços. Nos demais, criou-se a ilusão de que todo morador de Vitória vai querer pagar R$ 45 num prato a la carte (só o prato, sem incluir entrada, bebida, sobremesa e os 10%) ou R$ 40 pelo kg de um self service. O capixaba atualmente está numa moda de adorar se sentir VIP, tirar onda de ver e ser visto em locais caros. Se tivesse tanta gente com grana assim por aqui, os mesmos bares, restaurantes e casas noturnas não amargariam mesas vazias a partir da segunda quinzena do mês, quando o salário de todo mundo começa a rarear – ué, quem tem grana &lt;b&gt;mesmo&lt;/b&gt; não vai ficar contando salário no final do mês, certo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Solução:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a crise econômica mundial bata com força no ES, diminua o poder de compra dos investidores e, finalmente, que faça baixar os preços de produtos e &lt;b&gt;serviços de merda&lt;/b&gt; capixabas, deixando aqueles poucos de sempre cobrarem os olhos da cara para quem realmente tem bala na agulha para gastar. Só que com os preços caindo novamente, a prestação dos &lt;b&gt;serviços de merda&lt;/b&gt; tende a piorar o que já é péssimo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os Serviços de Merda&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capixaba paga caro para comer mal e beber mal, além de ser pessimamente atendido. Ponto. Aqui é terra de bar (pseudo) chique concorrer – e ganhar! – concurso de “melhor boteco”. Aqui é terra de beber cerveja quente (só os botecões de verdade - e que não concorrem a premiação alguma - é que servem cerveja no ponto). Aqui é terra de garçons fingirem que não o viram. Aqui é terra de donos de bares/restaurantes desqualificarem a reclamação justa de um consumidor feita num jornal de grande circulação ao invés de seguirem regras básicas de mercado (admitir o erro, convidar o reclamante a voltar ao estabelecimento para desfazer a má impressão, treinar melhor seus funcionários, etc.), pois sabem que o mesmo cidadão voltará ao local “por falta de opção”. Aqui é terra de chegar na melhor parte de uma saída à noite, quando a cerveja começa a bater e a conversa fica animada, e o garçon chegar a você com aquela infame e onipresente pergunta: “Vocês vão querer algo da cozinha? É porque em 10 minutos nós fecharemos a cozinha” - eles perguntam isso faltando 10 minutos sabendo que ninguém vai pedir algo que fique pronto em tão pouco tempo. Isso por volta de meia-noite, 1h da manhã, no máximo. Aqui todos os bares procuram se concentrar num só trecho de uma só rua de um só bairro de uma só cidade – atrever-se a sair do miolo de sempre é fracasso na certa, mesmo sendo na esquina ao lado. Aqui os bares ficam às moscas a partir de 1h30, sendo que depois desse horário é difícil até de pegar táxi pra voltar pra casa. Aqui a conta é cara, mas o &lt;b&gt;serviço é de merda&lt;/b&gt;. Ponto novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Solução&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliminar toda a população capixaba atual e fazer renascer uma nova geração livre de vícios provincianos e dotada de um senso crítico minimamente exigente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PS&lt;/b&gt;: Todos nós somos culpados, pois continuamos a pagar pelo &lt;b&gt;serviço de merda&lt;/b&gt;, dando sustento a isso. Eu sou culpado, você é culpado. “Não há opção e temos que nos contentar com o que temos em mãos ou vazemos daqui!” – este é um bom argumento. Eu já vazei e já voltei. Sobre o atendimento, minha casa e as dos meus amigos possuem o melhor acolhimento para uma boa conversa regada a boa bebida e boa comida. Se optar por sair de casa, tenho de me preparar psicologicamente para engolir o &lt;b&gt;serviço de merda&lt;/b&gt;. É triste. É real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Cultura Capixaba&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não discutirei mais sobre isso enquanto tudo o que for produzido aqui levar a pecha provinciana de “capixaba” a tiracolo (“música capixaba”, “bodyboarder capixaba”, “atleta capixaba”, “economista capixaba”, “ator capixaba”, "assassino capixaba" – a lista é infinita). Alguém aí já ouviu um paulista se auto denominar “músico paulista”? O que seria um "ator carioca"??? Quando você lê sobre "música mineira", fala-se sobre algo bem regional e restrito às tradições de um lugar, certo? Aqui é "música capixaba" para banda de reggae, forró, rock, metal, jazz, idem para a cultura, os atletas, os profissionais, as tragédias, os assassinos... Como se fosse uma etiqueta para denominar algo que só é feito (desta forma) no ES. Ou seja: mal feito? Quem daqui que realmente faz algo que presta certamente não sai Brasil afora bradando a bandeira azul e rosa capixaba como se fosse a única muleta para se apoiar. Se um povo continua se inebriando com tal rótulo pra tudo e ainda tem a necessidade de se auto afirmar pra tudo é porque tudo está errado, penso eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Solução&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hein?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3133/3173825096_02a07ea2f7.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 281px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3133/3173825096_02a07ea2f7.jpg?v=0" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O mesmo momento registrado no início do texto, desta vez com a foto colorida. Pouca coisa muda...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Considerações finais&lt;/b&gt;: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desavisado que não me conheça pessoalmente pode ficar ofendido com o meu texto. Vai pensar: “se esse babaca reclama tanto, porque ele não vaza daqui ou faz algo para mudar?”. Já fiz as duas coisas. Cansei. Estou prestes a fazer 33 anos, estou bem comigo mesmo e não quero levantar bandeira contra o conformismo e a inércia capixabas e tentar mudar alguma coisa para, no final, acabar sendo crucificado tal qual (olha a idade que estou chegando!) um Jesus Cristo pregado na &lt;a href="http://www.vitoria.es.gov.br/diario/2008/0401/embaixador.asp"&gt;Cruz do Papa&lt;/a&gt;. Me tornei uma pessoa mais fechada e egoísta, admito. A propósito, alguém aí já viu um &lt;a href="http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/01/486789-praca+do+papa+nao+resistiu+a+um+ano+de+uso.html"&gt;espaço &lt;/a&gt;tão grande quanto mal aproveitado como aquele onde a famigerada "cruz do Papa" está fincada?!? Aquela cruz está mais para &lt;b&gt;caveira de burro&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;b&gt;Extras&lt;/b&gt;: Como num DVD que você alugou e se arrependeu amargamente de ter perdido seu tempo assistindo-o e, mais masoquista impossível, foi conferir os extras assim mesmo, este texto ainda traz mais um &lt;i&gt;bônus&lt;/i&gt; sobre mais um capítulo de nossa triste história de prestação de serviços vs. crescimento econômico. Por favor, acesse a &lt;a href="http://oivelox.novaoi.com.br/portal/site/OiVelox/menuitem.ebeac1048536fb0248de9f76f26d02a0/?vgnextoid=c0456b009fcf2110VgnVCM10000090cb200aRCRD&amp;STATE=34|RJ|Rio%20de%20Janeiro%20-%20capital"&gt;página do OI Velox do Rio de Janeiro &lt;/a&gt;e compare os preços de conexão de internet banda larga com &lt;a href="http://oivelox.novaoi.com.br/portal/site/OiVelox/menuitem.ebeac1048536fb0248de9f76f26d02a0/?vgnextoid=c0456b009fcf2110VgnVCM10000090cb200aRCRD&amp;STATE=16|ES|Espírito%20Santo"&gt;os cobrados para o capixaba&lt;/a&gt;. Eu pago R$ 69,90 por uma conexão de 300 kbps (minha promoção de R$ 39,90 acabou há meses). Na capital carioca, este mesmo valor cobre uma conexão de 1 mega - se eu quiser esta velocidade aqui no ES terei de desembolsar absurdos R$ 159,00 por mês! Quase três vezes mais. Para nos deixar ainda mais tristes, é bom lembrar que os serviços de conexão de 300, 600 e 800 kpbs inexistem para os cariocas, que contam apenas com velocidades de 1 mega pra cima. Tais discrepâncias dizem muito sobre a verdadeira evolução econômica de nosso Estado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-7224999424022739474?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/7224999424022739474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=7224999424022739474&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/7224999424022739474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/7224999424022739474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2009/01/dicotomia-capixaba.html' title='A Dicotomia Capixaba'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-8128537316226975843</id><published>2008-12-18T15:23:00.017-02:00</published><updated>2008-12-19T14:17:42.006-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='groove'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música eletrônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='breakbeat'/><title type='text'>Pay Per View</title><content type='html'>Eu bem que tento baixar tudo o que desejo ter. Porém, existem alguns itens que simplesmente não consegui achar na rede. Então, recorri ao &lt;i&gt;velho&lt;/i&gt; expediente de encomendar tais DVDs numa loja virtual. Sou fã destas três bandas que falarei logo a seguir, e me permiti ao luxo de desembolsar um dinheirinho para ter o produto original em casa e passar por aquela gostosa expectativa de conferir o andamento do pedido no site, ficar ligado nas Kombis ou motos amarelinhas do Sedex, para depois abrir a caixa da encomenda, estourar as bolinhas daquele plástico utilizado para proteger o produto... e me deleitar no sofá de casa assistindo os tais vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;KMFDM – “World War III Tour&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.jsitop21.com/kmfdmb.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O divertido e original combo &lt;i&gt;metal-industrial-techno&lt;/i&gt; criado e comandado pelo alemão &lt;b&gt;Sacha Konietzko&lt;/b&gt; há 25 anos apareceu na mídia nos últimos tempos pelos motivos errados: aqueles dois garotos idiotas cuja &lt;i&gt;história&lt;/i&gt; foi retratada no documentário “&lt;a href=" http://www.omelete.com.br/cine/100001190.aspx"&gt;Tiros em Columbine&lt;/a&gt;” praticaram seus assassinatos em série, segundo a mídia sensacionalista, influenciados pelas letras do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.kmfdm.net/"&gt;KMFDM&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, banda da qual eram fãs (na verdade, a mídia marrom da época deve ter achado a banda underground demais e escolheu primeiramente &lt;b&gt;Marylin Manson&lt;/b&gt; como bode espiatório, pois o mesmo artista citava o KMFDM como influência). Outros imbecis resolveram se &lt;i&gt;inspirar&lt;/i&gt; no episódio de Columbine e andaram executando pessoas em colégios/faculdades mundo afora. Muito se falou das letras do KMFDM, que eram violentas ou belicistas, ou pior, que os caras eram nazistas! O próprio Sacha Konietzko teve de vir a público para explicar-se, com se algo tivesse de ser esclarecido por causa da demência alheia, pois tais acusações eram completamente infundadas. Dito isso, talvez a energia do álbum “&lt;a href=" http://whiplash.net/materias/cds/003160-kmfdm.html"&gt;WWIII&lt;/a&gt;”, lançado em 2003, tivesse sido contagiada por estes episódios, pois a banda nunca soou tão política, crítica e pesada em seu som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.shout.ru/news/kmfdm_promo3.jpg "&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é a turnê deste disco marcante que “WWIII Tour” retrata. Antes que se pense em caras sisudos e mal humorados, vociferando contra George Bush e revoltados pela associação com  serial killers adolescentes e nazistas, os integrantes do KMFDM são pessoas “normais”, brincalhonas e bem humoradas, em contraste com a pancadaria fenomenal que eles provocam em cima do palco. Portanto, este DVD é um presente para os fãs, com muitas cenas de bastidores, videoclipes exclusivos e um monte de coisas mais (links p/ internet, fotos, press kit, credenciais, etc.). Ou seja: Sacha e cia. apenas mostraram-se como o são de verdade, calando a boca de embalistas preconceituosos e deleitando os admiradores de uma das mais bacanas misturas de rock pesado com eletrônica que se tem notícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.kmfdm.net/photos/live/images/big/live168.jpg "&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;A vocalista Lucia Cifarelli em foto atual&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o que mais interessa, o show ao vivo, o KMFDM destrói! A sonoridade é executada à perfeição no palco, incluindo efeitos de voz, samples, sintetizadores e a tradicional rifferama de guitarras. A abertura do show, com a faixa título do disco que dá nome ao DVD, é simplesmente animal! “From Here On Out” vem na seqüência, com a vocalista &lt;b&gt;&lt;a href="  http://www.myspace.com/luciamusic"&gt;Lucia Cifarelli&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; largando os backing vocals e sintetizadores e assumindo a linha de frente com muita sensualidade e presença de palco. Ela realmente rouba o show quando comanda a situação. O visual de Lucia e sua roupa colante de látex, além dela ser uma tremenda gata e cantar muito, parece ter saído de algum HQ dos X-Men – tudo a ver com a banda, pois as capas de todos os seus discos possuem temática de quadrinhos. Aliás, o visual atípico dos caras em relação ao que se espera de uma formação vinda do cenário industrial (um dos guitarristas usa até um infame boné!) talvez possa decepcionar os neófitos de plantão, tão acostumados com bandas maquiadas e de figurinos impecáveis. Com exceção de Lucia, do moicano de Sacha Konietzko e o estilo &lt;i&gt;glam-cowboy&lt;/i&gt; do convidado e membro honorário &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.myspace.com/raymondwatts"&gt;Raymond Watts&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (da banda-irmã &lt;b&gt;PIG&lt;/b&gt;), os outros caras parecem mesmo que tocam no &lt;b&gt;Social Distortion&lt;/b&gt;! Voltando ao show, o repertório obviamente é centrado no (ótimo) disco lançado em 2003, mas alguns clássicos como “Light”, “A Drug Against War” e “Juke Joint Jezebel” (esta, encerrando de forma apoteótica a apresentação) são tocados com fúria e perfeição. Se você é fã, vale cada centavo investido. Se você apenas gosta de uma música ou outra da banda, vai acabar virando fã ao ver o show.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;My Life With The Thrill Kill Kult – “Kult Kollection”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SUqIjQ4Au3I/AAAAAAAAARc/-SphoH8RfuU/s1600-h/kult.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SUqIjQ4Au3I/AAAAAAAAARc/-SphoH8RfuU/s400/kult.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281183652452023154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o papo é de fã para fã, este DVD do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.mylifewiththethrillkillkult.com/"&gt;My Life With The Thrill Kill Kult&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é para amantes hardcore da banda! Grupo underground formado em Chigago ( EUA), berço do rock industrial yankee, o Kill Kult reuniu todos os seus vídeos (com exceção do material produzido de seu &lt;a href=" http://theflamejob.blogspot.com/2007/05/my-life-with-trhill-kill-kult-filthiest.html"&gt;disco mais recente &lt;/a&gt;, lançado ano passado) num só DVD, recheando o espaço que sobrou (muito, diga-se) com uma apresentação ao vivo. O mix de rock industrial com vozes femininas lascivas e climas noir está muito bem representado nos clássicos videoclipes de “Sex On Wheelz” (com aquele clima cabaré estilo puteiro de &lt;a href=" http://video.movies.go.com/sincity/"&gt;Sin City&lt;/a&gt;), “Sexplosion” (em preto-e-branco, &lt;i&gt;noir&lt;/i&gt; total) e “Kooler Than Jesus” (ótima colagem de imagens de santos católicos  e putaria, dando efeito de &lt;i&gt;stop motion&lt;/i&gt;) – produções simples com idéias idem, porém com resultados bem interessantes. Mas o resto dos vídeos, meu deus... Manja estudantes de comunicação filmando um videoclipe após muita fumaça na cabeça? É daí pra pior! Tudo bem que o Kill Kult nunca foi uma banda grande ao ponto de possuir verbas gordas para seus clipes. Mas vídeos como os de “Dope Doll Jungle”, “Blue Buddha” e “Hard, Fast &amp; Beautiful” parecem ter sido feitos de gozação, tamanho o amadorismo e o nonsense das cenas! É trash mesmo e escrevo isso sem pestanejar! São alguns dos piores videoclipes que eu já vi, e talvez por isso mesmo possa ser divertido de assisti-los após litros de cerveja... “&lt;i&gt;O DVD então é uma porcaria?&lt;/i&gt;”, alguém poderia perguntar. Não mesmo! Na verdade, as nove músicas gravadas ao vivo redimem o vexame provocado pela maioria dos videoclipes. O show foi registrado durante a turnê do excelente “&lt;a href="  http://theflamejob.blogspot.com/2005/09/indstria-no-pra-ii.html "&gt;Hit, Run &amp; Hollyday&lt;/a&gt;” (o disco mais &lt;b&gt;The B-52’s&lt;/b&gt; da banda), e a apresentação é ótima, com todo aquele clima noir e sensual realçado pelas vocalistas convidadas. Se você curte a banda &lt;b&gt;mesmo&lt;/b&gt; vai tomar um susto com a tosqueira de boa parte dos videoclipes. Mas o material ao vivo compensa o choque. Se você não curte ou pouco se interessa pelo Kill Kult, passe longe.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Este DVD não contém extra algum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meat Beat Manifesto – “In Dub: 5.1 Surround”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://ecx.images-amazon.com/images/I/51Q7AN7Z1EL.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inovador projeto eletrônico encabeçado pelo produtor musical &lt;b&gt;Jack Dangers&lt;/b&gt; ganhou um registro audio-visual à altura da relevância de sua música. “&lt;b&gt;In Dub: 5.1 Surround&lt;/b&gt;” é uma experiência única de assistir/ouvir. Trata-se de um ambicioso projeto desenvolvido junto com o respeitado videomaker &lt;b&gt;&lt;a href="  http://www.holofonic.com/"&gt;Ben Stokes&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, onde áudio e vídeo estão conectados perfeitamente, numa mistura de sensações marcantes para quem puder usufruir deste produto em sua amplitude. As colagens visuais interagem-se com o som, com versões ainda mais pesadas e voltadas para o &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; de várias faixas da banda (a maioria de “RUOK”), tudo produzido para rodar em sistemas de áudio 5.1 surround (daí o subtítulo do DVD). O sub-grave do som é de tremer o chão de sua sala, sendo que em vários momentos a própria imagem do DVD treme nas batidas mais pesadas (acredito que isto tenha sido intencional ou minha TV já está dando defeito, rsrsrsrs...). Como se trata de um produto incomum, não teremos aqui cenas de apresentações ao vivo (isto já foi muito bem registrado no DVD “Travelogue Live 05” – vi alguns &lt;a href=" http://br.youtube.com/watch?v=xaYvzUGsvrE"&gt;trechos no You Tube&lt;/a&gt; e em breve vou encomendar este também), mas sim muita &lt;i&gt;piração&lt;/i&gt; audiovisual, daquelas perfeitas para um dono de bar metido a moderno colocar em TVs de LCD e tirar onda de que comprou “&lt;i&gt;um DVD muito louco na Europa&lt;/i&gt;”. Mas podemos esperar tudo, menos clichezões batidos quanto ao som – e também aos videos – do &lt;a href=" http://www.meatbeatmanifesto.com/"&gt;Meat Beat Manifesto&lt;/a&gt;. O máximo que o grupo chegou ao mainstream foi a inclusão do breakbeat animal de “Prime Audio Soup” na trilha sonora de “Matrix” (inclusive aparecendo em algumas das cenas mais marcantes do filme), e este DVD definitivamente não os colocará em vala-comum alguma. Vale ver e ouvir com a mente  devidamente preparada e nas melhores condições possíveis, ou seja: com uma bela de uma TV e um bom sistema de som. Impressiona!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-8128537316226975843?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/8128537316226975843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=8128537316226975843&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8128537316226975843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8128537316226975843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/12/pay-per-view.html' title='Pay Per View'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SUqIjQ4Au3I/AAAAAAAAARc/-SphoH8RfuU/s72-c/kult.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-3482258662627845322</id><published>2008-10-28T17:47:00.027-02:00</published><updated>2008-10-30T17:30:58.889-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='southern rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock and roll'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blues'/><title type='text'>Don’t Mess With Texas!</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.allwavediscos.com.br/loja/images/7898103204790%5B1%5D.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrimônio histórico do Texas e uma das bandas mais singulares, divertidas e sacanas da história do rock and roll, o trio de barbudos &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.zztop.com/"&gt;ZZ Top&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; finalmente lançou neste ano seu primeiro DVD contendo uma apresentação ao vivo. “&lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:hnfyxz8jldhe "&gt;Live From Texas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;” obviamente foi registrado em seu estado natal, na cidade de Dallas, com um show simplesmente sensacional. É impressionante a interação do trio com sua platéia, com a banda tocando como se estivesse num boteco de beira de estrada típico de filme americano, com garçonetes peitudas, caminhoneiros bêbados falando alto, hell’s angels arrumando confusão e chicanos de prontidão para lhes oferecer &lt;i&gt;uma parada&lt;/i&gt;. Vendo o DVD, parece que a qualquer momento vão surgir da platéia &lt;a href=" http://burtreynolds.com/ "&gt;Burt Reynolds&lt;/a&gt; e seus amigos – e amigas também – do filme “&lt;a href=" hhttp://br.youtube.com/watch?v=ERTCICM9zQM "&gt;Agarre-me se Puderes&lt;/a&gt;”. Preste a atenção na platéia e verá que estes tipos ainda existem e urram de felicidade a cada canção tocada pelo trio - inclusive há até uns figuras portando barbas postiças! Mas não se engane com a comparação. O show é super produzido, com um trabalho irrepreensível no palco, algo como um Texas futurista, meio &lt;a href=" http://www.thegalaxyrangers.com/Default.asp?flash=false "&gt;Galaxy Rangers&lt;/a&gt;, se é que você me entende... E o som! Puta que pariu! Se você tem um home theater (eu &lt;i&gt;ainda&lt;/i&gt; não tenho), deve ser uma experiência áudio-visual alucinante. Mas nada disso seria relevante se a banda não for legal. &lt;i&gt;Legal&lt;/i&gt;?!? Meu amigo, estamos falando de ZZ Top!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.watchingvh1.com/wp-content/uploads/zztop.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante a precisão, o feeling e a total interação entre &lt;b&gt;Billy Gibbons&lt;/b&gt; (guitarra e vocal), &lt;b&gt;Dusty Hill&lt;/b&gt; (baixo e vocal) e &lt;b&gt;Frank Beard&lt;/b&gt; (bateria – curiosamente, o “Frank Barbudo” é o único que carrega a palavra “barba” no nome e ostenta apenas um discreto bigode, vai entender...). Também, são quase 40 anos tocando juntos sem mudanças na formação. E os caras se divertem pra caramba no palco, tocando apenas os três, sem backing vocals, teclados ou metais – essas coisas que tanto embregalham o rock and roll. O show do ZZ Top é como se eles estivessem se apresentando para seus amigos mais chegados – sendo a apresentação no Texas, nada mais natural, ainda que seja para umas 20 mil pessoas! Vendo o DVD – inclusive os extras, com um impagável jogo de pôquer entre os três (falo sobre isso mais à frente...) - dá para deduzir que Dusty Hill seria o cara sacana da banda (se bem que Gibbons não fica atrás neste quesito...), daqueles que te convidariam para tomar uma cerveja na sua mesa, apresentaria umas gostosas, enfim, te levaria &lt;i&gt;pro mal caminho&lt;/i&gt; e para a diversão sem hora nem dia para acabar. E o barbudão ainda segura a onda com peso e groove nos momentos em que Billy Gibbons larga a base e parte para os solos. Dusty Hill é o quietão da banda, sério e compenetrado no palco, que vez ou outra dispara os dois bumbos ou algum efeito na batera. Mas dêem umas cervas pro cara que ele começa a te sacanear (vejam os extras...). E Billy Gibbons... bom, sou suspeito para falar de um dos meus guitarristas preferidos de todos os tempos. Cada riff, cada arpejo, cada deslizada no slide vindos das mãos calejadas deste texano gente fina são carregados do mais puro feeling e sem nenhuma embromação. É o &lt;i&gt;rock and roll/boogie/blues/southern rock&lt;/i&gt; personificado num só ser humano. O timbre de suas guitarras (quase sempre uma Gibson customizada) e a sua forma de tocar são únicos e inacreditavelmente agradáveis de ouvir.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://stereogum.com/img/zztop_vh1.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repertório de “Live From Texas” é excelente, pois privilegia tanto os clássicos dos anos 70 quanto algumas músicas mais recentes, como a sensacional “Pin Cushion” (do quase industrial “Antenna”, 1993). O show começa quebrando tudo com a fantástica “&lt;a href=" http://br.youtube.com/watch?v=ZHRHc5HmFHg "&gt;Got Me Under Pressure&lt;/a&gt;” (de “&lt;strong&gt;Eliminator&lt;/strong&gt;”, 1983, que foi o disco mais vendido da história da banda). “Waitin’ For The Bus” e “&lt;a href=" http://br.youtube.com/watch?v=eyfOh_BZ_mQ "&gt;Jesus Left Chicago&lt;/a&gt;” vêm em seguida, fazendo a alegria deste que vos escreve, pois elas são do “&lt;strong&gt;Tres Hombres&lt;/strong&gt;” (1973), o melhor disco da banda, na minha humilde opinião. Os clássicos vão sendo tocados com feeling e bom humor ao longo do show. Em “Just Got Paid” (de “&lt;strong&gt;Rio Grande Mud&lt;/strong&gt;”, 1972), Billy Gibbons troca sua Gibson customizada por um modelo surradão da mesma marca. É um dos pontos altos do DVD, pois o guitarrista encaixa um slide no dedo e simplesmente destrói ao introduzir o riff animal desta música! E ele ainda improvisa novamente um slide malvadão no meio da canção, levando a platéia à exaustão. Falar dos destaques do resto do repertório é entrar na redundância do quanto ele é fantástico, mas não há como não chamar à atenção para a paulada de “Heard It On The X” (de “&lt;strong&gt;Fandango&lt;/strong&gt;”, 1975 – sempre me vem à cabeça o Motorhead tocando esta música, não sei porquê...), a impagável “Legs” (novamente de “Eliminator”), quando Billy Gibbons e Dusty Hill tocam com instrumentos de pelúcia (&lt;a href=" http://br.youtube.com/watch?v=HH85zttgbGg "&gt;só vendo para acreditar!&lt;/a&gt;), e o &lt;i&gt;grand finale&lt;/i&gt; com as espetaculares “La Grange” e “Tush”, dois mega-clássicos de “Tres Hombres” e “Fandango”, respectivamente. “Live From Texas” vale cada centavo investido (saiu no Brasil!) e merece ser visto na companhia de seus melhores amigos regado a cerveja gelada e wisky de qualidade – um clichezão, mas absolutamente autêntico em se tratando de ZZ Top. Portanto, &lt;b&gt;&lt;a href=" http://en.wikipedia.org/wiki/Don't_Mess_with_Texas"&gt;não mexa com o Texas!&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://static.howstuffworks.com/gif/zz-top-eliminator-hot-rod-2.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Foto do ZZ Top da época do "&lt;b&gt;Eliminator&lt;/b&gt;" (1983), que é o nome deste hot rod customizado do trio&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EXTRAS&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jogo de Pôquer&lt;/b&gt;: Eis que Billy Gibbons, Dusty Hill e Frank Beard resolvem contar a história da banda numa partida de pôquer regada a cerveja, cigarros, charutos e uma boa grana apostada. Em tempos de aquecimento global e outras empulhações caretas atuais, nada mais politicamente incorreto – contudo, nada mais autêntico vindo destes caras. O trio vai apostando e bebendo cerveja à medida que passagens marcantes e divertidas do ZZ Top vão sendo contadas por quem viveu aquilo na primeira pessoa. Lá pelas tantas, os caras meio que tiram um sarro dos Rolling Stones, com quem excursionaram nos anos 70 e, segundo diz a lenda, foram engolidos pela força do power trio texano. Em outro momento divertido, Dusty Hill sacanaeia a si próprios afirmando que “naqueles tempos o ZZ Top estava na moda”, ao comentar os altíssimos níveis de popularidade que o trio alcançou nos anos 80 sem abrir mão do seu visual atípico. Mas não vá esperando que Billy Gibbons dê pistas sobre a história da Fender rosa que ele ganhou de &lt;b&gt;Jimi Hendrix&lt;/b&gt;, porque o cara não abre o jogo nem a pau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Não há legendas em português, apesar de o DVD ser nacional (pra variar, o pouco caso das gravadoras brasileiras...). Mas dá para entender o que os caras falam se você não manja de inglês ao optar por legendar em espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://img2.timeinc.net/ew/dynamic/imgs/080506/stephen-king/zz-top_l.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Foto dos primórdios, no começo dos 70's&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Dia do Show&lt;/b&gt;: apenas um making off do espetáculo, nada de mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foxy Lady&lt;/b&gt;: Ah, isso sim é um presente! O ZZ Top tocando o clássico de Jimi Hendrix (O Deus e o Diabo encarnados juntos num músico!) com a pegada característica do trio. A versão ficou fodaça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Observações&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obviamente, com uma banda de quase 40 anos de carreira, ainda na ativa e que lança bons discos até hoje (“&lt;strong&gt;Recycler&lt;/strong&gt;”, de 1990, talvez seja o único mais fraquinho), sempre haverá omissões sentidas no repertório de seus shows. Pois eu gostaria apenas que pelo menos uma do sensacional “&lt;strong&gt;Rythmeen&lt;/strong&gt;” (1996) tivesse sido tocada, como as fantásticas “Bang Bang”, “Hairdresser”, “Hummbucking PT 2” ou mesmo a faixa-título. Eles também não tocaram nenhuma do "&lt;strong&gt;First Album&lt;/strong&gt;" (1970), que é o meu segundo disco preferido. E bem que eles poderiam ter mandado “Beers, Drinkers &amp; Hellraisers” (de “Tres Hombres”), uma das músicas que melhor definem o ZZ Top! Enfim, satisfazer fã deve ser um saco, rs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href=" http://thepiratebay.org/torrent/4250028/ZZ_TOP_LIVE_FROM_TEXAS "&gt;download de “Live From Texas” via torrent&lt;/a&gt; é até fácil de achar por aí. Eu, inclusive, estava baixando, até que descobri que o DVD havia sido lançado no Brasil. Uma preciosidade dessas eu fiz questão de ter o original!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-3482258662627845322?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/3482258662627845322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=3482258662627845322&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/3482258662627845322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/3482258662627845322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/10/dont-mess-with-texas.html' title='&lt;b&gt;Don’t Mess With Texas!&lt;/b&gt;'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-8850319995504061081</id><published>2008-09-23T19:18:00.015-03:00</published><updated>2008-10-29T10:39:49.851-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chill out'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dub'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ambient'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='synthpop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acid jazz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='future pop'/><title type='text'>ALGUNS SONS...</title><content type='html'>E não estranhe se este blogg for atualizado por dez dias seguidos ou só no ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Covenant – “In Transit”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.releasemagazine.net/Pictures/covenant_group2.jpg "&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;A sofisticação do figurino dos caras combina com sua música&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.diskpol.com/images/cat/0030/30557.jpg  " align="left"&gt; Uma das melhores bandas eletrônicas da atualidade, o trio sueco &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.covenant.se/ "&gt;Covenant&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; - não confundir com o black metal industrial &lt;a href="http://www.myspace.com/thekovenant "&gt;The Kovenant&lt;/a&gt; – lançou outro disco ao vivo em 2007 (o primeiro, “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:a9ftxqealdhe "&gt;Synergy – Live In Europe&lt;/a&gt; ”, é de 2000). “&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AhkU2uTIhcA"&gt;In Transit&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;” contém mais uma leva de belíssimas canções sobre bases digitais modernas e dançantes. O rótulo &lt;i&gt;futurepop&lt;/i&gt;, do qual o trio é comumente associado à sua concepção, não comporta mais a excepcional música destes caras – eles estão mais para um Depeche Mode dos novos tempos. Ouça, por exemplo, a magistral versão ao vivo de “Bullet” ou a melodia singela de “Happy Man” cantada perfeitamente pelo vocalista  Eskil Simmonsson, e constate que a famigerada mistura de &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; com EBM e melodias &lt;i&gt;trance&lt;/i&gt; – a grosso modo, o que consiste o &lt;b&gt;futurepop&lt;/b&gt; – não é mais suficiente para resumir o que é o Covenant. Este disco ao vivo é uma boa coletânea de algumas de suas melhores faixas, mas o barato mesmo é ver o DVD do show, com uma excelente produção de palco (ligeiramente alusiva ao Kraftwerk), a qualidade sonora perfeita, o figurino &lt;i&gt;finesse&lt;/i&gt; dos caras e o público tão elegante quanto. Eu ralei para achar isso no Torrent, e o link que baixei já expirou. Qualquer coisa, eu gravo para quem interessar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Front 242 – “Moments”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.shout.ru/news/front242_promo2003_01.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://ecx.images-amazon.com/images/I/31inAQL4Q6L._SL500_AA213_.jpg   " align="left"&gt; De volta ao passado! A onda dos revivals ainda age como uma praga sem data para acabar. Sinal dos tempos, de que os &lt;i&gt;velhinhos&lt;/i&gt; (adjetivo para qualquer um que tenha nascido antes dos 90’s, segundo os tempos atuais) têm pouco ou nada a dizer a não ser relançarem clássicos e deixarem as novidades para a garotada? É bem provável, e isso pode se aplicar aos belgas criadores da EBM (electronic body music): o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.front242.com/ "&gt;Front 242&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;. Ao que tudo indica, ele preferem o conforto de andar sobre este tipo de terreno mais seguro e garantido contra críticas vorazes. O último disco inédito deles foi lançado em 2003 (“&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:fzfwxqyaldfe"&gt;Pulse&lt;/a&gt;”), era apenas ok e demorou 10 anos para sair! Fora isso, o quarteto vinha desagradando os fãs ortodoxos (como eu!) ao insistir em tocar ao vivo suas faixas no mesmo formato registrado desde “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:avfpxqyjldke"&gt;Reboot: 98&lt;/a&gt; ”. Os clássicos de outrora foram repaginados radicalmente para uma espécie de &lt;i&gt;hardcore techno&lt;/i&gt; barulhento e repetitivo, que depunha contra o passado de glórias do grupo. Todos os detalhes dos arranjos e timbres foram aplacados por uma sonoridade &lt;i&gt;acid&lt;/i&gt;, linear e chata pra burro em todas as músicas! Acho que a chiadeira foi tanta no ouvido deles, que agora os caras resolvem dar um mimo aos fãs com o recém lançado box “&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.front242.com/site/content/discography.asp?id=75"&gt;Moments&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”. Da primordial “U-Men” (1981) à recente “Together” (2003), são mais de 20 clássicos tocados ao vivo, próximos à maneira original, tal qual sugere o título da turnê que gerou este lançamento (“Vintage Tour”). É pra fã nenhum reclamar, ainda que a versão 2008 do mega-clássico “Headhunter” não chegue aos pés da energia contida no registro de “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:0pfwxq9hldse" class="preto"&gt;Live Code&lt;/a&gt;” (1995), que pra mim é ainda o disco ao vivo definitivo do Front 242 (em que se pesem as ausências homéricas daquele disco, devidamente resgatadas em “Moments”).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ELETRÔNICA HYPE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Presets – Apocalypso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://tootootbeepbeep.files.wordpress.com/2008/04/the-presets-2.jpg "&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Posso jurar que o som do The Presets não tem nada a ver com o visú destes caras...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drk500/k510/k51024z4z1m.jpg   " align="left"&gt; Tudo o que você ler nesta resenha pode resvalar em mofo. Afinal de contas, o último disco do duo australiano de &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/thepresets"&gt;The Presets&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;, “&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:gvfwxzyjldje"&gt;Apocalypso&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”, foi lançado há &lt;i&gt;distantes&lt;/i&gt; três meses, e a cena eletrônica do país dos cangurus pode já ter sido deixada de ser hype há muito tempo - talvez algumas &lt;i&gt;horas&lt;/i&gt; atrás – para dar espaço às novidades vinda de/da/do ... (preencha o espaço você mesmo, pois eu perdi o bonde da história). Agora, se você não se deixa levar por qualquer marola passageira divulgada por aí pela internet, eu ponho a mão no fogo por estes caras aqui. Não tem pra &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/pnaupnau"&gt;Pnau&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/midnightjuggernauts"&gt; Midnight Juggernauts&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/cutcpopy"&gt;Cut Copy &lt;/a&gt;&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/bagraiders"&gt; Bag Raiders&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; nenhum não: entre os nomes mais hypados do tal &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; australiano, o The Presets põe fogo nas pistas de dança de verdade, sem pudores indies (tais quais seus conterrâneos de cena), pois não tem medo de pesar o som quando lhe convém (como em "Kicking and Screaming" e em "My People"), fazendo o disco descer bem por inteiro. Em alguns momentos, os vocais e as melodias dos arranjos (principalmente em “This Boy In Love e “New Sky”) lembram um Depeche Mode classudo ou mesmo um Information Society quando estes resolviam mandar bem de verdade (tipo “What’s On Your Mind”, injustamente relegada à condição de &lt;i&gt;trash hit 80’s&lt;/i&gt;). E &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; por &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; da cena do país do caçador de crocodilos que morreu com uma ferroada de uma arraia no meio do coração, o The Presets é o grupo que mais se aproxima do verdadeiro sentido deste gênero musical, ao mesmo tempo que o atualiza e o transforma em algo moderno e original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por falar em &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt;...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://formatmag.com/wp-content/uploads/2007/07/chromeo_cover.jpg "&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O cara aí da esquerda &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; é o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Patrick_Dempsey"&gt;Patrick Dempsey&lt;/a&gt;!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj100/j158/j15897iv73v.jpg " align="left"&gt; Outro dia eu estava ouvindo o duo norte-americano &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/chromeo"&gt;Chromeo&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;, super hypado projeto de electro-retrô que rola atualmente. Ao mesmo tempo em que me divertia à beça com o som deles, me incomodava constatar que os caras emulavam 100% um tipo de &lt;i&gt;tecnopop&lt;/i&gt; caricato que era datado já nos anos 80! Enquanto baluartes do primeiro escalão deste gênero como Depeche Mode, New Order e o pai/avô/Deus-Criador Kraftwerk inovavam a cada lançamento, uma turma da &lt;i&gt;segunda divisão&lt;/i&gt; daquela época suava em baterias hexagonais vagabundas e sintetizadores baratos para tentar correr atrás dos mestres, gerando faixas tão divertidas quanto constrangedoras. Pegue aí o exemplo de gente como &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UYb83KM4at4"&gt;Spandau Ballet&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uUjIA3Rt7gk"&gt;Flock of a Seagulls&lt;/a&gt;. Esta leva de artistas ficou eternizada por carregar os nomes, as roupas e os penteados mais ridículos de todos os tempos, assim como tiveram pelo menos uma música registrada nos anais do &lt;i&gt;tecnopop&lt;/i&gt; e que hoje são motivo de risadas em festas retrô. Pois é este tipo de som que o Chromeo quer reproduzir sem o menor pudor. Tirando a qualidade da gravação (com graves e médios prontos para tremer o chão das pistas de dança de hoje), esta dupla cara-de-pau e seus discos poderiam se equiparar ao som que o &lt;b&gt;Ministry&lt;/b&gt; fez em seu primeiro disco, de 1983. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.twisted-talent.de/pics/news/Ministry/Al_Jourgensen.jpg "&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Este cowboy do inferno apocalíptico atual um dia foi vítima da moda...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://content.answers.com/main/content/img/amg/pop_artists/P08247A091L.JPG"&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;O que esta pessoa viu na sua frente nos anos 80 para se transformar no cara da foto anterior?!?&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd900/d906/d90627y3z0m.jpg" align="left"&gt; Se hoje o grupo de &lt;b&gt;Al Jourgensen&lt;/b&gt; é lembrado por ter criado a incendiária mistura de thrash metal com industrial e segue atualmente provocando abalos sonoros pesadíssimos, em 1983 o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.ministrymusic.org/ "&gt;Ministry&lt;/a&gt; &lt;/b&gt; gravou um vexame, parecendo querer ser desesperadamente uma banda para tocar na trilha sonora de “A Garota de Rosa Shocking” (ou em qualquer filme adolescente genérico da época). Postas lado a lado, até que as três primeiras músicas de “&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:k9fwxqw5ldhe &lt;br /&gt; "&gt;With Sympathy&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;” não fariam feio aos sons do Chromeo (ué, não deveria ser o contrário?). “Effigy”, com bons arranjos de synth e guitarras, “Revenge” e seu clima quase gótico, e o groove irresistível de “I Want To Tell Her”, que faria bonito na onda &lt;i&gt;new disco&lt;/i&gt; atual, formam uma bela trinca inicial neste disco de estréia do Ministry. Mas o que se segue no resto das faixas é de constranger até mesmo ao Chromeo! Confie na opinião do próprio Al Jourgensen sobre este álbum: “&lt;i&gt;Não valeria à pena nem ser roubado!&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O TECNOPOP SANGUE BOM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/pic200/drp000/p086/p08674gi7m9.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;O grupo belga &lt;b&gt;Telex&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta de irresponsáveis como o Chromeo e também por causa do já longínquo hype do &lt;i&gt;electroclash&lt;/i&gt; (foi em 2001, lembra?), o &lt;i&gt;tecnopop&lt;/i&gt; tem sido sinônimo de uma época em que o bom gosto fora esquecido. Tamanho foi o estrago promovido por aquela gente esquisita e exagerada, que logo no início dos anos 90 o gênero musical movido à base de sintetizadores apareceu já de rótulo novo, o &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt;. Esta nova alcunha nada mais era do que a mesma coisa que o &lt;i&gt;tecnopop&lt;/i&gt;, porém sob um estofo mais &lt;i&gt;chique&lt;/i&gt; e menos espalhafatoso. Contudo, músicos de boas bandas do ressurgido pop de sintetizadores como &lt;a href="http://www.myspace.com/devisionmusic"&gt;De/Vision&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.wolfsheim.de/"&gt;Wolfsheim&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.mesh.co.uk/"&gt; Mesh&lt;/a&gt; - que, diga-se de passagem, passam batidas do hype do &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; australiano de hoje - faziam referência não aos &lt;i&gt;trash hits&lt;/i&gt; dos 80’s citados no parágrafo acima, mas sim a um pessoal do &lt;i&gt;tecnopop&lt;/i&gt; que deixou algum legado respeitável a ser seguido. É por isso que lembrei com carinho de duas bandas ótimas dos anos 80: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.telex-music.com/"&gt;Telex&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=j4ZhkNS2IkU"&gt;Moskwa TV&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (OBS: eu poderia citar também o excelente &lt;a href=" http://www.ultravox.org.uk/"&gt;Ultravox&lt;/a&gt;, mas este e a carreira solo do ex-integrante &lt;a href=" http://www.metamatic.com/"&gt;John Foxx&lt;/a&gt; merecem posts à parte). Estes dois nomes participaram ativamente de minha pré-adolescência, ao lado dos óbvios Depeche Mode, New Order e Kraftwerk. Posso afirmar tranquilamente que faixas como “So Sad” e “Second Hand”, dos belgas do Telex (vale atentar que eles voltaram á ativa!), quando tocadas numa pista de dança de &lt;i&gt;electro/synthpop&lt;/i&gt; de hoje (eu já fiz isso!), gerariam interrogações nos antenados de plantão, ávidos para saberem que &lt;i&gt;banda nova&lt;/i&gt; estaria tocando. Já músicas como “Tell Me, Tell Me” e “Brave New World”, dos alemães do Moskwa TV (uma das crias do geniozinho &lt;b&gt;&lt;a href=" http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;friendID=34957142" &gt;Talla 2XLC&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;), talvez agradem em cheio aos fãs de grupos que promovem o eterno revival do &lt;b&gt;post-punk&lt;/b&gt; (como fizeram os noruegueses do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/tr707"&gt;Monomen&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; em “Oscilate”) e que não resistem em soltar uma ou outra faixa lotada de sintetizadores oitentistas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;LOUNGES E GROOVES INSUSPEITOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música &lt;i&gt;lounge&lt;/i&gt;/&lt;i&gt;chill out&lt;/i&gt; virou rótulo suspeito para a trilha sonora de qualquer ambiente metido a besta. Há tempos que este tipo de som tem sido banalizado por cítaras indianas de araque, BPMs baixos e safados programados em cima de discos de &lt;i&gt;música étnica&lt;/i&gt; de procedência duvidosa, e vez ou outra com alguma cantora brasileira de vocais &lt;i&gt;neo bossa nova&lt;/i&gt; de sobrenome exótico, normalmente citando alguma cidade baiana ou carioca, cuja &lt;i&gt;fama&lt;/i&gt; só engana a gringos sebosos sempre dispostos a chacoalhar os esqueletos com alguma &lt;i&gt;world music&lt;/i&gt; devidamente europeizada para não agredir aos seus paladares. Separar o trigo do joio em meio a tanto curry e dendê falsificados requer um trabalhinho! E não vou negar o clichezão de assumir que curto sons mais light para embalar meu dia-a-dia com mais calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Orb – “The Dream”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://imp-artists.com/artists/theorb.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Este simpático senhor é responsável por alguns dos sons mais alucinógenos e originais que se tem notícia&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj800/j876/j87653ohkek.jpg  " align="left"&gt; Quando as primeiras raves surgiram na Inglaterra, na segunda metade dos anos 80, um sagaz indivíduo chamado &lt;b&gt;Alex Paterson&lt;/b&gt; resolveu criar a trilha sonora para aqueles momentos onde a bombação já havia passado, mas as drogas ainda continuavam a fazer efeito. Era a hora de diminuir gradativamente o BPM, como que um espírito pilhado fosse expurgado aos poucos de seu corpo, sem acabar com a festa abruptamente. Reza a lenda que o hoje mega DJ &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Oakenfold"&gt;Paul Oakenfold&lt;/a&gt; cedeu um espaço em uma festa sua ao tal do Paterson, que acabou concebendo o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.theorb.com/ "&gt;The Orb&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; como o primeiro projeto musical dedicado exclusivamente aos &lt;i&gt;chill outs&lt;/i&gt;. Tomando lições dos experimentos com música &lt;i&gt;ambient&lt;/i&gt; promovidos por Brian Eno, das viagens mais progressivas e psicodélicas do Pink Floyd (David Gilmour declarou em 1993 que era fã do Orb!) e das chapações &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; jamaicanas, Alex Patterson criou um som único. A música flutua pelos canais de som, mas também treme o chão e faz dançar. Nunca em qualquer de seus discos Patterson apelou para climinhas pseudo-trancendentais. A única certeza ao ouvir o som deste inglês doidão é que a viagem estaria garantida, mas o destino seria sempre para algum lugar diferente. Dito isso, é bom frisar que “&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:39fyxzljldte"&gt;The Dream&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”, seu lançamento mais recente, é o seu melhor disco desde “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:hxfoxquhldte"&gt; Orblivion&lt;/a&gt;” (1997). Alguns climas iniciais nas faixas deste disco novo do The Orb podem sugerir alguma aula de meditação ou tai chi chuan. Mas os grooves e programações que entram a seguir podem fazer de um incenso um incêndio! De fato, a sonoridade de “The Dream” é mais dançante, vide as ótimas batidas de “Vuja De” e “The Truth Is...”. Contudo, os momentos &lt;i&gt;espaciais&lt;/i&gt; estão sempre presentes, como em “The Dream” e “DDD”, como reza a cartilha psicodélica de estilo único nas produções de Alex Paterson. Aperte os cintos, senão teu corpo e tua mente vão loooooonge.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nightmares on Wax – “Thought So”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://ch.ill.fm/wp-content/uploads/2008/03/nightmaresonwax.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;O cabeça do Nightmares on Wax&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drl400/l445/l44586tt0cb.jpg" align="left"&gt; Seguramente você pode baixar qualquer disco do projeto encabeçado pelo produtor inglês George Evelyn, mais conhecido como &lt;b&gt;DJ EASE&lt;/b&gt;, que a tua viagem em busca de beats ora calmos, ora grooveados e sofisticados será recompensada. Que bom constatar que o &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.myspace.com/nightmaresonwax"&gt; Nightmares On Wax &lt;/a&gt;&lt;/b&gt; ainda tem gás pra acender e cozinhar bons climas e grooves sem apelar para os chavões que eles próprios involuntariamente ajudaram a reforçar. O estofo sonoro do recém lançado “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:d9frxzwkldse"&gt; Tought So&lt;/a&gt;” possui uma batida ligeiramente hip-hop, com grooves graves e pesados. Contudo, a melancolia trip-hop e os climas sofisticados continuam presentes, como que se o DJ EASE quisesse sempre reafirmar que o seu Nightmares On Wax pertence – ainda que não seja um dos pioneiros – a uma rara estirpe de projetos fenomenais de &lt;i&gt;down beats&lt;/i&gt; como Massive Attack, Portshead, Thievery Corporation e Moorcheeba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Medeski, Martin &amp; Wood – “Combustication remix EP”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/47/206935194_75fc6d5285.jpg?v=0"&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Este trio arregaça com grooves animais e intricados&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd700/d709/d709276ll9p.jpg   " align="left"&gt; Um dos primeiros downloads que fiz em minha vida foi deste disco do trio &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.mmw.net/"&gt; Medeski, Martin &amp; Wood&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. O meu interesse sobre eles veio após ler em algum lugar que existia uma banda que praticava exatamente o mesmo tipo de som que o &lt;b&gt;Beastie Boys&lt;/b&gt; fez nas faixas instrumentais dos mega-clássicos “Check Your Head” (1993) e “Ill Communication” (1995). E que &lt;b&gt;”&lt;i&gt;&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:difexq9kldje"&gt; Combustication&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;”&lt;/b&gt; era um EP de remixes que estreitavam a relação do som do trio com o hip-hop e os grooves eletrônicos. Tendo à frente um Napster instalado no PC de um amigo meu, me vi num momento de mudança de hábitos irresistível e irreversível gritando à minha frente: “&lt;i&gt;eu não vou mais gastar os tubos para encomendar discos importados? Agora eu só dou um clique e o disco vem pra mim, fácil assim?!?&lt;/i&gt;”, perguntei-me naquele dia. Pois eu baixei o disco. Um novo vício instalou-se em mim sem data para acabar. E o mesmo vício eliminou outro sem dó nem piedade. Nunca mais comprei ou encomendei um disco novo desde então, à exceção de uma ou outra ida a sebos de CDs usados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho guardado um dos primeiros CDs-R que queimei de um download que fiz. O disquinho está todo podre, com as beiradas descascando e fungos abrindo buracos pelo meio. Com a velocidade de resposta de uma busca no Google, não tive nem tempo de sofrer pelo disco em decomposição: baixei-o novamente e pronto. O sentimento de nostalgia sobre “&lt;i&gt;Combustication&lt;/i&gt;” provinha de um clique no mouse, de um CD-R de qualidade ruim. Meus discos originais, que muitas vezes foram adquiridos com suor e espera por encomendas que pareciam demorar uma eternidade, hoje repousam em caixas e encartes que não são manuseados há anos, tais quais peças de um museu abandonado. Não tenho nem tempo de sentir saudades de algumas épocas em que a música existia &lt;i&gt;fisicamente&lt;/i&gt;. Carrego sons no meu celular e me mando pra rua. Às vezes me bate uma sensação esquisita, de que se eu tivesse trocado a mulher que sempre amei por outra alardeada por aí como mais &lt;i&gt;perfeita&lt;/i&gt;: sem reclamações no ouvido, sem cobranças, sem oscilações de humor... e também sem emoções marcantes e duradouras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-8850319995504061081?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/8850319995504061081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=8850319995504061081&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8850319995504061081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8850319995504061081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/09/alguns-sons.html' title='&lt;b&gt;ALGUNS SONS...&lt;/b&gt;'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-8102946385652873286</id><published>2008-06-11T14:07:00.012-03:00</published><updated>2008-10-30T15:42:48.633-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psychobilly'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock and roll'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='horror'/><title type='text'>Tocando em casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SFANunLpNJI/AAAAAAAAAIU/N10Z0EJgIoo/s1600-h/crampsnapa1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SFANunLpNJI/AAAAAAAAAIU/N10Z0EJgIoo/s320/crampsnapa1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210679863310627986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51Y01E4G0AL._SL500_AA240_.jpg" align="left"&gt; “Nos falaram que tocaríamos para loucos. Mas vocês são absolutamente normais para nós”. Foi com esta manifestação de &lt;i&gt;sinceridade&lt;/i&gt; que o vocalista &lt;b&gt;Lux Interior&lt;/b&gt; saudou o público presente no show de 1978 que gerou o vídeo &lt;b&gt;“The Cramps: Live At Napa State Mental Hospital”&lt;/b&gt;, lançado originalmente em VHS nos anos 80, e que ganhou uma reedição em DVD há alguns anos atrás.  Sim, trata-se de um show de uma banda historicamente demente, para uma platéia de doidos &lt;b&gt;legítimos&lt;/b&gt; e clinicamente internados! Que o &lt;b&gt;The Cramps&lt;/b&gt; nunca tenha batido bem das idéias, isto todo mundo que acompanha a carreira da banda do casal &lt;b&gt;Poison Ivy&lt;/b&gt; (guitarra) e &lt;b&gt;Lux Interior&lt;/b&gt; já sabia. Porém, quando li há uns 16 anos atrás numa reportagem sobre a existência deste vídeo, bateu uma curiosidade de ter isso em casa. Graças à nossa querida internet, este atestado de insanidade mental encontra-se ao alcance de todos através de um simples download!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SFA8YoJqeMI/AAAAAAAAAIc/1CtZD1_N5Fk/s1600-h/crampsnapa3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SFA8YoJqeMI/AAAAAAAAAIc/1CtZD1_N5Fk/s320/crampsnapa3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210731162660141250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo é tosquíssimo! Filmado em preto-e-branco, com não mais que duas câmeras e com o áudio captado da forma mais primitiva, “Live At Napa State Mental Hospital” é, talvez, um dos registros mais honestos de uma banda de rock and roll em todos os tempos. Aqui não há frescura: o baterista &lt;b&gt;Nick Knox&lt;/b&gt; toca com o bumbo furado (&lt;i&gt;vide foto no início do post&lt;/i&gt;) o tempo inteiro. Os internos do hospital psiquiátrico passeiam pelo palco, dançam cada um no seu mundo, agarram e tentam bater (!) no vocalista Lux Interior. Nos cantos do palco, a esposa de Lux, Poison Ivy, e o outro guitarrista, &lt;b&gt;Brian Gregory&lt;/b&gt; - eles ficaram sem baixista até 1986 - disparam riffs seminais de seu alucinado psychobilly na mais absoluta indiferença, mascando chiclete e acendendo um cigarro de vez em quando. A propósito, o vídeo é um raro registro do que considera-se a formação clássica do Cramps. Inclusive, Gregory ficou &lt;i&gt;famoso&lt;/i&gt; por ser o único membro da banda que lidava realmente com magia negra, e que havia simplesmente sumido da face da terra sem deixar rastro, em meio a uma turnê do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dá para perceber ao longo do show, é &lt;i&gt;gente bizarra&lt;/i&gt; tocando para indivíduos devidamente diagnosticados como loucos! Porém, mesmo com todo o jogo cênico do quarteto (objeto de desejo de toda banda indie metida a agitar no palco, diga-se), percebe-se que a &lt;i&gt;loucura&lt;/i&gt; dos Cramps fica, até certo ponto, intimidada diante de tantos seres humanos de mente verdadeiramente seqüelada reunidos num só local. Em certo momento, Lux Interior puxa ao palco um senhor negro que dançava à sua frente. Porém, o que aquele interno do hospício queria mesmo era ficar no seu canto, e por isso volta rapidinho ao seu local de origem. Os doentes mentais  do Napa State Mental Hospital estavam curtindo, mas preferiam que ninguém lhes guiasse para nada, aproveitando um raro momento de liberdade. Se for baixar este troço, saiba que isso aqui é coisa de louco &lt;b&gt;mesmo&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://thepiratebay.org/tor/3859046/THE_CRAMPS-Live_at_Napa_state_mental_hospital.DVDRIP.Xvid "&gt;Baixe aqui o vídeo pelo Torrent&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-8102946385652873286?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/8102946385652873286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=8102946385652873286&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8102946385652873286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8102946385652873286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/06/tocando-em-casa.html' title='Tocando em casa'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SFANunLpNJI/AAAAAAAAAIU/N10Z0EJgIoo/s72-c/crampsnapa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-4822376511060353156</id><published>2008-05-06T13:35:00.004-03:00</published><updated>2008-10-30T15:46:58.678-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hype'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gothic rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><title type='text'>2008 JÁ COMEÇOU…</title><content type='html'>…e só o Kalunga aqui é que demorou para acordar. Talvez seja o efeito de um verão que nunca acaba, esse calor dos infernos. Enfim, mãos à obra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Hype que cumpre expectativa... ou não?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://i.realone.com/assets/rn/img/8/6/9/9/19519968-19519974-slarge.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drk100/k170/k17027ot42m.jpg  " align="left"&gt; O &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/doesitoffendyou" class="preto"&gt; Does It Offend You, Yeah?&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; lançou o melhor disco de electro-indie-rock (ou &lt;i&gt;new rave&lt;/i&gt;, se preferir) de 2008. Ponto. Não há o que se discutir sobre esta afirmação acerca do excelente álbum de estréia destes ingleses amalucados. Portanto, que venha toda a aura hype em torno deles, muita babação de “a melhor banda de todos os tempos da semana passada”, para depois virarem pó, iguais a vampiros que se arriscam sair à luz do dia? Vamos com calma, ouçam o disquinho bacana que é “You Have No Idea What You’re...” e se deleitem com o que muitos grupos novos prometeram e não cumpriram. As três primeiras faixas, “Battle Royale”, “With a Heavy Heart (I Regret To Inform You)” e “We Are Rockstars” são tudo aquilo que se espera de uma boa safra musical atual, com sintetizadores rascantes fazendo-se de guitarras, som de baixo matador, vocais, letras e título das músicas, hum..., &lt;i&gt;provocadores&lt;/i&gt;. Estas três faixas, isoladas, compõem um panorama electro-rock de primeira, e que finalmente promovem uma mistura musical dançante e com um peso &lt;b&gt;de verdade&lt;/b&gt; e sem frescuras. Logo a seguir, os caras querem mostrar que sabem produzir boas melodias, com “Dawn of Dead”, um belo indie rock de traços oitentistas. A dança volta com “Doomed”, com linha de baixo post-punk, batida new wave e um vocoder ao melhor estilo &lt;b&gt;Daft Punk&lt;/b&gt;. “Attack of The 60 ft Lesbian Octopus” é uma faixa divertida, curta e engraçadinha, que parece ter jogado &lt;b&gt;The B-52’s&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Devo&lt;/b&gt; num liquidificador lotado de anfetaminas. A aura Daft Punk volta em “Weird Science”, um filhote bastardo da já clássica “Robot Rock”. Delírios pós-adolescentes encarnados em doces melodias farão a alegria daqueles indies de franja na cara (e estacionados na tênue linha que os separa dos emos...) nas belas “Being Bad Feels Pretty Good” (algo como um Cure fase “Head on The Door” com mixagem decente) e “Epic Last Song” (um caldeirão com &lt;b&gt;todas&lt;/b&gt; as bandas alternativas levemente tristonhas dos anos 2000). Mas ficou faltando uma faixa, justamente a melhor! Pois é aí que reside o problema, e o péla-saco aqui não deixaria de expor. “Let’s Make Out” foi a música que me fez correr atrás deste disco, tendo em vista que ela saíra antes numa das coletâneas da &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.kitsune.fr/" class="preto"&gt;Kitsuné&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. É ali que os meninos entraram numa saia justa danada, e sabem o porquê? Pelo simples fato dela jogar boa parte deste disco de estréia no ralo (com exceção das citadas três primeiras músicas). E a dita cuja ainda conta com os vocais ensandecidos de um convidado (Sebastien Grainger, do &lt;b&gt;Death From Above 1979&lt;/b&gt; – por sinal, influência notória no som do Does It Offend You, Yeah?)! É o famoso caso de single fantástico que cria tamanha expectativa que, quando o disco inteiro sai, a frustração fica latente. Tive de ouvir “You Have No Idea...” umas oito vezes para sacar que, sim, a banda é boa. Mas, no mundo rarefeito dos hypes pós-modernistas, ao invés de lascar um 10 com louvor, vou da uma nota 8 porque está mais do que justo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aquilo de sempre&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.wexarts.org/db/pa/1763_ladytron_383.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://userserve-ak.last.fm/serve/130x130/5051383.jpg  " align="left"&gt; O bendito blogg que hospedou (não me pergunte qual, pois não guardei o link) o &lt;i&gt;passe-livre&lt;/i&gt; para baixar “Velocifero” o categorizou com uma simples frase: “aquilo de sempre”. Pois bem, tenho de concordar com nosso parceiro bloggueiro, pois o disco novo do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.ladytron.com/" class="preto"&gt;Ladytron&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; não vai muito além do que eles - e elas - produziram até agora. Trata-se de um electro-rock (nada de new rave, apesar do rótulo comum) de tintas sombrias com vocais femininos doces e etéreos. Algo como o que seria um &lt;b&gt;Cocteau Twins&lt;/b&gt; produzido pelo &lt;b&gt;DJ Hell&lt;/b&gt;. Passado o furacão do &lt;i&gt;electro-clash&lt;/i&gt;, de onde o Ladytron surgiu, permaneceu um grupo de boas canções e mais voltado para pistas góticas do que às luzes de néon piscando. Dito isso, é sempre bom ouvir músicas de boa qualidade, como “Black Car” (algo como um electro-rock denso e de ritmo tribal), “Ghosts” (uma espécie de blues eletrônico épico a lá &lt;b&gt;Depeche Mode&lt;/b&gt;), “I’m Not Scared” (a melhor do disco, na minha opinião: com ritmo mais acelerado, lembra as faixas mais eletrônicas de “Automatic”, clássico do &lt;b&gt;Jesus and Mary Chain&lt;/b&gt;), “Runaway” (batida oitentista e uma belíssima melodia), “Predict The Day” (a brutalidade do &lt;b&gt;Laibach&lt;/b&gt; encontrando-se com &lt;i&gt;garotas delicadas&lt;/i&gt; - ou um &lt;b&gt;Kraftwerk&lt;/b&gt; versão Hello Kitty…) e “Deep Blue” (lembra os momentos mais atmosféricos do &lt;b&gt;New Order&lt;/b&gt;). Tudo muito bem produzido e perfeitamente audível. Porém, nada que vá mudar sua vida ou que promova arroubos emocionais. &lt;i&gt;Aquilo de sempre&lt;/i&gt;…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vampiros desencarnados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.ruc.pt/~ruc1978/media/bauhaus4.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj800/j818/j81878x0nxs.jpg  " align="left"&gt; Seres das trevas, louvai! Direto das tumbas, ressurge o vampiro-mor: o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.bauhausmusik.com/" class="preto"&gt;Bauhaus&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; está de volta! Trata-se do retorno às músicas inéditas do maior ícone do rock gótico de todos os tempos - tem o &lt;b&gt;Sisters of Mercy&lt;/b&gt; também, mas o Andrew Eldritch insiste em enganar otários promovendo turnês com versões irreconhecíveis de seus clássicos sem lançar nada de novo há quase 20 anos… Não é pouca coisa, mas alguns fãs mais ardorosos (e que parecem presos numa tumba empoeirada dos anos 80) poderão levar alguns sustos com o recém lançado “Go Away White”. Os calafrios da turma fantasmagórica de Peter Murphy não serão provocados pelas belezuras góticas - até certo ponto, previsíveis - de “Endless Summer of the Damned”, “Mirror Remains” (as clássicas guitarras climáticas de Daniel Ash e o baixo &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; de David J fazendo a cama para a interpretação expressionista de Murphy), “Saved” (bela – ou seria horrenda? – balada de letra supostamente inspirada nas &lt;i&gt;viagens&lt;/i&gt; islâmicas do vocalista), e também nas gélidas e cadavéricas “The Dog’s a Vapour” e “Zikir”. Os fãs congelados nas catacumbas pós-punks vão mesmo pedir uma água-benta por causa do rockão a lá &lt;b&gt;Stooges&lt;/b&gt; de “Adrenalin”, o pique hard/glam rock de “International  Bulletproof Talent” – lembrem-se de que os caras sempre curtiram a fase &lt;i&gt;purpurina&lt;/i&gt; do rock and roll, vide covers de Bowie e T-Rex - ou mesmo a faixa de abertura, “Too Much 21st Century” que, ao meu ver, possui uma clara inspiração Beatle! Sendo sincero, trata-se de um bom disco que honra o glorioso passado destes ingleses de características únicas. Dada a esmagadora maioria dos comebacks em ritmo de cover de si próprios, o espectro soturno do Bauhaus está mais (morto)vivo do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Remix caô&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.aversion.com/bands/kmfdm/images/kmfdm.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj700/j707/j70780arnrp.jpg  " align="left"&gt; Os terroristas alemães do &lt;b&gt;&lt;a href="http://kmfdm.net/index.php" class="preto"&gt;KMFDM&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; lançam o mesmo disco todo ano. É incrível a constância suas produções, assim como também é notável que, ao repetirem uma fórmula já consagrada há vinte anos, mantêm a qualidade de sua divertidíssima mistura de thrash metal com industrial, temperados com vocais femininos ultrapop e as mesmíssimas capas dos discos com temática HQ. “Tohuvabohu”, lançado ano passado, cumpre muitíssimo bem as expectativas de quem gosta da banda, porém sem grandes inovações. Eis que surge o disco de remixes do dito cujo, “Brimborium”. Eis também que paira uma nuvem de caô no céu da banda: pra quê gastar um álbum inteiro para promover remixagens que, obviamente, não são melhores que as versões originais? E o pior: qual seria a razão de lançar um disco com remixes tão idênticos à proposta original da banda? O início, com a versão arrasadora do &lt;b&gt;Combichrist&lt;/b&gt; (a melhor banda de EBM da atualidade, disparado!) para “Tohuvabohu”, traz boas expectativas. Mas o restante do disco é auto-referente e, por isso, redundante. O mesmo problema que inferiu o &lt;b&gt;Ministry&lt;/b&gt;, em “Rio Grand Blood” (e o mesmo para “Cocktail Mixxx”, do &lt;b&gt;Revolting Cocks&lt;/b&gt;) que lançou versões com batidas e guitarras em ordem alterada que pouco diferiam das originais, sendo que a maioria foi produzida pelo próprio líder e membro-único da banda! O KMFDM cai nesta roubada, pois chamar remixadores de propostas musicais semelhantes não iria acrescentar em nada na discografia da banda. Acabaram chafurdando no clássico &lt;i&gt;mais do mesmo&lt;/i&gt;. E, ainda por cima, não se deram ao trabalho ao menos de remixarem a hilária “Los Niños Del Parque”, melhor faixa de “Tohuvabohu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Remix inovador&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://bbsidee.files.wordpress.com/2007/03/nine-inch-nails.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://assets3.pitchforkmedia.com/images/image/39089.x-news-ninremix.jpg " align="left"&gt; Um bom caso contrário à situação do lançamento recente do KMFDM foi promovido pelo &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.nin.com/" class="preto"&gt;Nine Inch Nails&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; no excepcional “Y34RZ3R0R3M1X3D”, o disco de remixes de “Year Zero”, de 2007. Ouçam as versões, por exemplo, de &lt;b&gt;Ladytron&lt;/b&gt; (fez de “The Begining of the End” um synthpop alucinante), o casal do New Order &lt;b&gt;Stephen Morris &amp; Gillian Gilbert&lt;/b&gt; (“God Given” – EBM em versão moderna, e “Zero Sum”, um electro ambient viajante), &lt;b&gt;The Faint&lt;/b&gt; (trouxe “Meet Your Master” de volta à época de “Pretty Hate Machine – primeiro disco do NIN – porém com timbres electro atuais) e &lt;b&gt;Pirate Robot Midget&lt;/b&gt; (um electro travadão e pesado em “My Violent Heart”). Fora que o mesmo disco de remixes possui versões que vão do rap ao dub, passando até pelo minimal techno! E o Trent Reznor ainda teve a manha de lançar um DVD com todas as faixas de áudio separadas para que &lt;b&gt;qualquer um&lt;/b&gt; produzisse seus remixes (tudo bem que o &lt;b&gt;Public Enemy&lt;/b&gt; já havia feito coisa parecida cinco anos antes, no que resultou em “Revolverlution”). Remix pra mim é isso: re-interpretações de algo já eternizado, goste-se ou não do resultado final do que fora modificado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O bom e velho novo rock&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.zigzaglive.com/live/wp-content/uploads/2007/11/wearewolves.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj000/j072/j07227o6mny.jpg" align="left"&gt; Ainda há mais espaço neste post para uma descoberta tardia: os canadenses do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.wearewolves.net/" class="preto"&gt;We Are Wolves&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Êita bandinha divertida, essa, hein? O disquinho de duração curta (nem meia hora) “Total Magique”, lançado ano passado, desce bem igual a um bom wisky single malt. Jogado no saco de gatos em que se misturam bandas electro-rock diversas, o We Are Wolves vai além deste rótulo. É como se o White Stripes encontrasse com sons eletrônicos provindos de um sintetizador estragado. É divertido pacas, algo como uma trilha sonora perfeita para jogar Enduro, do Atari. Sim, o clima é retrô, mas citando diferentes décadas.O sintetizador dos caras ora emula um acid house barulhento, ora incorpora um Jon Lord (Deep Purple) básico. E ainda tem um baixão sujo e pesado e uma bateria nervosa, que se revesa com beats programados de maneira discreta. Enfim, diversão garantida ou o seu dinheiro de volta. Como se alguém ainda comprasse discos que não sejam em sebos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-4822376511060353156?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/4822376511060353156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=4822376511060353156&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4822376511060353156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4822376511060353156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/05/2008-j-comeou.html' title='2008 JÁ COMEÇOU…'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-1904486799025464330</id><published>2008-03-12T14:21:00.009-03:00</published><updated>2008-10-30T15:54:41.620-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cronenberg'/><title type='text'>Senhores do Crime</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.theage.com.au/ffximage/2007/10/26/2_EP_071019100833923_wideweb__300x417.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.theage.com.au/ffximage/2007/10/26/2_EP_071019100833923_wideweb__300x417.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente &lt;b&gt;David Cronenberg&lt;/b&gt; merece estar entre os grandes e imortais do cinema mundial após seus dois últimos filmes, “Marcas da Violência” e o recente “&lt;b&gt;Senhores do Crime&lt;/b&gt;”. O cineasta canadense tem explorado histórias de densa profundidade sem perder suas características que o acompanham desde suas primeiras produções (“Scanners” e “Videodrome”) realmente conhecidas de algo próximo do grande público. A escatologia e a violência extrema, com imagens cruas, despidas de alegorias audiovisuais, estão lá, quase como clichês de seu estilo cinematográfico. Porém, a película mais recente, que assisti ontem (terça-feira, 11/03), é um estado de arte bruta, seca e com um surpreendente pendor positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme retrata um universo frio, primitivo e sombrio numa Londres atual de tons cinzentos, úmidos e avermelhados, com total ausência de trilha sonora que não seja das interpretações intensas, porém comedidas. É neste cenário que residem integrantes de uma máfia russa extremamente cruel e paternalista, porém com pouco ou nada a ver com o que se espera de filmes de gângsters que se vêem por aí. Não vou dizer aqui maiores detalhes sobre a sinopse do filme, a não ser que Cronenberg tenha repetido a parceria com o excelente ator Viggo Mortensen, só que desta vez invertendo os papéis do filme anterior (“Marcas da Violência”), com um homem supostamente mau que se revela um bom coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pieguismos. A cena de luta, facadas e mutilações numa sauna de banho turco é tão antológica quanto perturbadora: um homem completamente nu tentando se defender de capangas vingativos portando armas brancas (não se ouve um tiro no filme!), sobrando sangue e detalhismos que impressionam e incomodam na mesma proporção. Trata-se de um paralelo, ao meu ver, com uma das primeiras cenas do filme, o nascimento de uma criança banhada em sangue, totalmente desamparada e indefesa, lutando pela vida em torno de tanta crueldade em nome de negócios escusos. É neste ponto que eu quero tocar: David Cronenberg sempre primou por um invariável pessimismo em suas produções. Porém, “Senhores do Crime” confronta morte com nascimento numa mesma proporção, resultando numa peça de humanismo belíssima, ainda que envolta em selvageria. Cronenberg fez uma homenagem à vida em meio ao caos e à violência de uma forma única, com interpretações soberbas sem grandes exageros. Trata-se de um tipo de cinema de primeira grandeza. Tão cruel quanto a degola com uma navalha cega no início do filme. Tão belo quanto na manifestação à vida ao final de tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-1904486799025464330?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/1904486799025464330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=1904486799025464330&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/1904486799025464330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/1904486799025464330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/03/senhores-do-crime.html' title='Senhores do Crime'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-6605313439499306738</id><published>2008-02-15T13:50:00.012-02:00</published><updated>2008-10-30T15:56:19.390-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trip-hop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hype'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro clash'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stoner rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psychobilly'/><title type='text'>SUMMER HITS 2008</title><content type='html'>O título aí acima não se trata daquelas coletâneas chumbregas de dance-hits de aeróbica que o mala do Luciano Huck anuncia em seu programa. Trata-se de uma singela trilha sonora com alguns sons – a maioria bem recente - para amenizar o calor deste verão que parece se iniciar somente agora em fevereiro, quando todo mundo que tirou férias (não foi o meu caso...) em janeiro levou chuva na cabeça e até correu o risco de levar um raio na telha (foi o meu caso...). Eu fiz a minha trilha. E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.exclaim.ca/images/up-1miss_kittin_03_lg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.exclaim.ca/images/up-1miss_kittin_03_lg.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Miss Kittin&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj600/j629/j62934dfnxf.jpg " align="left"&gt; Vamos começar o som do verão numa &lt;i&gt;caixa de morcegos&lt;/i&gt;. Bem apropriado para vampiros que viram pó quando se expõem ao sol... “Bat Box”, recém-lançamento da musa do &lt;i&gt;electroclash&lt;/i&gt; &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.misskittin.com"&gt;Miss Kittin&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, é um discaço! É electro dos bons, com timbres de sintetizador pesados e que lembram muito a EBM dos anos 80, porém com uma produção sofisticada e ao mesmo tempo minimalista – tudo o que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; era o electroclash quando do surgimento do hype em torno de si, lá por 2001. Há tanto momentos “pista” quanto &lt;i&gt;entre quatro paredes&lt;/i&gt;, se é que você me entende. A francesa Miss Kittin é a rainha deste troço aí, não há o que se discutir. Sua voz é o cálice sagrado do que os produtores de electro buscam para dar aquele ar, digamos, mais &lt;i&gt;lascivo&lt;/i&gt; numa pista de dança. Porém, quando esta menina resolve mandar uns vocais entre o gótico e o etéreo no meio do batidão (ouça “Pollution of the Mind”!), a concorrência fica mais perdida do que bêbado farofeiro no meio de uma praia lotada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i883/i88357p4g2p.jpg " align="left"&gt; Mais francês na área! Não estamos na Riviera, e o casal Danny Mommens e Elys Pynoo, mais conhecido como &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.vivelafete.be"&gt;Vive La Fête&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, apesar de belga, canta na língua pátria do Zidane e inspira chamapagne à beira-mar após uma noitada daquelas. Na verdade, nunca achei o som deles lá essas coisas, pois mais sugeria um hype do que algo com mais consistência. Mas seu último disco, “Jour de Chance”, é muito legal. A banda está mais rock, com as guitarras aparecendo com mais freqüência, e as batidas estão mais aceleradas. Lembra uma espécie de &lt;b&gt;Siouxie and the Banshees&lt;/b&gt; tocando num desfile de moda (se isso é possível), sei lá. É diversão garantida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri900/i912/i91210bitpk.jpg " align="left"&gt; Do champagne ao bourbon. “Subhuman” seria uma perfeita trilha sonora de um final de tarde meio tempestuoso de um verão meio apocalíptico (cruz-credo!). Trata-se da volta do projeto &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.recoil.co.uk"&gt;Recoil&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, capitaneado por &lt;b&gt;Alan Wilder&lt;/b&gt;, ex-Depeche Mode, que já lançou outros quatro álbuns excelentes, onde praticava uma mistura de sua ex-banda com nuances sombrias (notadamente o &lt;i&gt;trip-hop&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;darkwave&lt;/i&gt;) alternado vocais femininos sensuais e soul com vozes góticas (&lt;b&gt;Douglas McArthy&lt;/b&gt;, do &lt;b&gt;Nitzer Ebb&lt;/b&gt;, era colaborador constante), além de enxertar algumas influências de jazz e blues. Pois é justamente o blues que dá o tom em “Subhuman”, que conta com a predominância dos vocais, guitarras e letras do soturno bluesman texano &lt;b&gt;Joe Richardson&lt;/b&gt;, que parecem ter saído lá dos tempos de Robert Johnson. As faixas com vozes feminas sensuais  - à cargo de &lt;b&gt;Carla Trevaskis&lt;/b&gt; neste disco - desta vez são apenas suas coadjuvantes. Imagine uma banda jazz/blues de New Orleans tocando com um maquinário eletrônico pesado ao fundo e com tudo lotado de efeitos psicodélicos. Sensacional é pouco. Ouça a mistura sonora fascinante que faixas como “Killing Ground” e “Backslider” produzem e se imagine à beira-mar vendo o sol se ponto com belíssimos trovões ao fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.exclaim.ca/images/up-1miss_kittin_03_lg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://i30.photobucket.com/albums/c329/myra666/Gein%20Tour%202006/group1_myrtlebeach.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gein and The Gravehobbers&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://i30.photobucket.com/albums/c329/myra666/TwosomeGrusomeCD400_fl2.jpg " align="left"&gt; Vamos à praia pegar umas ondas – ou levar umas na cabeça e sair arrotando água salgada e com a cueca lotada de areia. &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.geinandthegraverobbers.com"&gt;Gein and The Graverobbers&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é uma divertidíssima banda que provavelmente tocaria no Campeonato de Caixotes do verão do programa Hermes &amp; Renato. O Gein (referência ao serial killer Ed Gein, que inspirou, entre outras coisas, a trama do filme “O Massacre da Serra Elétrica”, de Tobe Hoper) e sua turma de lunáticos praticam uma surf music instrumental calcada na mistura entre &lt;b&gt;The Trashmen&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Misfits&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;The Cramps&lt;/b&gt;, junto de ambiências sonoras sombrias e alguns momentos de &lt;i&gt;mariachi&lt;/i&gt; (a lá “Um Drink no Inferno”). Não tem nada de novo aqui, mas é divertido pacas. Bom para pegar onda num pranchão velho remando com uma mão e a outra segurando uma latinha de cerveja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i425/i42574intu6.jpg " align="left"&gt;Agora é hora de pegar a estrada e seguir para alguma praia mais bacana neste verão. Bote “&lt;b&gt;Sucking The 70’s: Back In The Saddle Again&lt;/b&gt;” bombando nos altos falantes e pé na estrada! Trata-se de uma coletânea muito foda de algumas das melhores bandas de &lt;i&gt;stoner rock&lt;/i&gt; atuais pagando tributo a diversos clássicos dos anos 70 – nada mais apropriado para esta cambada de ‘sugadores’. De Led Zeppelin a AC/DC, de Rainbow a Neil Young, gente bacana como &lt;a href="http://www.myspace.com/atpva"&gt;Alabama Thunderpussy&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://myspace.com/fireballministry"&gt;Fireball Ministry&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.ragingslab.com"&gt;Raging Slab &lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.myspace.com/theorangegoblin"&gt;Orange Goblin &lt;/a&gt;mandando bala em versões tanto de canções consagradas quanto de faixas menos óbvias. Agora as cartas foram jogadas na mesa: se alguém ainda ouvia bandas de stoner achando que se tratava de algo novo, vai perceber que o som delas é véio pacas! Vamos acelerando para alguma praia isolada da Bahia pela BR-101 lotada de buracos e calor desértico com o som deste disco no talo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj100/j126/j12690hxizh.jpg  " align="left"&gt;Aí, você pára num posto fuleiro na beira da estrada, negocia com o dono do boteco algumas substâncias ilícitas (se estamos na Bahia, já viu...) e dá de cara com uma plaquinha dizendo que é proibido vender bebidas alcoólicas nas rodovias federais. Caia na real, meu chapa: você não está na Route 66 e sim no brazuca! Se for o teu caso, pede para encher uma garrafinha de gasolina mesmo e entra no carro apertando o play em “4-Way Diablo”, novo petardo dos veteranos stoners do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.monstermagnet.net"&gt;Monster Magnet&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. A banda liderada pelo malucão David Wyndorf (que quase bateu as botas numa overdose em 2006) ficou devendo no último disco (“Monolithic Baby”), um tanto levinho e pop demais. Mas a onda deste cara sempre foi mais sofisticada mesmo, na seara do stoner rock, desde o clássico “Powertrip” (o melhor, na minha humilde opinião). Pois o disco novo põe as coisas nos eixos com faixas envenenadas e também experimentais, beirando o pop. A estrada é ruim, mal asfaltada, cheia de buracos e lotada de policiais rodoviários te dando dura, mas o som do Monster Magnet inspira viagens &lt;i&gt;on the road&lt;/i&gt; pra lá de intensas e lisérgicas, só que como o auxílio luxuoso de um ar condicionado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drj500/j515/j51506evw40.jpg  " align="left"&gt; Estamos chegando à praia! Parece bacana, água verdinha (só na Bahia mesmo, pois aqui no ES é tão difícil sair da cor barrenta do oceano...), uns hippies vendendo aquelas bugigangas típicas... aí você salta do carro e vai em direção a um zumbido sonoro que parece ser bacana. Chegando numa casinha, dá de cara com um pessoal magrela de roupas coloridas dançando ao som de bandas de rock misturadas com eletrônica. Indies na praia?! Este verão &lt;b&gt;realmente&lt;/b&gt; está esquisito! Deve ser a gasolina ingerida na estrada ao som do Monster Magnet... Pois bem, o som que sai das caixas é o da 5ª edição da coletânea da gravadora francesa “&lt;a href="http://www.myspace.com/maisonkitsune"&gt;Kitsune Maison&lt;/a&gt;”, ponta de lança no que diz respeito aos lançamentos do hype da vez: a tal da &lt;i&gt;new rave&lt;/i&gt;. Assim como foi no electroclash há uns seis anos, ainda há muita gente batendo cabeça para se chegar a um resultado amplamente satisfatório. Sobram vocais afetados por cima de bases simplórias e linhas de baixo monocórdicas. Porém, sempre há o que se pescar nestas coletâneas. Particularmente escolhi um grupo ali que se destaca absurdamente dos demais: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/doesitoffendyou"&gt;Does It Offend You, Yeah?&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Batida reta electro-rock de primeira, vocais abusados, synths rascantes e uma disposição fora do comum em fazer algo bem feito e acima da média. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa na casinha indie parecia estar boa, mas agora eu quero mesmo é pegar um sol ao som de &lt;b&gt;Jack Johnson&lt;/b&gt; naquela vibe gostosa, relaxando, para depois jogar um frescobol... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack Johnson?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frescobol?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, isto é um delírio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser outro blogg se infiltrando aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que verão esquisito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-6605313439499306738?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/6605313439499306738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=6605313439499306738&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/6605313439499306738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/6605313439499306738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/02/o-ttulo-acima-no-se-trata-daquelas.html' title='SUMMER HITS 2008'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i30.photobucket.com/albums/c329/myra666/Gein%20Tour%202006/th_group1_myrtlebeach.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-5636743390123095760</id><published>2008-01-21T17:50:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T15:57:16.025-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>O PRISIONEIRO</title><content type='html'>Bom, para que este blogg não seja eliminado do Blogger por causa da absoluta falta de atualizações, e também pelo momento de mudanças radicais na vida deste escriba, vou postar pequenos comentários acerca de coisas interessantes e, quem sabe, alguns textos mais longos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hotmoviesale.com/dvds/22653/1/The-Prisioner-No-Man-Is-Just-A-Number.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.hotmoviesale.com/dvds/22653/1/The-Prisioner-No-Man-Is-Just-A-Number.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, numa terça-feira à noite de 1995, cheguei em casa meio bêbado de um rock pós-faculdade e liguei a tv para gastar aquele &lt;i&gt;grau&lt;/i&gt; mental zapeando canais diversos. Parei no &lt;b&gt;Multishow&lt;/b&gt; (NET) justamente no primeiro episódio de &lt;b&gt;O PRISIONEIRO&lt;/b&gt;. Meu cérebro ficou ainda mais demente após tanta informação inteligente contida numa série televisiva inglesa produzida na segunda metade da década de sessenta. Cheguei a gravar quase todos os episódios em VHS na época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sinopse? Bom, imagine que &lt;b&gt;Lost&lt;/b&gt; copiou coisas dali na cara dura. Só que, enquanto a série do AXN parece jogar perguntas demais e depois não saber lidar com aquilo tudo, O Prisioneiro apresentava o elemento "mistério" de uma forma absolutamente instigante, e também discutia o papel do ser humano na sociedade em plena Guerra Fria, sem tomar partido para lado algum - lembrem-se que os comunistas eram &lt;i&gt;comedores de criancinha&lt;/i&gt; até o fim dos 80's... Fora que o nível da produção era cinematográfico, que cada episódio era um filme à parte, que as respostas surgiam à medida que sua mente iria se contorcendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, localizei &lt;a href="http://www.homemnerd.com/coluna.php?sessao=PAI&amp;id=0"&gt;um texto bem bacana sobre esta série &lt;/a&gt;e que disse praticamente tudo o que você precisa ficar sabendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, resta pedir ao Multishow pela centésima primeira vez para que eles voltem a exibir esta série fantástica. E, sim, esta série batiza a música de nome "The Prisioner", do &lt;b&gt;Iron Maiden&lt;/b&gt;, presente no "&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:difqxq85ldte"&gt;The Number of The Beast&lt;/a&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-5636743390123095760?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/5636743390123095760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=5636743390123095760&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/5636743390123095760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/5636743390123095760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/01/o-prisioneiro.html' title='O PRISIONEIRO'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-8359951427039079102</id><published>2008-01-17T15:25:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:02:05.203-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stress'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.triumf.ca/photo_archive/archive-images/All-Otters-binder/Studying.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.triumf.ca/photo_archive/archive-images/All-Otters-binder/Studying.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-8359951427039079102?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/8359951427039079102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=8359951427039079102&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8359951427039079102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8359951427039079102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2008/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-4109524667178499489</id><published>2007-10-23T16:54:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:05:40.045-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='post punk'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shoegazer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock and roll'/><title type='text'>A dança dos pós-punks e outros seres estranhos</title><content type='html'>Batidas dançantes, vocais agudos e alegres, e uma indisfarçável sensação de que os anos 80 não foram tão ruins assim. A música atual corre atrás da década das ombreiras e dos mullets como se estivesse atrás de um santo graal que contém a secreta fórmula do sucesso. O lado bom disso tudo é que o rock voltou às pistas de dança, as batidas eletrônicas voltaram a conjugar com as guitarras sem constrangimento, e as lições deixadas pelo pós-punk original voltaram a se tornar relevantes hoje em dia. O lado ruim é o de sempre: genéricos copiando o que já era cópia sem discernimento algum e muito hype envolvendo caôs sem tamanho. Mas há sempre o que se pescar dentro de tamanha lagoa de influências que a geração seguinte ao punk rock começou a escarafuchar e misturar a partir do final dos anos 70&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pós-punk desde criancinha?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://content.answers.com/main/content/wp/en-commons/4/4f/120days.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.smalltownsupersound.com/v1/sql/newsimages/120Days.jpg  " align="left"&gt; Vejam como são as coisas hoje. Os noruegueses do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/120days" class="preto"&gt;120 Days&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; misturam muita coisa do que se aboleta debaixo do guarda-chuva hype atual - agora, toda banda de rock minimamente dançante é &lt;i&gt;new rave&lt;/i&gt; - e o resultado soa radicalmente diferente deste senso comum. Mesmo assim, eles estão enquadrados no esquema geral que rola por aí, onde a “novidade” é mais importante do que a relevância sonora. Praticamente todas as resenhas que li sobre eles apontam para uma mistura de &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.daftpunk.com/" class="preto"&gt;Daft Punk&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.kraftwerk.com/" class="preto"&gt;Kraftwerk&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; com o &lt;i&gt;novo&lt;/i&gt; rock anos 2000. Na pressa de lançar as novidades, a audição apenas da primeira faixa do &lt;a href="http://wm04.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:fvftxqldldae" class="preto"&gt;seu álbum homônimo&lt;/a&gt;, lançado no final do ano passado, a excelente (e longa!) “Come Out (Come Down, Fade Out, Be Gone)”, sugere esta descrição mesmo. Porém, basta ouvir a segunda música do disco, “Be Mine”, para sacar a onda real do 120 Days. Trata-se sim de uma puta banda que emula o melhor do pós-punk oitentista, com baixão na frente marcando o ritmo, bateria eletrônica e sintetizadores analógicos tecendo um &lt;i&gt;beat&lt;/i&gt; minimalista e dançante, e vocais urgentes e melódicos ao estilo do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.u2.com/" class="preto"&gt;U2&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (acredite!) dos primeiros discos - não há aquela afetação dos vocalistas atuais, cujos timbres parecem ter saído da dublagem do filme/animação “&lt;a href="http://www.aardman.com/chickenrun/" class="preto"&gt;A Fuga das Galinhas&lt;/a&gt;”. O som é denso, com fortes influências de &lt;b&gt;&lt;a href="http://members.aol.com/lwtua/joydiv.htm/" class="preto"&gt;Joy Division&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (primordialmente), &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.bunnymen.com/" class="preto"&gt; Echo and the Bunnymen&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.thecure.com/" class="preto"&gt;The Cure&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (fase “&lt;a href="http://wm04.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:aifwxqe5ldte" class="preto"&gt;Pornography&lt;/a&gt;”). Mais um mero emulador do pós-punk? Não somente. Há ainda climões psiciodélicos promovidos pelos sintetizadores ao estilo de “&lt;a href="http://wm04.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:a9fpxql5ldje" class="preto"&gt;Autobahn&lt;/a&gt;”, do Kraftwerk - o que remete ao &lt;i&gt;pós-rock&lt;/i&gt; de gente como o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.transband.com/" class="preto"&gt;Trans AM&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, porém sem ser chato em demasia. “Get Away”, quinta faixa do disco, sintetiza a sonoridade do 120 Days: refrão forte, densa, dançante... e com absolutamente nenhuma influência pós-anos 80. Mais retrô, impossível. Mais &lt;i&gt;moderno&lt;/i&gt;, impossível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cow Punk?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.furious.com/perfect/graphics/gunclub.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://images.amazon.com/images/P/B0002VET9U.01._SCMZZZZZZZ_.jpg  " align="left"&gt; Está aí uma banda verdadeiramente surgida nos anos 80 que deveria soar radicalmente fora do eixo vigente naquela época: os californianos do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.thegunclub.net/" class="preto"&gt;Gun Club&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;! No disco “&lt;a href="http://wm04.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:jiftxqu5ldde" class="preto"&gt;Miami&lt;/a&gt;” (1982) não há qualquer vestígio de bateria eletrônica (aquelas hexagonais...), teclados Casio (aqueles que pareciam de brinquedo...) e guitarras encharcadas de efeitos &lt;i&gt;flanger&lt;/i&gt; (aquelas com um som &lt;i&gt;magrinho&lt;/i&gt;...). Há sim acordes raivosos, num híbrido de (pós)punk, country music, rockabilly e a anarquia sonora da dupla pré-punk &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.iggypop.com/" class="preto"&gt;The Stooges&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.mc5.org/" class="preto"&gt;MC5&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Os vocais do líder (e também guitarrista) Jeffrey Lee Pierce (falecido em 1996) são gritados, anárquicos, meio que um &lt;i&gt;bluesman&lt;/i&gt; bêbado tocando num pub esfumaçado – daí a comparação justa e imediata com o som que &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.thejonspencerbluesexplosion.com/" class="preto"&gt;Jon Spencer&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; viria a produzir posteriormente com seu &lt;b&gt;Blues Explosion&lt;/b&gt;. Eu, que só conhecia a primeira faixa deste disco (“Run Through the Jungle” – um pós-punk meio &lt;i&gt;death rock&lt;/i&gt;, totalmente diferente do resto das demais), gravada numa fita K7 há mais de 15 anos, e que tinha apenas como referência o fato de ser a banda de onde saiu a baixista &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.patriciamorrison.co.uk/" class="preto"&gt;Patricia Morrison&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; para gravar o clássico “&lt;a href="http://wm04.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:k9fwxqu5ldhe" class="preto"&gt;Floodland&lt;/a&gt;”, do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.the-sisters-of-mercy.com/" class="preto"&gt;Sisters of Mercy&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, simplesmente tomei um susto quando um amigo meu me passou o disco inteiro para ouvir. Já os rotularam anos atrás de &lt;i&gt;cow punk&lt;/i&gt;. Faz sentido. No meio da mistureba maluca, colorida e espalhafatosa que foram os anos 80, mais estranho no ninho o pessoal do Gun Club não poderia deixar de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Shoegazer Gótico?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://homepage.mac.com/miniglenn/krud/dave/KRUD%20Photos/curve.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/a/ac/200px-Comeclean_curve_albumcover.jpg  " align="left"&gt; Perdido no meio deste post, surge o casal Dean Garcia (guitarra) e Toni Halliway (vocal), que comanda o &lt;b&gt;Curve&lt;/b&gt;, uma banda difícil de ser rotulada. Da leva de formações inglesas de nomes curtos (&lt;b&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ride_(band)" class="preto"&gt;Ride&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lush_(band)" class="preto"&gt;Lush&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, etc.) surgidas entre o fim dos anos 80 e começo dos anos 90, categorizadas como &lt;i&gt;shoegazer&lt;/i&gt; (devido à postura tímida dos músicos, que tocavam olhando para os seus sapatos), o Curve se destacava por ser muito mais pesado que seus pares de cena, além de carregarem fortemente nas programações eletrônicas e nos climas sombrios. Toni e Dean estavam muito mais para uma dupla gótico-industrial-alternativa do que qualquer outra coisa, pelo menos dos dois discos que tenho deles, “&lt;a href="http://wm04.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:dxfoxqljldse" class="preto"&gt;Come Clean&lt;/a&gt;” (1998) e “&lt;a href="http://wm04.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:fcfuxql0ldde" class="preto"&gt;Gift&lt;/a&gt;” (2001). Músicas docemente indies e balançadas como “Something Familiar” (1998) e “Want More Need Less”  (2001) poderiam enganar os leitores da &lt;b&gt;Melody Maker&lt;/b&gt; de outrora, que corriam atrás de algo similar ao que viria se tornar o &lt;i&gt;brit pop&lt;/i&gt; dos anos 90, ou então o que um dia já foi o &lt;i&gt;indie dance&lt;/i&gt; da geração de &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.jesusjones.com/" class="preto"&gt;Jesus Jones&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.mp3.com/artist/the-soup-dragons/summary/" class="preto"&gt;Soup Dragons&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (a &lt;i&gt;new rave&lt;/i&gt; de 15 anos atrás) e cia. O pesadelo &lt;i&gt;breakbeat hardcore&lt;/i&gt; de “Chinese Burn” (1998) e o batidão industrial com guitarras malvadonas e distorcidas digitalmente de “Hell Above Water” (2001 – algo como um &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.nin.com/" class="preto"&gt;Nine Inch Nails&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; com vocal feminino) não dão margem a tais &lt;i&gt;singelezas&lt;/i&gt;. Trata-se sim de uma bandaça, totalmente à parte do que rolava quando surgiram – o que dirá dos dias de hoje. Já me disseram que o Curve é um “&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.garbage.com/home.php" class="preto"&gt;Garbage&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; do mal”. É por aí. A voz sensual e (pseudo)delicada de Toni declamando letras dúbias por cima de sonoridades proto-indies e programações eletrônicas fazem um paralelo com a banda de &lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shirley_Manson" class="preto"&gt;Shirley Manson&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Mas as batidas muitas vezes descambam no estilo &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.theprodigy.com/" class="preto"&gt;Prodigy&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/thechemicalbrothers" class="preto"&gt;Chemical Brothers&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (“Gift”, “Chainmail”), ou mesmo no techno/house (“Robbing Charity” e “Fly With The High”). O casal andava meio sumidão, mas em sua &lt;a href="http://www.curve.co.uk/" class="preto"&gt; página oficial&lt;/a&gt; há uma música mais recente, “Weekend”, que é simplesmente arrasadora: batida tribal, synths electro e baxo distorcido. Vai na fé que vale à pena entrar no universo do Curve, mesmo que você não encontre paralelos atualmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-4109524667178499489?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/4109524667178499489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=4109524667178499489&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4109524667178499489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4109524667178499489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/10/dana-dos-ps-punks-e-outros-seres.html' title='A dança dos pós-punks e outros seres estranhos'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-923163525032886055</id><published>2007-09-10T14:58:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:07:00.921-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='horror'/><title type='text'>Extermínio da consciência</title><content type='html'>Os desvios de caráter, o descontrole emocional e a eliminação de moral e de princípios são características em comum nos filmes do diretor britânico &lt;b&gt;Danny Boyle&lt;/b&gt; (famoso mundialmente a partir do genial “&lt;b&gt;Transpotting&lt;/b&gt;”). Mesmo os “heróis” de suas produções são dotados de comportamentos desaprováveis quando submetidos a situações extremas. É o caso dos dois filmes deste cineasta que assisti semana passada: “&lt;b&gt;Extermínio&lt;/b&gt;” (2002) e “&lt;b&gt;Sunshine – Alerta Solar&lt;/b&gt;” (2007).  Para salvar a própria pele, nós, humanos, agimos muitas vezes como animais selvagens – segundo a ótica de Boyle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.adorocinema.com/filmes/exterminio/exterminio-poster01.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Extermínio” surgiu embalado pelo marketing de “filme de zumbis”, na onda dos blockbusters hollywoodianos de terror atuais, que são lotados de efeitos especiais e de sustos cuidadosamente preparados para o espectador saltar da cadeira e depois esquecer de tudo. Porém, o filme de Danny Boyle é infinitamente superior ao que o próprio gênero do terror restringe em torno de si. O mote desta produção – um rapaz comum acorda do coma após 28 dias e se depara com a Inglaterra totalmente abandonada e tomada por um vírus mortal que transforma pessoas em zumbis raivosos, sem saber se o resto do mundo também padece desta epidemia – é por si só genial para atiçar a curiosidade do espectador. Mas, muito além da carnificina que o título da película possa sugerir, “Extermínio” coloca em questão valores éticos e morais diante de uma situação de total desolação e horror. Os zumbis, na verdade, são meros coadjuvantes dos humanos “normais”, que agem muitas vezes de forma pior que mortos-vivos em estado de raiva absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro zumbi a aparecer no filme, por exemplo, surge justamente na figura do padre da paróquia onde o personagem principal foi buscar abrigo ou respostas. A religião simplesmente não existe nem possui autoridade diante da situação. Quando alguém é contaminado, podendo ser um desconhecido ou o seu próprio pai, a única solução é matar para não ser morto. Homens agem de forma primitiva quando confinados num mesmo ambiente, ainda mais se todos possuirem o poder de uma arma nas mãos, transformando a autoridade máxima em relativa por si própria. Mas, apesar de toda a desolação sugerida em “Extermínio”, há uma fonte de luz, valores surgem aqui e acolá sim senhor! A degradação humana encontra seus pares assim como aqueles que ainda persistem em seus juízos de valor diante de tal calamidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://almanaquevirtual.uol.com.br/imgs/imgs05/070412-230401-peq-3.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já “Sunshine – Alerta Solar” embute o mesmo tipo de questionamento no âmbito de um filme ambientado no espaço. O Sol está morrendo, a humanidade está congelando e esvaindo junto com a luz cada vez mais fraca e escassa, e uma missão espacial leva todo o arsenal atômico da Terra para tentar reativar a Grande Estrela. Confrontos de egos surgem durante a viagem, mas os erros não podem ser tolerados neste tipo de tarefa. Quando as coisas começam a dar errado, “Sunshine” sai do âmbito de um mero filme de ficção científica estilo “veja-e-esqueça” e adquire contornos tipicamente característicos da mente de Danny Boyle. Porém, esta produção de 2007 não se equipara à “Extermínio”, talvez por pressão de fazer sucesso impondo um ritmo de thriller de suspense comum justamente perto da conclusão final. Talvez Boyle, um diretor tão afeito a mostrar as mazelas da psique humana, tenha sucumbido a salvar sua própria pele na indústria cinematográfica e acabou por produzir uma “obra menor” em sua filmografia. Tal qual o &lt;b&gt;Tim Burton&lt;/b&gt; andou fazendo, que ganhou grana com “Planeta dos Macacos - um filme razoável - para finalizar uma produção fora dos padrões de Hollywood, (“&lt;b&gt;Noiva Cadáver&lt;/b&gt;”), o cineasta britânico deve estar usando o sistema e juntando libras para poder bancar seus projetos pessoais mais profundos. Atitude muito parecida com a do personagem principal de “Trainspotting”...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-923163525032886055?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/923163525032886055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=923163525032886055&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/923163525032886055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/923163525032886055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/09/extermnio-da-conscincia.html' title='Extermínio da consciência'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-3506686784727332983</id><published>2007-09-10T11:16:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:09:07.828-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hype'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='big beat'/><title type='text'>New rave do caralho</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.fides.dti.ne.jp/~atsutake/My%20Pictures/MUSIC/JOURNAL92/SIMIAN%20MOBILE%20DISCO.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível notar como o &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt; é um ponto de interseção entre diversos universos sonoros diferentes. Do “novo rock” ao EBM, da &lt;i&gt;new rave&lt;/i&gt; a até mesmo ao pop, e incluindo também o guarda-chuva que acolhe a &lt;i&gt;dance music&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;trance, house, breakbeat, techno&lt;/i&gt;, etc.) - &lt;b&gt;todos&lt;/b&gt; estão se fazendo valer dos blips robóticos e timbres que parecem um computador dando defeito que são tão caros ao electro. E audiências tão diferentes quanto também se encontram nesta via retro-futurista que apareceu com força nos anos 80. Um dos maiores nomes da safra &lt;i&gt;new rave&lt;/i&gt; (o rótulo &lt;i&gt;da hora&lt;/i&gt;, mas que parece que em breve vai ser substituído por outro...), o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.simianmobiledisco.co.uk/" class="preto"&gt; Simian Mobile Disco&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, usa e abusa do gênero citado, mas consegue dar uma cara contemporânea e bastante pessoal em suas produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i871/i87114hsjj2.jpg" align="left"&gt; &lt;br /&gt;“&lt;a href="http://wc07.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:3vfuxzy5ld6e" class="preto"&gt; Attack Decay Sustain Release &lt;/a&gt;”, lançado neste ano, é um petardo dançante altamente inflamável, digno dos grandes álbuns de música eletrônica que começaram a surgir na década passada. Os antenados de plantão já baixaram singles e remixes bem antes do “álbum oficial” sair de fato. Ok, segundo a regra atual, o SMD já estaria &lt;i&gt;passado&lt;/i&gt;, então? Nem fodendo! Se a pressa em adiantar as músicas no seu tocador de mp3 deixar, você vai se deparar com pedradas altamente destruidoras como “I got this town” (ecos de &lt;i&gt;electro-funk&lt;/i&gt;), “It’s the beat” (minimalismo a serviço de robótica), “Tits &amp; acid” e “Hot-dog” (electros devastadores como estes existem poucos por aí!). E o álbum ainda contém “Hustler”, um &lt;i&gt;breakbeat&lt;/i&gt; animalesco de faz dançar até o mais apático ser humano. Aí você se pergunta: “&lt;i&gt;Tá! Então eles na verdade não apresentam nada de novo, a new rave é um embuste?&lt;/i&gt;”. Pois é... os ingredientes são todos conhecidos, mas a receita do SMD é digna de chefs virtuosos, que sabem extrair de elementos simples e óbvios um resultado bastante saboroso e pessoal. Os timbres ácidos, os sub-graves, os samples espertos – definitivamente o Simian Mobile Disco criou um grande disco &lt;i&gt;querendo&lt;/i&gt; ser taxado de &lt;i&gt;novo&lt;/i&gt;, porém reciclando idéias já utilizadas. Se quiserem adotar o rótulo que deram para isso, então que seja: é um puta &lt;i&gt;new rave do caralho&lt;/i&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ainda dando no couro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.lemonsound.com/visuels/uploaded/the_chemical_brothers.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri800/i889/i88941rqzc4.jpg" align="left"&gt; Em outros tempos, um post como este &lt;b&gt;nunca&lt;/b&gt; poderia deixar os &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.thechemicalbrothers.com/home/" class="preto"&gt; Chemical Brothers&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; em segundo plano. Mas, na real, os &lt;i&gt;tiozinhos&lt;/i&gt; da eletrônica dos anos 90 largaram o manche da embarcação que lidera a corrida pelo &lt;i&gt;novo&lt;/i&gt; lá atrás, na época do “&lt;a href="http://wc07.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:fpftxqlkldhe" class="preto"&gt; Surrender&lt;/a&gt;” (1999). Até então, a dupla Ed Simons e Tom Howlands era quem dava as cartas nas pistas de dança. O tempo é cruel nestes dias de banda-larga (eu que o diga!), mas seria injusto afirmar que estes figuras aí perderam o bonde. Num caso clássico de quem um dia foi o centro das atenções e que agora observa os novos para se manter em evidência, “&lt;a href="http://wc07.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:hvfwxz85ld6e" class="preto"&gt; We are the night&lt;/a&gt;” é, sem dúvida, um disco que os catalisa para a atualidade e reafirma a importância destes ingleses para a história da música eletrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chemical Brothers encarnando um &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/trentemoeller" class="preto"&gt; Trentemoller&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (papa do &lt;i&gt;minimal electro&lt;/i&gt;) básico em “Do it again”? O fato é que esta faixa bota no chinelo praticamente toda a turma que aposta em &lt;i&gt;tiques-nervosos&lt;/i&gt; para fazer dançar (irritar?), incluindo o fodão citado aí. “Das Spiegel” e “Burst generator” se encaixariam perfeitamente na geração atual da new rave, misturando baixos sujos de pegada rock underground com eletrônica pesada - como se os próprios &lt;i&gt;velhinhos&lt;/i&gt; aqui do post não fizessem exatamente isso em clássicos como “Block rockin beats” e “Setting sun” há mais de dez anos. No final das contas, temos aqui um típico disco com a sonoridade característica da dupla, com diversos detalhes pipocando pelos canais de som e muitas melodias (vocais ou de sintetizadores analógicos e/ou digitais) que remetem à psicodelia de décadas atrás. Mesmo em músicas de forte apelo no electro como “No need” e “A Modern midnight conversation”, surgem espectros meio ripongas até! E esta não era uma das ondas dos caras desde o primeiro disco (veja a capa de “&lt;a href="http://wm04.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:fpfyxq9hldhe&lt;br /&gt;" class="preto"&gt; Exit Planet Dust&lt;/a&gt;")? Portanto, esqueça a bombação, pois “We are the night” é um disco de eletrônica que dá para ouvir em casa, no trabalho e &lt;i&gt;até&lt;/i&gt; mesmo na pista de dança, com produção de ponta e muito, mas muito talento e sabedoria de quem realmente sabe o que faz e onde quer chegar. Trata-se de um Chemical Brothers de boa safra, &lt;i&gt;do bom&lt;/i&gt; e com efeitos colaterais pra lá de positivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-3506686784727332983?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/3506686784727332983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=3506686784727332983&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/3506686784727332983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/3506686784727332983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/09/new-rave-do-caralho.html' title='&lt;b&gt;New rave do caralho&lt;/b&gt;'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-3156367638412642617</id><published>2007-08-07T16:36:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:10:01.493-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stress'/><title type='text'>The Last Sucker</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.madness.cz/UserFiles/Image/clanky/28ministry.jpg"&gt;  &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Este ainda não sou eu...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da correria do dia-a-dia, quatro trabalhos diferentes (de locais diferentes!) para fazer todos ao mesmo tempo, arrumando as coisas às pressas, cada pé com uma meia de cor diferente, a pressão de dar conta de tudo sem fazer merda, ventilador ligado mesmo fazendo frio, rinite alérgica batendo com força, cabelo na cara, cabelo do nariz crescendo pra fora, telefone celular que não funciona tocando e apagando tudo na hora que eu atendia, não sabia quem estava ligando, tropecei na cama, bati a canela com força, tô cheio de roxos pelo corpo por conta destes esbarrões, este parágrafo que não termina...e apertei play do Winamp no meio desta loucura toda, já com o fone no ouvido (na verdade eu estava com o fone no ouvido o tempo todo, acho que foi por causa dele que tropecei), e havia uma faixa mais &lt;i&gt;calma&lt;/i&gt; selecionada para justamente preencher meu cérebro naquele momento com sonoridades amenas...só que o troço estava ligado no &lt;i&gt;shuffle&lt;/i&gt; e abriu o som rasgando tudo com a versão de “Roadhouse Blues” (&lt;b&gt;The Doors&lt;/b&gt;) que o &lt;b&gt;Ministry&lt;/b&gt; cometeu no seu disco mais recente, “Last Sucker”. Thrash metal industrial com pegada blueseira, dois bumbos a lá Motorhead, Al Jougersen rasgando os vocais como se estivesse tirando u msarro de minha cara naquele momento. Pronto! Agora sim eu acalmei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia tecer comentários mais profundos sobre cada faixa deste troço de louco que é o disco novo do Ministry, mas não dá. A parada fundiu meu cérebro com força! Sei lá, me senti como no filme “Old Boy”, quando o cara sai com a machadinha na mão querendo vingança. Mas eu não quero vingança! Eu quero ouvir este som mesmo no meio do caos em que me encontro no momento – a machadinha serviria para eliminar os obstáculos nos quais vivo esbarrando ultimamente. O Ministry inisiste em participar de minha vida em momentos marcantes, tipo quando recebi pelo correio o “Filth Pig” em plena Quarta-feira de Cinzas chuvosa. Fui ouvir “The Fall” com um pé d’água caindo do lado de fora... Enfim, “Last Sucker” encerra a trilogia anti-Bush perpetrada pelo Ministry de forma primorosa. E tenho que agradecer às pessoas que me têm me repassado sons como esses nos últimos meses, pois realmente não estou tendo condições de baixar qualquer coisa há tempos. Mas tenho plenas condições de ouvir cada som (presente!) desses e ficar com uma impressão de que estes momentos atuais estão tendo sua trilha sonora acertada – ainda que involuntariamente. Valeu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-3156367638412642617?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/3156367638412642617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=3156367638412642617&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/3156367638412642617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/3156367638412642617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/08/last-sucker.html' title='The Last Sucker'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-6532388971811132419</id><published>2007-07-09T11:07:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:11:45.734-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hype'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><title type='text'>Cadáver mete medo em hype</title><content type='html'>&lt;img src=" http://music.gothic.ru/announces/necrostellar06-photo.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Necro Stellar, da Rússia&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.necrostellar.com/" class="preto"&gt;Necro Stellar&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Caramba... acho que poucas vezes o nome de uma banda soou tão perfeito. O som destes russos (!) é um amálgama de influências sombrias, &lt;i&gt;off-road&lt;/i&gt; total das pistas de corrida do &lt;i&gt;Grande Prêmio Hype do Mês&lt;/i&gt;. Um cadáver em decomposição cujos vermes comem e regurgitam sonoridades originais que a &lt;i&gt;inteligentsia&lt;/i&gt; indie pós-moderna viraria pó – tal qual um vampiro à luz do sol – se fosse exposta a alguns segundos de audição. &lt;i&gt;Dark wave&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;ebm&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;hard techno&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;pós-industrial&lt;/i&gt;… &lt;i&gt;Necro Stellar!!!&lt;/i&gt; - porra, o nome da banda é o seu próprio rótulo musical: decomposição sonora vinda do espaço, climas pra lá de tétricos produzidos eletronicamente para que guitarras saturadas, cânticos das tumbas e vocais com quilos de efeitos joguem tudo que faria o terror para um fã daquilo que a &lt;a href="http://bizz.abril.com.br/home/" class="preto"&gt; Revista Bizz&lt;/a&gt; elege mensalmente como &lt;i&gt;o que você tem que ouvir&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A propósito, alguém aí da &lt;i&gt;geração download&lt;/i&gt; compra aquela revista?!? Se eles – o pessoal da Bizz – pregam tanto o “fim da indústria musical” e “a livre troca de conteúdo pela internet”, então o povo que cresceu chamando “música” de “arquivo” não vai gastar dez paus num amontoado de informações em papel cujos milhões de web site dão as notícias instantaneamente. Acho que eles devem falar para as paredes e para velhacos rabugentos como eu ficarem descendo o pau – ter 31 anos hoje é ser mais ultrapassado do que ter esta idade há dez anos atrás, ao que me dizem por aí...]&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Continuando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.necrostellar.com/Pictures/NS-SAT-CEM-COVER.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o disco destes zumbis russos se chama “&lt;a href="http://www.necrostellar.com/Music/SCem_english.html" class="preto"&gt;Saturating Cemetery &lt;/a&gt;”! Um clichê gótico para um conceito novo?!? Realmente não têm mais o que inventar, por isso &lt;i&gt;re-inventam&lt;/i&gt;. Só que volto a bater na tecla do parágrafo primeiro deste texto: não tem nada do que postam por aí na mídia &lt;i&gt;indie mainstream&lt;/i&gt; (redundante ou contraditório este adjetivo? Eu é que não vou responder novamente...) sobre o que é bom, não criaram rótulo ainda para o som desta banda. Por via das dúvidas, chamo o estilo deles de... &lt;i&gt;necro stellar&lt;/i&gt;! Portanto, se você ainda acha que pode descobrir algum som por seus próprios meios, levando tapas na cara e/ou ouvindo algum pensando que era outro, baixe via banda-larga o espírito destes russos &lt;i&gt;simpáticos&lt;/i&gt; (&lt;b&gt;&lt;a href="http://redeparede.com.br/vitoria/a-venda/geral/posts/lote-no-cemiterio-parque-da-paz-12694" class="preto"&gt; Cemitério Parque da Paz &lt;/a&gt;&lt;/b&gt; agradece!), ouça num quarto escuro (olha o clichê! olha o clichê!), beba um vinho barato e acenda uma vela. E veja a cera derreter até a ponta do dedão do seu pé, o vinho pegar fogo (vinho bom não queima!) e fazer com que você, apavorado, tire o Necro Stellar do mp3 player (ouvir som no CD-player é coisa de &lt;i&gt;velho&lt;/i&gt;!) e bote pra tocar o disco de 2007 dos canadenses do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.arcadefire.com/flash.html" class="preto"&gt;Arcade Fire&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (“Neon Bible”), que &lt;a href="http://programaaltofalante.uol.com.br/index.php?master=balaio&amp;sub=cd&amp;ac=2&amp;id=201" class="preto"&gt;andaram postando por aí&lt;/a&gt; que se trata de uma “obra-prima sombria” – e o pior que é mesmo, pois se trata de um discaço!!! Porém, com embalagem chique demais para tamanha cara-de-pau disfarçada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... os hypados do Arcade Fire chuparam o sangue de cadáveres oitentistas que poucos (nem eles próprios, inclusive) aí atualmente teriam coragem de admitir suas influências: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.bunnymen.com/" class="preto"&gt; Echo &amp; The Bunnymen&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bauhaus_(banda)" class="preto"&gt;Bauhaus&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Southern_Death_Cult" class="preto"&gt; Southern Death Cult &lt;/a&gt;&lt;/b&gt; - é mais &lt;i&gt;in&lt;/i&gt; citar o &lt;b&gt;Joy Division&lt;/b&gt;, pois prestar tributo para gente morta (cadáver novamente!) é mais lisonjeiro! Mas os caras do Arcade enfiaram conceitos no disco e despistaram todo mundo sobre suas verdadeiras origens. Também, pudera: entregar influências góticas dentro do hype pega mal. Vampirinhos, &lt;b&gt;Evanescence&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Marylin Manson&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;RPGs do mal&lt;/i&gt;... é a superfície – ou melhor, a &lt;i&gt;cova-rasa&lt;/i&gt; da parada, é caricato, é tão cafona pra este pessoal &lt;i&gt;antenado&lt;/i&gt; quanto dizer que curte &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.imotorhead.com/" class="preto"&gt;Motorhead&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; ou &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.acdcrocks.com/" class="preto"&gt;AC/DC&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, sons acéfalos por natureza, &lt;i&gt;burros&lt;/i&gt; demais para serem dignos de textos aprofundados em bloggs da vida, porém dotados de emoção genuína. Bom, até agora, estão exumando ilicitamente cadáveres que estavam enterrados a sete palmos abaixo. No processo de cremação dos downloads e seus ídolos instantâneos, pega bem disfarçar tal pilhagem com punhetagem conceitual. Por essas e outras que o som do Necro Stellar vai ficar preso numa vila de zumbis – muitos é verdade. Vão direto ao ponto sem floreios: é som sombrio para gente que curte isso, é eletrônica radical para mentes devidamente formatadas. É inocente e vazio para quem procura pela &lt;i&gt;salvação-conceitual&lt;/i&gt; de qualquer donwload que o valha. Apesar das &lt;i&gt;contra-indicações&lt;/i&gt;, arrisque-se. Um download também pode ser surpreendente, seja para te emocionar ou para te enojar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Não fosse um amigo meu, &lt;b&gt;Carlos Alberto&lt;/b&gt;, vulgo &lt;b&gt;DJ Angel&lt;/b&gt;, parceiro meu nas festas &lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.fotolog.com/the_darkstreet" class="preto"&gt;Dark Street&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, eu nunca haveria de conhecer o som de russos e também japoneses, romenos, venezuelanos (aguardem os próximos capítulos!) que produzem música esquisita e sem amarras com conceitos pseudo-alternativos. A propósito, o mesmo Angel descobriu o Necro Stellar por indicação pessoal do fera &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.3coldmen.com/twin/bio_port.htm" class="preto"&gt;Alex Twin&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, da conceituada banda de &lt;i&gt;goth-synthpop&lt;/i&gt; multinacional &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.3coldmen.com/frameset_port.htm" class="preto"&gt;3ColdMen&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; - gente que está no olho de um furacão que não sai na previsão do tempo do Jornal Nacional nem da MTV. Não conhece? Não sabe o que está perdendo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-6532388971811132419?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/6532388971811132419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=6532388971811132419&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/6532388971811132419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/6532388971811132419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/07/cadver-mete-medo-em-hype.html' title='Cadáver mete medo em hype'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-3864912692420004982</id><published>2007-06-29T11:17:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:12:55.586-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><title type='text'>The Young Gods – “Super Ready Fragmenté” - 2007</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.respectmusic.cz/2004/_tisk/y_m4ac_150x100.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.respectmusic.cz/2004/_tisk/y_m4ac_150x100.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg900/g906/g90627psg7m.jpg  " align="left"&gt; O grupo suiço &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.younggods.com/" class="preto"&gt;The Young Gods&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; tem sua marca definitiva em algum capítulo da música popular. Foram pioneiros em transformar o praticamente inaudito som &lt;i&gt;industrial&lt;/i&gt; de malucos &lt;i&gt;noise&lt;/i&gt; desbravadores - desde os anos 70 - como &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/throbbinggristle/" class="preto"&gt; Throbbing Gristle&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (que tinha uma gravadora chamada “&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Industrial_Records/" class="preto"&gt;Industrial Records &lt;/a&gt;” naquela época!) em algo palatável às massas, sobretudo por ter utilizado o sampler para modificar, deturpar e reinventar o som da guitarra roqueira no distante ano de 1985, quando a banda foi formada. Suas misturas de manifestos poéticos e filosóficos cantados no francês extremamente agressivo do vocalista &lt;b&gt;Franz Treichler&lt;/b&gt; por cima de bases nervosas de bateria, riffs de guitarra inovadores e elementos folclóricos europeus romperam barreiras e deixaram interrogações em mentes incautas através dos álbuns “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:0pfixqq5ld0e/" class="preto"&gt; The Young Gods &lt;/a&gt;” (1987) e “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:jpfixqq5ld0e/" class="preto"&gt; L’Eau Rouge &lt;/a&gt;” (1989). Tiveram a ousadia de musicar poemas do músico e escritor alemão &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.kwf.org/" class="preto"&gt; Kurt Weill&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e transformá-los em algo pós-moderno, fim de mundo e magistral ao mesmo tempo, no disco “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:apfixqq5ld0e/" class="preto"&gt;Plays Kurt Weill&lt;/a&gt;” (1991). Quando começaram a cantar também em inglês, a partir de “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:kpfixqq5ld0e/" class="preto"&gt; TV Sky&lt;/a&gt;” (1991), atingiram o mundo inteiro com uma sonoridade mais acessível, porém desafiadora em sua essência, jogando no caldeirão influências de &lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Stooges/" class="preto"&gt; Stooges&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (no som das guitarras – eles próprios declararam isso na época) e até mesmo &lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_doors/" class="preto"&gt; The Doors&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (nos vocais), acabando por mostrar ao mundo que não havia barreiras para a criatividade e para o bom gosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dre200/e294/e29461zhvt1.jpg  " align="left"&gt; A banda sempre prezou por belas melodias vocais, e os caras resolveram incluir nelas influências radicalmente psicodélicas e progressivas no disco seguinte, “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:dpfqxq9hld0e/" class="preto"&gt; Only Heaven&lt;/a&gt;” (1995), onde guitarras e ambiências sonoras flutuavam pelos canais de som emoldurando vocais ora agressivos, ora etéreos – ouça o &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; sinistro de “Donnez Les Espirits” ou a trip pesada dos mais de 18 minutos de “Moon Revolutions” olhando para as imagens da arte do CD e tente imaginar o que se passava na mente deles quando gravaram o disco... Seu último registro oficial como “banda” mesmo -  “&lt;a href="http://www.rockpress.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1305/" class="preto"&gt; Music for Artificial Clouds &lt;/a&gt;”, 2004, foi um experimento com &lt;i&gt;ambient music&lt;/i&gt; -  até o presente momento foi no quase que totalmente eletrônico “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:wpfrxqlaldse/" class="preto"&gt; Second Nature&lt;/a&gt;” (1999), e conceitual (traça um paralelo entre o uso de substâncias alucinógenas pelas sociedades modernas – que procuram escapar da realidade, e pelas tribos “primitivas” que vivem no meio da natureza – que as utilizam para elevação da alma e do conhecimento) com as guitarras - ou o que &lt;i&gt;sobrou&lt;/i&gt; delas - soando como sintetizadores &lt;i&gt;trance&lt;/i&gt; e mais um punhado de memoráveis canções de outros planetas. Para onde mais os Jovens Deuses poderiam ir? Apostar fundo em alguma sonoridade “nova” ou voltar às raízes? Talvez as duas opções...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.respectmusic.cz/2004/_tisk/y_m4ac_150x100.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src=" http://www.younggods.com/cms/images/superready/flingue_glitter.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas primeiras faixas de “&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.younggods.com/cms/front_content.php?idcat=112&amp;lang=1&amp;client=1/" class="preto"&gt; Super Ready Fragmenté&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;”, recente lançamento dos Young Gods, confirmam o que o próprio Franz Treichler &lt;a href="http://digitalnonsense.blogspot.com/2004/07/young-gods-jeremy-narby-frum-cultural.html" class="preto"&gt; me contou pessoalmente quando da vinda de sua banda a São Paulo em 2004&lt;/a&gt;: “As guitarras vão voltar”, disse ele para mim e para um grupo de fãs que o cercavam no teatro do Sesc Av. Paulista naquela ocasião. Com o disco finalmente na rua (eles tiveram problemas de gravadora neste período), dá para constatar através de “I’m The Drug” e “Freeze”, as tais músicas que abrem o disco, que as mesmas poderiam tranquilamente estar presentes em “TV Sky”, justamente o seu maior êxito comercial. Nostalgia? Apelação? Falta de criatividade? Você pode até acusá-los superficialmente dessas coisas, mas um fato é certo: são duas músicas matadoras, com as tradicionais guitarras moto-serra apitando alto, pegada forte na bateria e com os vocais de Franz ainda mais marcantes, com um timbre ligeiramente mais rouco e envelhecido. O disco segue nesta onda auto-referencial, com as tribais e barulhentas “Cest Quoi Cest Ca” e “El Magnífico”. Porém, a faixa seguinte, “Stay With Us”, mostra do que estes caras ainda são capazes quando resolvem &lt;i&gt;pirar o cabeção&lt;/i&gt;: trata-se de uma espécie de &lt;i&gt;dub industrial&lt;/i&gt;, com sons de citaras e violões que pairam sobre ambiências sonoras, enquanto Franz versa palavras dignas de uma viagem de ácido. O buraco (negro?) é mais profundo na faixa-título (quase nove minutos de uma trip alucinada com batida quebrada, guitarras flutuando pelos canais de áudio, e com Treichler encarnando um Jim Morrison pós-moderno) e em “Un Point Cest Tout” (bela melodia cantada em francês por cima de algo entre o &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;ambient&lt;/i&gt; e o rock progressivo). Nestes momentos, os ouvidos mais convencionais poderiam taxá-los de “chatos”, mas justamente ali reside a inquietude musical que tanto os tornou cultuados. “About Time” (com um groove surpreendente!), “The Color Code”, “Secret” e “Everythere” recolocam o grupo na trilha roqueira, sangue nos olhos com neurônios – coisa rara! Os Young Gods, que por muitos anos passados, foram considerados a ponta-de-lança do que havia de mais moderno e desbravador na música, resolveram olhar para dentro de si para poderem clamar por respeito e, acima de tudo, se mostrar relevantes atualmente. Em pleno 2007, com tudo o que já se fez por aí até hoje, o “antigo” pode soar “moderno” para as novas gerações. Franz Treichler e cia. jogam tudo isso num mesmo caldeirão e ainda fazem você sair cantando belas melodias por cima de soluções musicais anti-convencionais. O universo dos Jovens Deuses é bastante complexo, mas eles sabem se fazer ouvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Quer ouvir os Young Gods em plena onda de piração total? Vá ao disco 2 da coletânea “&lt;a href="http://www.propertop.com/article.php?article_id=471" class="preto"&gt; XXY: Twenty Years – 1985-2005&lt;/a&gt;”, e ouça coisas esquisitas e geniais como a desconstrução &lt;i&gt;dub-house-minimal&lt;/i&gt; de “Astronomic”, o arranjo de cordas em “Child in the Tree”, as versões dub de “Kissing the Sun” e “Supersonic” produzidas por &lt;b&gt;Mad Professor&lt;/b&gt; (que virou “Dub the Sun”) e pelo próprio Franz Treichler respectivamente, e os covers de “Requien Pour un Con” (&lt;b&gt;Serge Gainsbourg&lt;/b&gt; - com sub-graves alienígenas, radicalmente eletrônica!) e “The End” (&lt;b&gt;The Doors&lt;/b&gt; - em fiel citação gravada ao vivo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-3864912692420004982?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/3864912692420004982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=3864912692420004982&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/3864912692420004982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/3864912692420004982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/06/young-gods-super-ready-fragment-2007.html' title='&lt;b&gt;The Young Gods – “Super Ready Fragmenté” - 2007&lt;/b&gt;'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-2084018624966892728</id><published>2007-05-24T13:57:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:14:08.258-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><title type='text'>My Life With The Trhill Kill Kult – “The Filthiest Show in Tow”</title><content type='html'>&lt;img src="  http://www.mylifewiththethrillkillkult.com/photos/promo/tkk_2006.jpg "&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Tarantino ainda não descobriu esta banda&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma banda perfeita para tocar a zona nos puteiros de &lt;b&gt;&lt;a href=" http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/sin-city/sin-city.asp " class="preto"&gt;Sin City&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Mescla de decadência sub-urbana retrô com futurismo barato, este mesmo bando(a) poderia fazer a farra em pubs de mundos insólitos como os de &lt;b&gt;&lt;a href=" http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/blade-runner/blade-runner.asp " class="preto"&gt;Blade Runner&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e ainda servir de música ambiente para happy hours da casa da família de &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.kollision.biz/movies/mov_files/mov_texaschainsawmassacre74.htm " class="preto"&gt;O Massacre da Serra Elétrica&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Aliás, os ditos cujos deste texto surgiram do propósito de compor a trilha sonora de um filme trash/terror B que nunca fora exibido: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.mylifewiththethrillkillkult.com/" class="preto"&gt; My Life With The Thrill Kill Kult &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Idealizado em meados dos anos 80 pelos cérebros alterados de Buzz MCoy e Groovie Mann, este divertido agrupamento de lunáticos de Chicago pratica um som industrial único, mesclando elementos de noir, big bands dos anos 40, guitarras surf e vocais femininos lascivos. A matriz é esta, mas não é só isso. Vale à pena ouvir “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:abfpxqr5ldhe" class="preto"&gt;Sexplosion&lt;/a&gt;” (que tem na capa a mais famosa pin up de todos os tempos, &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.bettiepage.com/" class="preto"&gt;Bettie Page&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;), com seu clima jazzy e refrãos cantaroláveis por todos os lados. Ou então a pegada mais marcial do rock industrial de “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:f9ftxqw5ldse" class="preto"&gt;Confessions of a Knife&lt;/a&gt;”, transformando um estilo notoriamente sisudo em algo divertido. Ou ainda os ecos de house music e hip-hop (!) de “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:gcfyxqw0ldae" class="preto"&gt; Reincarnation of Luna &lt;/a&gt;”, que mandou às favas qualquer tipo de hermetismo acerca do estilo que a banda poderia perpetrar. A propósito, o Kill Kult mandou ver até mesmo num disco festeiro – praiano até!, algo entre &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.theb52s.com/" class="preto"&gt;The B-52`S&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.revoltingcox.com/records/revoltingcox/" class="preto"&gt;Revolting Cocks&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, no divertidíssimo “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:fpfoxqyhldde" class="preto"&gt;Hit, Run &amp; Hollyday&lt;/a&gt;”. Arrisque-se a botar músicas como “Sex on Wheelz” e “Glamour is a Rocky Road” para tocar numa festinha qualquer e você verá as pessoas dançando algo que elas não conhecem. My Life With The Thrill Kill Kult é uma banda que promove diversão no terreno improvável de seu ponto de partida, justamente o som industrial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i467/i46753x0nxs.jpg  " align="left"&gt; Ouvir um disco delicioso como o mais recente lançamento do Kill Kult, “&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:hpfixzy5ld6e" class="preto"&gt; The Filthiest Show in Tow &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;” (2007), nos dias atuais é um alento, ao mesmo tempo que fico me perguntando sobre como é que um som original como esse não caiu no gosto dos &lt;i&gt;geradores de hype&lt;/i&gt; - e olha que a MTV brazuca até colocou a citada “Sex on Wheelz” de fundo para a chamada de um programa e nada. “The Filthiest...” restringiu os elementos de “industrial” a apenas alguns timbres de bateria ocasionais e riffs de sintetizador bem discretos e certeiros, apostando fundo no clima jazzy/noir com toques de horror decadente que caracterizou mais os sons de “Sexplosion”. Mas há uma evolução em termos de grooves (elemento improvável em bandas de industrial), tal qual ocorre em faixas irresistíveis como “Born of Fire” (linha de baixo matadora!), “High Class Taboo” (guitarra setentista sampleada e melodias vocais que parecem ter saído do &lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Funkadelic" class="preto"&gt;Funkadelic&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;!), “My Kinda Guy” (pianos elétricos e até mesmo um melotron dão o clima) e “Jive Ass Live” (guitarrinha em wah-wah irresistível fazendo o balanço com piano, percussão e baixo bem marcados). E quando você ouve o tecladinho de filme de terror barato de “Cadillac Square”, que abre o disco, e o som de sax e de piano de cabaré de “Cover Girl Blues”, música que fecha o álbum, tudo isso embalado por vocais masculinos sussurrados e canastrões alternados por vozes femininas provocadoras, o clima da música do Kill Kult se faz mais sólido e presente em 2007. É som para embalar um helloween divertidíssimo, dry martinis por todos os lados, zumbis decadentes dançando junto de meretrizes e traficantes mexicanos negociando jogatinas. &lt;b&gt;Quentin Tarantino&lt;/b&gt;, que tanto gosta de um horror B e de humor negro, precisa descobrir esta banda urgentemente para compor a trilha de seus próximos filmes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-2084018624966892728?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/2084018624966892728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=2084018624966892728&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/2084018624966892728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/2084018624966892728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/05/my-life-with-trhill-kill-kult-filthiest.html' title='&lt;b&gt;My Life With The Trhill Kill Kult – “The Filthiest Show in Tow”&lt;/b&gt;'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-8571463776922592417</id><published>2007-05-15T13:36:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:14:45.461-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><title type='text'>NINE INCH NAILS - "YEAR ZERO"</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.claricehadalittlelamb.net/gossip/upload/NIN.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trent Reznor possui uma inquietude rara e, por vezes, incômoda. O cérebro teutônico do &lt;b&gt;Nine Inch Nails&lt;/b&gt; tem a necessidade de estar sempre se reinventando a cada disco. Além disso, sua banda faz parte de uma linhagem virtuosa de artistas provindos da década de 90 (e dos pouquíssimos que ainda estão na ativa hoje) que se dão ao luxo de lançar o som que bem entendem que as suas respectivas gravadoras terão apenas que aceitar, prensar e distribuir seus discos sem pestanejar – e colher os frutos financeiros com um largo sorriso posteriormente. Gente como &lt;b&gt;Radiohead&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Pearl Jam&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;REM&lt;/b&gt; (este, dos anos 80) e o próprio Nine Inch Nails conquistaram uma certa independência de fazer inveja às novas gerações, pois são figuras &lt;i&gt;mega&lt;/i&gt; que se comportam como &lt;i&gt;alternativos&lt;/i&gt; sem perder a integridade musical. Não sei até quando esta moral deles durará, até porque o álbum “&lt;b&gt;Year Zero&lt;/b&gt;”, lançado recentemente, parece ser o suicídio comercial de Trent Reznor. &lt;i&gt;Parece&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i458/i45850bm0s5.jpg  " align="left"&gt; À primeira audição, “Year Zero” soa mal acabado, sujo, de ritmo agarrado num freio de mão. Quando fui ouvir, até pensei que a cópia que meu amigo &lt;b&gt;Hudson&lt;/b&gt; (valeu!!!) havia me dado de presente se tratava da versão demo do disco, naquelas típicas pegadinhas do mundo dos downloads, quando você, na ânsia de baixar o disco antes dele sair oficialmente, acaba pegando uma versão inacabada da obra. Mas o disco era esse mesmo! E Reznor, como bom conhecedor de estratégias de marketing, tratou logo de criar factóides que pudessem chamar a atenção para a sua obra mais anti-comercial: a temática ambientada num futuro próximo, apocalíptico, arrasado social e ambientalmente... e com uma mão que vem do céu para aterrorizar as pessoas! Bom, todo mundo já leu isso antes na internet e em praticamente todos os setores da mídia musical – até os &lt;i&gt;indies&lt;/i&gt; caíram no hype de ouvir e elogiar o disco (mais pela temática meio nerd do álbum, que inclusive teve prenúncios estilo RPG virtual espalhados pela rede)! Ué? Indie caindo na onda de uma banda com quase vinte anos de estrada?!? O caô de Mr. Reznor colou mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de caô “Year Zero” não tem nada, musicalmente falando. É, para variar, um discaço – ainda que contenha algumas idéias repetidas. Todo o hype que Trent Reznor conseguiu trazer para este lançamento trará novas gerações que poderão se interessar no universo da música industrial, pois o disco em questão vai de contra à tendência mais roqueira e direta do fantástico “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:wxfwxq9sldhe" class="preto"&gt;With Teeth&lt;/a&gt;” (2005), seu álbum anterior. Após a introdução “Hyperpower”, “The Beginning of the End” até que engana bem a quem acha que o disco está bem “rock”, com suas guitarras sobrepostas e bateria bem marcada. Mas “Survivalism” vem com muito barulho, bateria eletrônica minimalista e synths tão pesados quanto as guitarras. A estranheza do disco caminha para o groove robótico de “The Good Soldier”, à sujeira industrial de “Vessel”, à arrastada “Me, I'm Not”, e ao proto-blues mecânico de “Capital G” – todas essas, diga-se de passagem, poderiam muito bem fazer parte do clássico “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:hjfuxqugldae" class="preto"&gt;Downward Spiral&lt;/a&gt;” (1994), o que denota um sinal de repetição de idéias clara e evidente. Já “My Violent Heart” apresenta uma estranha batida electro-funk que culmina num refrão ao estilo “explode tudo” – uma solução bem original e que vai de encontro às declarações anteriores ao lançamento do disco, onde Reznor afirmava ter sido influenciado pelos primórdios do seminal e inovador grupo de rap &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.publicenemy.com/" class="preto"&gt;Public Enemy&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, com muitas batidas e colagens eletrônicas. O mesmo ocorre nas músicas “God Given” e “The Great Destroyer”, de batidas dançantes bem originais e fragmentos de melodias pop por todos os lados. No mais, o disco segue o formato de alternar batidas esquisitas com sujeira digital, guitarras roqueiras e as excelentes melodias que Trent Reznor sabe fazer muito bem. Nos anos 90, “Year Zero” seria considerado “a bola da vez” no quesito “modernidade”. Mas, nos anos 00, o “moderno” aqui soa até mesmo &lt;i&gt;retrô&lt;/i&gt;, com suas soluções &lt;i&gt;noventistas&lt;/i&gt;. Reznor fez mais um grande disco, bem acima da média de tudo que há por aí. Mas a obrigação de se reinventar esbarrou aqui em repetição de idéias por mais da metade do álbum. Um defeito e uma virtude - um paradoxo: o NIN atual busca inspiração na sua própria obra para se repetir, se renovar e/ou criar novas soluções. Convenhamos: isso é para poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;i&gt;Este disco do NIN abre caminho para os leigos no som industrial ouvirem &lt;b&gt;The Young Gods&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;My Life With The Thrill Kill Kult&lt;/b&gt; (cujos discos só fui ter a chance de ouvir de antemão através do brother &lt;a href="http://blackzombie.blogspot.com" class="preto"&gt;Doggma&lt;/a&gt; - valeu &lt;b&gt;mesmo&lt;/b&gt;!) que também estão de discos recém saídos do forno! Em breve – e para quem tiver saco – resenhas aqui!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-8571463776922592417?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/8571463776922592417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=8571463776922592417&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8571463776922592417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8571463776922592417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/05/nine-inch-nails-year-zero_15.html' title='&lt;b&gt;NINE INCH NAILS - &quot;YEAR ZERO&quot;&lt;/b&gt;'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-5843309223739811511</id><published>2007-04-03T14:03:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:16:18.376-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hype'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock and roll'/><title type='text'>O Indie é Pop...</title><content type='html'>&lt;img src=" http://i8.photobucket.com/albums/a43/dreamyhorses/klaxons.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;...e o Pop não poupa ninguém! Os &lt;b&gt;Klaxons&lt;/b&gt; já vão tarde?!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenômeno louco esse dos anos 2000, cujas novidades aparecem e somem na mesma rapidez em que sua conexão de banda larga demora para carregar uma página da internet. Faça um paralelo entre o que se chamava de “indie” em meados dos anos 90 e o mesmo nos dias atuais. O cara que habitava este universo, até dez anos atrás, invariavelmente era uma figura meio nerd, usava roupas parecidas com as de um professor de física nuclear, e consumia cultura pop de acordo com o que deveria ser a “nova onda do momento” até alguém chegar lá e escrever uma matéria num grande jornal e/ou revista tupiniquim. Aí perdia a graça, pois a panelinha de amigos &lt;i&gt;antenados&lt;/i&gt; que sabiam ler a &lt;b&gt;Melody Maker&lt;/b&gt; e o &lt;b&gt;NME&lt;/b&gt; sem precisar da ajuda de um tradutor simplesmente largava de mão sua banda-preferida-das-últimas-semanas pelo simples fato de que os reles mortais poderiam ouvir tal som e, pasme, comprar o disco na loja da esquina! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje os tempos são outros. Basta um clique que você baixa o som que quiser. A informação se democratizou. E esta democracia está se rendendo aos efeitos mais rasos da Indústria Cultural. O jovem que cresceu com internet rápida boceja o indiferente sabor da banalidade tal qual o mesmo indivíduo que cresceu tendo TV a cores em casa como a coisa mais normal do mundo. Entre perfis no Orkut, vídeos no You Tube e downloads que vão lotando o HD de seu mp3 player, os mesmos jovens engolem a informação massificada sem perceber. Expõem suas entranhas pessoais (ou &lt;i&gt;mentiras&lt;/i&gt; pessoais) nos seus perfis de “sites de relacionamentos” (termo já démodé este...) como se fosse absolutamente corriqueiro das pessoas saberem se você está namorando ou não, se você saiu ontem e com quem, se você tem a obrigação de ter centenas de “amigos virtuais” e de participar de comunidades infinitas – estranho é quem não adere à massa expondo sua carinha em perfis sempre positivos e com defeitos convenientemente aparados. O excesso de informação está diluindo a utilidade real da própria informação. Você está ao passo de um clique no mouse para conhecer universos distintos, o seu interesse por determinados assuntos pode se desdobrar numa teia (web!!) infinita de possibilidades para ampliar seus conhecimentos e ainda pode desenvolver uma espécie de “filtro” para discernir o que presta e o que é lixo. Mas você cresceu com um PC potente e uma conexão veloz. Vai escrever “você é legal” como uma criança sendo alfabetizada (&lt;i&gt;vc eh legau&lt;/i&gt;). Vai consumir e esquecer com a mesma rapidez. Vai sacar que ser “indie” hoje é ter o poder da banda larga nas mãos, de está em sintonia com o Mundo Pop – ainda que este utilize-se de trejeitos e maneirismos que eram exclusivos dos &lt;i&gt;índios&lt;/i&gt;, ops!, “indies” de outrora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem: o Santo Graal do Pop atual se encontra nos anos 80. A década dos mullets, das blusas com ombreiras, do gel New Wave, das calças baggy e cintura &lt;i&gt;centro-peito&lt;/i&gt; - tudo o que fora mais ridículo e exagerado em todos os tempos, com certeza! Mas também era o tempo de fusões musicais inimagináveis em décadas anteriores. Uma banda de pegada legitimamente rock, por exemplo, poderia usar bateria eletrônica (aquelas hexagonais!) e teclados portáteis (estilo Roupa Nova!) sem o menor pudor. Era o pop bem feito da época, produzido para dançar e cantar junto melodias que, admita, os anos 80 souberam produzir de uma maneira bem própria. Logicamente, existiam bobagens inomináveis, daquelas que infestam hoje as festas estilo “Thrash 80’s” – piadas de extremo mau gosto sendo contadas repetidas vezes. Separando tudo isso, a entrada dos anos 2000 ofereceu o óbvio reciclo de vinte anos atrás, filtrando os excessos e buscando o refrão e a batida dançante que foram perdidos no &lt;i&gt;grunge&lt;/i&gt; e no &lt;i&gt;nu metal&lt;/i&gt;, fenômenos pop anteriores que já apodrecem no esquecimento. Os &lt;i&gt;pioneiros&lt;/i&gt; de hoje, que deram largada a esta reciclagem, agora estão vendo bandas copiando o que já era copiado, assim como o público que adota os plagiadores do plágio, deixando pra lá o aprofundamento da informação, que está ali, ao sabor de um link! O que necessitava de uma pesquisa musical mais acurada, deu as bases para aqueles que pegam o produto já embalado e produzido em série. E os mesmos re-embalam o tal produto com recheio semelhante e só mudam o embrulho, lançando-o novamente na praça com o selo de “novidade”. Olha aí o exemplo atualíssimo da tal da “new rave” que não me deixa mentir, e que, após nem bem aparecer ao mundo, já é dada como morta por seus “fundadores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e os “indies” do começo do texto, onde se encontram atualmente? Nas paradas de sucesso! O que antes era sinônimo de informação suada, codificada e pouco compartilhada, agora é o mainstream, é o que dita comportamentos, o que você vai vestir e ouvir. A geração que cresceu com downloads nas mãos é quem tem o poder também! Se você veio antes dessa gente, que viu na internet a tábua da salvação dos seus sofridos reais minguando nas cotações em dólar para conseguir um som antes de todo mundo, que adorava ter o prazer de poder tirar onda que descobriu uma banda antes de sair na coluna do &lt;b&gt;Lúcio Ribeiro&lt;/b&gt;, agora se vê atropelado pelo batalhão dos “indies atuais” e suas conexões de banda ainda mais larga, com disposição jovial de fuçar a internet atrás de novidades que nem elas - as “novidades”- ainda sabem que surgiram ao mundo. A prática de descobrir um novo som antes de todos banalizou-se. Na verdade, o espertinho que acha que está antenado com as últimas tendências, está mesmo é reciclando uma informação que fora jogada na rede puramente por ser “nova”. Alguém aí, de fato, presta a atenção com aprofundamento mínimo nos milhares de sons que entopem seu IPod? “Eu presto sim!”, dirá a maioria. Serão os mesmos que afirmam que os 1.328 amigos virtuais no seu Orkut são “meus amigos mesmo, de verdade!”. Você não está sendo alternativo ou “indie” a nada: você segue a massa! O “indie” de hoje é produto do “Pop do Bem” (há muita coisa boa, não tenha dúvidas) dos dias atuais, que divide ombradas e desmanches em suas franjas cuidadosamente despenteadas com rappers falcatrua, boy/girl bands armados por gravadoras e divas de araque – “O Pop do Mal”, propriamente dito. O “indie” de 2007 seria equivalente ao metaleiro poser e de cabelo de poodle dos anos 80, ou ainda um tipinho afetado tal qual gente como &lt;b&gt;Boy George&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Culture Club&lt;/b&gt;) ou os moços(as) do &lt;b&gt;Duran Duran&lt;/b&gt;. Gente que, por sinal, hoje é bem lembrada por seus méritos como compositores pop - depois, [e claro, de rolar uma bela peneirada. Veja bem, meu caro “indie 2007”: não há demérito algum em ser “pop”. Afinal de contas, fazer as massas cantarem junto uma canção é tarefa para poucos, ainda mais se o som vem com alguma consistência, mesmo que despida de ousadia. Vai ser cantado, consumido, esquecido e lembrado vinte anos depois. Só não diga que você é “alternativo” a alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Exemplos práticos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dri400/i451/i45132amkr7.jpg " align="left"&gt; Veja aí um exemplo de &lt;i&gt;atualidade&lt;/i&gt; se sobrepondo ao que já foi considerado &lt;i&gt;atual&lt;/i&gt; nos mesmos anos 2000, e que estão lançando discos hoje: &lt;b&gt;Klaxons&lt;/b&gt; (disco de estréia) e &lt;b&gt;Kings of Leon&lt;/b&gt; (terceiro disco). O som das duas bandas não tem nada a ver, com certeza. Mas há aí um paradoxo irresistível pedindo comparações. O primeiro fez fama com declarações arrogantes, a cunha de um novo rótulo (&lt;i&gt;new rave&lt;/i&gt;), e conseguiu um contrato sem ao menos ter músicas suficientes para encher um EP (isso eles disseram em entrevistas). A tal da “urgência pop” clamou por um álbum em nome de cifras para as gravadoras, mas o público conquistado com uma ou duas músicas já os dava como “ultrapassados” quando soube do lançamento de seu primeiro disco “inteiro”. Uma audição cuidadosa do álbum (eu fiz isso!) revela um grupo promissor, divertido, mas carecendo ainda de uma personalidade musical mais forte do que suas declarações mal-criadas na imprensa. E o pior: os próprios deram fim oficial ao hype criado por eles mesmos! Justo eles, que apareceram ao mundo se auto-proclamando como a “novidade mais atual do momento”?! Já o &lt;b&gt;Kings of Leon&lt;/b&gt; encontra-se no momento sem o auxílio luxuoso do hype que os cercou poucos anos atrás. Também, pudera: seu som, uma espécie de &lt;i&gt;southern rock&lt;/i&gt; anos 2000, chegou como “novidade” para as gerações atuais, mas revelou mais pegada, mais consistência, e menos saco para dançar conforme a velocidade diária das informações recentes. Na boa, mas o som do Kings of Leon já nasceu &lt;i&gt;velho&lt;/i&gt;, talvez eles mesmos nem tenham percebido isso. Caíram nas graças dos geradores de hype e depois foram relativamente esquecidos pela massa. Foram incensados pelo mesmo tipo de gente que achou que o som, por exemplo, do &lt;b&gt;Wolfmother&lt;/b&gt; era &lt;i&gt;novo&lt;/i&gt; e se esquece (repito: basta um clique no mouse!) de que há todo um cenário &lt;i&gt;stoner rock&lt;/i&gt; (estilo onde a banda citada se encaixa melhor) vivo há mais de 15 anos e que se baseia em gente ainda mais antiga como &lt;b&gt;Black Sabbath&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Blue Cheer&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Led Zeppelin&lt;/b&gt;. Isso é ruim? Creio que não. Se os Kings of Leon estão no terceiro disco (que é muito bom!), é sinal de que alguém aí sustenta uma carreira que parece ultrapassar a superficialidade. É só ver o caso dos &lt;b&gt;White Stripes&lt;/b&gt; (e dos &lt;b&gt;Raconteurs&lt;/b&gt; por tabela) para constatar que é, sim, possível criar consistência sonora em plena era do download, sobreviver ao hype de outrora, conquistar e manter novas e antigas gerações. A informação, hoje, exige quase sempre um mínimo esforço para achá-la. Mas nada nesta vida perdura sem um esforço considerável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-5843309223739811511?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/5843309223739811511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=5843309223739811511&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/5843309223739811511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/5843309223739811511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/04/o-indie-pop.html' title='O Indie é Pop...'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-8847593170489771587</id><published>2007-03-05T16:30:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:17:09.114-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><title type='text'>(Des)Construindo Mitos em 2007</title><content type='html'>&lt;img src="  http://www.skinny-puppy.net/pics/main.php?g2_view=core.DownloadItem&amp;g2_itemId=11356&amp;g2_serialNumber=1&lt;br /&gt; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tens coragem de nos adicionar no teu orkut?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns artistas musicais utilizam-se de contradições e idiossincrasias como muletas de sustentação de um pleno exercício de egolatria, naquela necessidade de aparecer pela (suposta) quebra de paradigmas. Habitam universos propositalmente pouco ou nada acessíveis para chamar a atenção em cima de, justamente, o que pode denotar uma maquiagem para a provável falta de talento de compor músicas/sons/ruídos com substância suficiente para perdurar, e não somente dissipar-se quando as luzes se apagam. Tendo como base o texto que se segue, você pode imaginar este tipo de coisa acerca da trajetória do grupo canadense &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.skinnypuppy.com " class="preto"&gt;Skinny Puppy&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e seus mais de 25 anos de história. É um direito seu, e de qualquer um, de avaliar a arte como bem entender. Mas não há eufemismos na singular carreira desta banda. O que você concluir sobre sua música é aquilo &lt;b&gt;mesmo&lt;/b&gt;, ainda que esta conclusão deságüe na &lt;i&gt;incompreensão&lt;/i&gt; ou mesmo total &lt;i&gt;aversão&lt;/i&gt; ao conjunto da obra. E as avaliações que se sucederão neste texto são de minha livre compreensão deste universo tão particular – a história “oficial” você encontra sites especializados nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Skinny Puppy nasceu com o pendor para o não-óbvio. De seus primeiros registros domésticos em K-7, lá pelos longínquos anos de 1983/84 (devidamente registrados na série de coletâneas “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:mikqoa9ayijv " class="preto"&gt;Back &amp; Forth&lt;/a&gt;”), até seus primeiros lançamentos oficiais (o EP “Remission” e o álbum “Bites”, 1984/85), o que se via ali era um grupo preocupado em assimilar o que havia de mais difícil e inovador para suas aspirações no mundo da música eletrônica: o som &lt;i&gt;&lt;a href=" http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_industrial " class="preto"&gt;industrial&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, com os experimentos dos também canadenses do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.mondobizarre.com/a_cabaretvoltaire.html " class="preto"&gt;Cabaret Voltaire&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; à frente como influência principal, além dos vanguardistas (ou seriam &lt;i&gt;electro terroristas&lt;/i&gt;?) do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://en.wikipedia.org/wiki/Chrome_(band)" class="preto"&gt;Chrome&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e do &lt;b&gt; &lt;a href=" http://www.throbbing-gristle.com/" class="preto"&gt;Throbbing Gristle&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Muito ruído e experimentalismo, mas também o início de uma sucessão de hits (“Smothered Hope”, “The Choke”, “Assimilate”) à sua maneira, que pareciam subverter o tecnopop da época em algo doentio, basicamente pelo conjunto coeso das manipulações eletrônicas do multi-instrumentista &lt;b&gt;Cevin Key&lt;/b&gt; com a absurdamente particular interpretação vocal/lírica de &lt;b&gt;Nivek Ogre&lt;/b&gt; – a dupla fundadora do SP.  Já em “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:8hvsa9ugb23d " class="preto"&gt;Mind: The Perpetual Intercourse&lt;/a&gt;” (1986), o som do SP revelou-se como um todo: os hits - &lt;i&gt;techopops agressivos&lt;/i&gt; – estão lá: “One Time, One Place” (&lt;i&gt;quase&lt;/i&gt; um synthpop perfeito), “Dig It” (totalmente &lt;i&gt;kraftwerkiana&lt;/i&gt;), “Stairs and Flowers” (ecos do &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt; da época), e a singular “God’s Gift (Maggot). Partindo desta última, você tem um claro sinal de como funciona o mundo desta banda: “Antagonism”, “There Blind Mice” e “Love” são doentias, sombrias, apocalípticas, com Ogre se contorcendo aos vocais, assustando o ouvinte-comum, e mostrando quais são as verdadeiras intenções delas. A evolução segue em “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:iif4zfjheh2k " class="preto"&gt;Cleanse, Fold &amp; Manipulate&lt;/a&gt;” (1987), com o estreitamento tanto com o crescente som industrial quanto com a EBM criada pelo &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.front242.com/splash.htm " class="preto"&gt;Front 242&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, sempre contorcendo tudo no limite onde sua música &lt;i&gt;poderia&lt;/i&gt; se tornar mais palatável – este álbum marca a entrada definitiva de &lt;b&gt;Dwayne Goethel&lt;/b&gt; no line up. “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:rauj6joh71l0 " class="preto"&gt;Vivisect VI&lt;/a&gt;” (1988) é um dos grandes discos da era industrial que foram lançados naquele mesmo ano (ao lado de “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:5auf6j4h71l0 " class="preto"&gt;The Land of Rape and Honey&lt;/a&gt;”, do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.ministrymusic.org/ " class="preto"&gt;Ministry&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, e de “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:6gjyeai04xh7" class="preto"&gt;Front by Front&lt;/a&gt;”, do Front 242), com bases eletrônicas sofisticadas e pesadas, climas extremamente mecanizados mesmo em sua faixa mais sombria (“Harsh Stone White”) e, um paradoxo: a música mais pop de sua carreira: “Testure” – um synthpop perfeito que conquistou toda uma geração de amantes dos anos 80 (góticos inclusos). Ainda mais afundados no som industrial, criaram o irregular “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:9nen97r7krgt " class="preto"&gt;Rabies&lt;/a&gt;” (1989), de forte conotação política (inspirados pela prisão de Nivek Ogre por acusação de “maltratar animais no palco”, sendo que ele fazia uma simulação nos shows para justamente denunciar este tipo de prática), e muita influência do Ministry, cujo brother Al Jourgensen produzira, cantara e tocara guitarra em algumas faixas. Parecia que o Skinny Puppy chegaria aos anos 90 na linha de frente do crossover industrial+guitarras que arrombou as portas nos anos seguintes. Porém, o negócio deles era mesmo olhar ainda mais para seus próprios umbigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://molotok.ru/pictures/big/0/4/d/04d2ce7979a0addf2f5d0c6744376ae3.jpg "&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bichos esquisitos povoam a mente destes seres perturbados...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:6bkbu3q5an4k " class="preto"&gt;Too Dark Park&lt;/a&gt;” (1990) é considerado o melhor álbum do Skinny Puppy, segundo diversos fóruns de fãs e avaliações de sites especializados. Cada faixa do disco revela uma história particular do universo da banda. Há experimentos dançantes, viagens soturnas, desconstruções rítmicas caóticas, agressividade beirando o limite, climas ambientes de filme de terror – tudo isso envolto numa produção sonora sofisticada e que deixava os anos 80 comendo poeira. “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:ymm1z87ajyvo" class="preto"&gt;Last Rights&lt;/a&gt;” (1992) seguiu dando passos muito além dentro do novo caminho aberto nos anos 90, com sua música se transformando em algo tão sombrio que chegava a dar medo, vide as brumas fantasmagóricas que pairam em “Killing Game”, “Love in Vein”, “Knowhere?” e “Mirror Saw” (ouvir esta faixa, chapado, com um fone de ouvido, é lisérgico e amedrontador!). O clima soturno deste disco denunciava que algo não ia bem entre eles. Dito e feito: “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:stk9ikpjbb39" class="preto"&gt;The Process&lt;/a&gt;” (1995) foi marcado por tragédias (brigas internas, incêndios no estúdio, perda total do material gravado, etc.), que culminaram com a morte, por overdose de heroína, de Dwayne Goethel. A sonoridade do álbum, calcada em experimentos radicais com guitarras pesadas e batidas dançantes modernas, registrou o fim de uma era, pois os caras resolveram acabar com a banda a partir de então. Eis que a grande volta do Skinny Puppy se concretizou em 2004 com um álbum fantástico, “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:1heyxdfb4olf " class="preto"&gt;Greater Wrong of The Right&lt;/a&gt;”, que possuía estruturas melódicas mais &lt;i&gt;acessíveis&lt;/i&gt; (pouca distorção na voz, refrãos cantáveis) e batidas bem dançantes. Só que, mais uma vez, a banda não estava a fim de facilitar as coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://ec1.images-amazon.com/images/P/B000LXST04.01._AA240_SCLZZZZZZZ_V45800987_.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Além do mito&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mythmaker” (2007) vai contorcer os cérebros que começaram a &lt;i&gt;aceitar&lt;/i&gt; o Skinny Puppy justamente a partir do disco anterior. O começo, com “Magnifishit”, até engana bem: melodia marcante, climas épicos, refrão que gruda na cabeça – é incrível como Ogre usa a distorção na voz a favor de algo absolutamente original! “Dal” segue com batidas quebradas e clima apocalíptico, mas a melodia ainda persiste forte. “Haze” é uma balada melancólica, com blips modernos por todos os lados. “Pedafly” é pesada, quase heavy metal, mas nem um pouco acessível. “JaHer” também possui andamento moderado, com um belíssimo arranjo de violões em contraponto com climas fantasmagóricos e a interpretação sombria de Ogre – daí o fã do SP de “Greater Wrong...” já começa a sentir falta dos beats dançantes e refrãos &lt;i&gt;normais&lt;/i&gt; daquele disco. “PolitiKil” vem para levar – finalmente – este álbum para pistas de dança: batida quebrada e balançante, synths marcando o ritmo e Ogre cantando quase em rap (ao estilo do hit do disco anterior: “Pro-Test”) com a distorção na voz criando um efeito sonoro que é marca registrada sua. Mas as três faixas seguintes, “LestiduZ”, “Pasturn” e “Ambiantz”, são experimentais demais, com batidas e programações &lt;i&gt;difíceis&lt;/i&gt;, desafiando a paciência até mesmo dos ouvidos mais treinados – estão mais para os experimentos solo de Cevin Key e de seu projeto &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=11:5xk9kemtjq7q~T1 " class="preto"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. “UgLi” finaliza o disco de forma mais palatável, mas não deixa dúvidas sobre a moral da história: por detrás da eletrônica de vanguarda (realmente as programações deste disco são fenomenais) e do caráter conceitual de “Mythmaker” (controle sobre humanos, se não me engano), a onda dos caras nunca vai mudar. Ouvir Skinny Puppy é como cutucar num machucado, arrancar aquela casquinha à força, deixar o sangue escorrer, e não passar nenhum anti-séptico depois. É ser instigado a dar passos além do que soa incompreensível em estruturas convencionais da canção. É se envolver com as letras doentias e o vocal único de Nivek Ogre, que se casam perfeitamente com o som igualmente pitoresco de Cevin Key. A eletrônica apoteótica deste grupo vai além do próprio universo restritivo que o rótulo sugere. Algumas listas de “melhores/piores de todos os tempos” já colocaram a banda entre os “piores” – a prova de que sua música desperta sentimentos arredios. É o preço que se paga por seguir apenas suas próprias regras. Mas, após 25 anos de carreira, e com o enorme culto que cerca o grupo mundialmente (e diversas bandas famosas citando-os como influência, vide os músicos do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.toolband.com/ " class="preto"&gt;Tool&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.static-x.com/ " class="preto"&gt;Static-X&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; que tocaram no álbum de 2004), a proporção de &lt;i&gt;doentes da cabeça&lt;/i&gt; neste mundo é grande! Eu me incluo neste grupo, sem medo, desde 1992. Só não sou tão esquisito quanto as figuras que povoam o &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/skinnypuppy" class="preto"&gt;My Space dos caras&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, pois tem gente ali que assusta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Set list especial com algumas das faixas mais instigantes do Skinny Puppy (de 1985 a 1996 – a primeira fase da banda), direto de discos originais: &lt;b&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/19735991/Skinny_Puppy_-_sick_songs_By_Kalunga.rar.html" class="preto"&gt;baixe aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, por sua conta e risco!&lt;br /&gt;*Só não incluí faixas do álbum “Last Rights”, pois na minha opinião se trata da obra mais fechada desta banda: só ouça se tiver passado pelo “teste” do set list acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-8847593170489771587?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/8847593170489771587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=8847593170489771587&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8847593170489771587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/8847593170489771587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/03/mythmaker-2007.html' title='(Des)Construindo Mitos em 2007'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-4920209154072525530</id><published>2007-02-02T15:03:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:17:52.249-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><title type='text'>Set List - Metal Industrial</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/RcNwBCOivpI/AAAAAAAAAAM/PBmuz2UZtek/s1600-h/discos.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5026984772155653778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/RcNwBCOivpI/AAAAAAAAAAM/PBmuz2UZtek/s320/discos.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhai-vos vosso pão! A partir de agora vou postar set lists especialmente preparados sobre determinados segmentos musicais e que estarão disponíveis para download no link ao final do post. Cada faixa terá uma breve descrição, e neste primeiro set list, selecionei faixas do gênero &lt;i&gt;&lt;b&gt;metal industrial&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, com faixas exclusivamente gravadas a partir dos CDs originais da foto ali acima (com exceção de duas). São 15 bandas diferentes, a grande maioria dos anos 90 (quando o gênero “explodiu”) e priorizei coisas mais underground, pois muitos nomes aqui nem existem mais e foi difícil até achar na internet algo sobre eles. Começa com pancadaria grossa, no meio entram misturas inusitadas dentro do mix guitarras + eletrônica pesada, o BPM desce a níveis sombrios, e depois termina tudo como começou: porrada na orelha. Faça o download e divirta-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 1&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.earache.com/bands/misery_loves_co/misery_loves_co.html" class="preto"&gt;Misery Loves Co.&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “My Mind Still Speaks” – 04:16&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:jvu1z8oaoyv8" class="preto"&gt;Misery Loves Co.&lt;/a&gt; – 1995&lt;br /&gt;Comentário: Dupla de psicopatas suecos que promoveu um fantástico metal industrial de muita personalidade. Esta música dosa agressividade pura com refrão melódico. O álbum todo é esmagador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 2&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://music.yahoo.com/ar-264798---Skrew"class="preto"&gt;Skrew&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Black Eye” – 05:10&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:r8de4j172wav"class="preto"&gt;Dusted&lt;/a&gt; – 1996&lt;br /&gt;Comentário: Pela batida quebrada e hipnótica, &lt;i&gt;quase&lt;/i&gt; dá para dançar. Mas não se engane: é o peso da desgraça industrial socando a sua cabeça. Numa das guitarras, Bobby Gustafson, do Overkill. Toneladas nos altos falantes. Gravaram quatro discos e foram um dos ícones do metal industrial da década passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 3&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://music.aol.com/artist/drown/201588/main"class="preto"&gt;Drown&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Beautiful”- 04:33&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:2amsa9ygu238&lt;br /&gt;" class="preto"&gt; Hold on to the Hollow &lt;/a&gt; – 1994&lt;br /&gt;Comentário: É a química perfeita entre programações eletrônicas muito bem elaboradas (synths marcantes, ritmo percussivo que se altera várias vezes ao longo da música) com a agressividade do metal – um completa o outro. O vocal de Lauren Boquette, a despeito do sobrenome infeliz (para nossa língua, óbvio), é animal, vai do sussurrado ao extremo agressivo com a maior naturalidade. A produção de David Oglivie, do Skinny Puppy, fez a diferença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 4&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.kmfdm.net/" class="preto"&gt;KMFDM&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “WWIII” – 04:58&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:1sd1vwxqa9ik"class="preto"&gt;WWIII&lt;/a&gt; - 2003&lt;br /&gt;Comentário: São mestres do metal industrial à sua maneira, tendo criado, ainda nos anos 80, um estilo único, que une guitarradas thrash metal (com direito a solos e tudo mais), beats de techno e refrões com vocais femininos bem pop, além de muito senso de humor e estética HQ. Esta faixa, de seu penúltimo álbum, começa como um country brejeiro e se transforma numa pancadaria grossa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 5&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.skatenigs.com/frame.htm"class="preto"&gt;Skatenigs&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Passion for Destruction” – 04:42&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.skatenigs.com/albums/mangled.htm" class="preto"&gt;What a Mangled Web We Leave&lt;/a&gt; – 1994&lt;br /&gt;Comentário: Apadrinhados por Al Jourgensen (Ministry), este grupo texano fez algum barulho na primeira metade dos anos 90 com uma original mistura de metal, rap e industrialismos – algo como um encontro de Suicidal Tendencies e Red Hot Chilli Peppers com robôs num deserto qualquer. O vocalista Phil Owen participa do último álbum dos Revolting Cocks, e seu timbre soa como um Phil Anselmo (ex-Pantera) cantando rapeado e com distorção na  voz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 6&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.godflesh.com/" class="preto"&gt;Godflesh&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Slavestate” – 03:58&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:lzanqj7bojka"class="preto"&gt;Slavestate&lt;/a&gt; – 1991&lt;br /&gt;Comentário: Banda de Justin Broaderick, que saiu do Napalm Death (primeira formação) para criar uma personalíssima forma de metal industrial. O ritmo mecânico entra com tudo, seguido de percussões eletrônicas pesadas, baixo distorcido, vocal urrado e uma guitarra que é noise puro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 7&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Swamp_Terrorists"class="preto"&gt;Swamp Terrorists&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Right Here” – 03:44&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.amazon.com/Combat-Shock-Swamp-Terrorists/dp/B000001WXV" class="preto"&gt;Combat Shock&lt;/a&gt; - 1994&lt;br /&gt;Comentário: Esta dupla suíça (tal qual seus ídolos/referência-mor Young Gods) já baixou no Brasil, mais precisamente no BH Independent Rock Fest, em 1994. Jogam no caldeirão riffs thrash metal, batidas electro-rap (ou techno/breakbeats, nas demais faixas) e vocal nervoso e distorcido. Dá até para dançar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 8&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://music.aol.com/artist/argyle-park/182800/main"class="preto"&gt;Argyle Park&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Agony” – 05:14&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:ydu36jp871r0"class="preto"&gt;Argyle Park&lt;/a&gt; – 1995&lt;br /&gt;Comentário: Banda cristã (?) que pregou neste disco um mix interessante de metal, grunge, batidas dançantes e industrial. Os bons vocais fogem um pouco do lugar-comum do gênero, com timbre mais agudo e sem tanta distorção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 9&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;searchlink=GROTUS&amp;sql=11:pcotk6dx9kra~T1" class="preto"&gt;Grotus&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “The Bottom Line” – 03:32&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:qk9ks32ua3dg" class="preto"&gt;Mass&lt;/a&gt; – 1995&lt;br /&gt;Comentário: Estranhíssima banda que surgiu ao mundo pelo cast da lendária gravadora Alternative Tentacles (de Jello Biafra, ex-Dead Kennedys), e que praticava no seu segundo álbum (“Slow Motion Apocalypse”) um original mix de rock pesado, industrial e música indiana com letras de cunho dadaísta. Soaram um pouco mais “normais” no disco seguinte, que é representado por esta faixa: peso balançado à White Zombie, vocal gravíssimo, baixo distorcido, programações eletrônicas e muita percussão ao fundo. Muito bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 10&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.swerquin.net/holygang.htm" class="preto"&gt;Holy Gang&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Free Tyson Free” – 03:55&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.swerquin.net/holygang.htm" class="preto"&gt;Free Tyson Free EP&lt;/a&gt; – 1995&lt;br /&gt;Comentário: Projeto paralelo de Richard 23, um dos dois vocalistas do Front 242. Sua voz mais rasgada encaixou-se perfeitamente nesta mistura de Biohazard com Ministry, e cujo propósito do lançamento era de conclamar a liberdade do então recém-encarcerado pugilista Mike Tyson (?). Rendeu apenas este ótimo EP, que continha a absolutamente empolgante faixa-título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 11&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;Haiddé&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Bacteria” – 05:40&lt;br /&gt;Álbum: &lt;i&gt;desconhecido&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Comentário: Não sei nada sobre esta banda, nem sei ao certo se o nome está grafado corretamente. Só sei que são japoneses (!). Foi meu amigo Angel que me passou, e tive de divulgar isso, pois trata-se de um thrash metal industrial arrasador, com a adrenalina correndo solta e refrão que não sai da cabeça. O vocal alucinado lembra um pouco o de Gilbby Haynes, do Butthole Surfers, e o conjunto sonoro no geral faz com que você queira um álbum inteiro desta banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 12&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.contingenceonline.com/"class="preto"&gt;Contingence&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Fellacious Doctrine” – 07:14&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.psychedelic-music-cds.com/en-gb/dept_158.html"class="preto"&gt;Dominium&lt;/a&gt; – 1995&lt;br /&gt;Comentário: Vocais claustrofóbicos, percussão eletrônica ao fundo, bateria seca e “na cara”, clima soturno, guitarra pesada e eletronicamente tratada: o conjunto da obra destaca um mix até então de personalidade própria, que esta obscura banda pratica com autoridade. A temática é algo entre black metal, horror e ficção-científica. Preste a atenção na mudança de ritmo que transforma a música a partir da metade de sua duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 13&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.16volt.com/" class="preto"&gt;16 Volt&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Don’t Pray” – 04:36&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:on1tk6sxwkrh" class="preto"&gt;SuperCoolNothing&lt;/a&gt; – 1998&lt;br /&gt;Comentário: Uma das melhores bandas de rock industrial que existem. No seu quarto disco, injetaram um peso poucas vezes visto, mesclando uma eletrônica muito bem produzida com guitarra/baixo de afinação gravíssima. Esta música é como um nevoeiro gelado invadindo uma cidade-fantasma. Descendente direta de “Scarecrow”, do Ministry: arrastada, densa e absurdamente sombria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 14&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.rollingstone.com/artists/treponempal"class="preto"&gt;Treponem Pal&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Pusshing You Too Far” – 07:25&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:v1o20r4ar48v" class="preto"&gt;Excess &amp; Overdrive&lt;/a&gt; – 1993&lt;br /&gt;Comentário: Banda francesa altamente influenciada pelos Young Gods – soam como uma versão mais metal desta. Esta faixa possui batida cadenciada e hipótica, baixo/teclado bem marcados, e nada menos que três guitarras fazendo coisas diferentes cada uma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Faixa 15&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Banda: &lt;b&gt;&lt;a href="http://music.yahoo.com/ar-303535---Circle-Of-Dust"class="preto"&gt;Circle of Dust&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Música: “Deviate” – 05:06&lt;br /&gt;Álbum: &lt;a href="http://music.yahoo.com/release/162768 " class="preto"&gt;Brainchild&lt;/a&gt; – 1994&lt;br /&gt;Comentário: E tudo termina com pancadaria rápida em ritmo thrash metal! Atente para os últimos dois minutos da faixa: entra uma batida hip-hop/breakbeat, intercalada com riffs de guitarra animais. Esta banda sumiu tão de repente quanto apareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo total: 74:41&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça o download destas músicas &lt;a href="http://rapidshare.com/files/14429032/Metal_Industrial_by_Kalunga.rar.html" class="preto"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-4920209154072525530?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/4920209154072525530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=4920209154072525530&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4920209154072525530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/4920209154072525530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/02/set-list-metal-industrial.html' title='Set List - Metal Industrial'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/RcNwBCOivpI/AAAAAAAAAAM/PBmuz2UZtek/s72-c/discos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-116862451834311335</id><published>2007-01-12T13:57:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:19:26.153-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='synthpop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='future pop'/><title type='text'>Queimando CD</title><content type='html'>O critério é simples: “queimar” um CD significa elevar o status de um determinado artista dentro de minhas audições. Uma coisa é você ter todas as músicas do mundo no computador e/ou num mp3 player e sair trocando de faixa descontroladamente sem muito critério. Outra coisa é você gastar uma parte do seu tempo (cada vez menor) e do seu suado dinheirinho (menos de  R$ 1,00!) numa mídia “real” para poder produzir uma coletânea ou dar vida a um álbum inteiro para ser ouvido em cd-players normais. Esta lista privilegia aqueles sons que “passaram no vestibular do mp3” e venceram por suas próprias qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Discos Inteiros&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Doll Factory&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.dollfactory.org/jpegs/ksemp201.jpg "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf700/f721/f72144twjlu.jpg" align="left"&gt; Eu estava procurando por uma banda boa de rock industrial, daquelas que você ouve um álbum inteiro sem ter de agüentar batidas e fórmulas repetidas ao longo do disco. Infelizmente o termo “personalidade” anda em falta em diversos segmentos musicais e no universo industrial não é diferente. Foram vários tiros no escuro até achar algo que realmente valesse à pena uma audição mais cuidadosa. O duo norte-americano &lt;b&gt;&lt;a href="http://dollfactory.org/main.html" class="preto"&gt;Doll Factory&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é uma essas raras e agradáveis surpresas. Numa rápida pesquisa, descobri que a banda possui como referências os segmentos mais mainstream do industrial, notadamente &lt;b&gt;Nine Inch Nails&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Marylin Manson&lt;/b&gt; – inclusive gravaram um cover de “Lunchbox” para um tributo a este último. Mas o som da banda não é mero xerox. Já pelo começo do disco “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=11:5m831vf1zz9a" class="preto"&gt;Weightless&lt;/a&gt;” (2002), com os teclados melancólicos e a bateria seca e ao mesmo tempo com “vida” de “We Are The Hollow Men”, já dá para perceber uma identidade forte, uma presença sonora mais marcante. “Tin Girl- Tin Love”, faixa a seguir, é dançante, lotada de synths hipnóticos e com um refrão grudento – é hit certo nas pistas! Em “Bite The Coil” a cara da banda já se mostra mais coesa: ao contrário da tendência atual mais simples e fácil de se programar batidas parecidas ao longo do disco e de transparecer a impressão de que se trata de um mero live PA com vocais, o Doll Factory age como “banda” mesmo, pois ao lado da eletrônica pesada e massiva, há bateria “de verdade”, baixo marcante e guitarras ocasionais mas certeiras. Aliás, as mesmas guitarras, na maioria dos casos, dão lugar a riffs eletrônicos de sintetizador que conferem peso e personalidade por todo o álbum. Partindo daí, há faixas dançantes e com melodias perto do pop (“Rezonator”, “Shapeshifter”, “Stand &amp; Fight”), peso industrial sem apelar para distorções exageradas (“Blank Dirge” e “Permanent” – esta com uma guitarra de timbre totalmente &lt;i&gt;stoner&lt;/i&gt;), e proto-baladas por vezes sombrias (“Blessed” e “Glory”) ou irônicas mesmo (“Weightless”, “Touch”). O Doll Factory merece um disquinho só seu na sua coleção! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sister Machine Gun&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://mclub.te.net.ua/images/art/artist_5078.jpg "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc900/c993/c99398cw6xj.jpg " align="left"&gt; Imagine uma pouco provável mistura de &lt;b&gt;Die Warzau&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Nine Inch Nails&lt;/b&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Morphine_(band)" class="preto"&gt;Morphine&lt;/a&gt; - é o clima &lt;i&gt;electro-cool-sofisticado&lt;/i&gt; (ver &lt;a href=" http://theflamejob.blogspot.com/2006/08/as-pequenas-indstrias-e-os-grandes.html" class="preto"&gt;resenha já publicada aqui&lt;/a&gt;) do primeiro, a pegada pop/rock industrial do segundo, e a vibe &lt;i&gt;jazzy-noir&lt;/i&gt; do terceiro. A banda norte-americana &lt;b&gt;Sister Machine Gun&lt;/b&gt; chegou a esta brilhante combinação no seu quarto álbum, “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:jt5zefrk8gf8" class="preto"&gt;Metropolis&lt;/a&gt;”, lançado em 1997. Eu já possuía seu segundo álbum há dez anos, (“&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:ut9ss38ya3dg" class="preto"&gt;Torture Technique&lt;/a&gt;”), que mostrava um rock industrial com personalidade, mas ainda um tanto quanto imaturo, e quando vieram os downloads, tratei logo de baixar o resto de sua discografia. Em “Metropolis”, logo de cara salta aos ouvidos uma produção perfeita, exibindo o caráter conceitual da banda, que privilegia vocais cool, guitarras tratadas eletronicamente, batidas quebradas e sub-graves monstruosos. O vocal de Chris Randall se encaixa perfeitamente na massa sonora, e destacam-se faixas absolutamente empolgantes e originais (“Desperation”, “Think”, “Torque”, “Everything”, “What do You Want From Me” e “Cut Down”), climas sofisticados e mais relaxados, algo como um jazz eletrônico com trip-hop de pegada pop/rock (“Temptation”, “Living With You”, “Admit” e “Bitter End”), e até mesmo uma faixa muito maluca que joga no liquidificador rock industrial e southern rock (“White Lightning”), com direito até a guitarra slide! Os demais e posteriores discos da banda seguem na mesma linha sonora, alguns mais calmos, outros mais pesados, mas “Metropolis” é “O Disco” a ser consumido desta banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Translovenia Express Vol 2&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh000/h025/h02531aap9e.jpg " align="left"&gt; O grupo esloveno &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.laibach.nsk.si/ " class="preto"&gt;Laibach&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, veteraníssimo na cena industrial, lançou em 2006 um dos melhores álbuns deste ano que passou. “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:om861vg6zzza " class="preto"&gt;Volk&lt;/a&gt;” elevou sua música a um patamar patamar poucas vezes visto, e não preciso tecer maiores comentários ao seu respeito, pois meu colega &lt;b&gt;Doggma&lt;/b&gt; já o fez de forma certeira em &lt;a href="http://blackzombie.blogspot.com " class="preto"&gt; seu espaço virtual&lt;/a&gt;. Mas foi procurando no Soulseek por este disco que acabei descobrindo totalmente por acaso que o grupo havia organizado, em 2005, um segundo volume de “&lt;a href="http://www.mute.com/releases/viewRelease.jsp?id=1701242 " class="preto"&gt;Translovenia Express&lt;/a&gt;”, um interessantíssimo apanhado de bandas da região da Eslovênia que gravaram covers do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.kraftwerk.com/ " class="preto"&gt;Kraftwerk&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Trata-se de um raro tributo que, ao mesmo tempo, reverencia e dá passos além em torno do grupo homenageado. Como no &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:99548qmnbt94 " class="preto"&gt;primeiro volume&lt;/a&gt; (lançado em 1994), o Laibach (organizador desta iniciativa) abre a coletânea e apresenta um tema inédito de sua própria autoria, e não um cover. A homenagem aqui se dá ao fato de que a faixa é totalmente Kraftwerk, mas na visão original do quarteto esloveno. No mais, seguem-se versões surpreendentes, como o rock pesado a lá &lt;a href="http://www.rammstein.com/ " class="preto"&gt;Rammstein&lt;/a&gt; que o &lt;b&gt;Siddharta&lt;/b&gt; transformou “The Robots”, o drum’n’bass com melodias trance (acredite!) da versão do &lt;b&gt;O.S.T.&lt;/b&gt; para “Metropolis”, o clima trip-hop que o &lt;b&gt;Silence&lt;/b&gt; (com participação da vocalista Anne Clark) impôs a “Hall of Mirrors”, e aos já esperados – e até mesmo óbvios – caminhos pela house music (mais precisamente nas sub-vertentes &lt;i&gt;minimal&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;progressive&lt;/i&gt;) que &lt;b&gt;Octex&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Alenia&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Inturk&lt;/b&gt; trilharam nas suas respectivas versões para “Computer Love”, “Home Computer” e “Sex Object”. Agora você pode estar se perguntando: tirando o Laibach, alguém aí conhece estas bandas da coletânea?!? Eu não conhecia alguma sequer! Inicia-se aqui mais uma fonte de pesquisa, dentro desta maravilhosa teia de informações que a internet nos propicia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Coletâneas&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas bandas você tem que filtrar um pouco, o que gera espaços vazios no CD e que acabam sendo preenchidos por outros artistas. Fiz duas coletâneas englobando vários deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seabound&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.seabound.de/p_pics03_3.jpg   "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg300/g319/g31917crhvi.jpg" align="left"&gt; O duo germânico &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.seabound.de/ " class="preto"&gt;Seabound&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; é uma boa banda que se destaca do prolífico cenário do &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt;, aquele gênero musical que compactua beats e synths do trance com melodias góticas. No caso da referida banda, o destaque vai para o alto nível de produção, os excelentes vocais (tudo bem que um tanto quanto calcados demais no &lt;a href="http://www.covenant.se/ " class="preto"&gt;Covenant&lt;/a&gt;) e a variação de climas e batidas, pois em muitos momentos há influências nítidas de synthpop e rock industrial, o que proporciona uma audição mais proveitosa do que dezenas de minutos lotados de batidas dançantes, quase discos p/ DJ tocar em pista e pouco clima para ouvir no som do seu quarto – um clichê recorrente no future pop. Fiz uma seleção dos álbuns “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:ux8uakokam3x " class="preto"&gt;Beyond Flatline&lt;/a&gt;” (2004), “White Nights” (2003) e do EP “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:o5r9287305oa " class="preto"&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:jqkxiknsbb89  " class="preto"&gt;Poisonous Friend&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;” (2006) e me dei por satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Godflesh&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/5a/Gf1.gif  "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc900/c963/c96366f5dl2.jpg" align="left"&gt; Num outro CD resolvi juntar faixas de &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.godflesh.com/ " class="preto"&gt;Godflesh&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.orgymusic.com/ " class="preto"&gt;Orgy&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Do primeiro, eu já o conhecia de longa data, pois tenho em casa há muitos anos o fenomenal disco “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:x7tvad3kv8w1 " class="preto"&gt;Slavestate&lt;/a&gt;” (1991). Trata-se de uma brilhante fusão metal/industrial totalmente personalizada (membros do &lt;a href="http://www.ministrymusic.org/ " class="preto"&gt;Ministry&lt;/a&gt;, banda ícone deste gênero musical, são fãs), com guitarras saturadas, ritmos mecânicos em exaustão e muita distorção. Para quem não sabe, é a banda de &lt;b&gt;Justin Broaderick&lt;/b&gt;, membro-fundador do inovador grupo de &lt;i&gt;grindcore&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.napalmdeath.org/ " class="preto"&gt;Napalm Death&lt;/a&gt;. Juntei algumas faixas de “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:lrapqjmuojha " class="preto"&gt;Songs for Love &amp; Hate&lt;/a&gt;”, todas pesadonas, baixão distorcido, riffs-bigorna, peso que não acaba mais e até mesmo uma influência latente de &lt;b&gt;Sepultura&lt;/b&gt;, e confesso: ouvir este álbum de cabo a rabo tem de ter disposição para entrar na viagem noise arrastadona dos caras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Orgy&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.concertlivewire.com/jpegs/orgy.jpg  "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg200/g232/g23208jl30e.jpg " align="left"&gt; No mesmo CD, pesquei algumas faixas do grupo norte-americano &lt;b&gt;Orgy&lt;/b&gt; e seu álbum mais recente, “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:3fd3vwzqa92k  " class="preto"&gt;Punk Statik Paranoia&lt;/a&gt;” (2004). Esta banda surgiu como uma boa promessa há dez anos atrás, quando participou da primeira edição da famosa turnê “&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Family_Values_Tour " class="preto"&gt;Family Values Tour&lt;/a&gt;”, onde o headliner &lt;a href="http://www.korn.com/  " class="preto"&gt;Korn&lt;/a&gt;, em plena ascensão, liderava um mini-festival itinerante com bandas de diversos estilos musicais diferentes e ao gosto de seus integrantes. O Orgy ficou famoso pelo fantástico cover de “Blue Monday”, do &lt;a href="http://www.neworderonline.com/ " class="preto"&gt;New Order&lt;/a&gt;, e destacou-se naquela tour por apresentar um visual calcado nos anos 80 e por investir numa espécie de rock industrial sem samplers ou sintetizadores: todos os sons eram produzidos por guitarra, baixo e bateria/percussão lotados de efeitos eletrônicos que davam a sensação de estarmos ouvindo um som totalmente digital. O grande pecado desta banda foi o fato de terem nascido nos EUA, pois a tímida veia oitentista registrada em sua estréia poderia ter se convertido num mix electro-rock, caso fossem europeus, e hoje gozariam de alguma longevidade, dado o hype em torno da década retrasada que adentrou nos anos 2000. Mas, como residentes do território norte-americano, enveredaram pelos óbvios caminhos do &lt;i&gt;nu metal&lt;/i&gt; e dali não saíram mais. Sobraram algumas boas faixas, muito mais pesadas do que as da sua citada estréia (“&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:oitqoaeaiijp" class="preto"&gt;Candyass&lt;/a&gt;” - 1998), pescadas de “Punk...”. Pelo visto, estão em final de carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-116862451834311335?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/116862451834311335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=116862451834311335&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116862451834311335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116862451834311335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2007/01/queimando-cd.html' title='Queimando CD'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-116602795128272229</id><published>2006-12-13T13:31:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:20:42.993-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gothic rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock and roll'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='horror'/><title type='text'>ROCK HORROR SHOW</title><content type='html'>&lt;img src=" http://cache.umusic.com/images/local/500/7c414786-bba7-42c2-b636-7ec5e88eca02.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Rob Zombie sem maquiagem é mais feio que o zumbi ao seu lado...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.robzombie.com/" class="preto"&gt;Rob Zombie&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;? É aquele mesmo, que parecia um misto de Beato Salú/Pedro de Lara com morto-vivo saído da série “Evil Dead”, e que promovia um mix bacana de rock industrial, cine trash e heavy metal. Pois é, o tempo, as cenas e o gosto-comum dos norte-americanos (sua terra-natal) transformaram-no em fumaça de despacho na encruzilhada, e o cara meio que foi esquecido nos pesadelos neófitos da garotada em prol de &lt;i&gt;emossexualismos&lt;/i&gt; e bandas gótico-farofa de quinta. Meus caros amigos, mas a carreira do cara não era assim tão desprezível, a começar por sua antiga banda, o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/White_Zombie_(band)" class="preto"&gt;White Zombie&lt;/a&gt;. Tenho em casa quatro discos dele: “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:frz8b5p4tsqf&lt;br /&gt;" class="preto"&gt;La Sexorcisto&lt;/a&gt;”, 1992 - metalzão dos bons, com influências sutis de industrial e hard rock (notadamente o &lt;a href=" http://www.kissonline.com/" class="preto"&gt;Kiss&lt;/a&gt;); “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:znec97ukkr5t/" class="preto"&gt;Astrocreep 2000&lt;/a&gt;”, 1995 – radicalização eletrônica do som original da banda, mas pegando pesado em refrões poderosos e climas de horror B (também tenho o disco de remixes “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:gzfwxquhldhe" class="preto"&gt;Supersexy Swingin’ Sounds&lt;/a&gt;”, 1996, muito bom!); e sua primeira investida solo, “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:xl2ibk59kakv" class="preto"&gt;Hellbilly Deluxe&lt;/a&gt;” - uma continuação natural do último disco de sua ex-banda. Depois disso, deu no saco – pra mim e para o mundo. Parecia que o som dele não tinha mais pra onde correr. Mas, em pleno ano de 2006, resolvi baixar seu petardo mais recente, “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;token=&amp;sql=10:y9dyyl56xpsb" class="preto"&gt;Educated Horses&lt;/a&gt;” (2006), e chapei o coco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h256/h25656x0nxs.jpg" align="left"&gt; A vinheta de abertura, “Sandwist In The Blood”, parece ter saído de algum dos filmes que Rob Zombie dirigiu – pra quem não sabe, o cara inclusive está mais envolvido com produção e direção de filmes de terror B atualmente do que com sua própria banda. “American Witch” vem a seguir com uma pegada hard rock/heavy metal que só poderia vir da mente de alguém que sabe que o metal não surgiu com &lt;a href="http://www.korn.com/" class="preto"&gt;Korn&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.linkinpark.com/" class="preto"&gt;Linkin’ Park&lt;/a&gt;. “Foxy Foxy”, com sua levada dançante, efeitos eletrônicos e refrão pop pode indicar que nada mudou desde “Hellbilly Deluxe”. Ledo engano: Zombie está cantando com voz mais fina e menos agressiva, totalmente glam, e a viagem a seguir vai fundo na &lt;i&gt;highway to hell&lt;/i&gt;. “17 Year Locust” tem aquela pegada stoner-metal estilo &lt;a href="http://www.coc.com/" class="preto"&gt;Corrosion of Conformity&lt;/a&gt;. “The Scorpion Sleeps” parece &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gary_Glitter" class="preto"&gt;Gary Glitter&lt;/a&gt; numa dança de cadáveres. A vinheta “100 Ways” abre caminho para o heavy-rock acelerado de “Let All Bleed Now” elevar os picos de adrenalina. “Death Of It All”, com seu começo dedilhado no violão, engana e parece apelar para aquelas baladas neo-góticas atuais, mas o clima aqui é outro. Aliás, Rob Zombie se destaca de toda esta praga de hoje disseminada por &lt;b&gt;Evanesence&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Nightwish&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;destes dois eu fiz questão de &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; colocar seus respexctivos links!&lt;/i&gt;) pelo simples fato de possuir um senso de humor negro e ao mesmo tempo auto-irônico. Que banda pseudo-depressiva dessas teria coragem de gravar um blues em clima de horror sanguinário (“The Devil’s Reject”) e enfiar cacetadas sem medo de soarem malvadonas e envenenadas por todos os lados? – vide “Ride” e “Lords of Salem”, que encerram o disco, além de todas as outras citadas. Esse Zombie aí agora só comete seus assassinatos em série para platéias selecionadas, pois seu som – graças aos diabos! – não se resvala nas cenas que estão em evidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ROCK CITY MORGUE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://rds.yahoo.com/_ylt=A9gnMigMIoBFOUsB7nWjzbkF;_ylu=X3oDMTBsNXZtZnJjBHNlYwNwcm9mBHZ0aWQDSTk5OV83Mw--/SIG=125mk1r0p/EXP=1166111628/**http%3a//www.murciarock.org/noticias/img/morgue.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Banda de funerais?!?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.rockcitymorgue.com/merchandis/DeadmanssongTHUMB.gif" align="left"&gt; O White Zombie tinha em suas fileiras uma bandaça, pois o talento de &lt;b&gt;Jay&lt;/b&gt; (guitarra), &lt;b&gt;Joe Tempesta&lt;/b&gt; (bateria) e &lt;b&gt;Sean Yseault&lt;/b&gt; (baixo) não poderia ser menosprezado. Com o fim da banda, cada um foi tomando seu rumo. E a baixista Sean resolveu botar pra fora o que estava entalado na sua garganta dentro do WZ – a “eletronização” do som”, e montou um grupo de acordo com suas necessidades. Ou seja: rock and roll puro e com muito sangue, vísceras e putaria juntos. &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.rockcitymorgue.com/" class="preto"&gt;Rock City Morgue&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, a banda, e “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;token=&amp;sql=10:21867ul050jk" class="preto"&gt;Dead Man’s Song&lt;/a&gt;” (2005), o disco, parecem ter pego o lado mais rock and roll que existia dentro do White Zombie e enfiaram punk e gótico na mistura. “Disconnected”, “No Complains” e “I Did It For You” abrem o disco naquele clima rockão básico estilo &lt;a href="http://www.hellacopters.com/" class="preto"&gt;Hellacopters&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.backyardbabies.com/" class="preto"&gt;Backyard Babies&lt;/a&gt;. Só que o negócio aqui é mais sujo, underground mesmo. Eis que na faixa-título, “Hearts”, “People Are Wrong”, “A Time And a Place”, “Dakness As Fallen”, “Never Tell Lies” e em “Don’t Leave Me Haunted” o clima muda, entra um piano mezzo fantasmagórico, mezzo blues e cabaré decadentes, e fluem influências meio góticas até. Surpreendente! “Never Ending”, “Trouble” e “Waste Away” põem o Rock City Morgue novamente a serviço do bom e velho rock and roll, com o vocalista &lt;b&gt;Rick Slave&lt;/b&gt; soltando sua voz ao melhor estilo de um &lt;a href="http://www.paulstanley.com/" class="preto"&gt;Paul Stanley&lt;/a&gt; (olha o Kiss aí novamente!) bêbado num boteco de beira de estrada de um deserto qualquer - o vocal do cara é algo entre o punk, o poser e o fantasmagórico. O Rock Horror Show não vai acabar se depender da loirinha Sean Yseault e sua trupe de malucos-mórbidos do Rock City Morgue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://www.mic.gr/dbimages/1060_1.jpg "&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Este zumbi habitou os pesadelos góticos dos anos 80&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Esta estranha e divertida relação de terror + rock and roll, ela vem de longa data, vide o bluesman malucão &lt;a href=" http://en.wikipedia.org/wiki/Screamin'_Jay_Hawkins" class="preto"&gt;Screamin’ Jay Hawks&lt;/a&gt;, que foi pioneiro nesta temática (nas letras e nas suas apresentações), e que, segundo o recente livro “&lt;a href="http://www.carcasse.com/revista/flanerie/goth_chic/index.php" class="preto"&gt;Goth Chic&lt;/a&gt;”, se trata do inventor do rock gótico lá pelos idos dos anos 50. Bom, os góticos sempre curtiram um terror B e Expressionismo Alemão, vide o &lt;a href="http://www.bauhausmusik.com/ " class="preto"&gt;Bauhaus&lt;/a&gt; e os tresloucados do &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.asf-13thmoon.demon.co.uk/" class="preto"&gt;Alien Sex Fiend&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;foto acima, do vocalista Nick Fiend&lt;/i&gt;), que assombraram as catacumbas dos anos 80. Influências nem tanto para góticos e mais para punks, psychobillies e rock and rollers, &lt;a href=" http://www.thecramps.com/ " class="preto"&gt;The Cramps&lt;/a&gt; e &lt;a href=" http://www.misfits.com/ " class="preto"&gt;Misfits&lt;/a&gt; povoam os pesadelos de gerações que se renovam e sempre cultuam estes dois ícones surgidos na segunda metade dos anos 70. Pegando um pouco de tudo o que foi citado até aqui, o &lt;a href=" http://www.mylifewiththethrillkillkult.com/ " class="preto"&gt;My Life With The Thrill Kill Kult&lt;/a&gt; produziu, no final dos anos 80, um som industrial com pitadas também de &lt;i&gt;noir&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;easy listening&lt;/i&gt;, e que acabou por se tornar uma das maiores fontes de inspiração do traveco-do-mal &lt;a href=" http://www.marilynmanson.com/ " class="preto"&gt;Marylin Manson&lt;/a&gt;. Este último, por sinal, tratou logo de, no início de sua carreira, mostrar a origem de tudo ao gravar o cover “I Put I Spell On You” (no álbum “&lt;a href=" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:9men97rkkrat " class="preto"&gt;Smells Like Chidren&lt;/a&gt;”, 1995), do pai-da-matéria Screamin’ Jay Hawkins. O mundo dá suas voltas e os zumbis sempre acabam se encontrando em cemitérios e rabecões em comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-116602795128272229?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/116602795128272229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=116602795128272229&amp;isPopup=true' title='121 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116602795128272229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116602795128272229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/12/rock-horror-show.html' title='ROCK HORROR SHOW'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>121</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-116543092695665127</id><published>2006-12-06T16:45:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:21:45.250-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro clash'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='synthpop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gothic rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><title type='text'>SONS!!! - electro</title><content type='html'>Trabalhando pra cacete, mas não deixando de ouvir música! Acredito veemente de que seja muito melhor consultar páginas de amigos para colher dicas de sons do que confiar em colunas “oficiais” que divulgam informação processada pelos motivos de &lt;i&gt;hype&lt;/i&gt; de sempre. Você conhece a pessoa, seus gostos e sua forma de expressar seus pontos de vista. Faço aqui minha colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;THE KNIFE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://cosmodromemag.com/files/knife_masks.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gente esquisita essa...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.theknife.net/images/covers/rabiddvd035_200.jpg " align="left"&gt; E meio às novas ondas propagadas pela mídia imediatista, é sempre bom atentar justamente para aqueles nomes que ficaram lá no fundo destas reportagens, meio que perdidos ou condenados por serem um tanto quanto “diferentes” mesmo. É o caso da famigerada “Cena de Estocolmo – Suécia”, atualmente o centro nervoso dos caçadores de novidades com prazo de validade curto, e que pouco deu destaque ao electro esquisito da dupla de irmãos  - Olof e Karin Dreijer - &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.theknife.net/" class="preto"&gt;The Knife&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Na verdade eu só dei a devida atenção por conta de uma matéria apresentada pela minha namorada e que depois fui ligar com os toques dados anteriormente pelos meus amigos &lt;a href="http://vazioabsoluto.blogspot.com" class="preto"&gt;Led&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://absentsoul.blogspot.com" class="preto"&gt;Taylor&lt;/a&gt;. Pois bem, o tal The Knife é uma agradável e instigante surpresa! Numa primeira audição dos álbuns “Silent Shout” e “Deep Cuts” identifiquei rastros de electro-clash (aquele revival anos 00 do techno-pop/electro-funk 80’s em ritmo tosqueira e desbocado), boas doses de dark wave (sobretons góticos em formas gélidas e eletrônicas) e até mesmo um tanto de “keyboard music” (não me perguntem o que seja isso...). Olha, na verdade as interrogações piscaram aos montes no meu cérebro, pois é tudo isso que falei e bulhufas disso também! Arrisco a afirmar: trata-se de um som original, onde os vocais ambíguos (são melancólicos? São debochados? São infantis? São demoníacos?!?) de Karin dão um aspecto absolutamente único na proposta musical da dupla – isso quando Olof resolve soltar sua voz de urso pimpão sintetizado (também não me perguntem o que diabos venha a ser isso!) para bagunçar tudo de uma vez. Consegui ainda verificar batidas dançantes “normais” (na faixa dos 130 bpms), outras bem rapidinhas (160 bpms!), subgraves e cliques (nervosos!) no melhor estilo minimal, e vislumbrei o agrado numa pista de dança tanto para clubbers, rockers e góticos que queiram sacudir o esqueleto com sons nem um pouco óbvios. Ah, e ainda sobram baladas que evocam emoções ainda mais estranhas! Fora que eles já têm um DVD (&lt;i&gt;imagem acima&lt;/i&gt;) que, pelos visuais apresentados no show, deve ser alucinógeno. Troço bom, esquisito e original este The Knife!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;THE NEON JUDGEMENT&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.theneonjudgement.com/TNJ/media/photo/dabramski/images/TNJ19.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.theneonjudgement.com/TNJ/images/albums/box.jpg " align="left"&gt; Electro por electro, é sempre bom ver os caminhos das novas gerações se cruzando com tiozinhos que andavam um tanto quanto esquecidos. É o caso do duo (Dirk Da Davo e  T.B. Frank) belga &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.theneonjudgement.com/" class="preto"&gt;The Neon Judgement&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, que despontou na segunda metade da década de 80 praticando um mix de cold wave, electro, gothic rock e EBM, e que parecia ter perdido o rumo totalmente nos anos 90. Eis que a turba do electro-clash anos 00 resolveu tirá-los da sombra do ostracismo e deram uma forcinha na coletânea “Box”, lançada em 2005, ao comporem os remixes do disco-bônus. Obviamente tanto a coletânea em si quanto os remixes, foi privilegiado um repertório mais voltado para bases eletrônicas toscas e programações oitentistas totalmente caricatas. Particularmente curto mais as faixas melhores trabalhadas – e que não constam na coletânea – como “Kid Shyleen” e “Chinese Black”, aquelas que justamente expõem uma face mais rica, sonoramente falando, do Neon Judgement. Sobre o disco de remixagens, sobressaem-se as versões produzidas por &lt;b&gt;Tiga&lt;/b&gt; (“TV Treated”), &lt;b&gt;Vive La Fête&lt;/b&gt; (“Too Cold To Breath”), &lt;b&gt;The Hacker&lt;/b&gt; (“Factory Walk”) e &lt;b&gt;Terence Fixmer&lt;/b&gt; (“Nion”) – todos estes apontando novos rumos e sem se apregoarem a tosqueiras propositais, pois nos outros remixes parece que tentaram ridicularizar os supostos “homenageados”. Por via das dúvidas, consulte os originais da banda, particularmente “General Pain and Major Disease” e “”Horny as Hell”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;*Saí da lerdeza de posts! Ainda tem muita coisa por vir!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-116543092695665127?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/116543092695665127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=116543092695665127&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116543092695665127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116543092695665127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/12/sons-electro.html' title='SONS!!! - electro'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-116439595720967567</id><published>2006-11-24T17:16:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:22:02.752-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stress'/><title type='text'>Working!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.araripina.com.br/bbb/imgs/images/Congestionamento_jpg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.araripina.com.br/bbb/imgs/images/Congestionamento_jpg.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-116439595720967567?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/116439595720967567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=116439595720967567&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116439595720967567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116439595720967567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/11/working.html' title='Working!!!'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-116223521796736515</id><published>2006-10-30T16:00:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:22:46.046-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><title type='text'>As pedras (e algumas cabeças) vão rolar...</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.estadao.com.br/banco/img/livre/2006/10/952006101814345315rollingg.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei a Rolling Stone brasileira. Apesar de toda a desconfiança do mundo, de saber que aquela revista, retratada miticamente no filme “Quase Famosos”, atualmente (na verdade, desde os anos 80) se resvala no máximo que a cultura pop que habita e se alimenta do mainstream seja a força motriz de algo que já foi, quem diria, um baluarte do bom jornalismo musical/cultural. Pois é, apesar de tudo, eu ainda pertenço a uma geração que necessita de leitura que possa ser manuseada por meio de folhas e não somente por cliques no mouse. Porra, eu ainda gosto de levar uma revista para ler no sagrado momento da cagada matinal, por exemplo. É por esta necessidade, até mesmo &lt;i&gt;fisiológica&lt;/i&gt;, que acabo comprando também revistas de heavy metal, mesmo não sendo muito afeito àquele universo. Eu preciso ler alguma revista!!! E a Rolling Stone tupiniquim até que me surpreendeu, tendo em vista a enorme e inofensiva placidez que reina em nossas bancas de jornal neste segmento específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começo de conversa, a capa com “A Nossa Maior Pop Star”, &lt;b&gt;Gisele Bündchen&lt;/b&gt;, não deixa dúvidas sobre qual universo a Rolling Stone nacional se situa: é pop, pop e pop! A matéria, propriamente dita, é um embuste sem conteúdo algum, mas também um tiro inicial certeiro para atrair compradores que englobem tanto uma senhora dona de casa e leitora de &lt;b&gt;Caras&lt;/b&gt;, quanto um senhor quarentão nostálgico e ávido por boa leitura musical/cultural que ficou perdida em algum lugar dos anos 70 (e que deve viver sonhando em “&lt;i&gt;dar um trato nessa Gisele aí&lt;/i&gt;”). Chamadas na capa com hypes tipo &lt;b&gt;Franz Ferdinand&lt;/b&gt; e todas aquelas bandas novíssimas com “The” no nome, e pronto: chama-se a atenção também para a “geração web”, sedenta por downloads rápidos e informações rasas. Já entraram em campo com todos os goleadores no time titular, chutando para os dois gols ao mesmo tempo, querendo agradar a todas as torcidas e acreditando na classificação final por goleada. Some-se o altíssimo poderio que a matriz norte-americana possui para rechear as páginas com exclusivas de artistas hollywoodianos e tem-se uma revista em ponto de bala para reinar no seu segmento, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação com a versão atual da &lt;b&gt;Revista Bizz&lt;/b&gt; é inevitável. Pois a nova Rolling Stone brazuca repete matérias e resenhas com artistas que são figura cativa nas páginas da publicação da Editora Abril. As seções fixas de ambas se parecem muito, inclusive. Mas a Stone nacional deixa a Bizz no chinelo por uma mera questão quantitativa. Ao oferecer quase o dobro de páginas e em tamanho maior, nossa filial brasileira disponibiliza, enfim, um conteúdo um pouco mais detalhado e que faz fixar o leitor na revista por um período que seja maior que o de uma hora – que é o tempo médio gasto para consumir a Bizz de cabo a rabo. A mesma Bizz insiste em tentar agradar à “geração download” disparando matérias superficiais com artistas de carreiras superficiais, construindo lindas peças de editoração gráfica (estariam eles querendo abocanhar algum prêmio nesta área?!?) e oferecendo muito pouco do que fora prometido em sua volta: “textos mais profundos e informações exclusivas”. Qual informação é exclusiva a uma publicação de papel se a web fornece tudo mais adiantadamente? E que textos estes que são tão profundos assim se a revista perde a maior parte de seu espaço total com matérias não maiores que uma página - quando muito? A Bizz só gasta um pouco mais o nosso tempo com matérias um tanto quanto aprofundadas ao abordar nomes/fatos do passado (residem ali, admito, algumas excelentes reportagens), enquanto que patina abobalhadamente quando tem de escrever sobre algo mais recente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Rolling Stone, já sabem os bem informados, pretende ser algo aqui da mesma forma como ela já é - e não o que &lt;i&gt;tenha sido&lt;/i&gt; - lá nos States: uma mídia extremamente mainstream, com algumas &lt;i&gt;pitadas a mais&lt;/i&gt; neste segmento. Estas &lt;i&gt;pitadas a mais&lt;/i&gt; vieram em forma de boas matérias como a sobre o Acre e a do PCC (da Redação nacional), e as que enfocam as personalidades de Jack Nicholson, Bob Dylan e Daniel Pichenback (uma espécie de “guru psicodélico” dos tempos atuais) – todas estas últimas produzidas pela matriz norte-americana. Apesar de haver uma preocupação em manter equilíbrio entre a quantidade de material gringo e nacional, os nossos representantes locais deixaram a desejar nas matérias sobre Brasília (muita opinião, mas pouca apuração de fatos propriamente dita) e demais micro-entrevistas (não acrescentaram nada além do que você já leu bem antes na internet). Fora que a linguagem utilizada parece querer se comunicar globalmente, transparecendo um certo ranço superficial tais quais são os textos, por exemplo, de Sérgio Martins (que, acreditem, já foi editor da Bizz!) sobre música na &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt;. Uma coisa que eu não esperava de nossa Rolling Stone, mas que fora alardeado aos quatro ventos pela Bizz, acaba faltando em ambas: &lt;b&gt;ousadia&lt;/b&gt;! Isto, até a extinta &lt;b&gt;Zero&lt;/b&gt; (lembram-se dela? Foi &lt;i&gt;há tantos anos&lt;/i&gt;...) tinha mais a oferecer quando realizou matérias interessantes, como as experiências in loco com ácido lisérgico no Centro de São Paulo, e entrevistando &lt;i&gt;personalidades&lt;/i&gt; tão distintas como Serginho Chulapa, Bozo e Negreti (o ex-baixista da Legião Urbana, que deve ter tomado umas para entregar tantos podres, de uma vez só, sobre o maior culto do pop/ rock brasileiro de todos os tempos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rolling Stone brazuca não ladra por aí que quer ser &lt;i&gt;ousada&lt;/i&gt;. A Bizz late, late, mas não morde ninguém – a minha mais recente decepção ficou por conta das “Dez histórias que os fãs &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; gostariam de saber sobre Renato Russo”: prometeram “ousar” e mexer num vespeiro, mas apenas fizeram o básico para garantirem grandes vendagens em cima de um mito inabalável. Por essas e outras que acredito que a nossa Stone vá engolir por total a “concorrente” Bizz. É como um grandalhão forte e dono de uma empresa cheia de investimentos em dólar querendo tomar o lugar de um indie nerd e magricela, que depende da mesada dos pais (leia-se: Editora Abril) para se manter. Nas bancas de jornal, aqueles conteúdos de cultura pop que realmente fazem a diferença incoerentemente residem em publicações que não se anunciam como residentes deste universo, tais quais algumas ótimas reportagens em publicações como &lt;b&gt;Trip&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Playboy&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;TPM&lt;/b&gt; (a única revista feminina que &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; é machista nem panfletária!) e até mesmo &lt;b&gt;Fluir&lt;/b&gt;. Todas estas revistas são voltadas para um público mais adulto, mais &lt;i&gt;maduro&lt;/i&gt; como elas afirmam. A Bizz parece ser tocada por trintões que estão perdidos num espaço-tempo que varia entre resgatar o passado que não viveram e correr atrás do que os mais novos conseguem com muito mais rapidez por meio de um clique virtual. Já a nossa Rolling Stone, em seu primeiro número, faz tudo isso e mais um pouco – com muito mais páginas! Pelo preço de capa das duas (a Stone é 1 real mais barato), presumo que a Bizz esteja com seus dias contados e que seus colaboradores devam mesmo é estar sonhando com a estabilidade dos dólares de Tio Sam que pairam sobre a redação da Stone brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Apesar de tudo o que escrevi, vou continuar comprando estas revistas. Elas ainda me são bastante úteis e conseguem me arrancar algum prazer. Mas tenho que sentar o ferro na boneca, pois satisfeito eu não me encontro!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ainda penso que os melhores textos e reportagens residem por aí no meio de comunicação mais democrático de todos os tempos: a internet. Mas ela ainda não é tão acessível (paga-se, ainda, um preço bem salgado por uma conexão decente), tem de se filtrar muita, mas muita coisa para se chegar a um resultado satisfatório, e simplesmente não dá para levar o computador para o banheiro na minha cagada matinal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-116223521796736515?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/116223521796736515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=116223521796736515&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116223521796736515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116223521796736515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/10/as-pedras-e-algumas-cabeas-vo-rolar.html' title='As pedras (e algumas cabeças) vão rolar...'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-116110834303973954</id><published>2006-10-17T14:55:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:23:23.008-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rave'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trance'/><title type='text'>A Bala Eletrônica</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/12823.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mais terror flúor na área!&lt;br /&gt;Foto by Kalunga&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em música eletrônica aqui no Estado atualmente, a “cena” local resume-se praticamente ao furacão da moda do &lt;i&gt;psy trance&lt;/i&gt; e uns gatos pingados fãs de &lt;i&gt;house&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Prodigy&lt;/i&gt; perdidos por aí. É incrível saber que a maioria esmagadora do público que freqüenta as raves psicodélicas de hoje nem sabia da existência de uma história anterior aos últimos três anos de bombação fluorescente. Sorte a desse povo, que não teve que sujar os pés na &lt;i&gt;lama primordial&lt;/i&gt; do surgimento desta tal “cena”. Meus amigos, mas rolava cada roubada que nêgo hoje não tem nem parâmetro para medir o altíssimo nível das produções atuais com o &lt;i&gt;samba-do-raver-doido&lt;/i&gt; que pairava amalucado até o ano de 2003. Neguinho atirava para tudo quanto é lado. Pintou aí até uma &lt;i&gt;bala eletrônica&lt;/i&gt; que fez gente rolar no chão – no mau sentido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono da festa tinha idéias mirabolantes. Malucão de carteirinha, veterano em pirações de acordo com o que lesava os incautos e onipresentes de frases de efeito (retardado...) tipo “&lt;i&gt;pô, mó viagem!&lt;/i&gt;, o tal cara já havia investido em boates com surf music australiana (isso foi moda por aqui no final dos anos 80), apostou pesado em rocks &lt;i&gt;baseados&lt;/i&gt; na onda regueira, e no final de 2003 encontrou o nicho perfeito para pirar o cabeção: as raves! Ele era dono de uma empresa de iluminação, o que já era garantia de um evento com boa produção neste quesito. Mas o mesmo também comercializava fogos de artifício (!), e queria utilizá-los a pleno vapor no momento da festa. Para completar a &lt;i&gt;viagem&lt;/i&gt;, ele já havia batizado o nome da “rave”: &lt;b&gt;Electro Bullet&lt;/b&gt; (“Bala Eletrônica) – sua intenção era criar uma &lt;i&gt;empatia&lt;/i&gt; imediata com a malucada que já abusava de &lt;i&gt;bala&lt;/i&gt; (gíria tupiniquim para a droga sintética &lt;b&gt;ecstasy&lt;/b&gt;) e que poderia aderir à temática da festa mais facilmente. Porém, a idéia dele era de “reunir tribos”, e por isso escalou um line up totalmente diversificado: &lt;b&gt;Sybel&lt;/b&gt; (minimal house), &lt;b&gt;J3&lt;/b&gt; (hip-hop), &lt;b&gt;Guga Prates&lt;/b&gt; (progressive house), &lt;b&gt;Léo Santos&lt;/b&gt; (tech house) e o &lt;b&gt;Kalunga&lt;/b&gt; aqui que vos escreve. Diversos estilos musicais diferentes, fogos de artifício, festa “temática” (“bala eletrônica”, lembrem-se!!!) e um local supostamente &lt;i&gt;alucinante&lt;/i&gt;... Sobrou confusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, o tal “local alucinante” se tratava de um enorme terreno descampado, localizado nos confins da Barra do Jucu, com muito barro, lagoas de pesque-e-pague, um campo de futebol, uma única choupana (se chovesse, já era!) e enormes paredões que receberiam projeções de luz. Fomos lá, eu e os outros DJs, dias antes e constatamos que o lugar era, no mínimo, “diferente”. Fosse um grande festival de rock, tipo com umas 15 mil cabeças, faria sentido àquela enormidade toda. Não foi bem isso que aconteceu... Mas o legal é que nós, os DJs, fomos ouvidos o tempo inteiro, recebemos tratamento vip até o dia do evento e, acreditem, recebemos cachê com três dias de antecedência! Explica-se: o dono da festa tinha a maior fama de malucão. Com o próprio tendo consciência de sua reputação, tratou logo de nos assegurar de que nada sairia de errado. E o figura não inspirava muito crédito não, tendo em vista o fato dele sempre acender baseados enormes e soltar fogos de artifício (?!) em todas as reuniões que tivemos. Ele sacou isso e colocou grana na nossa mão adiantadamente. Demos o devido crédito - com o bolso cheio, todo mundo fica feliz – e fomos para a tal Bala Eletrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro erro: a escalação absolutamente eclética, que não rendeu a aceitação que o dono da festa esperava. Tantos gêneros musicais distintos já se segmentavam, cada qual em seu nicho, e todos reunidos numa só festa não atraíram tanta gente assim. Das duas mil cabeças esperadas, devem ter ido umas 150, 200 no máximo. O psy trance popularizava-se a plenos pulmões e a festa “rave” deveria ter se fechado neste estilo pois, ao final de tudo, quando fui tocar (era o último, por ter um “som mais pesado”), o negócio descambou para um &lt;i&gt;fight club&lt;/i&gt; no sentido literal da palavra... Segundo erro: o local. 150 pessoas num lugar onde cabiam 15 mil, daí vocês tirem suas conclusões sobre os espaços que sobraram. E o terceiro erro quem provocou... fui eu mesmo!!! Fogos de artifício, &lt;i&gt;balas eletrônicas&lt;/i&gt; nos cérebros das pessoas, e um irresponsável que resolveu apagar fogo com gasolina no final de tudo. Olha, a minha sorte era que todo mundo ali estava maluco demais para tentar localizar o verdadeiro culpado daquele fim de festa sinistro, hehehehe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que rolou foi que, ao longo da noite, nenhum DJ/músico conseguiu fazer uma pista de dança. O público estava disperso, bebericando e fumando vários pelos cantos. Uma metade foi-se embora gradativamente. A outra metade, &lt;i&gt;camisas-flúor&lt;/i&gt; de carterinha, esquentava as turbinas sob os efeitos da tal “bala eletrônica” (que fora comercializada em paralelo aos ingressos da festa) na espera pelo batidão psy e tomando altos &lt;i&gt;tapas&lt;/i&gt; com os buscapés brilhantes que eram soltos no meio deles – falta de noção total, pois eu vi gente saindo correndo alucinada e apavorada dos tais rojões. Tentando segurar esta galera na festa, o organizador foi adiantando os sets dos outros DJs para que eu tocasse o tão esperado psy antes do amanhecer. E neguinho estava ficando nervoso – muitos &lt;i&gt;trincando os dentes&lt;/i&gt;, querendo logo um trance nas caixas de som. Todos os que tocaram antes de mim não puderam ter seus trabalhos devidamente valorizados na pista, e era fato de que o público para o qual eu tocava naquela época azucrinava todo e qualquer DJ para que acabasse seu som para começar o psy trance logo. Pois bem, finalmente comecei a tocar e, depois de meia hora, a confusão começou a rolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono do local da festa encheu o saco e resolveu acabar com tudo tão logo havia chegado o amanhecer. Mas tinha uma galera pra lá de &lt;i&gt;pilhada&lt;/i&gt; que não arredaria o pé dali antes do meio-dia. Iniciou-se um bate-boca entre organização, proprietários do local e donos da equipe de som. E eu mandando ver no trance, nem aí para aquele rolo todo. Eis que alguém desliga o som do PA. Como o som do retorno do palco não fora desligado, na mesma hora eu gritei: “&lt;i&gt;Aí galera! Vamo subir no palco e quebrar tudo!! Não vamos deixar a festa acabar não!!&lt;/i&gt;”. Só sei que todo mundo subiu no palco, o chão começou a tremer, o dono do lugar estava falando que iria puxar uma arma da casa dele... e o som foi desligado de vez! Daí começou um bate-boca (mais um!) entre o público e a galera do outro bate-boca, neguinho pilhado, &lt;i&gt;travado&lt;/i&gt; ou sei lá mais o quê. Uma menina pra lá de exaltada começou a apontar o dedo na cara do dono do lugar, o cara respondeu à altura, a mina deu um soco na cara do sujeito, os dois rolaram no chão, o troço virou um porradeiro generalizado, com mais mulher do que homem, todas batendo de mão fechada, e marmanjo apanhando bonito das meninas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso o meu cd que estava tocando por último ficou preso dentro do CD-J desligado. Ameacei levar o aparelho comigo se não me devolvessem o cd (uma porra de um simples cd-r!). O &lt;b&gt;Rike&lt;/b&gt; e a &lt;b&gt;Dessa&lt;/b&gt;, que foram à festa somente para se divertir, tentaram me acalmar: “&lt;i&gt;Kalunga, seu louco! Vamos embora daqui o mais rápido possível!&lt;/i&gt;”. E eu ainda queria a porra do cd-r (não custava mais que 1 real...) que estava preso dentro do aparelho. No final das contas, combinei com o próprio dono do equipamento de me dar uma carona e ligar o CD-J longe dali, paraque eu finalmente pegasse meu querido cd-r. Já distante do porradeiro, a Dessa percebera que o Rike estava lá no meio e foi desesperada atrás dele. Todos devidamente instalados na carroceria de uma Fiorino, fomos embora o quanto antes, cruzamos com viaturas no caminho e deixamos aquela galera se comendo na porrada pra trás. A moral desta história foi que o episódio marcou o fim de uma era da qual a música eletrônica ainda significava o “moderno”, e que todo mundo queria cair de pára-quedas naquela onda. Hoje, para alguém se meter a produzir uma rave, tem que ter bala (&lt;i&gt;eletrônica&lt;/i&gt;! hahahahaaha!!!) na agulha, investir somente no psy trance, esquecer das misturebas, apostar sempre mais do mesmo e sem arriscar, e nem saber que um dia as coisas já foram mais difíceis e engraçadas também. E o melhor de tudo é lembrar de uma roubada da qual eu, pelo menos, saí com o bolso cheio!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-116110834303973954?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/116110834303973954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=116110834303973954&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116110834303973954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116110834303973954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/10/bala-eletrnica.html' title='A Bala Eletrônica'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-116041611913347105</id><published>2006-10-09T14:37:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:25:09.569-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='punk rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dub'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gothic rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock and roll'/><title type='text'>Me indicaram!</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.fender.jp/artist/images/030127_strummer_ph1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Este cara morreu produzindo música boa até o fim&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me indicaram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas e fatos passam pela sua vida a todo instante, e alguns poucos são dignos de nota no seu cérebro. Penso o mesmo sobre música. Indicações ocorrem aos montes, e muitas vezes um som que mudou a vida de um amigo próximo seu pode lhe despertar a mais profunda indiferença. Porém, é sempre bom dar ouvidos às indicações, mesmo que exista a suspeita de que o negócio não vá provocar impacto algum – o que não foi o caso aqui. Estes três sons a seguir mexeram comigo, cutucaram no meu cérebro, e estão devidamente guardados na minha lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O punk rock, quando do seu surgimento, era a coisa mais urgente e “tapa na cara” que existia. O que poderia acontecer quando os ícones desta facção sonora envelhecessem? Afinal de contas, eles – os punks – vieram também para varrer as gerações anteriores junto de seus vícios. Era o &lt;i&gt;futuro&lt;/i&gt; - ou &lt;i&gt;no future&lt;/i&gt;, como cuspia &lt;b&gt;Johnny Rotten&lt;/b&gt;. Mas como esta geração se comportaria fazendo parte de um passado já distante? Muitos deles acomodaram-se em carreiras e barriguinhas salientes de formas tão idênticas quanto os próprios dinossauros que eles clamavam por extinção. Tornaram-se aquilo tudo que criticavam. Vejo o mesmo acontecendo com alguns ícones da música eletrônica que vieram nos anos 90 arrombando as portas e empurrando o que havia de estabelecido na época para o parque jurássico dos acomodados em geral. Porém, do meu parco conhecimento no terreno do punk rock, sempre que a palavra "&lt;a href=" http://www.theclashonline.com" class="preto"&gt;The Clash&lt;/a&gt;" era citada, surgiam na minha mente músicos que desafiaram seu tempo e que sempre apontavam suas carreiras para a evolução. O que meu amigo &lt;b&gt;Paulinho Ramone&lt;/b&gt; já me mostrou destes caras não era brincadeira: em meio ao minimalismo sonoro propagado pelos punks, o Clash estreitava as relações com a Jamaica, fuçava o rockabilly e, de vez em quando, concatenava com até com o jazz e o ska. Seria uma banda à frente do seu tempo ainda hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg000/g086/g08666kkuu7.jpg" align="left"&gt; Eis que, na quebradeira ocorrida sábado retrasado, quando da ocasião do aniversário do &lt;a href="http://escritoriodoock.blogspot.com" class="preto"&gt;Mentor&lt;/a&gt;, rolou por intermédio de &lt;a href="http://thebasementtapes.blogspot.com" class="preto"&gt;Caio&lt;/a&gt; o disco-solo do ex-Clash &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.mondobizarre.com/a_joestrummer.html" class="preto"&gt; Joe Strummer e sua banda The Mescaleros&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Em meio a bebidas destiladas em doses fartas, cerveja em copos de 500 ml e muita fumaça, o &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; incrivelmente maravilhoso de “Get Down Moses” penetrou na minha mente sem pedir licença, bagunçou meus neurônios e me deixou hipnotizado naquele divertidíssimo caos do momento. Baladas ao violão e punks de veia country também me deixaram embasbacado com aquele disco. Naquele momento meu cérebro não tinha muitas condições de tecer considerações mais profundas, mas fiquei com aquela pulguinha atrás da orelha. Eis que, fuçando um cd de mp3 presenteado pelo &lt;b&gt;Mr. Lips&lt;/b&gt; (made in Colatina/Hell’s Kitchen) em 2003, estava lá o tal álbum do Strummer. Definitivamente o falecido tiozinho do punk rock cometeu ali um disco para marcar época e deixar o seu legado para futuras gerações. Faixas como “Coma Girl”, “Arms Aloft” e “All In a Day” jorram adrenalina e suas melodias e soluções harmônicas (que porra de banda é o The Mescaleros?!?) estabelecem marcas definitivas no seu cérebro. A voz de punk envelhecido de Strummer parece reverenciar &lt;a href=" http://www.johnnycash.com " class="preto"&gt;Johnny Cash&lt;/a&gt; nas belíssimas baladas “Long Shadow”, “Silver and Gold” e “Ramshackle Day Parade”. Rocks que parecem ter saído de botecos de beira de estradas poeirentas perfazem também um tanto de melancolia em “Midnight Jam” e “Burnin’ Street”. E ainda há uma linda versão de “Redemption Song”, do Mestre &lt;b&gt;Bob Marley&lt;/b&gt;. Enfim, trata-se de um clássico contemporâneo. Joe Strummer produziu este último suspiro de consistência e profundidade antes de falecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh300/h341/h34102bif16.jpg" align="left"&gt; Outro dia rolou uma discussão muito bacana com meu amigo &lt;a href="http://absentsoul.blogspot.com" class="preto"&gt;Taylor&lt;/a&gt;, sobre o fato da geração atual de auto-proclamados &lt;i&gt;indies&lt;/i&gt; não buscar referências musicais que tenham vindo antes dos anos 2000, de simplesmente ignorar a existência de, pelo menos, duas ou três gerações de bandas do dito &lt;i&gt;rock alternativo&lt;/i&gt;, da frustração de tocar (na verdade, fui eu que fiz isso) um hit manjado de 1996 do &lt;a href=" http://www.suede.co.uk" class="preto"&gt;Suede&lt;/a&gt; e o público simplesmente não saber (e nem querer saber) o que era aquilo, e que tudo isso acabou por fazê-lo perder o tesão de batalhar por pistas de dança menos óbvias e mais informativas. Na mesma discussão eu pude, de certa forma, comemorar o fato de que boa parte do público mais novo que freqüenta a minha festa gótica-industrial &lt;a href="http://www.fotolog.com/the_darkstreet" class="preto"&gt;The Dark Street Project&lt;/a&gt; caça as novidades ao mesmo tempo em que se mantém informado sobre o que veio antes. Pelo menos a galera que curte EBM/industrial é assim, enquanto que os “góticos” em sua maioria só dão trela para coisas tipo &lt;i&gt;gothic metal&lt;/i&gt; e adjacentes. Pois foi de uma galerinha bem nova (não deviam ter pouco mais do que dezoito anos) que conheci a pedrada sonora chamada &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/combichrist " class="preto"&gt;Combichrist&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Esta mesma turma veio olhar meus CDs e pirou com o fato de eu ter todos os discos do &lt;a href=" http://www.nitzer-ebb.de/ " class="preto"&gt;Nitzer Ebb&lt;/a&gt; originais, e acabaram por pedir para tocar o clássico “Join in the Chant”. No mesmo ato eles me indicaram a ouvir o tal Combichrist. Não conhecia e fui correr atrás. Trata-se de um projeto paralelo de Andy Laplegue, do cultuado grupo de &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt; &lt;a href=" http://www.iconofcoil.com " class="preto"&gt;Icon of Coil&lt;/a&gt;, e foi criado para resgatar as bandas na linha &lt;i&gt;powerfull-industrial-ebm&lt;/i&gt; de gente como &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:jk2gtq8ztu4o " class="preto"&gt;1.000 Homo DJs&lt;/a&gt; e o citado Nitzer Ebb, com batidas eletrônicas estilo bigorna, sintetizadores rascantes e muita distorção digital. O primeiro álbum, “Joy of Gunz” vai bem nesta linha distorcida até o talo. Porém, os caras poliram o som e, pelo menos nos EPs “Get Your Body Beat” e “Sex, Drogen &amp; Industrial”, cometeram atos de EBM e &lt;i&gt;industrialismos&lt;/i&gt; dignos de clássicos como “Headhunter” &lt;a href=" http://www.waste.org/front242 " class="preto"&gt;Front 242&lt;/a&gt;) e “Let Your Body Learn” (Nitzer Ebb). O Combichrist reverencia o passado de forma respeitosa e ainda atualiza o som com pegadas de &lt;i&gt;techno&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;hard trance&lt;/i&gt;. Batidão pesado, travado e com palavras de ordem para gritar na pista de dança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf500/f561/f56117fpurw.jpg" align="left"&gt; Quando fiz &lt;a href=" http://theflamejob.blogspot.com/2006/06/novidades-velharias-nuseas.html " class="preto"&gt; um post sobre o &lt;b&gt;She Wants Revenge&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, o colega virtual &lt;a href="http://blackzombie.blogspot.com" class="preto"&gt;Doggma&lt;/a&gt; comentou sobre o som, afirmando que lembrava um pouco o &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.bellamorte.com/ " class="preto"&gt;Bella Morte&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Fiquei instigado. Sabe aquele som que você acha que conhece, mas nunca deu a devida atenção? Pois é, eu só tinha uma música desta banda e fui atrás para ver conhece-la melhor. O link com o hypado SWR é real, pois há uma semelhança entre a bateria eletrônica minimalista e os sobretons góticos de ambos. Mas o Bella Morte é mais atual, não se prende rigorosamente a um passado específico como o SWR faz com &lt;b&gt;Joy Division&lt;/b&gt; (principalmente) e &lt;b&gt;Depeche Mode&lt;/b&gt; dos primórdios. As guitarras são mais sujas, as melodias vocais são mais rasgadas e há uma conjugação pertinente com sons góticos atuais. “The Quiet” é o meu álbum preferido do Bella Morte, principalmente pelas faixas “Logic”, “Whispers” e “Always” (mais eletrônicas), “Living Dead”, “Echoes” e “Chistina” (mais &lt;i&gt;heavy metal&lt;/i&gt;, guitarras apitando, refrãos cantaroláveis), e “Ember” e “Wires” (boas baladas neo-góticas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A quem interessar, existe um novo projeto semanal de música eletrônica aqui em Vitória: &lt;a href=" http://fotolog.com/projeto_makina" class="preto"&gt;Projeto Makina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos remando contra todas as marés possíveis, mas o negócio está engrenando! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-116041611913347105?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/116041611913347105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=116041611913347105&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116041611913347105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/116041611913347105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/10/me-indicaram.html' title='Me indicaram!'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-115886571351784229</id><published>2006-09-21T15:58:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:26:02.248-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Dark Street Tour em BH Rock City</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/DS-BH-Pista.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;As Brumas de Outono se encontraram na Dark Street&lt;br /&gt;Foto By: Kalunga&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mineiro é muito gente fina! Não é de hoje que meus amigos me falam isso, dos famosos rocks em Bêagá, de boa comida, papo bom, cerveja boa, farta e sempre gelada, uai! Papo tão bom este que rendeu convite para fazer minha festa &lt;a href=" http://www.fotolog.com/the_darkstreet " class="preto"&gt; The Dark Street Project&lt;/a&gt; na Terra do Pão de Queijo. Porra, pão de queijo! Tinha que comer um logo quando pisasse nas Minas Gerais, mas ficou pra depois. Pois é, quando pisei na capital das Gerais o visual até me lembrou São Paulo: muita ladeira, céu poluído, trânsito infernal, ar seco... Rapaz, as semelhanças acabam por aí e lendo o texto vocês saberão o porquê! Cheguei às 18 horas de quinta-feira, hora do rush, com o Angel e sua mulher já me esperando na Rodoviária, e fomos pegando busão lotado (linha 1407), estilo Transcol, para a casa do &lt;b&gt;Nilton&lt;/b&gt;, nosso cicerone – que por incrível coincidência encontrava-se no mesmo coletivo, voltando de seu trabalho. Já devidamente instalado no apê em São Francisco, rolou aquele banho providencial, passamos rapidamente para conhecermos a &lt;a href=" http://www.matrizbh.com.br/ " class="preto"&gt; Casa Matriz&lt;/a&gt; (espaçosa, underground, com toda a estrutura – tudo isso junto nunca existiu no ES!), e partimos para o principal: cerveja! Cerveja esta que está sempre boa, farta e gelada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira cerveja boa, farta e sempre gelada rolou um barzinho na &lt;b&gt;Savassi&lt;/b&gt;: cadeiras na calçada, lotado de gente de todo o tipo, tomamos Heineken em um linda e verde garrafa de 600 ml – nunca tinha visto!, comemos uma porção de 10 pastéis a R$ 2,50 (lembrem-se: a porção!), e começamos a perceber que tudo em BH é mais em conta que em Vitória. Estão vendendo uma imagem exagerada de “qualidade vida” que na verdade está encarecendo tudo na nossa &lt;i&gt;Ilha-Província-Capixaba&lt;/i&gt;. E olha que estávamos na Savassi, a Praia do Canto os belorizontinos, pagando barato para beber bem, cerveja sempre gelada – porra, como é difícil tomar uma cerva nos trinques aqui em Vitória! E com os neurônios nos trinques que fomos panfletar a nossa festa em locais como &lt;b&gt;A Obra&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Up Club&lt;/b&gt; – locais pequeninos, no meio termo entre o charmoso e o tosco. A fome e o cansaço batendo, e lá fomos nós para o Centrão, forramos o estômago na tradicional cantina italiana &lt;b&gt;La Greppia&lt;/b&gt;, 30 anos de história, aberta e lotada 24 horas, R$ 8,90 pra comer uma variedade deliciosa até cair. Só não rolou pão de queijo! E caímos de sono, pois no dia seguinte tinha mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte teve muito mais, pois fomos ao &lt;b&gt;Mercado Central&lt;/b&gt;, mil comidas, temperos, cachaças, mais cervejas geladas e nos trinques. Comemos Comida Mineira (com maiúsculo e autoridade!) legítima no &lt;b&gt;Casa Cheia&lt;/b&gt;, que fica no mezanino do Mercado. Rapaz, até a couve refogada deles é de uma divindade única! Da divindade para o inferno, pois tivemos que andar na rua torrando com 38 graus de um sol atípico (segundo os próprios mineiros) na moleira, tontos de tanto comer, e sem podermos dar mole de pedestre capixaba: quem anda a pé em BH não vale um tostão, pois o trânsito ali é dos velozes e furiosos. E fomos, velozes e furiosos, no Gol do Nilton, pegamos o brother &lt;b&gt;Tatá&lt;/b&gt; (o cabeça do movimento gótico de BH, quando bêbado, parece um urso amigo e emotivo – figuraça!), e a dupla &lt;b&gt;Fábio&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Ricardo&lt;/b&gt;, da banda &lt;b&gt;Lost Days&lt;/b&gt; (que iria tocar conosco – mais figuraças!) e partimos para darmos seguimento à saga de divulgar nossa festa em programas de rádio e de televisão. Da UFMG (cheia de histórias de estupros e assassinatos) à PUC, suamos a camisa (literalmente!) e cumprimos nosso papel. E partimos para a cerveja boa, farta e sempre gelada, desta vez no &lt;b&gt;Maleta&lt;/b&gt;, um pico no Centrão, parecia até a Rua da Lama, com vendedores de cd pirata, amendoim, hippieces, mendigos... e com o que a nossa Lama produz com dificuldades: a porra da cerveja boa, farta e sempre gelada – Original na cabeça! Cabeças as nossas já meio lesadas, mas fomos para outro lado da cidade, num bairro mega-granfino chamado &lt;b&gt;Belvedere&lt;/b&gt;, tudo isso para tomarmos um chopp divino no &lt;a href=" http://www.krug.com.br/ " class="preto"&gt; Krug Bier&lt;/a&gt;. Puta que pariu! A espuma daquele chopp (um de trigo, meio turvo e mais forte que todos) é alucinógena. E ainda rolou um vira-vira de tequila no final - R$ 6,50 a dose de Jose Cuervo Ouro, num bar, pasme!, numa área tipo Ilha do Frade... porra, capixaba paga o dobro nisso, e ainda não come pão de queijo decente, sendo que eu ainda não havia comido um!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda não rolou um pão de queijo, rolou uma gripe chata que veio com tudo pra cima de mim, como que uma punição por ainda não ter experimentado essa guloseima típica mineira. Arrastando carcaça, fomos novamente para a Savassi, onde fizemos um pit-stop no &lt;b&gt;Bar do João&lt;/b&gt;, e depois fomos a uma galeria onde ficava uma loja de moda gótica e um stand de piercing e tattoo. Neste último, conhecemos o &lt;b&gt;Johnny&lt;/b&gt;, veterano da galera que curte e produz som e festas no estilo EBM/industrial – era &lt;i&gt;O Cara&lt;/i&gt;, pois sua banda, &lt;b&gt;Cadaveria&lt;/b&gt;, era um mix de Ministry com Young Gods cantado em português! O bagaço da gripe me assolava, a fome idem, e acabei comendo num restaurante natural (&lt;b&gt;Casa Natural&lt;/b&gt;) maravilhoso, enquanto que Tatá, Nilton e Angel foram se acabar num (mais um!) restaurante de Comida Mineira (maiúsculas, lembre-se!). Da comida para a cama, pois a noite era de festa. Festa Gótica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Festa Gótica – organizada pelo núcleo &lt;a href=" http://www.projetobrumasdeoutono.hpg.ig.com.br/ " class="preto"&gt; Brumas de Outono&lt;/a&gt; – em si não vingou o esperado. A enorme divulgação que saiu nos principais jornais de lá (Estado de Minas e Diário da Tarde), com fotos grandes e entrevistas, parece que rendeu inveja em outros núcleos semelhantes – e eu que achava que este tipo de coisa era &lt;i&gt;privilégio&lt;/i&gt; de nossa &lt;i&gt;grande cena capixaba&lt;/i&gt;. Não quis nem saber, toquei com vontade, fiquei de pé à base de vodka com energético e tudo de bom aconteceu. Estiveram presentes cabeças boas e influentes, que abriram as portas para que tocássemos quando quiséssemos em BH, e ainda por cima rolou um canal do caô aqui poder ter a chance de discotecar na &lt;a href="http://www.thorns.com.br/ " class="preto"&gt; Thorns&lt;/a&gt; – a maior rave gótica do país! Quem botou esta pilha foi a dupla do &lt;b&gt;Lost Days&lt;/b&gt;, banda que mistura gothic rock e EBM, que fez um show destruidor na nossa festa, e que bebe pra caralho!!! Os dois figuras, lá pelas tantas, me revelaram o que o adjetivo &lt;i&gt;pós-punk&lt;/i&gt; se transformou para eles. Era algo tipo o nosso &lt;i&gt;capixabasso&lt;/i&gt;, hehehehehe... Só sei que no final eu já estava pós-punk decadente da porra, uai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decadente da porra no domingão e ainda não havia comido pão de queijo! Fome batendo e fomos nós na Savassi atacar um restaurante chinês do qual não me lembro o nome (excesso de shoyu na cabeça e na pança...) e que cobrava R$ 13,00 por cabeça para comer de tudo muito bom e sem parar. Em Vitória um restaurante desses iria dar briga, seria depredado, não daria certo, muito bom pra ser verdade. Verdade mesmo era tocar fundo para a Praça da Liberdade e seus bebedouros de água gelada, gente de todo o tipo em perfeita harmonia num Domingo no Parque mineiro, uai! Bagaço batendo mais forte, e nada do pão de queijo! Chegava a hora de arrumar as malas e ir embora. Bicho, ô terrinha de gente boa da porra! Não moraria lá, mas que voltarei sempre, isso com certeza! E o pão de queijo? Comi quatro de uma vez só, momentos antes de embarcar para Vitória. O pão de queijo de rodoviária deles faz o melhor dos nossos parecer borracha com goma de mascar. Acordei já em Vitória, meio perdido, chumbado e feliz. Quero voltar, uai!!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;+ Fotos:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;By Kalunga&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/DS-BH-DJAngel.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;DJ Angel (ES), meu parceiro na Dark Street, foi devidamente 'montado' pra festa. Sinistro...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/DS-BH-KalungaeLostDays.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Já pedindo arrego e água, junto com Fabio Riot, guitarrista do Lost Days (MG) e pós-punk pra caralho, hehehehehe...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.photodump.com/direct/kalunga/DS-BH-KalungaNiltoneAngel.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Entre Nilton, nosso anfitrião, cicerone e faz-tudo de BH, e o Tio Chico&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.photodump.com/direct/kalunga/DS-BH-LostDays.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A banda &lt;b&gt;Lost Days&lt;/b&gt; quebrou tudo no seu show!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.photodump.com/direct/kalunga/DS-BH-Kalunga.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O caô aqui pode dizer agora que já botou som em BH, hehehehe...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;*&lt;i&gt;&lt;b&gt;Esta foto by &lt;a href="http://www.fotolog.com/ledrusso" class="preto"&gt; Led Russo&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-115886571351784229?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/115886571351784229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=115886571351784229&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115886571351784229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115886571351784229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/09/dark-street-tour-em-bh-rock-city.html' title='Dark Street Tour em BH Rock City'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-115817714903335565</id><published>2006-09-13T15:44:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:28:05.805-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dub'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><title type='text'>Sem contra-indicações... e sem qualquer indicação</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.earache.com/bands/dub_war/navigation/DubWar.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;As referências eram equivocadas. Eles eram estranhos no ninho podreirão da &lt;a href=" http://www.earache.com/ " class="preto"&gt; Earache&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é mais fácil quando você lê algo numa revista ou jornal com aquele selo discutível de qualidade, normalmente adotado por críticos musicais que soltam pérolas como: “&lt;i&gt;banda essencial&lt;/i&gt;”, “&lt;i&gt;discoteca básica&lt;/i&gt;”, “&lt;i&gt;compre, roube, mas não deixe de ter este disco&lt;/i&gt;”. Você vai lá, confiando nas palavras de alguém que, supostamente, sabe bem o que está falando e o óbvio acontece pois, afinal de contas, quando um senso comum compra a idéia de que determinado disco/banda é de qualidade, foi realizado todo um processo de análise coletiva para se chegar a tal conclusão. Bom, eu sempre procuro minhas próprias fontes – ou seja, meu gosto pessoal!  - para poder comprar a idéia de que tal disco ou banda sejam mesmo imperdíveis. Normalmente este tipo de categorização envolve álbuns que possuem, no mínimo, 20 anos de idade – tempo seguro para que sua importância seja esmiuçada até que se chegue num consenso – apostas assim em fatos recentes são deveras arriscadas, certo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que você só compra um disco de acordo com determinados &lt;i&gt;certificados de qualidade&lt;/i&gt;, ou acaba apostando num som seguindo seus próprios instintos, sabendo pouco ou nada sobre o referido artista, correndo o risco de querer jogar a bolachinha na privada posteriormente? Eu acredito que certos riscos na vida são de grande valor pessoal, mesmo que você dê com a cara no muro. No caso de um cd, o risco é financeiro e de alguns neurônios gastos com mau humor momentâneo. Porém, quando você acerta o alvo sem qualquer tipo de orientação, o sabor da vitória infla teu ego maravilhosamente bem. Existem alguns disquinhos aí que eu simplesmente atirei no escuro, alguns de bandas das quais eu nunca havia lido ou ouvido nada a respeito, tendo comprado o disco pela capinha, pelas indicações equivocadas ou simplesmente por engano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Este texto, obviamente, não se enquadra na Era da Internet. Quase ninguém mais compra discos novos (sebos são outra história), e uma curiosidade momentânea é saciada com um clique no mouse. Ou seja, esta prática descrita neste post pode se considerar extinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc900/c939/c939876nhb4.jpg" align="left"&gt; Sempre ia à loja de discos &lt;b&gt;Tarkus&lt;/b&gt; com uma listinha &lt;i&gt;básica&lt;/i&gt; de cinco a dez discos para encomendar na gringa. O dólar baixo (R$ 1,20!!) me fazia torrar o salário com sons e mais sons que nunca teriam chance de serem lançados aqui no Brasil. Com o tempo fui sabendo que certos selos eram casa garantida de bandas de estilos musicais que curtia (&lt;a href=" http://www.waxtraxrecords.com " class="preto"&gt; Wax Trax!&lt;/a&gt;, &lt;a href=" http://www.tvtrecords.com " class="preto"&gt; TVT&lt;/a&gt;, &lt;a href=" http://www.metropolis-records.com " class="preto"&gt; Metropolis&lt;/a&gt;, &lt;a href=" http://www.alternativetentacles.com " class="preto"&gt;Alternative Tentacles&lt;/a&gt;, &lt;a href=" http://www.antler-subway.be " class="preto"&gt; Antler-Subway&lt;/a&gt;, &lt;a href=" http://www.pias.com " class="preto"&gt; Play It Again Sam&lt;/a&gt; à frente), e dali partia para novas investidas em seus catálogos. Porém, uma resenha pequenina na &lt;a href=" http://www.rockbrigade.com.br " class="preto"&gt;Rock Brigade&lt;/a&gt; me deixou intrigado: “&lt;i&gt;Uma sensacional mistura de Prong, Living Colour e Biohazard&lt;/i&gt;" - sendo que a gravadora em questão era a famigerada &lt;a href=" http://www.earache.com" class="preto"&gt;Earache&lt;/a&gt;, pródiga no lançamento de podreiras &lt;i&gt;death metal&lt;/i&gt; e adjacentes, o que me fez estranhar totalmente, apesar das boas indicações. Deixei lá pro fim da lista, e numa determinada encomenda lembrei-me do tal disco e fiz o pedido, mais para tapar buraco, junto de outras três bandas das quais já conhecia e completava suas coleções (&lt;a href=" http://en.wikipedia.org/wiki/Lard_(band)" class="preto"&gt;Lard&lt;/a&gt;, &lt;a href=" http://www.buttholesurfers.com" class="preto"&gt;Butthole Surfers&lt;/a&gt; e &lt;a href=" http://www.skinny-puppy.net" class="preto"&gt;Skinny Puppy&lt;/a&gt;). O tal grupo se chamava &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.dubwar.co.uk" class="preto"&gt;Dub War&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; – nome bastante sugestivo! Quando finalmente dei a devida atenção à bolachinha, meu cérebro travou: CARALHO!!! O que eu ouvia ali era como se o &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;searchlink=BAD|BRAINS&amp;sql=11:q2jw7i4jg7or~T1" class="preto"&gt;Bad Brains&lt;/a&gt; fosse transposto aos anos 90 (o ano era 1997), carregando no &lt;i&gt;raggamuffin&lt;/i&gt; e em vocalizações de deixar &lt;b&gt;Mestre Bob Marley&lt;/b&gt; orgulhoso, tudo isso sobre uma base instrumental moderníssima que ía do reggae ao metal sem frescuras, com o &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; invadindo todos os poros do cd de forma achapante. Simplesmente todas as músicas de "&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:g4n20r4at48z" class="preto"&gt;Pain&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;" – o referido disco – grudaram na cabeça instantaneamente, me fazendo imaginar o som desta banda maravilhosa invadindo o dial da extinta &lt;b&gt;Maldita FM&lt;/b&gt; capixaba e virando hit local (que viagem a minha...). O tal disco virou mania entre diversos grupos diferentes de amigos meus, incluindo aí uma zaga de Guarapari e de BH. Tratei logo de encomendar as maravilhas de "&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:dukvikpjbb79" class="preto"&gt;Enemy Maker&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;" (a faixa título é maravilhosa!) e "&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.dubwar.co.uk/i/mosh159cd.jpg" class="preto"&gt;Wrong Side of Beautiful&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;", mas os mesmos haviam saído de catálogo. Veio a internet e acabei por completar sua discografia. E pensar que a resenha da Brigade não deu pista alguma (talvez o Living Colour fosse uma referência acertada), o histórico de sua gravadora depunha contra, e o acaso – o mais puro acaso! – me fez adqüirir o som de uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;b&gt;Max Cavallera&lt;/b&gt; também pirou nesta banda, e por isso convidou o vocalista do Dub War, &lt;b&gt;Benji&lt;/b&gt;, para participar de duas músicas do &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:nojqeae34xh7" class="preto"&gt; disco de estréia do Soulfly&lt;/a&gt; – que, por sinal, são as melhores do álbum...&lt;br /&gt;**O Dub War acabou e voltou reformulado (trocou o baixista) sob o nome de &lt;a href=" http://www.skindred.com" class="preto"&gt;Skindred&lt;/a&gt;. Baixaram as afinações e entraram de cabeça no &lt;i&gt;nu metal&lt;/i&gt;. Mantiveram os dubs, raggas, e refrãos grudentos, enfiaram um peso absurdo e ainda mandam no pedaço – ainda que continuem injustamente semi-desconhecidos. Possuem apenas um disco homônimo, e aguardo como a vinda de Jah por um novo lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dre000/e031/e03118pwk3b.jpg " align="left"&gt; Numa enésima visita à mesma Tarkus, eu sempre perguntava ao &lt;b&gt;Beto&lt;/b&gt; (dono da loja) se tinha alguma coisa nova ali que fosse do meu gosto. &lt;i&gt;”Ah!, Tem um disco lá em cima que veio por engano e acho que de repente você poderia gostar&lt;/i&gt;” – e veio ele com uma banda de nome meio impactante e com uma credencial de peso: a produção em conjunto de &lt;b&gt;Trent Reznor&lt;/b&gt; (&lt;a href=" http://www.nin.com " class="preto"&gt;Nine Inch Nails&lt;/a&gt;) e &lt;b&gt;David Oglive&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Skinny Puppy&lt;/b&gt;). O visual sugeria algo entre o glam rock e o gótico, e levei pra casa sem nem ouvir direito – pela primeira impressão, parecia bom. Pois bem, “Portrait of an American Family”, primeiro disco do, até então, semi-desconhecido &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.marilynmanson.com" class="preto"&gt;Marilyn Manson&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; até que me surpreendeu, com sua consistente mescla de glam/hard rock com industrial e reminiscências góticas. Passados alguns meses, o cara virou astro da MTV com o disco “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:jnc1z8oaoyv2" class="preto"&gt;Antichrist Superstar&lt;/a&gt;” – discaço!, mas eu até hoje curto mais o primeirão dele. Coisa de ego mesmo, sabe como é, descobri primeiro, hehehehe... e quase ninguém conhece este disco até hoje! Ouçam, pois vale à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Acompanhei o Marylin Manson até o “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:3isqoalaiijr" class="preto"&gt;Mechanical Animals&lt;/a&gt;”, e depois perdi o interesse por achar que sua fórmula havia se esgotado, além de ter se transformado em &lt;i&gt;terror norte-americano pós-adolescente&lt;/i&gt; ao estilo Wes Craven. Pois é, outro dia me mostraram umas três músicas de seu &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:cwv8b5c4zsqh"class="preto"&gt;último disco&lt;/a&gt; e caí pra trás. Este lambisgóia horroroso – digam o que for dele – sabe compor boas músicas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf600/f611/f61103q2htv.jpg  " align="left"&gt; Pois é, este post poderia se chamar “&lt;i&gt;A Tarkus e a Minha Vida&lt;/i&gt;”, pois lá vou eu citar esta loja novamente. No caso, foi quando saí de lá de um sábado à tarde com o disco "&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:rfuh6ja871y0" class="preto"&gt;Aenima&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;", recém-lançado, do &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.toolband.com " class="preto"&gt;Tool&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Já conhecia o disco anterior deles, “Undertow”, tinha uma fita gravada e tal, sendo que a mesma ficara encostada em algum canto – resumindo: não dei a devida atenção. Pois bem, fui à loja com o cérebro lotado de THC (chegar lá assim só me deu prejuízos...) e quando vi a capinha holográfica de “Aenima” na loja, falei: “&lt;i&gt;isso aqui parece ser bom!&lt;/i&gt;”, e na hora nem tive a capacidade mental de fazer a ligação de que se tratava da mesma banda da fita K7 esquecida. Cheguei em casa, ainda chapadão, e botei pra rodar o negócio. Os primeiros &lt;i&gt;abalos sismicos&lt;/i&gt; de “Stinkfist” foram me afundando na cama, e o dia foi anoitecendo, as músicas ficando mais longas e intrincadas, a onda não passava e... fiquei viciado em Tool para sempre! Só que esta banda não colou com ninguém que mostrei (isso foi há quase dez anos atrás), e acabei por me recolher naquele maravilhoso universo sozinho. Depois fui encontrando gente que era tão maluca nesta banda quanto eu, e até amizades surgiram disso! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Vale lembrar que no Brasil as poucas resenhas que saíram do Tool até o “Aenima” detonaram a banda. As &lt;i&gt;indicações&lt;/i&gt; eram as piores possíveis.&lt;br /&gt;**Não venho levantar bandeira alguma aqui sobre este assunto, mas enfatizo o uso do THC apenas para uma coisa: ouvir música! Sua percepção aumenta e suas emoções afloram – e isso eu endosso. Sobre os demais usos desta substância, acho tudo um grande caô, queima neurônio mesmo, te deixa lento e bobão... use e assuma suas conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd600/d601/d601003enr4.jpg" align="left"&gt; Na mesma Tarkus (novidade...), apontei um disco (“Supernaut”, do &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:jk2gtq8ztu4o " class="preto"&gt;1.000 Homo DJs&lt;/a&gt;) no catálogo da loja, com as devidas referências garantidas de que era bom (uma resenha em algum lugar que agora não me recordo), e na hora de fazer o pedido acabei indicando outro por engano. Veio a encomenda, tinha que arcar com seus custos e resolvi levar a bolachinha errada, da banda &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.16volt.com  " class="preto"&gt;16 Volt&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, assim mesmo, sendo que não tinha referência alguma sobre eles. Até que me surpreendi, pois o estilo do álbum "&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:avktk6dxqkrj " class="preto"&gt;Wisdom&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;" era o mesmo &lt;i&gt;industrial&lt;/i&gt; que estava buscando na encomenda, e o som revelara ali uma saudável mistura de &lt;a href=" http://www.waste.org/front242 " class="preto"&gt;Front 242&lt;/a&gt; com a sonoridade do álbum "&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:njevadzkv8wo " class="preto"&gt;The Land of Rape and Honey&lt;/a&gt;", do &lt;a href=" http://www.ministrymusic.org " class="preto"&gt;Ministry&lt;/a&gt;. O diferencial residia nas guitarras sujas (estilo &lt;i&gt;grunge&lt;/i&gt;) e vocais nem sempre distorcidos, muitas vezes em empostação suave e limpa. Me empolguei e encomendei "&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:zt5m961ofepo " class="preto"&gt;Let Down Crush&lt;/a&gt;" e ali sim vi algo de altíssima qualidade: uma interessante mistura de NIN com &lt;b&gt;Die Warzau&lt;/b&gt; (ver post abaixo), bons refrãos e produção de uma perfeição ímpar. Alguns amigos meus curtiram o som, mas foi com "&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:xdrvadoku8w2 " class="preto"&gt;Super Cool Nothing&lt;/a&gt;" mesmo que a maioria chapou, pois os caras injetaram guitarras envenenadas de afinação baixíssima, e entremeadas por vocalizes doces e singelas, quase que canções de ninar – imagine o King Kong, com toda a sua truculência, cantando com voz suave para sua amada, e você terá uma boa visualização do som do 16 Volt neste disco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd800/d839/d83951rb7ax.jpg" align="left"&gt; Enfim um som deste post que não preciso citar a Tarkus! Na verdade, se trata de um disco de vinil que comprei na &lt;b&gt;Laser Discos&lt;/b&gt; (e lá só vendia CD...) há 16 anos. Fui na loja do Boulevard da Praia atrás de um bolachão do &lt;a href=" http://www.nedsatomicdustbin.com " class="preto"&gt;Ned’s Atomic Dustbin&lt;/a&gt;, ("&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:si8zef5khgf4 " class="preto"&gt;God Fodder&lt;/a&gt;"), do qual havia tido ótimas referências. Achei o dito cujo, botei pra escutar e não curti tanto assim não. De qualquer forma, pedi para o vendedor embalar que eu levaria assim mesmo. Eis que o cara deve ter visto duas capas com símbolos atômicos lado a lado, pegou o disco errado, e eu levei para casa sem saber da cagada cometida. Há males que vão para o bem, pois o primeiro acesso de raiva deu lugar à curiosidade de ouvir o som daquela banda de nome tão irônico quanto esquisito: &lt;b&gt;&lt;a href=" http://www.popwilleatitself.co.uk " class="preto"&gt;Pop Will Eat Itself&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; – o título do disco também ia nesta onda, “&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:6s87gjyrj6ib" class="preto"&gt;This Is The Day, This Is The Hour, This Is… This!&lt;/a&gt;". Eu estava mais antenado do que nunca com &lt;i&gt;acid house&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;dance music&lt;/i&gt; e novidades dançantes do tipo, e caí pra trás ao ouvir o som de uma banda que misturava tudo – eu disse &lt;b&gt;tudo&lt;/b&gt;! - o que rolava de moderno e atual na época (1990). O PWEI, como é conhecido, é um bando de malucos britânicos entupidos de ecstasy e cultura pop, que pareciam curtir tanto uma &lt;i&gt;fritação&lt;/i&gt; numa rave, quanto um &lt;i&gt;headbanging&lt;/i&gt; num show de heavy metal. Mas eu não sabia nada disso em 1990, e fui me supreendendo com cada riff de guitarra (sampleados ou tocados &lt;i&gt;à vera&lt;/i&gt;), samples/referências de todo o tipo (&lt;b&gt;Alan Moore, Twilight Zone, AC/DC, Marargaret Tatcher&lt;/b&gt;...), scratches, batuques (rola até um sambão!) e refrãos tão grudentos quanto geniais.  Algum tempo depois fui ler uma resenha altamente elogiosa (by &lt;b&gt;André Forastieri&lt;/b&gt;) na &lt;a href=" http://www.revistabizz.com.br " class="preto"&gt;Revista Bizz&lt;/a&gt; sobre o disco posterior, "&lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:3kq5g4kttv3z " class="preto"&gt;Cure For Sanity&lt;/a&gt;", e procurei o bicho sem conseguir achá-lo em loja alguma daqui do ES. Pode-se dizer que, inicialmente, paguei gato por lebre na loja de discos. Mas, ao chegar em casa, fiquei feliz por ter comprado o ítem errado, pois o tal do Ned’s Atomic Dustbin não era nada daquilo que haviam cantado no meu ouvido e considero a banda frouxa até hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Este disco do PWEI eu simplesmente não consegui fazer ninguém gostar dele na época. Também, pudera: era dance music de um lado e roqueiros de outro, aquela divisão besta e mais radical do que nunca. Bandas de &lt;i&gt;indie dance&lt;/i&gt; como &lt;a href=" http://www.prideofmanchester.com/music/happymondays.htm " class="preto"&gt;Happy Mondays&lt;/a&gt;, &lt;a href=" http://www.aversion.com/bands/soupdragons " class="preto"&gt;Soup Dragons&lt;/a&gt; e &lt;a href=" http://www.thecharlatans.net " class="preto"&gt;The Charlatans&lt;/a&gt; – muito em voga naqueles anos – pareciam fazer parte da Congregação das Senhoras de Nazaré comparadas à loucura do PWEI. Por isso mesmo que permaneceram sempre no semi-anonimato e cultuados por poucos e bons famosos (Trent Reznor é um fã declarado).&lt;br /&gt;**Em que se pese o único hit da história do PWEI, “Def Con One” (do álbum citado no post), ter tocado horrores nas rádios brasileiras em sua versão remix e tendo saído em coletânea  de dance barata da Som Livre faça com que, de repente, alguém aí se lembre deles...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-115817714903335565?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/115817714903335565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=115817714903335565&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115817714903335565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115817714903335565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/09/sem-contra-indicaes-e-sem-qualquer.html' title='Sem contra-indicações... e sem qualquer indicação'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-115748101784363162</id><published>2006-09-05T15:26:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:28:32.895-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stress'/><title type='text'>working!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.theage.com.au/ffximage/2005/03/02/old_boy_wideweb__430x286.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://www.theage.com.au/ffximage/2005/03/02/old_boy_wideweb__430x286.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-115748101784363162?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/115748101784363162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=115748101784363162&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115748101784363162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115748101784363162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/09/working.html' title='working!'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-115505396567821333</id><published>2006-08-08T12:55:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:29:44.959-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><title type='text'>As Pequenas Indústrias, e Os Grandes Negócios</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.instrictconfidence.de/gallery/pics/42.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Imagem by &lt;a href=" http://www.instrictconfidence.de/ " class="preto"&gt; In Strict Confidence Official Website&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer universo musical existem aquelas divisões de categorias de artistas. A maioria trafega no terceiro escalão, lugar-comum daqueles que mal chegam a uma única faixa realmente memorável por disco. No segundo escalão situam-se aqueles que chegam na média, agradam a todos, mas poucas vezes produzem obras inesquecíveis. No primeiro escalão residem os que descansam confortavelmente acima da média, sempre ditando regras e mantendo um alto padrão de qualidade. Por fim, existem aqueles que estão acima de qualquer suspeita, intocáveis que são, que de alguma forma iniciaram alguma coisa, foram precursores em mudar parâmetros – em outras palavras, colocaram seu nome na história por definitivo. No cenário do som Industrial também residem artistas enquadrados nestas categorias. Dos nomes citados a seguir, dois estão no primeiro escalão, enquanto que um do segundo pelotão almeja bravamente sua posição de destaque maior. Aos intocáveis, meu ansioso aguardo por novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg500/g526/g52641p0pkv.jpg" align="left"&gt; Dentre os Intocáveis do cenário Industrial - &lt;b&gt;Cevin Key&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Skinny Puppy&lt;/b&gt;), &lt;b&gt;Al Jourgensen&lt;/b&gt;  (&lt;b&gt;Ministry&lt;/b&gt;), &lt;b&gt;Franz Treichler&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;The Young Gods&lt;/b&gt;) e &lt;b&gt;Trent Reznor&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Nine Inch Nails&lt;/b&gt;) à frente - existem aqueles que também deixam suas marcas, ainda que numa escala menor. &lt;b&gt;Jim Marcus&lt;/b&gt;, mentor do duo de Chicago (EUA) &lt;b&gt;Die Warzau&lt;/b&gt;, é um destes pequenos &lt;i&gt;fodões&lt;/i&gt; da área, sendo cultuado no seu habitat como um geniozinho das engrenagens digitais. Sua banda pratica um tipo bem específico de som industrial, algo que poderia ser definido como &lt;i&gt;cool dancing industrial&lt;/i&gt; (inventei agora! hehehehe). As máquinas pesadas estão lá, sempre presentes. Mas sua química sonora destaca também um clima &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt;, pendendo ora para o &lt;i&gt;noir&lt;/i&gt;, ora para verdadeiros petardos dançantes. Os vocais são quase sempre sussurrados ou em ritmo cadenciado, algo como se &lt;b&gt;Mark Sandman&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Morphine&lt;/b&gt;) ainda estivesse vivo e resolvesse cantar numa banda de industrial. De sua restrita discografia (iniciada em 1988), destacam-se “Big Electric Metal Bass Face” (1991), com suas memoráveis misturas de rock industrial e &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; e, principalmente, “Engine” (1995), onde contra-baixos em &lt;i&gt;slap&lt;/i&gt;, saxofones jazzísticos, e metais &lt;i&gt;funky&lt;/i&gt; davam um groove inédito ao sempre robótico e frio som industrial. Seu álbum mais recente (que só fui ouvir há pouco), “Convenience” (2004), vai ainda mais fundo em sua própria experiência sonora. Em termos de produção, o disco em questão é fantástico, com seus timbres (sub) graves inusitados e batidas robóticas suavemente manipuladas. As melodias estão ainda mais doces, e em determinados momentos rola até um clima &lt;i&gt;lounge&lt;/i&gt; (“Crusaders”, “Permission” e “Glare”). O rock industrial clássico surge apenas em “Bliss” e “Linoleum”, enquanto que as demais faixas do disco vão surpreendendo a cada instante, como que se em cada cantinho ali residisse uma surpresa. Para quem acha que este gênero musical siginifica apenas barulheira digital minimalista, deveria ouvir isso aqui de mente aberta. A viagem é garantida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh000/h000/h00056qz9oa.jpg" align="left"&gt; O grupo alemão &lt;b&gt;KMFDM&lt;/b&gt; lança praticamente um disco por ano, desde o seu início, no já longínquo registro de 1984. E o som pouco muda a cada álbum: trata-se de uma bem-sucedida mistura de heavy metal com industrial, permeada por muito escracho, vocais femininos totalmente pop e até mesmo infantis, e com todas as suas capas religiosamente seguindo a estética HQ. São uns pândegos, que não hesitam em gravar covers absurdas como “Holyday” (Madonna), “These Boots” (Nancy Sinatra) e “Mysterious Ways” (U2) e enfiar solos típicos de &lt;i&gt;guitar heroes&lt;/i&gt; no meio de batidões &lt;i&gt;techno&lt;/i&gt; e vocais distorcidos até o talo. Se a fórmula musical sofre poucas mudanças, o resultado é sempre acima da média, com a garantia de refrões poderosos, riffs de guitarra animais, muita diversão e dança desenfreada. “Hau Ruck”, lançado no final do ano passado (2005), é um pouquinho melhor que os outros, alinhando-se com alguns de seus melhores álbuns (“Nilhil”, “Angst” e “Näive: Hell to Go”). Há ecos de rock de arena (“Hau Ruck”, “Mini Mini” e “Auf Wiederseni’n”), refrões de vozes femininas que lembram uma &lt;b&gt;Shirley Manson&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Garbage&lt;/b&gt;) cibernética (“Professional Killer” e “You Are No Good”), e até mesmo um &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; cara-de-pau no meio da zoeira digital (“Real Thing”). Ouça e constate de onde &lt;b&gt;Marylin Manson&lt;/b&gt; chupa (sei...) algumas de suas melhores idéias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh300/h341/h34101heu19.jpg" align="left"&gt; Ainda dando seguimento ao raciocínio do início deste texto, venho frisar alguns pontos dos quais certos artistas se destacam da maioria. É o caso do &lt;b&gt;Front 242&lt;/b&gt;, criador da EBM (&lt;i&gt;electronic body music&lt;/i&gt;), que em suas faixas mais minimalistas ainda conseguia humilhar seus seguidores, fosse por um sample colocado no lugar certo, fosse por uma virada de bateria num local inusitado. Manipular climas para dar aquele fundão sombrio é lugar-comum para a trupe de neo-góticos que assombram os anos 00, mas uma nota de sintetizador teclada por Cevin Key em escassos segundos de qualquer faixa do &lt;b&gt;Skinny Puppy&lt;/b&gt; consegue ser mais soturna e &lt;i&gt;alienígena&lt;/i&gt; que qualquer horror sonoro planejado por muito garotão de &lt;i&gt;corpse paint&lt;/i&gt; na cara. E quando Al Jourgensen resolve enfiar influências de &lt;i&gt;country music&lt;/i&gt; em algumas das faixas mais animais de seu &lt;b&gt;Ministry&lt;/b&gt;, toda uma geração de &lt;i&gt;metaleiros industriais&lt;/i&gt; atual enche-se de interrogações em suas mentes. Mesmo os ícones do novíssimo gênero musical chamado &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt; (que mistura batidas  &lt;i&gt;trance/techno&lt;/i&gt; à EBM e ao som gótico) já demonstram doses fartas de sabedoria, tal qual fez o &lt;b&gt;Covenant&lt;/b&gt; em seu álbum mais recente (“Skyshaper” – resenhado &lt;a href=" http://theflamejob.blogspot.com/2006/05/novidades-na-indstria-parte-ii.html" class="preto"&gt;aqui&lt;/a&gt; anteriormente). A experiência conta, e quem busca nas fontes certas tem grandes chances de subir mais e mais degraus. É o caso do duo também provindo da Terra do Chucrute (Alemanha) &lt;b&gt;In Strict Confidence&lt;/b&gt;, que confirma sua ascensão gradual em seu mais recente álbum, “Exile Paradise” (2006). Do começo com claras influências da EBM clássica e tímidas apostas em territórios desconhecidos de seu primeiro álbum (“Cryogenix”, 1997 – que eu achei, olhe só, perdido no sebo do Martini, no Centro de Vitória, há alguns anos atrás!) até este lançamento atual, a banda vem galgando seu lugar entre os grandes. Ainda cai em alguns clichês, como o de inserir vocais fenininos nos refrões (isto está manjado pacas atualmente), mesmo que sejam bem produzidos. Mas seu som é bem mais consistente do que a maioria das bandas de EBM/industrial atuais, justamente por alternar os batidões retos do &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt; com edições mais quebradas, sempre apresentando ótimas manipulações eletrônicas. Uma influência notável no instrumental e em alguns vocais que surge no som do In Strict Confidence é a do duo canadense &lt;b&gt;Front Line Assembly&lt;/b&gt;, principalmente pelas  &lt;i&gt;bass lines&lt;/i&gt; graves e os  climas mais &lt;i&gt;cheios&lt;/i&gt; e melódicos que permeiam os canais de som. Bebendo em fontes saudáveis e duradouras, o In Strict Confidence vai deixando sua marca  cada vez mais visível em seu meio de atuação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-115505396567821333?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/115505396567821333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=115505396567821333&amp;isPopup=true' title='46 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115505396567821333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115505396567821333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/08/as-pequenas-indstrias-e-os-grandes.html' title='As Pequenas Indústrias, e Os Grandes Negócios'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>46</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-115394428232042437</id><published>2006-07-26T16:25:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:30:58.760-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trance'/><title type='text'>Bom enquanto durou</title><content type='html'>&lt;img src="  http://www.photodump.com/direct/kalunga/Pub455-pista3%20-%20editado.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pista vazia só é bom no começo...&lt;br /&gt;Fotos by: Kalunga&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era por volta de 1:30h da manhã (ou, pelo menos, eu deduzia), e o bicho estava pegando lá dentro. O negócio estava tão &lt;i&gt;nervoso&lt;/i&gt; que eu resolvi dar uma voltinha lá fora, tipo para respirar um ar que não cheirasse a nicotina (e outras &lt;i&gt;fumaças suspeitas&lt;/i&gt;) e vodka com coca-cola – já devia estar na décima dose daquela mistura. Sabe como é, “o olho do dono engorda o gado”, e fui dar uma conferida bilheteria (meio teatral era este ato, pois não tinha condições de somar algo mais complexo que dois+dois naquelas horas), ver o movimento e tal. Eis que eu vejo um monte de viaturas da Polícia Civil, com policiais de touca ninja e de metrancas exibidas nas janelas, passando em frente a mil. Como existia uma unidade policial ali ao lado, pensei que estivessem indo para lá. Ledo engano. Eles deram meia-volta, pararam à minha frente, mostraram um mandado de sei-lá-o-quê e entraram no recinto. Fodeu! Naquela baderna sem lei que estava lá dentro, com até o dono da bagaça aprontando &lt;i&gt;ilegalidades&lt;/i&gt; das suas, iria todo mundo preso. Mas que nada! Foram do início ao final da casa, olharam alvarás e documentos em geral, cumprimentaram-nos educadamente e foram embora sem nada. Olha, ali eu reforcei minha crença de que certas situações são inabaláveis, de que uma conjunção de fatores positivos resiste a tudo. Depois foi só aumentar o som e gritar: “vamos quebrar tudo, porra!!!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este episódio não vem a ilustrar algo como “o melhor bar de todos os tempos”, ou “essa época era foda”. Não é bem isso – se bem que é um pouco disso também. Aliás, se refere àqueles que, com eu, gostam dar a cara a tapa para tentar fazer e/ou usufruir de algo diferente de nosso restritíssimo usual. O extinto &lt;b&gt;Pub 455&lt;/b&gt; foi, pelo menos para a minha geração, o espaço mais perfeito para quem quisesse produzir algo movido a boa música, dançar boa música, embalar uma quebradeira com boa música e num local privilegiado como é nossa cidade de Vitória. Ter um pico para tomar umas e curtir um som com vista para o mar é para poucos lugares neste mundo. Reside – admito - uma boa dose de nostalgia nestas palavras pelo simples fato de um lugar assim fazer muita falta. Nem de longe era perfeito, pois tinha vários problemas estruturais como caixas lentos, filas e mais filas, banheiros que ía se deteriorando no decorrer da balada, enfim, quem quisesse falar fal, tinha munição também. Mas, na boa, aponte um local que reuniu tantos projetos envolvendo estilos musicais tão díspares quanto alternativos como este lugar aqui no Estado e eu te chamo de mentiroso. Tinha noite de house, breakbeat/drum’n’bass, techno, trance, dub, world beat, hip-hop, mpb, rock, blues, jazz, gótico, tudo o que você &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; vê/ouve que não seja pela tv ou pela internet. E ganhei uma boa grana nas festas que fiz por lá, reforçando a sua viabilidade como o local certo na hora certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizado em um ponto nobre do bairro Barro Vermelho, região de Praia do Canto, Vitória, o Pub  455 pagou o preço por estar justamente entre os &lt;i&gt;nobres&lt;/i&gt; - choviam reclamações dos vizinhos sobre barulho, bagunça, drogas, enfim, tudo aquilo que seus filhos aprontam, mas que não era bem o local que eles freqüentavam. Pobres &lt;i&gt;alternativos&lt;/i&gt;, que não fazem mal a uma mosca e carregam a má fama por não freqüentarem boates da moda. Moda? Se bem que muita gente que ía para alguma destas boates &lt;i&gt;bombadas&lt;/i&gt; (inclusive os filhos da vizinhança nobre!) acabava ficando por lá, atraídos pela enorme fila do lado de fora, e foda-se o som que estivesse rolando. Fenômeno estranho este que rola por aqui, de misturar patrícias, maurícios, indies, clubbers, góticos e pitboys num só lugar, todos muito diferentes entre si, mas incapazes de resistir a um recinto lotado até o cú rasgar. Este mesmo fenômeno é o que fazia o Pub 455 bombar e cair vertiginosamente numa constância absurda. A mistura é saudável até certo ponto, pois é muito bacana atrair para sua festa gente de todo o tipo – mais cabeças diferentes para plantar informação, saca?. Mas as motivações duram até o dia em que seu evento não encher tanto assim, de perder o interesse até mesmo de seu próprio público (tipo indie de festa de rock alternativo, tranceiro de festa trance, e por aí vai) por conta de alguma micareta que, mesmo que você não fosse, não se arriscaria ir ao Pub com aquela clássica e patenteada pergunta capixaba-provinciana: “&lt;i&gt;Será que vai dar gente?&lt;/i&gt;”. Foi assim que propostas inovadoras caíram no esquecimento, fazendo com que o Pub 455 amargasse quase um ano de ostracismo, de descrença geral, até surgir um súbito renascimento nos seus últimos seis meses de vida. Atolados de dívidas diversas (contas, encargos trabalhistas, multas), os donos do local fecharam tudo e picaram a mula daqui. Terminou, pelo menos, no seu auge. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não adianta chorar pitangas! Cansei de ver gente que detonava o lugar e agora está se lamentando por seu fim. Capixaba é feliz e não sabe. Recebe o doce na sua boca, come tudo e ainda tenta arrancar sua mão. Passei outro dia lá em frente e o local está totalmente destruído. Manja aquele final do filme “Poltergeist”, quando a casa da família que é assombrada pelos espíritos acaba simplesmente sugada para debaixo da terra? Pois é, parece ter recebido o mesmo fim, levando consigo toda a carga provinciana recebida em pouco mais de um ano de vida para sete palmos abaixo. Esqueçam de fazer qualquer coisa por lá, pois sua época já foi, e só com muita grana na mão para poder reeguer aquela estrutura. Mas algumas lições sempre permanecem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pub 455 registrou uma troca de guarda de gerações, e foi um local onde se reunia gente entre beirando e após os trinta, e também recém chegados à idade adulta. Tinha que ter um tanto de disposição para encarar o desconhecido, de apostar em novas propostas, um ímpeto que se dilui quando se dão muitos tiros n’água – e foram muitos, ainda que inadivetidamente, naquele lugar. A tal troca de guarda se deu entre a primeira fase do Pub, de seu início em 2002 e metade de 2003 - quando um povo viciado no esquema “&lt;i&gt;pô, tem que pagar para entrar&lt;/i&gt;” (lembra daquela galera que lotava o lado de fora do &lt;b&gt;Sala 11&lt;/b&gt; e não entrava? Era esta gente...) afundou o local pela primeira vez – e o segundo semestre de seu último ano, quando uma nova geração, munida de downloads e fotologs (anda não havia Orkut) combinava de se encontrar no local onde rolava seus sons preferidos. Este mesmo público lota todas as festas da &lt;b&gt;Antimofo&lt;/b&gt;, que o satisfaz no ritmo conta-gotas, com eventos esporádicos para não &lt;i&gt;cansar&lt;/i&gt; a galera. Pois é, o povo daqui cansa quando tem o que gosta. O Pub 455 cansou nossa beleza! Que venham outros iguais! Eu vou estar lá, me cansando para cansar a beleza dos outros, pode crer! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;+ Fotos:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://www.photodump.com/direct/kalunga/Pub455-KalungaeFuka%20-%20editado.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Esta foto minha junto com o Fuka resume a cachaçada que rolava naquela cabine de DJ. Matamos uma garrafa de wisky ali mesmo e mais um monte de doses de vodka&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/Pub455_externaeditada.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Vista da área externa&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/Pub455-pista2editada.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ah, a fluorescência...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/Pub455-pista4editado.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Botar som pra pista lotada assim é bom...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/Pub455-Taylor500.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Taylor, um dia, já foi &lt;b&gt;O&lt;/b&gt; DJ de Rock daqui. Sai da toca, meu filho!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-115394428232042437?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/115394428232042437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=115394428232042437&amp;isPopup=true' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115394428232042437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115394428232042437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/07/bom-enquanto-durou.html' title='Bom enquanto durou'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-115317019740098142</id><published>2006-07-17T18:01:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:32:03.800-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='synthpop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><title type='text'>Velharias supreendentes</title><content type='html'>Nunca a informação esteve tão fácil ao seu alcance. E parece que isso não necessariamente significa bom uso dela. Seria óbvio demais cair na tentação de sair detonando as novas gerações, de que elas têm tudo nas mãos e fazem mau uso disso e bla blá blá. Só sei de uma coisa: estamos presenciando uma mudança na forma de adqüirir informação de uma maneira nunca antes vista, e só comparável à rádio e à TV quando estes se transformaram em bens acessíveis às massas. Algum velhaco aí poderia dizer que vivia muito bem sem internet nem DVD, por exemplo, antes destes aparecerem ao mundo. Pois bem, eu vivi muito bem &lt;i&gt;sem&lt;/i&gt; eles, mas vivo muito melhor &lt;i&gt;com&lt;/i&gt; eles. E definitivamente não consigo imaginar alguém aí com saudade daquela porcaria de tecnologia de VHS, por exemplo... E se algum &lt;i&gt;gadget&lt;/i&gt; digital desses aí me incomodar, é só desligá-lo e pronto. É por isso que não tenho orkut, e também não sinto o menor remorso em desligar meu telefone celular quando me convém. Mas não sou tão novo assim, e aprendi a crescer sem esta &lt;i&gt;híper informação&lt;/i&gt;, e saber valorizar o que tenho em mãos. Porém, é difícil cobrar de alguém com seus vinte e (bem) pouco anos um discernimento maior sobre o que ele baixa na internet, e também sobre o que ele &lt;i&gt;deve&lt;/i&gt; buscar e se aprofundar. Quer saber? Ninguém tem que te dizer porra nenhuma! Ficou curioso? Vá pesquisar no Google, se vira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso tudo aí em cima porquê alguns sons dos quais vou falar a seguir eu simplesmente tinha uma vontade absurda de conhecê-los mais a fundo. Mas isso foi entre dez e quinze anos atrás, quando o que tinha de fazer, de fato, era correr atrás da informação com o que tinha em mãos – ou seja, quase nada! Uma faixa numa coletânea em vinil e outra em K-7 eram tudo o que tinha sobre os dois nome a seguir. Daí que eu olhava no enorme catálogo da Tarkus, onde encomendava discos importados, e ficava numa dúvida torturante de arriscar meu suado dinheirinho num disco que &lt;i&gt;poderia&lt;/i&gt; ser ruim ou não. Durante este período, rolou um óbvio processo de seleção, pois alguns sons eu já havia lido algo em alguma revista ou fanzine, e mereciam uma arriscada. Quanto a certos outros sons, se eu não sabia mais nada além de uma mera música (“seria esta a única boa?”, “e se a banda for uma merda?”), ficava pra escanteio. Só que isto aqui não é uma porcaria de um texto nostálgico! Se hoje me aparece uma conexão rápida de internet em mãos, vou mais é aproveitar. Vi muito vídeo em fita de VHS, comprei muito fanzine, tirei muita foto em película, gastei muito interurbano e reais de acordo com cotações do dólar para encomendar CDs fora do Estado e do Brasil. Hoje eu adoro a internet e os computadores cada vez mais velozes, e não sei viver sem minha câmera digital (que, com cinco anos de idade, já está velhusca!) e um disco de DVD que não corre o risco de mofar igual àquelas procarias em VHS! Enfim, sobre os dois sons a seguir, precisei apenas de alguns cliques para, finalmente, poder saber mais sobre eles. E, o melhor de tudo: no meio da busca na incrível teia digital de informações que é a web, acabei me surpreendendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd200/d261/d26106fa526.jpg" align="left"&gt; Ainda criança e até pré-adolescente, fui desviado dos Caminhos do Mal do Heavy Metal (cujo primeiro disco de minha vida foi o “Creatures of The Night”, do &lt;b&gt;Kiss&lt;/b&gt;, em 1983) por um álbum do &lt;b&gt;Kraftwerk&lt;/b&gt; (“Electric Cafe”), e assim acabei adentrando no mundo maravilhoso do &lt;i&gt;techno-pop&lt;/i&gt; dos anos 80 – e já contei esta história ano passado por aqui. Fora os escassos discos de vinil que tinha acesso, minha fonte de informação nesta área se ampliou com uma fitinha K-7 que continha, entre outras maravilhas, duas músicas fantásticas do &lt;b&gt;Ultravox&lt;/b&gt;. Veio a internet e fui saber que o seu ex-vocalista, &lt;b&gt;John Foxx&lt;/b&gt;, tinha uma respeitável carreira solo, e que havia lançado em 2003 um excelente álbum, totalmente inserido no &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt; atual. “Crash &amp; Burn”, realizado com seu parceiro de longa data &lt;b&gt;Louis Gordon&lt;/b&gt;, vai além desta definição simplória, pois se configura num excepcional representante da música eletrônica como um todo, agregando valores como o já citado &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt;, além de &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;EBM/industrial&lt;/i&gt;, melodias marcantes, minimalismo eletrônico, vocais estilosos, letras inteligentes e a vasta experiência de um cara que sabe bem cada passo que dá. Faixas como “Drive”, “Broken Furniture” e “Ray 1/2” são exemplos perfeitos de synthpop clássico e atual ao mesmo tempo, enquanto que “Sidewalking”, “Sex Video” e a faixa-título beiram a EBM/industrial e com ecos de &lt;i&gt;trance&lt;/i&gt;. Supreendentemente, “Cinema” e “Once a While” soam como um um remix &lt;i&gt;minimal techno&lt;/i&gt; em ritmo &lt;i&gt;jazzy&lt;/i&gt;, ao passo de que a onipresente influência de Kraftwerk ressoa em “Ultraviolet/Infrared” e “She Robot” de forma incisiva. Tudo é muito dançante, com inúmeros detalhes ecoando das caixas de som, sempre com as melodias e arranjos em constante evolução ao longo dos minutos que correm no CD-Player – ou MP3 player, se preferir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg300/g318/g31839uetqz.jpg" align="left"&gt; De uma única faixa que constava numa coletânea em vinil de EBM/industrial lançada em 1989 pela extinta gravadora &lt;b&gt;Stiletto&lt;/b&gt; (acho que se chamava “Generate” e que me foi roubada), não tive mais nenhuma referência sobre &lt;b&gt;The Legendary Pink Dots&lt;/b&gt;, ao contrário de &lt;b&gt;Cassandra Complex&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;The Neon Judgement&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;The Young Gods&lt;/b&gt;, também presentes na tal compilação e que tive a sorte de saber mais sobre eles logo depois, para justamente correr atrás de vossos materiais. No meio de tantos downloads realizados nos últimos cinco anos, lembrei-me deste grupo e corri atrás. Trata-se de uma dupla de Londres, composta por K-Spel e Phil Knight que, tão logo se mudaram para Amsterdã, parecem ter se aproveitado bonito da política liberal quanto ao uso de drogas naquela cidade. O fato é que “Cursed Velvet Apocalypse”, lançado em 1990 (ainda à epoca da tal coletânea), transparece um tipo de psicodelia cujo conteúdo eu nem sabia que existia. Tentando achar uma definição: parece um cruzamento de &lt;b&gt;Jethro Tull&lt;/b&gt; com as faixas mais doentes do &lt;b&gt;Skinny Puppy&lt;/b&gt;. Mas não é só isso! Os vocais de K-Spell (que nominho, hein?) parecem ter saído de algum esquete do &lt;b&gt;Monty Phyton&lt;/b&gt;, e instrumentos acústicos como violas, cellos, harpas e percussões se fundem com manipulações eletrônicas vindas direto dos circuitos digitais da EBM e do som industrial. É um troço esquisito, mas está longe de ser inaudível. Sobressaem-se melodias medievais (é sério!) que até dão para cantar junto, aliadas a ambiências sonoras que pululam de um canal a outro no fone de ouvido. A faixa chamada “The Death of Jack The Ripper”, por exemplo, soa como se fosse o fundo musical do que seria um filme de Rei Arthur rodado no cenário de Matrix! Já “C.V.A.” não faria feio num filme de Tim Burton, tipo “A Noiva Cadáver”. Dentre as demais misturas malucas, temos música indiana mixada com trilha para funerais (“Green Gang”), folk tribal (?) com base EBM (“Hellsville”), Dead Can Dance e Renaissence se encontrando com o Robocop (“New Tomorrow”) e uma balada gótica legítima (“Princess Coldheart”). Como o papo de “rock progressivo/psicodélico” pintou em alguns comentários de posts anteriores, posso dizer que estou adentrando neste estranho universo de trás para frente. Uma hora eu chego no Vale das Maçãs...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-115317019740098142?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/115317019740098142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=115317019740098142&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115317019740098142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115317019740098142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/07/velharias-supreendentes.html' title='Velharias supreendentes'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-115169702789700906</id><published>2006-06-30T15:43:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:33:03.183-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hype'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gothic rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><title type='text'>Novidades, velharias, náuseas...</title><content type='html'>&lt;img src="  http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h257/h25778ffor2.jpg" align="left"&gt; Enfim alguma banda nova atraiu minha atenção! Bom, na verdade, eu caí a armadilha de ser seduzido pelo &lt;i&gt;velho&lt;/i&gt; embalado no &lt;i&gt;novo&lt;/i&gt;. O duo californiano &lt;b&gt;She Wants Revenge&lt;/b&gt; adora &lt;b&gt;Joy Division&lt;/b&gt;. Mas o &lt;b&gt;Interpol&lt;/b&gt; também adora a banda do finado Ian Curtis, e nos dias atuais de informação à velocidade da conexão de internet que o seu bolso pode bancar, o quarteto de NY já é &lt;i&gt;veterano&lt;/i&gt;, pois conquistou a incrível marca de &lt;i&gt;dois&lt;/i&gt; álbuns lançados! Pois bem, a proposta do She Wants Revenge é mais divertida, vertendo o som do Joy Division paras as batidas digitais das pistas de dança, sem se esquecer de baixo-guitarra bem marcadinhos e uns cacoetes oitentistas (&lt;b&gt;Human League&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Depeche Mode&lt;/b&gt;, basicamente) aqui e acolá. Tudo bem, mais um coelho surge desta cartola exigindo seus direitos, pois o próprio &lt;b&gt;New Order&lt;/b&gt; seguiu sua carreira após o fim do JD justamente apostando na eletrônica. Olha, está difícil falar de alguém que tenha uma idéia original nestes dias atuais... Bom, o que importa é que esta bandinha de nome bacaninha aí é bem divertida e fará a cabeça tanto de góticos cheirando a naftalina quanto de neófitos fãs da &lt;i&gt;nova-salvação-do-rock-que-baixei-hoje-à-tarde&lt;/i&gt;.  E a tal da “I Don’t Want to Fall In Love” é o meu hit atual que fará minha glória no comando de uma pista de dança, ha-ha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h274/h27437uy58r.jpg" align="left"&gt; Rudy Ratzinger não é parente do Papa Bento XVI, e se tivesse vivido na época da Inquisição, iria pra fogueira sem dó. A verdade é que a mente deste alemão vive povoada dos mais sinistros sentimentos humanos, revestidos na forma de uma espécie de EBM (&lt;i&gt;electronic body music&lt;/i&gt;) com peso e intensidade jamais vistos. Ao contrário de muitos de seus pares nesta vertente do som industrial, o dono do &lt;b&gt;Wumpscut&lt;/b&gt; não apela para guitarras distorcidas nem para os ritmos ultra rápidos e apelativos do &lt;i&gt;gabba&lt;/i&gt;. Em “Cannibal Athem”, seu mais recente lançamento (2006), os sintetizadores e as drum machines continuam com o peso de uma bigorna, mantendo a tradição dos vocais distorcidos e (a partir de “Wreath of Barbs”, 2001) belas intervenções femininas. As letras são &lt;i&gt;delicados&lt;/i&gt; tratados sobre toda a sorte de assassinatos, mutilações e exorcismos. Ouvir Wumpscut é uma experiência marcante – para o bem ou para o mal, dependendo de sua visão de vida.&lt;br /&gt;*Esta espécie de “EBM do Mal” tem como percussor o duo belga &lt;b&gt;Vomito Negro&lt;/b&gt;, e como seguidores – além do próprio Wumpscut – grupos como &lt;b&gt;Allied Vision&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Velvet Acid Christ&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf100/f137/f13766uf0fd.jpg" align="left"&gt; A palavra “Tributo” no meio musical adqüire sinônimos como “Assassinato”, “Insulto”, “Indulgência” e “Heresia”, tal qual a enorme quantidade das terríveis coleções em &lt;i&gt;homenagem&lt;/i&gt; que assolam nossos ouvidos constantemente. É um verdadeiro desfile de gente sem talento em busca de um lugar ao sol às custas de parasitismo falcatrua que nem vale mais à pena ouvir estes monstrengos, nem mesmo por curiosidade. E o pior de tudo é que a vertente &lt;i&gt;industrial&lt;/i&gt; é pródiga neste tipo de lançamento. O primeiro que ouvi foi o do &lt;b&gt;Metallica&lt;/b&gt;, cujas melhores versões (a saber: &lt;b&gt;Hellsau&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Apoptygma Berzerk&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Die Krupps&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;In Strict Confidence&lt;/b&gt;) são aquelas que não têm absolutamente nada a ver com o original, nem mesmo riffs ou melodias – totalmente desnecessárias, então. Depois me aparece um tributo ao &lt;b&gt;Tool&lt;/b&gt;, que até conta com bandas promissoras (&lt;b&gt;Haujobb, Electric Hellfire Club&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Razed in Black&lt;/b&gt;), mas que mesmo estas conseguem provocar náuseas, fazendo valer à pena somente pela correta versão de “Stinkfist” cometida por &lt;b&gt;Maya Hiena&lt;/b&gt;, com vocal feminino e pouca (nenhuma?) mudança em relação ao original. Pior mesmo é o tributo ao &lt;b&gt;Skinny Puppy&lt;/b&gt;, que conta com praticamente a mesma escalação de perdedores e promissores que queimam o filme igualmente, sendo que não há para onde correr, pois bandas de industrial fazendo cover de outra banda de industrial soa sem sentido. Tem também uns dois discos em &lt;i&gt;homenagem&lt;/i&gt; ao &lt;b&gt;Ministry&lt;/b&gt;, sendo que muitas das faixas escolhidas são justamente da fase &lt;i&gt;technopop&lt;/i&gt; da qual Al Jourgensen (o suposto &lt;i&gt;homenageado&lt;/i&gt;) renega até a morte. Pelo menos tem uma versão folk e com vocal feminino de “Scarecrow” que é bem engraçada. No final das contas, “disco-tributo” define uma máxima: a de que todas as bandas participantes não chegam aos pés do &lt;i&gt;homenageado&lt;/i&gt;. E se o &lt;i&gt;homenageado&lt;/i&gt; tiver sua importância questionada ao ponto de realmente merecer um tributo, é porque os envolvidos em tal empreitada não possuem futuro algum na música!&lt;br /&gt;*Tributo por tributo, eu só ouvi um até hoje que me passou algo positivo: o primeiro volume dedicado ao &lt;b&gt;Black Sabbath&lt;/b&gt;. Homenagem com reverência, respeito e (na maioria dos casos) inovação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-115169702789700906?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/115169702789700906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=115169702789700906&amp;isPopup=true' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115169702789700906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115169702789700906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/06/novidades-velharias-nuseas.html' title='Novidades, velharias, náuseas...'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-115048993140707947</id><published>2006-06-16T17:30:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:34:30.300-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='punk rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gothic rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock and roll'/><title type='text'>Sons!</title><content type='html'>&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd500/d507/d50779h1fp7.jpg" align="left"&gt; Olha, é difícil achar alguém que diga: &lt;i&gt;Eu odeio Ramones!&lt;/i&gt;. A não ser que o indivíduo ligue a música do quarteto de Nova York com algum acontecimento ruim em sua vida, ainda não topei com tal sujeito na minha frente até hoje! Mesmo mergulhado em techno-pop e afins em meados dos anos 80, eu tinha minha fitinha K-7 (dupla!) com o “Ramonesmania” e ouvia direto. Naquela época o pau comia entre punks e metaleiros, mas os Ramones tinham o dom de fazer todo mundo gostar deles – inclusive quem não era muito afeito ao rock and roll em si. Pois é, o tempo foi passando, o quarteto da jaqueta de couro e do jeans rasgado foi ficando guardado no coração de seus fãs e na memória afetiva dos não-tão-fãs-assim, e sua música já não era nem de longe a referência para os hypes de então quando da morte de seu vocalista. A revista &lt;b&gt;Bizz&lt;/b&gt;, por exemplo, dedicou apenas uma página em “homenagem” ao falecido, ainda assim pondo em questão a sua real importância para a história da música popular mundial. Em plenos anos 2000, na Era do Download, Nova York voltou a ser a bola da vez e os Ramones, como que num passe de mágica, voltaram a povoar a mídia, com homenagens e quetais. A verdade é que ficou inevitável demais &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; homenageá-los, tendo em vista o triste fato de que três dos quatro membros originais estarem se encontrando &lt;i&gt;six feet under&lt;/i&gt;. Podem dizer que eles se repetiam, que exaltavam a rebeldia jovem tendo idade para serem pais – avós, até! – do seu público-alvo, ou que só povoavam os corações de fãs do Terceiro Mundo. Beleza! Mas, ao ouvir um discão como “Too Tought To Die” em pleno ano de 1984, no auge do exagero plastificado dos anos oitenta, é uma tarefa gratificante. Numa era de teclados baratos, baterias eletrônicas quadradas e cabelos de mullets, os quatro Ramones mantiveram seu visual (aliás, carregando ainda mais no preto e no couro) e gravaram um disco pesadão, cru e na cara. Além de seu velho e irresistível som punk/bubblegum, haviam ecos de psychobilly e hardcore dos bons (com Dee Dee nos vocais). Doces melodias embaladas por guitarras bem pesadas para o padrão da época. Não seguiam moda, seus planos de conquistar o mundo fracassaram (quem viu o documentário “End of Century” sabe da história), e só restava fazer o que gostavam, remando contra todas as marés possíveis. Um disco que não faria feio numa pista de festinha rock, e que daria um tapa na cara dessa galerinha nova aí que parece só conhecer “I Wanna Be Sedated”. &lt;br /&gt;*É fácil eu cair no lugar-comum e sair por aí descendo o pau nas gerações mais novas que a minha. Porra, tô sentindo na pele esta tentação me cutucando! Quarta passada (14/06) botei pra rolar sons tipo &lt;b&gt;Suede&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Blur&lt;/b&gt; numa festa e ninguém conhecia. De 2000 pra trás, tudo deve ser muto velho, os &lt;b&gt;Strokes&lt;/b&gt; já são &lt;i&gt;veteraníssimos&lt;/i&gt;, e eu estou virando um &lt;i&gt;dinossauro&lt;/i&gt;???&lt;br /&gt;**Paulinho, eu ouço esta porra de disco maravilhoso o dia inteiro! Só faltam agora o “Animal Boy” e o “Halfway to Sanity” pra você me dar de presente e completar a trilogia metal dos Ramones, hehehehehehe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://dialspace.dial.pipex.com/prod/dialspace/town/pipexdsl/s/assg48/complex/images/cx%20covers/cyberpunx.jpg" align="left"&gt; Amantes dos sons das catacumbas têm o &lt;b&gt;Cassandra Complex&lt;/b&gt; entre seus mimos preferidos. Eu tinha um exemplar em vinil do álbum “Cyberpunx” (1990), adqüirido junto da leva de bandas de industrial/ebm que fizeram a cabeça de toda uma geração tupiniquim. O bolachão me foi roubado junto de mais ums 50, e acabei por deixar a banda esquecida no espaço-tempo. Quanta injustiça! Resolvi clicar no Soulseek o seu nome e agora estou completando sua discografia. Uma definição bem objetiva do som destes ingleses: gorhic rock a lá Sisters of Mercy carregado com muita eletrônica e guitarras invariavelmente distorcidas. Amantes do &lt;i&gt;maravilhoso som dos anos 80&lt;/i&gt; (o que realmente de bom foi produzido) vão gostar do sabor synthpop + gothic rock de “Grenade” (1986) e “Feel The Width” (1988). Àqueles que gostam de EBM e industrial vão pirar no já citado “Cyberpunx” e, principalmente, em “Sex &amp; Death” (1998 – que tem toques estilo NIN e de eletrônica bem pesada). E os fãs de última hora da banda de Andrew Eldtricth – patrono dos Sisters of Mercy e maior referência de som gótico de todos os tempos – vão gostar de “Wetware” (2000). A banda continua na ativa, seus álbuns só se encontram em versões européias (com exceção de “Wetware”), e não é tão fácil assim de baixar na internet. Resumindo: é som para iniciados – se as referências citadas aqui não lhe agradam, nem tente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h297/h29731z4z1m.jpg" align="left"&gt; Escrever sobre o &lt;b&gt;Tool&lt;/b&gt; é tarefas das mais complicadas. Trata-se de uma das bandas mais íntegras em sua proposta musical que apareceram nos últimos 15 anos. O que mais me impressiona em sua música é que seus (poucos) álbuns possuem uma clara ligação entre si, cada qual representando um passo maior em direção de seu próprio universo. Seus videos são simplesmente os mais fantásticos que se têm notícia, ao conseguir fazer com que imagens que não economizam em tecnologia sejam a visualização perfeita de sua experiência sonora única. É fato que não se trata de uma banda de fácil digestão, com faixas longas, mudanças de andamento constantes, álbuns que não possuem letras das músicas, e quatro caras que tocam pra caralho – e isso incomoda muita gente. Há uma ligação sim com o terrível rock progressivo, mais por conta da estrutura de sua música do que com a sonoridade final em si. O Tool é fruto da geração grunge, seus riffs e melodias vocais evocam àquela era, e não aos dinossauros progressivos dos anos 70 – e isso faz torcer o nariz também dos coroas fãs daquele período musical específico. Com tantos contras, porque que os caras possuem um séquito fiel e muito numeroso? Em 15 anos de banda, possuem apenas quatro álbuns oficiais (fora Eps e tal) e a vinda de um novo lançamento é aguardada com uma comoção inexplicável para uma banda tão, digamos, &lt;i&gt;inacessível&lt;/i&gt;. Seu disco mais recente, “10.000 Days” (2006), apenas reforça o culto, pois a alma de sua música continua intacta. Se cabe uma crítica, posso afirmar que o Tool muda muito pouco a cada disco, ainda que este lançamento tenha uma pegada mais &lt;i&gt;stoner&lt;/i&gt; e que seu som esteja ainda mais intrincado instrumentalmente. Quanto ao vocalista Maynard Keenan, posso afirmar que este já ocupa o posto de uma das principais vozes nos anais do rock and roll, pois seu estilo único e sua capacidade de criar melodias marcantes e originais encontram poucos paralelos hoje em dia. Entrar no universo do Tool não é fácil – ainda que este que vos escreve tenha pirado logo de cara. Se na primeira faixa – de qualquer álbum – você não sintonizar na dos caras, vou logo avisando: o que virá pela frente será bem pior!&lt;br /&gt;*Supondo que os discos do projeto paralelo &lt;b&gt;A Perfect Circle&lt;/b&gt; poderiam amenizar a agonia pela demora nos lançamentos da banda principal, eu assumo a postura daquele fã chato e pentelho. Vou logo escrevendo: A Perfect Circle é um Tool de muletas! Ótimos discos, mas a aura da banda titular está ali, esfregando na cara e avisando sobre quem realmente manda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-115048993140707947?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/115048993140707947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=115048993140707947&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115048993140707947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/115048993140707947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/06/sons.html' title='Sons!'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114927301654875601</id><published>2006-06-02T15:06:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:35:47.025-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='progressive'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='breakbeat'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trance'/><title type='text'>Pra pista!</title><content type='html'>Na falta de lugar, de ocasião pra tocar, às voltas com trairagens e marasmos afins, só posso mesmo – por enquanto – escrever sobre estas maravilhas que foram feitas para movimentar corpos em transe hipnótico sob luzes coloridas e sub-graves gordos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://217.160.164.51/pic/avr1cd007.jpg" align="left"&gt; Existem aqueles que produzem verdadeiras bombas atômicas para as pistas de dança, sempre sintonizados com o que há de mais atual e apontando o dedo para o futuro. Certo! Só que o &lt;b&gt;Element&lt;/b&gt; citado aqui manda pras cucuias qualquer tipo de convenção para manter-se na vanguarda ao mesmo tempo em que praticam um tipo de som tão próprio e personalizado que só nos resta louvar esta nova maravilha que atende pelo nome de “Alteration”. Proveniente da Alemanha, eles chegam ao seu terceiro disco quase três anos após o fantástico “Blue Moon”, e apenas reforçam o estado de arte em que se encontra o seu &lt;i&gt;trance&lt;/i&gt; de tons únicos. Os BPMs variam de 130 a 140, mas pouco importa a velocidade em si de cada faixa, e sim para onde esta pode levar o corpo e a mente. Aqui as melodias não são meras rajadas de synth prontas para alucinar mentes lesionadas – as &lt;i&gt;viagens&lt;/i&gt; sempre vão para algum lugar, modificando-se ao longo dos minutos, construindo paisagens diferentes a todo momento, provocando êxtase mental e físico, pois tudo é muito dançante e nem um pouco óbvio. Vez ou outra aparece um vocal e/ou uma guitarra que remetem (pasme!) a um Pink Floyd remixado. Vejam bem: não há as guitarras e vocais heavy metal que tanto reforçam os clichês do &lt;i&gt;psy trance&lt;/i&gt;, mas sim melodias de verdade – vocais graves e dedilhados de pura finesse. As batidas são minimalistas mas certeiras, sem maiores arroubos percussivo-nervosos. E o rótulo &lt;i&gt;progressive trance&lt;/i&gt; até pode abraçar em parte o som do Element. Mas “Alteration” carrega em seu DNA a sabedoria de quem vivencia os ares do país de onde surgiu o &lt;i&gt;trance&lt;/i&gt; (o &lt;i&gt;psy&lt;/i&gt; só apareceu dez anos depois!) em meio à euforia da queda do Muro de Berlim. É Música Eletrônica com autoridade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://217.160.164.51/pic/dig1cd017.jpg" align="left"&gt; &lt;i&gt;Bomba Atômica&lt;/i&gt; mesmo atende pelo nome de “Zero Six After”, mais recente lançamento do projeto sueco &lt;b&gt;Ticon&lt;/b&gt;. O negócio aqui é um meio caminho entre o &lt;i&gt;progressive trance&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;psy trance&lt;/i&gt;, passando por tendências atuais infiltradas em meio a tais petardos dançantes. “Aero” (2003) já apontava, em duas faixas, os rumos de uma excelente fusão com o &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt;, e contando até mesmo com um legítimo &lt;i&gt;breakbeat&lt;/i&gt; em outra faixa. Pois bem, no disco lançado no final do ano passado, o Ticon abraçou descaradamente o electro, criando faixas de altíssimo poder de fogo tanto em pistas de psy/progressive trance, quanto de electro. Há ainda uns dois psy trances um tanto quanto dispensáveis, ainda mais se compararmos com o restante do disco, com excelentes soluções melódicas e riffs de synth que nada têm a ver com o universo psicodélico em si, chegando perto de um rock eletrônico! Satisfação garantida para mentes abertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://images-eu.amazon.com/images/P/B0009R34IO.03.MZZZZZZZ.jpg" align="left"&gt; A &lt;i&gt;dance music&lt;/i&gt; é um balaio de gatos tão abrangente que fica difícil de categorizar um disco inteiro em um termo específico como &lt;i&gt;techno, trance, house&lt;/i&gt;, etc., pois cada um destes rótulos possui tantas sub-divisões (ex: &lt;i&gt;acid house, minimal techno, progressive trance&lt;/i&gt;...) que certos álbuns receberam a categoria de &lt;i&gt;electronica&lt;/i&gt; - simples assim! Esta categoria, aparentemente simplória, na verdade surgiu para definir discos lançados por produtores que saíram das pistas underground para invadir o mainstream com suas idéias originais. Muita coisa boa vem sendo produzida desde meados da década passada, e gente como &lt;b&gt;Leftfield, Orbital, Future Sound of London, Daft Punk&lt;/b&gt; ou mesmo &lt;b&gt;Prodigy&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Chemical Brothers&lt;/b&gt; desafiam categorizações homogêneas – são os famosos discos de dance &lt;i&gt;que dão pra ouvir em casa&lt;/i&gt;, e não somente sob efeito de estimulantes cerebrais diversos. O alemão &lt;b&gt;Timo Maas&lt;/b&gt;surgiu da cena original de trance de seu país natal, e aos poucos foi garantindo status de pop star até ao ponto de poder chamar quem quisesse para participar de seus álbuns, fossem eles artistas de rock, pop, soul, rap, etc. A série de discos de &lt;i&gt;electronica&lt;/i&gt; de Maas iniciou-se com “Music For The Maases” (2002), chegou à perfeição com “Loud” (2003), e agora atinge a maturidade com “Pictures” (2006). O trance tradicional ainda está lá, como na épica “4 UR Ears”, com participação da cantora &lt;b&gt;Kelis&lt;/b&gt;. Porém, é na diversidade das demais faixas que a veia criativa do DJ/produtor alemão se sobressai, assumindo formatos diversos como breakbeat, techno, lounge, e demais variações, que contam com outros ilustres convidados como &lt;b&gt;Brian Molko&lt;/b&gt; (do &lt;b&gt;Placebo&lt;/b&gt;) e &lt;b&gt;Neneh Cherry&lt;/b&gt;. Se dá para ouvir em casa? Não só em casa, mas no trabalho, no carro... e na pista de dança também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114927301654875601?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114927301654875601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114927301654875601&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114927301654875601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114927301654875601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/06/pra-pista.html' title='&lt;b&gt;Pra pista!&lt;/b&gt;'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114806185646173799</id><published>2006-05-19T15:01:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:36:26.255-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubada'/><title type='text'>Easy Fuckin’ Rider!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.starstore.com/acatalog/Easy_Rider_Motorbikes-_L.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://www.starstore.com/acatalog/Easy_Rider_Motorbikes-_L.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o clichê dos clichês! Para ir a Matilde (espécie de "São Tomé das Letras capixaba", á época) pela primeira vez, tinha que passar pelo &lt;i&gt;ritual de iniciação&lt;/i&gt; para ser aceito pela &lt;i&gt;galera&lt;/i&gt; quando chegasse lá. E tome Led Zeppelin, Raul Seixas, Janis Joplin (não virei fã de nenhum deles, por sinal), e exibições de "Hair" (deste eu consegui fugir na época!), "Woodstock", "The Doors" e "Easy Rider". Não! Não vou forjar aqui neste texto uma &lt;i&gt;história&lt;/i&gt; envolvendo a minha pessoa como que se eu fosse mais velho do que sou, que tivesse vivido os anos 70 e curtido um &lt;i&gt;barato legal&lt;/i&gt;. Este episódio se passou em 1995! Eu tinha apenas 19 anos, e vivia aquela fase típica de pós-adolescente, quando você tem idade pra dirigir, pra aprontar todas e ainda assim de viver na aba dos pais. É a época de fazer muita merda, de bancar o &lt;i&gt;rebelde&lt;/i&gt; e também de correr para baixo da cama da mamãe quando o bicho pegava de verdade. Enfim, lá estava eu, aquele cara que gostava/gosta mesmo era de technopop, de Cure, de Front 242, de sons &lt;i&gt;modernos&lt;/i&gt;, que odiava o chiado do vinil, que não suportava hippies e adjascentes... e que também queria se auto-afirmar a qualquer custo, mesmo que fosse preciso vestir uma máscara que não se encaixava na minha face. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos eu, o Qualhada, o Lemmy, o Ganso e o Macaco assistirmos &lt;b&gt;"Easy Rider - Sem Destino"&lt;/b&gt; na casa deste último. O ritual estava todo preparado: baseado apertado, vinho vagabundo em mãos, e toda aquela euforia de estarmos prestes a sermos apresentados a um dos ícones da contra-cultura - e também de uma época de acabara bem antes de nascermos, por sinal. Mente entorpecida, apertamos o play para darmos início a algo que, ao final, fugiria completamente de nossas expectativas iniciais. O começo da película já nos deu um impacto meio pesado. Afinal, Dennis Hopper e Peter Fonda de cara já mandaram pra dentro do nariz aquele pó branco vindo da Colômbia, negociado com umas figuras &lt;i&gt;chicanas&lt;/i&gt; pra lá de &lt;i&gt;esquema&lt;/i&gt;! Ué, a &lt;i&gt;filosofia&lt;/i&gt; da parada não era a tal da &lt;i&gt;lisergia&lt;/i&gt;, como imaginávamos antes? Cocaína não se encaixava nas nossas pobres e ingênuas mentes metidas a &lt;i&gt;psicodélicas&lt;/i&gt;. Enfim, logo depois veio a clássica - e a mais clichê - cena do filme, com os caras pegando a estrada ao som de "Born To Be Wild". Agora sim! E o filme foi se desenvolvendo em suas partes. Do que nós esperávamos, haviam: &lt;i&gt;maconheragem&lt;/i&gt; a rodo, assim como doses maciças de LSD e alguma putaria; trilha sonora fantástica (ainda que só rolassem, na maioria, faixas menos óbvias de artistas famosos); comunidades hippies; paisagens magníficas desbravadas pelo ronco das Harley Davidsons; um Jack Nicholson impagável; confrontos diversos com sociedades conservadoras - yeah! Teve tudo isso sim! Mas o filme nos jogou na cara também uma série de informações bem pesadas, enterrando vários chavões que achávamos que poderíamos viver iguais naqueles dias também. Ao final, todos saíram calados, ninguém se arriscou a dizer um pio. Estarrecidos como ficamos, deixamos para trás qualquer tipo de conclusão sobre o filme. Era mais cômodo picar a mula para Matilde e esquecer de "Easy Rider". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo aquele romantismo acerca de comunidades alternativas, de uso de drogas lisérgicas, de afrontas às sociedades conservadoras foi, ao meu ver, jogado água abaixo por "Easy Rider". Quando a dupla protagonista da história baixa numa comunidade hippie, se depara com problemas de saúde, de fome, e de individualismos que podem corroer qualquer ideal. Quando vai dar suas voltinhas e tirar uma onda com as gatinhas de uma cidadezinha qualquer, acaba pegando cana. Quando resolve finalmente tomar &lt;i&gt;aquele&lt;/i&gt; ácido poderoso ao final do filme, já tendo alcançado o destino final previsto, rola uma bad trip absurdamente pesada, daquelas de desestimular qualquer empolgadinho imaturo (como éramos todos ali naquela sala, por sinal) a experimentar aquele tipo de coisa. Mas o pior mesmo ficou para o final. Tratava-se de um fim abrupto, seco, rápido e cruel. Era o término de um &lt;i&gt;sonho&lt;/i&gt;, que mais parecia uma &lt;i&gt;ilusão&lt;/i&gt; mesmo, e que acabara se tornando um &lt;i&gt;pesadelo&lt;/i&gt;. E foi mesmo uma espécie de pesadelo que vivi, ao tentar me encaixar nos moldes de uma época que já foi há tempos. Era um martírio ter de participar de rodinhas de violão em volta da fogueira. Tinha vontade de vomitar quando sentia cheiro de insenso. E, ao mesmo tempo, me sentia pressionado a ter de encaixar naquele circo todo para não me sentir excluído. E sempre me voltavam à mente as cenas mais pesadas de "Easy Rider". E sabem porque? Porque simplesmente eu não aceitava viver algo que significou alguma coisa num passado do qual eu nem estava previsto a fazer parte deste mundo. Porque eu não suportava ter de ouvir conceitos &lt;i&gt;tribalistas&lt;/i&gt; de gente que pregava a entrega a um &lt;i&gt;ideal&lt;/i&gt;, mas que na prática só durava enquanto ia enrolando a formatura na faculdade - bancado pelos pais, é lógico! Hoje eu olho para aquela época com um certo alívio. Alívio este de hoje saber o que eu realmente quero para a minha vida, e também para descartar ideologias que não me servem e nunca me serviram. Vivi minha adolescência e início da fase adulta entre os anos 80 e 90. Se eu tivesse que tirar alguma conclusão sobre algo que veio antes de "minha época", que fosse verdadeira, e não imersa numa bolha nostálgica de outra era. Sendo assim, "Easy Rider – Sem Destino" é o filme mais anti-hippie que já assisti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114806185646173799?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114806185646173799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114806185646173799&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114806185646173799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114806185646173799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/05/easy-fuckin-rider.html' title='Easy Fuckin’ Rider!'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114745913099865623</id><published>2006-05-12T15:06:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:37:39.723-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='synthpop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='electro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='future pop'/><title type='text'>Novidades na Indústria – parte II</title><content type='html'>Dando continuidade sobre as tranqueiras que fazem a minha cabeça, agora vou escrever sobre lançamentos recentes dos gêneros &lt;i&gt;synthpop, electro&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Apoptygma Berzerk&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Covenant&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Icon of Coil&lt;/b&gt; formam a tríade maxima do &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt;, gênero musical que surgiu para revitalizar os estilos &lt;i&gt;industrial&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;gothic&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;EBM&lt;/i&gt; na segunda metade da década de 90. Enquanto a EBM, que um dia já reinou nas pistas de dança mais underground – e influenciou toda uma geração da &lt;i&gt;dance music&lt;/i&gt; - chafurdava em BPMs lentos e defasados, este trio acelerou a batida, incorporou os trejeitos do &lt;i&gt;techno&lt;/i&gt; e do &lt;i&gt;trance&lt;/i&gt; (principalmente) e limpou os excessos (leia-se: distorções) do som industrial, ao mesmo tempo em que adotou as melodias vocais e de arranjos das novas gerações de bandas góticas que invadiram o mainstream. Trata-se de um gênero musical novíssimo, onde o futuro (&lt;i&gt;future&lt;/i&gt;) aponta para a fusão de gêneros underground em torno de um resultado bem acessível (&lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;). Dito isso, é com enorme prazer que me deparo com o mais recente trabalho dos holandeses do &lt;b&gt;Covenant&lt;/b&gt;, lançado mês passado, e que reafirma sua liderança nesta nova ordem musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h221/h22194a4zay.jpg" align="left"&gt; “Skyshaper” tem uma das capas mais horríveis que já vi, mas o seu conteúdo sonoro é de primeira. O Covenant conseguiu dar um passo adiante naquilo que ajudou a criar. Uma das minhas grandes queixas para com o &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt; era justamente o apreço que as bandas deste gênero tinham com melodias bregas e melosas de sintetizador do &lt;i&gt;eurotrance&lt;/i&gt; (tipo as faixas mais babas de &lt;b&gt;Tiesto&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Paul Van Dynk&lt;/b&gt;). Pois bem, o Covenant limou o excesso de sacarose e cometeu um discaço. “Ritual Noise” abre o álbum com o balanço típico do &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt; - batida trance e clima gótico. Porém, percebe-se um apuro cuidadoso com as melodias e os arranjos (rola até um &lt;i&gt;vocoder&lt;/i&gt;). A faixa seguinte, “Pulse”, surpreende: trata-se de um &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt; de primeira! A balada “Happy Man” é curta e com clima totalmente &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt;, ao melhor estilo de &lt;b&gt;Gary Numan&lt;/b&gt;. “Brave New World” segue na fusão do estilo consagrado com timbres do &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt; atual, enquanto que “The Men” aposta novamente no pop de sintetizadores 80’s, agora de uma forma bem dançante. “Sweet &amp; Sally”, “Greater Than Sun” e “20 hz” fundem EBM antiga com o &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt; de forma magistral, com perfeitas soluções dançantes e melódicas. Os DJs vão gostar de “Spindrift”, com sua batida puramente &lt;i&gt;techno&lt;/i&gt; servindo de base para uma melodia tensa. “The World Is Growing Loud” fecha o álbum na forma de uma balada bela e tocante. Ao procurar alternativas para enriquecer o som que os consagrou (e que vem sendo amplamente copiado e desgastado nos últimos anos), o Covenant assumiu a ponta de lança no &lt;i&gt;future pop&lt;/i&gt;, aliando o passado com o presente e novamente apontando para o que vem por aí. Ouça sem contra-indicações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh100/h194/h19496xinzr.jpg" align="left"&gt;&lt;br /&gt;Na primeira metade dos anos 90 houve uma discreta retomada do pop eletrônico que tanto marcou a década anterior – o &lt;i&gt;technopop&lt;/i&gt;, ou &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; para os íntimos – antes do revival avassalador promovido pelo pessoal do &lt;i&gt;electroclash&lt;/i&gt; por volta de 2001. Gente como &lt;b&gt;Beborn Beton&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Second Decay&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Mesh&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Wolfsheim&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;De/Vision&lt;/b&gt; mexeram num passado ainda não tão distante e considerado totalmente de mal gosto pela (cri)crítica especializada da época. O mais interessante é que as bandas citadas foram evoluindo em suas investidas musicais, soando provavelmente como gente tipo &lt;b&gt;Ultravox&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Human League&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Soft Cell&lt;/b&gt; estaria se comportando em dias atuais, sem apelar para nostalgias baratas e apontando suas trajetórias sempre em curso evolutivo, como o &lt;b&gt;Depeche Mode&lt;/b&gt; sempre fez. O grupo alemão &lt;b&gt;De/Vision&lt;/b&gt; lançou seu primeiro álbum na linha synthpop em 1993, remando contra todas as marés possíveis. Produziu um pequeno clássico deste gênero em 1996 (“Fairyland”), e agora está lançando o excelente “Subkutan”. Neste álbum de 2006, a banda investe em batidas modernas estilo &lt;i&gt;breakbeat&lt;/i&gt; para soltar bases e linhas melódicas de sintetizadores, todas elas com tibres atuais, deixando a veia oitentista correr nas melodias vocais – acessíveis e um tanto quanto românticas. São baladas e petardos dançantes de uma banda que faz você pensar sobre como o &lt;i&gt;synthpop&lt;/i&gt; soaria se tivesse sido criado nos anos 00 e não nos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;b&gt;Extras&lt;/b&gt;: Em termos de synthpop atual, nada melhor do que recorrer ao trabalho solo de &lt;b&gt;John Fox&lt;/b&gt;, multi-instrumentista e ex-vocalista de um dos maiores ícones do gênero nos anos 80 – o &lt;b&gt;Ultravox&lt;/b&gt;. Entre investidas bem &lt;i&gt;cabeçudas&lt;/i&gt; na &lt;i&gt;ambient/world music&lt;/i&gt;, o cara lançou um discaço para as pistas, de nome de “Crash &amp; Burn” (2003). Ali ele produziu bases retas e de arranjos geniais, mesclando o retrô com o &lt;i&gt;electro&lt;/i&gt; atual, tendo como o diferencial seu vocal estiloso e suas melodias perfeitas, que são o sonho de consumo do pessoal da &lt;b&gt;Giogolo Records&lt;/b&gt;. A experiência faz a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg300/g397/g39720eq0c9.jpg" align="left"&gt; Por falar na Gigolo Records, um dos artistas de seu cast, &lt;b&gt;Terence Fixmer&lt;/b&gt;, sempre procurou se espelhar no lado mais anárquico e radical da música eletrônica produzida para as pistas de dança dos anos 80 – especialmente o duo britânico &lt;b&gt;Nitzer Ebb&lt;/b&gt;. Eis que o tal acabou por chamar metade daquela emblemática banda para participar de seu último álbum, “Between The Devil” (2004). &lt;b&gt;Douglas McArthy&lt;/b&gt;, vocalista do NE, registrou seus inconfundíveis vocais – entre o rock and roll/pós-punk e o gótico – nas bases eletrônicas beeem pesadas de Fixmer. O resultado é uma atualização da fase “That Total Age/Belief” (1987/88), do NE, que nada mais era do que uma fusão de electro, punk e EBM, tudo produzido com sintetizadores e drum machines. Em alguns momentos surge um &lt;i&gt;hard techno&lt;/i&gt; radical, com sintetizadores rascantes e a voz de McArthy dando um molho rocker na coisa toda. Noutros, parece que o NE voltou à ativa, tamanha a semelhança – ou seria &lt;i&gt;descaramento&lt;/i&gt;? - com o som de um dos ícones underground dos 80’s.&lt;br /&gt;*&lt;b&gt;Extras&lt;/b&gt;: Particularmente eu gosto mais da fase anos 90 do Nitzer Ebb, quando do lançamento de “Ebbhead” e “Big Hit”. Saíram as bases radicais eletrônicas e os vocais gritando slogans em tom de palavra-de-ordem dos anos 80 (que foi como conheci a banda) e entraram canções fortes e um cuidado extremo nos arranjos. &lt;br /&gt;**Vale lembrar que o Nitzer Ebb voltou à ativa agora em 2006. Tanto revival em torno da banda por conta da geração &lt;i&gt;electroclash&lt;/i&gt; atual (com remixes dos bambas de hoje, tributos, etc.) fez a dupla (Bon Harris e Douglas McArthy) esquecer suas diferenças e tomar o que lhes é $eu por direito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114745913099865623?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114745913099865623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114745913099865623&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114745913099865623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114745913099865623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/05/novidades-na-indstria-parte-ii.html' title='Novidades na Indústria – parte II'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114729029877131242</id><published>2006-05-10T16:23:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:38:01.918-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><title type='text'>O Poder dos Downloads e dos Camisas-Pretas</title><content type='html'>&lt;img src=" http://bizz.abril.com.br/imagens/bizz201.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;b&gt;Revista Bizz&lt;/b&gt; tem influência fundamental na minha vida com esse negócio de música, desde que comecei a comprá-la mensalmente lá pelo final de 1989. Acompanhei-a desde então, passando pela “fase Forastieri” (a melhor), me decepcionando profundamente quando esta se transformou em “Showbizz” (popularesca ao extremo), e olhando com frieza seu triste fim após tentar voltar às boas eras em 2001. Pois bem, um dos meus maiores prezeres de ler a Bizz nesta sua fase “atual” é justamente poder presenciar uma troca de guarda radical nos dias, minutos, segundos e &lt;i&gt;downloads&lt;/i&gt; que correm em velociade absurda hoje. Chega a ser engraçado ver seus editores e jornalistas &lt;i&gt;sambando&lt;/i&gt; para agradar ao público &lt;i&gt;das antigas&lt;/i&gt; ao mesmo tempo em que tentam seduzir os mais novos – aqueles que não nasceram com o costume de comprar CDs, de ler revistas/noticiários em papel, sacam? A redação atual da revista conta com as bases sólidas também de antigamente – a Editora Abril – e imagino o tamanho da lábia que eles tiveram que gastar para convencer um dos maiores grupos empresariais do Brasil a voltar a apoiá-los numa era tão desfavorável às “mídias não-virtuais” como hoje. O maior reflexo da citada “troca de guarda” é sua seção de cartas. Quem já nasceu baixando música não quer saber de esperar um mês para ler sobre algo que eles mesmos já puderam conferir horas - minutos até! – depois em trocentos web sites. Mas é justamente neste paradoxo que a Bizz &lt;i&gt;tenta&lt;/i&gt; se sustentar, afirmando que a informação que eles produzem é diferenciada, que se trata de algo que você literalmente guarda numa estante como um livro. O difícil é convencer as novas gerações desta “importância”. Ao apontar sua linha editorial dividido-se entre semear o conhecimento sobre os “clássicos” e dar importância ao que de novíssimo está saindo agora, a Bizz parece se encontrar numa encruzilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho acesso a dados sobre as contas da Abril em relação a Bizz para tirar qualquer conclusão mercadológica. Apenas concluo sobre o que venho lendo desde que a revista voltou, no ano passado. Disponibilizar todas suas edições num pacotão de primeira em CD-Rom foi uma jogada fantástica para trazer de volta seus antigos leitores, todos na faixa dos trinta anos pra cima, com poder aquisitivo e mentalidade maduros o suficiente para selecionar melhor o que vão gastar com seu dinheiro. Mas a atual geração não está nem aí para isso, e a Bizz tenta a todo custo agradá-los, dispondo seus textos como numa página da web, escrevendo pequenos editoriais sobre “as maravilhas de ouvir música num mp3 player”, ou de pegar mais leve com os hypes que, aposto, a maioria dos jornalistas ali não engole tão facilmente. Mas o fato mais perigoso, na minha opinião, a ser apontado é justamente a manutenção da postura antiga, de serem meio “alternativos numa grande corporação” – atualizando em termos: eles (a Bizz) ainda adoram espezinhar em cima de &lt;i&gt;Figurões do Pop&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Tubarões da Indústria Fonográfica&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Promotores Vampirescos de Mega-eventos&lt;/i&gt;, mesmo dependendo drasticamente destes para sobreviver. Ou seja, a “caça às bruxas da Bizz” sempre existirá. Só que o mercado atual está mudando radicalmente. Gravadoras estão perdidas com essas “novas tecnologias”, e os tais “anunciantes corporativos” são os que botam (e sempre botaram) dinheiro nas suas páginas. Particularmente acho do caralho este conflito de “nobres ideais” vs. “preciso-pagar-minhas-contas-com-seu-dinheiro-sujo” que a Bizz faz desde sempre e que acaba produzindo o &lt;i&gt;certo&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;questionável&lt;/i&gt; lado a lado. Mas o mundo de hoje não é mais o mesmo de antes do surgimento da internet em massa. Tentar agradar à &lt;i&gt;Geração Download&lt;/i&gt;, aos &lt;i&gt;Antigos Leitores&lt;/i&gt; e também  às &lt;i&gt;Grandes Corporações&lt;/i&gt; me parece uma tarefa praticamente impossível. Essa garotada de hoje vai ler a Discoteca Básica e &lt;i&gt;talvez&lt;/i&gt; se interessará em &lt;b&gt;baixar&lt;/b&gt; (comprar, nunca!) tais sons, enquanto se fartam de adquirir informação nova sem ter muita (nenhuma...) paciência de olhar para o que veio antes. Enquanto isso, as tais Grandes Corporações se viram em travas contra cópias de CDs, mega-eventos com armações pop e por aí vai. O conflito de interesses de gente que não fala a mesma língua, ao meu ver, está tão grave como nunca antes. Meu medo é de que a Bizz, aquela que &lt;i&gt;ainda&lt;/i&gt; me dá tanto prazer, possa sumir novamente, comendo a poeira dos arrastões que o Mundo Pop promove periodicamente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www2.rockbrigade.com.br/images/stories/edicao/238capa.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disseram que “metaleiro é tudo burro”. Bem, este não é o caso dos headbangers que tocam a Ferro e Fogo a revista &lt;b&gt;Rock Brigade&lt;/b&gt; desde o longínquo ano de 1983 – dois anos antes de a Bizz surgir. Adentrando nos Portões de Vahalla, decepando cabeças de dragões com Espadas Sagradas e combatendo os Traidores do Metal sem dó nem piedade, os Senhores de Aço que tocam pra frente este Bastião Sagrado do Heavy Metal há 23 anos são muito, mas muito mesmo &lt;b&gt;inteligentes&lt;/b&gt;! Toda sua fidelidade para com a paixão pelo heavy metal - e contra as &lt;i&gt;modinhas passageiras&lt;/i&gt; - gerou um mercado sólido, aparentemente muito lucrativo, ainda que bem setorizado. Ao ignorar as mudanças de mercado promovidas por fenômenos como o &lt;b&gt;grunge&lt;/b&gt;, o &lt;b&gt;techno&lt;/b&gt; e o &lt;b&gt;novo rock pós-Strokes&lt;/b&gt;, os senhores da Brigada do Metal pavimentaram um terreno fértil de acordo com os interesses de seu selo/gravadora homônimo, lançando como febre (no underground, é claro) gêneros considerados até mesmo pela grande mídia metálica estrangeira (como a inglesa &lt;b&gt;Kerrang&lt;/b&gt;, que eles execram) como &lt;i&gt;demodés&lt;/i&gt;, tais quais o &lt;i&gt;metal melódico, power metal&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;thrash metal 80’s&lt;/i&gt;. Só não conseguiram pôr a mão na fatia no bolo do &lt;i&gt;black metal&lt;/i&gt; porque &lt;b&gt;Nuclear Blast&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Century Media&lt;/b&gt; - seus maiores concorrentes e ao mesmo tempo &lt;i&gt;aliados&lt;/i&gt;! – eram donos dos passes dos maiores nomes daquele estilo musical. Para uma revista direcionada aos &lt;i&gt;camisas-pretas&lt;/i&gt;, é impressionante o número e o nível alto dos anunciantes na Brigade –  fenômenos pop (e com &lt;b&gt;nada a ver&lt;/b&gt; com o metal) das grandes majors já constam em suas páginas. Mas o maior fato é justamente a conseqüência disso tudo. Enquanto que a Bizz samba para agradar leitores &lt;i&gt;downloaders&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;balzaquianos/quarentões&lt;/i&gt;, a Rock Brigade criou verdadeiros exércitos de fãs radicais de heavy metal - &lt;i&gt;radicais&lt;/i&gt; sim, mas também &lt;i&gt;apaixonados&lt;/i&gt;. E os anúncios atuais da revista contam com discos em versões digipack luxuosas e preços até justos (entre R$ 25 e 30) se comparados com um Franz Ferdinand numa Laser da Vida (45 paus!). Os tais Barões da Indústria (Rock Brigade Records inclusa) encontraram ali um filão imutável, que ainda compra CDs, que cola pôster no quarto (a Brigade ainda os traz encartados no meio da revista até hoje!), e que vão em massa nos shows dos seus ídolos, trazidos pelos Produtores Vampirescos de Mega-Eventos. E o corpo editorial da Brigade – sabiamente – ignora por completo termos como “novas tecnologias”, “mp3”, “My Space” e tal, no máximo citando-os numa entrevista e nunca explicando-os. E ainda aproveitam esta &lt;i&gt;omissão&lt;/i&gt; para enfatizar fortemente campanhas anti-pirataria. A busca pela “atualidade” dos leitores jovens de Bizz pode levá-la a uma nova falência. E o conservadorismo dos leitores da Rock Brigade garante uma sobrevida cega e inerte à revolução em plenos pulmões que ocorre atualmente na indústria fonográfica. Nesta briga de foice em meio ao tiroteio de donwloads e tentativas de travar o curso da história, os &lt;i&gt;alternativos&lt;/i&gt; no comando de uma revista soam desnorteados face à liderança dos &lt;i&gt;camisas-pretas&lt;/i&gt; da revista-do-metal em seu meio de combate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114729029877131242?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114729029877131242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114729029877131242&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114729029877131242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114729029877131242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/05/o-poder-dos-downloads-e-dos-camisas.html' title='O Poder dos Downloads e dos Camisas-Pretas'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114711589391996709</id><published>2006-05-08T16:16:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:38:56.130-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dark'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='horror'/><title type='text'>Novidades na Indústria – parte I</title><content type='html'>Eis aqui algumas resenhas sobre lançamentos recentes de alguns dos ícones da música &lt;i&gt;industrial/ebm/future pop&lt;/i&gt; que curto como um louco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg900/g975/g97541o8oly.jpg" align="left"&gt; “The Greater Wrong of Right Live – DVD”, dos gods canadenses do &lt;b&gt;Skinny Puppy&lt;/b&gt;, foi um presente de aniversário que tive que dar para mim mesmo! Sou fã desta banda única e maravilhosa há mais de 15 anos, e este lançamento (na verdade, é do final do ano passado) preenche absolutamente todas as expectativas que eu tinha. Trata-se do registro da fase atual da banda, que voltou oito anos depois da morte por overdose de heroína do tecladista/programador Dwayne Goethel, e que provocou seu fim em 1996. “The Greater Wrong of the Right” foi o álbum da volta, um disco à altura da carreira da banda, sem nostalgias baratas e mantendo seu curso evolutivo. Pois bem, vamos à &lt;i&gt;vaca-fria&lt;/i&gt;! Este DVD (com luxuosa produção em digipack), como é de praxe nas produções atuais, conta com som e imagem de altíssimo padrão de qualidade, e fico só babando de ver/ouví-lo num home theater. Ao vivo, a dupla original Nivek Ogre (vocais) e Cevin Key (programador/multi-instrumentista) recebe a nobre ajuda de William Morrison (guitarra/baixo, além de ser o editor deste DVD) e Justin Bennet (bateria/percussão), o que acrescenta em muito ao som da banda. O show (gravado em Montreal e Toronto – Canadá) é em si um espetáculo de alta tecnologia sonora, pois Cevin Key se farta em seu vasto equipamento (synths, percussões, theremim digital, lap-tops, etc.), Justin Bennet utiliza-se de todo o poderio de sua bateria/percussão acústica e eletrônica (o cara é um monstro!), William Morrison simplesmente toca baixo e guitarra na mesma música, além de fazer linhas de synth nas quatro cordas e, por fim, Nivek Ogre destila seus vocais com efeitos de distorção e delay idênticos aos de estúdio. Visualmente, metade da banda (Key e Bennet) soa meio &lt;i&gt;nu metal&lt;/i&gt;, com roupas modernas e dreadlocks na cabeça, enquanto que Morrison encarna o visual gótico sem a menor cerimônia. Já Ogre... bem, o cara não mudou nada, pois começa o show com um visual pra lá de estranho (com chifres e roupa toda rasgada) e vai se transformando no decorrer da apresentação, terminando totalmente imundo, parecendo ter saído do inferno. Seus vocais (únicos, diga-se) estão muito mais afinados e poderosos do que no registro em vídeo anterior (“Ain’t Dead Yet”), colocando mais melodia e preocupando-se bastante em “dar conta do recado”. O repertório do DVD privilegia o disco mais recente, com nada menos do que quatro faixas no começo, e também mais quatro de “Vivisect VI” (1988). Além de versões magistrais de seus hits underground (“Testure”, “Worlock”, “Deep Down Trauma Hounds”, “Smothered Hope”, etc.), eles supreendem ao tocar faixas pouco usuais ao vivo como “VX Gas Attack”, “Hexonexon” e “Cruscible”. O visual do palco, com iluminação futurista, telão e diversos monitores de TV despejando imagens, é um espetáculo aos olhos vistos. Aos fãs, a satisfação atinge os níveis máximos!&lt;br /&gt;*&lt;b&gt;Extras&lt;/b&gt;: Há um segundo disco só com extras, que são:&lt;br /&gt;- “Information Warfare”: a grande mancada deste DVD, pois se os caras do SP são contra a política Bush pai/filho, tudo bem, é o direito deles. Porém, gastar o  nobre espaço de mais de 30 minutos num DVD musical com um documentário sobre ex-combatentes da Guerra do Golfo (1991) e suas respectivas visões negativas sobre o episódio é demais! Não há nada neste segmento que haja qualquer referência musical, tornando-o totalmente dispensável!&lt;br /&gt;- “Eurotrauma Tour”: são 35 minutos de filmagens caseiras produzidas pelos próprios membros da banda durante sua passagem pela Europa em 1988. Tem cenas de backstage, &lt;i&gt;maconherismos&lt;/i&gt; explícitos (lá pelas tantas, eles visitam uma coffee shop em Amsterdã), trechos de shows e demais encheções de linguiça que só interessam aos fãs mais ardidos. Vale como registro histórico, ainda mais por mostrar a personalidade doce e tranquila de Dwayne Goethel, o que não nos faz acreditar que foi justamente este cara que se matou por overdose de heroína!&lt;br /&gt;- “Too Dark Park” – Archive Footage”: o mel, o filé dos extras! Aqui eles puseram a faixa “Spasmolitic” como pano de fundo para uma colagem de imagens da tour de 1990. O visual do palco é simplesmente fantástico, conseguindo imprimir toda a intensidade sombria de sua música ao vivo. Key (na bateria e nos synths) e Goethel (muitos - uns cinco ou mais – synths) ficam em plataformas elevadas nos cantos do palco, com iluminação azul/verde bem sombria e com galhos de árvores mortas envolvendo-os, enquanto que Ogre sobe numa espécie de perna-de-pau mecânica, e também num troço meio ciborgue com monitores de TV e garras. É um negócio muito louco, esquisito, original!&lt;br /&gt;- “Last Rights – Archive Footage”: no mesmo esquema anterior, desta vez com a faixa “Love in Vain” sonorizando as imagens da tour de 1992. O palco, ainda mais sombrio, parece um açougue futurista do inferno, com luzes deixando tudo na penumbra, um grande telão de fora a fora destilando imagens horríves, e várias carcaças e cabeças deformadas (de silicone, óbvio...) penduradas e dispostas de forma giratória ao bel prazer de Ogre, que veste várias ao longo da apresentação. Sem sacanagem, mas tem banda de &lt;i&gt;black metal&lt;/i&gt; metida a satânica por aí que não consegue chegar nem a um décimo do espetáculo de horror que o Skinny Puppy produziu nesta turnê de 1992! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh200/h297/h29701t69vp.jpg" align="left"&gt; Al Jourgensen não parece dar sinais de cansaço! Num curto espaço de tempo, o pai da fusão de metal+industrial do &lt;b&gt;Ministry&lt;/b&gt; lançou um disco (“Houses of The Molé” – excelente!), uma coletânea de 25 anos de carreira (“Ranthology”, com versões ao vivo e alternativas de hits seus), o disco do projeto paralelo &lt;b&gt;Revolting Cocks&lt;/b&gt; (“Cooked &amp; Loaded” – imperdível!), e agora mais um disco novo, “Rio Grand Blood” (um torcadilho com o ábum “Rio Grand Mud”, do &lt;b&gt;ZZ Top&lt;/b&gt;, que por sinal participou de "Cooked &amp; ..."). Eu já havia feito antes neste blogg a comparação entre Ministry e &lt;b&gt;Motorhead&lt;/b&gt;, tanto por causa do ritmo frenético de lançamentos, quanto por conta do peso cada vez maior de sua música, apesar da idade mais avançada. Pois bem, reitero a comparação. “Rio...” é sem dúvida alguma o álbum mais pesado, brutal e heavy metal moderno do Ministry, que parecia ter perdido o entrosamento com as gerações atuais e só produzia música para seus fãs mais ardorosos. A grande novidade aqui fica por conta dos convidados especialíssimos como Tommy Victor (guitarra/vocal do &lt;b&gt;Prong&lt;/b&gt;), Paul Raven (baixista do &lt;b&gt;Killing Joke&lt;/b&gt;) e Nº 7 (baterista do &lt;b&gt;Slipknot&lt;/b&gt;) que, além do velho colaborador Mike Saccia (guitarrista do &lt;b&gt;Mindfunk&lt;/b&gt;), imprimem suas marcas pessoais neste monolito - praticamente um &lt;i&gt;dinossaurodo&lt;/i&gt; do rock/metal industrial. A faixa-título abre o disco da forma tradicional, com batida veloz, riffs minimalistas e refrão palavra-de-ordem. Já na segunda faixa, “Señor Peligro”, a massa sonora lembra Slayer e Megadeth, com uma quebrada totalmente Sepultura (Chaos AD) e vocais &lt;i&gt;monstro&lt;/i&gt;. O ritmo travado e quebrado de “Gangree” nos levam aos momentos mais pesados de “Filth Pig” (1995), tendo como convidado o velho chapa &lt;b&gt;Jello Biafra&lt;/b&gt; (ex-&lt;b&gt;Dead Kennedys&lt;/b&gt; tendo lançado dois álbuns e dois EPs c/ o Ministry no projeto hadrcore-industrial &lt;b&gt;Lard&lt;/b&gt;) destilando sua ironia no começo. “Fear (Is Big Business)” tem riff fantasmagórico e termina totalmente &lt;i&gt;speed metal&lt;/i&gt;. “Lies, Lies, Lies!” é a melhor faixa do disco, com uma troca de riffs impressionante, além de um refrão espetacular. A partir daí a porção melódica do Ministry começa a aparecer com mais intensidade e o álbum ganha força com isso. “The Great Satan” é Motorhead puro, com levada de dois bumbos o tempo inteiro e refrão totalmente punk rock. Tommy Victor faz das bases de “Yellow Cake” algo totalmente Prong, enquanto que Jourgensen produz um refrão psicodélico, lembrando até mesmo Jane’s Addiction. “Palestina” também segue na mesma linha Prong, com refrão totalmente melancólico. “Ass Clown” tem climas mântricos (a cargo da vocalista convidada Liz Constantine), bateria tribal e vocais sombrios ao estilo de “Scarecrow” (1991), dando um toque de pesadelo apocalíptico à faixa. O disco termina com uma música escondida, com Jello Biafra aprontando das suas. Ao final, o único porém é a respeito da temática das letras, pois Jourgensen destila pela enésima vez sua raiva e ironia contra George W. Bush, o que denota uma repetição já cansativa desta abordagem - lembrem-se que o disco anterior foi &lt;b&gt;todo&lt;/b&gt; &lt;i&gt;dedicado&lt;/i&gt; ao presidente norte-americano. Voltando ao som, se este é o álbum mais pesado do Ministry, não restam dúvidas. Tommy Victor mostra suas garras em riffs animalescos, enquanto que o batera do Slipknot imprime velocidade nos bumbos e modernidade nas viradas sem deixar de parecer industrial. E Paul Raven simplesmente co-assina metade das faixas (as melhores, por sinal). Al Jourgensen pode estar ficando velho, mas mostra que ainda sabe das coisas e se fez valer de ótimas parcerias. Um dos discos do ano, com certeza!&lt;br /&gt;*Apesar de ser “o mais pesado” em termos de brutalidade na bateria e nas guitarras, “Rio Grand Blood” não consegue superar o ápice apocalíptico de “Psalm 69” (1991), o melhor ábum do Ministry na minha humilde opinião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114711589391996709?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114711589391996709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114711589391996709&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114711589391996709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114711589391996709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/05/novidades-na-indstria-parte-i.html' title='Novidades na Indústria – parte I'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114616434699842705</id><published>2006-04-27T15:55:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:39:45.372-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chill out'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dub'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='groove'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='big beat'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='breakbeat'/><title type='text'>Balanço bom, balanço torto, balanço esquisito…</title><content type='html'>&lt;img src=" http://epoca.globo.com/edic/245/timmaia1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta! Quando o negócio é botar o povo pra suar na pista, nada melhor do que o balanço black vindo direto da origem. Produtores de música eletrônica suam seus dedinhos nos softwares de produção, mas só conseguem um resultado sacolejantemente bom quando bebem (sampleiam!) diretamente da &lt;i&gt;fonte negra&lt;/i&gt;. E tome &lt;b&gt;James Brown, George Clinto/Funkadelic, Earth, Wind &amp; Fire, Cameo, Chic, Isaac Hayes&lt;/b&gt;… e também &lt;b&gt;Tim Maia&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Jorge Ben&lt;/b&gt;! O grande lance de ouvir um som contemporâneo é sacar de onde veio aquele sampler, aquela batida, aquele vocal. E saber também que tem gente maluca o suficiente para juntar este monte de referência e dar cria a uns troços estranhos e bem legais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.s8.com.br/images/cds/cover/img4/167074.jpg" align="left"&gt; &lt;b&gt;Tim Maia Disco Club&lt;/b&gt;! Presentão de aniversário de meu amigo Caio, que minha mãe, meu tio, o cachorro da vizinha e este que vos escreve não páram de ouvir, pirar e se contagiar. Eu conheci o som do tio do Ed Motta nos anos 80, aqueles baladões estilo final-de-noite-num-piano-bar-decadente, e só fui descobrir os potes de ouro do cara na década passada. E pensar que tinha vinil original da fase anos 70 dele dando mole na minha antiga casa... Enfim, vamos ao presente-passado-futuro: “A fim de voltar”, “Ascenda o farol” e “Sossego” são de rachar qualquer assoalho por aí, de igual para igual com papas da música black sacolejante norte-americana – as duas primeiras são &lt;i&gt;disco music&lt;/i&gt; incandescentes, e a terceira, bem, é “Sossego”, porra! A híper dançante e instrumental “Vitória Régia, Estou contigo e não abro” faz a ponte para os baladões soul de “All I Want” (se mostrar este som p/ jovem pesquisador de som black por aí, o cara vai achar que se trata de algum clássico da Motown), “Murmúrio”, “Pais e Filhos” e “Se me lembro faz doer”. “Juras” recoloca o trem nos trilhos da &lt;i&gt;disco&lt;/i&gt; - infernal!, e “Jhony” quebra tudo no final, com muito funk percussivo e fantásticos arranjos de metais e orquestra – presentes (e de autoria de Tim) por toda a parte do disco, diga-se. Quem sou eu de indicar algo tão bom e clássico assim! Neste caso aqui, é só para curtição das melhores! &lt;br /&gt;*Este disco ganhou uma remasterização excelente, pois o som está muito nítido e forte, sem aquele ranço “magrinho” típico das produções brasileiras da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf600/f627/f62773oyzrq.jpg" align="left"&gt; Jazz pra mim soa chato demais, na maiora das vezes que me dispus a ouvir. Aqueles troços tipo &lt;i&gt;fusion&lt;/i&gt; e tal não entram na minha mente. Mas os balanços mortais da &lt;b&gt;Blue Note&lt;/b&gt; são outros quinhentos! Órgão Hammond, baixo acústico, bateria suingada... tomei conhecimento daquela cepa através de discos de &lt;i&gt;jazz-rap&lt;/i&gt; de gente como &lt;b&gt;US3&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Digable Planets&lt;/b&gt;. Qual não foi a minha surpresa de saber da existência de um trio que reverencia aquele tipo de groove nos dias atuais? &lt;b&gt;Medeski, Martin &amp; Wood&lt;/b&gt; praticam uma espécie de &lt;i&gt;acid-jazz-funk&lt;/i&gt; muitíssimo bem tocado (como é de praxe em formações do tipo), ora pendendo para o groove puro, ora caindo para a punhetagem instrumental. Os caras lançam disco quase que anualmente, e a maioria é muito boa, sendo que eu prefiro o lado mais balançado de, por exemplo, “Shack Man”. Encontrei esta belezura perdida num sebo no Centro de Vitória há alguns anos atrás, em versão nacional! Procure que você acha!&lt;br /&gt;*Vez ou outra o M,M&amp;W dá as caras em terras tupiniquins. Mês passado eles tocaram em Sampa com apresentações esgotadas semanas antes dos shows. Na próxima eu vou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg700/g799/g79915uy58r.jpg" align="left"&gt; Pegue a Blue Note e o M, M&amp;W, jogue tudo num tanque lotado de haxixe, fluído de bateria e cerveja, misture e bote pra dentro sem respirar! Vai dar uma congestão estomacal, mas também vai dar uma onda louca! Só esqueceram de chamar (samplear!) o Síndico Tim Maia! “At The Center”, disco mais recente da dupla de loucos de pedra vanguardistas do &lt;b&gt;Meat Beat Manifesto&lt;/b&gt; (Jack Dangers e Jonny Stephens) é &lt;i&gt;jazz-funk-breakbeat-dub-ambient&lt;/i&gt; alucinadamente dançante e, ãh, &lt;i&gt;cabeçudo&lt;/i&gt;. Da mistura de hip-hop com industrial do começo (chegaram a gravar pela &lt;b&gt;Wax Trax&lt;/b&gt;, conceituada gravadora de industrial de Chicago), passando pelo &lt;i&gt;big beat&lt;/i&gt; antenado com o melhor produzido no final dos anos 90 (“Prime Audio Soup”, do álbum “Actual Sound &amp; Voices”, fez parte da trilha de Matrix), ao &lt;i&gt;jazz-electro-funk&lt;/i&gt; de “RUOK” (2003), o Meat Beat Manifesto sempre se mostrou inquieto a cada disco. Este álbum mais recente é capaz de provocar alucinações tanto balançadas quanto espasmos em ritmo de bad trip. É uma droga esquisita, de efeito dançante e conseqüências por vezes indigestas. Estou me arriscando a experimentá-la e até agora gostei!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114616434699842705?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114616434699842705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114616434699842705&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114616434699842705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114616434699842705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/04/balano-bom-balano-torto-balano.html' title='Balanço bom, balanço torto, balanço esquisito…'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114426611518604517</id><published>2006-04-05T16:06:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:40:15.207-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><title type='text'>Beco sem saída?</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/CDJ.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;É produzir e mandar pra fora!&lt;br /&gt;Foto by: Kalunga&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É irônico notar que, aqui no Espírito Santo, não há uma &lt;b&gt;cultura&lt;/b&gt; em si relacionada à música eletrônica. Num país sem memória, viver num Estado de população pouco numerosa é afundar de vez nos círculos provincianos que cultivamos desde sempre. O que era a ponta de lança de uma súbita e promissora &lt;i&gt;novidade&lt;/i&gt; em meados de 2002, acabou por cair no esquecimento e por ser sugada quase que na sua totalidade por uma vertente solitária e totalitária. Até 2002, vá lá, 2003 também, Vitória tinha eventos que disputavam entre si a preferência do público que bancava a &lt;i&gt;novidade&lt;/i&gt;, contando com ecletismo e muita boa vontade de quem os produzia e também de quem apenas queria se divertir. &lt;i&gt;Techno, house, drum’n’bass&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;trance&lt;/i&gt; pareciam viver uma disputa saudável naquela época. Porém, a &lt;i&gt;novidade&lt;/i&gt; passou. Sobreviveram aqueles que souberam canalizar os anseios de gerações específicas ainda mais novas em torno do que dá grana no bolso (não vejo nenhum demérito nisso, pois qualquer trabalho tem que ser recompensado), enquanto que todos os outros parecem viver de sobras, ilusões, ou de &lt;b&gt;nada&lt;/b&gt; mesmo. O jovem de hoje (entre 18 e 25 anos) quer se divertir onde está bombando, seja numa boate badalada, seja numa micareta baiana. É um sintoma típico de gente normal de classe média e sempre vai ser assim em qualquer lugar. Este mesmo jovem agora se diverte  - novidade! - também nas festas de psy trance. Os que optam por trilhar caminhos &lt;i&gt;alternativos&lt;/i&gt; curtem o último hype do mês, de compratilhar arquivos novíssimos de Block Party e Arcade Fire, e de dançar em festas nostálgicas de uma época em que nem eram nascidos – os anos 80. E a música eletrônica, coitada, ficou perdida no tempo, virou som, acreditem, de gente &lt;i&gt;velha&lt;/i&gt;?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito cômodo culpar o psy trance por este ostracimo para com as demais vertentes da música eletrônica no ES. A cena psy brasileira é idêntica em todo o território nacional, tanto em termos de público quanto de estrutura – uns maiores, outros menores, mas a postura em si é igual em todo o lugar. É uma cena independente com público de alto poder aquisitivo – um fenômeno sociológico a ser estudado! A forma com a qual as pessoas se aproximam do psy pode ser altamente questionável. Porém, o que não se questiona é o grau de profissionalismo acerca do que realmente interessa aos amantes de música em si: som bom e alto, decoração estupenda, e as maiores atrações mundiais do estilo batendo cartão nos festivais. É preciso botar e ganhar muita grana para sustentar algo deste nível. E o psy brasileiro (capixaba incluso) vive de uma forma totalmente independente a qualquer outro gênero musical. Talvez sua solidez fosse abalada se o suprimento de drogas lisérgicas fosse cortado de vez (eu tinha que soltar essa, hehehehehe...), mas o fato é que trata-se de, repito, um fenômeno sociológico entre jovens de classe média-alta brasileiros. A música eletrônica como um todo (techno, drum’n’bass, house, etc.) também já foi assim no Brasil, e aqui no Estado apenas ensaiou algo parecido. O que nos restou, capixabas, é trance, trance e trance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo daí, há aqueles que cairam na real e abriram as pernas para o mainstream, e embutiram seus anseios em noites típicas de boates badaladas regadas a drinks e azarações. Quem opta por viver disso aqui no Estado tem mais é que se adaptar ao sistema. Quem um dia sonhou em viver disso e manter algum tipo de integridade, ou passou a tocar psy trance ou largou dessa vida. Quem quer tocar sons diferentes da seara psy, tem que ralar! E quem somente curte estes outros sons &lt;i&gt;diferentes&lt;/i&gt; parece que sumiu! Cadê aquela galera que freqüentava o &lt;b&gt;Sala 11&lt;/b&gt; e o &lt;b&gt;Pub 455&lt;/b&gt;?!? O pessoal com mais de 25 anos que ia a estas baladas parece não ter tomado partido. Eu sei, parece papo de militante da Une falar em “tomar partido”. Mas, porra, estamos (eu, você que estiver lendo meu blogg, e o resto eu nem sei se existe mais...) &lt;i&gt;ilhados&lt;/i&gt; (ops!) em parcas opções de se ouvir música eletrônica que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; seja psy trance! E olha que quem escreve isso é um cara que poderia estar faturando bons trocos por DJ set de psy, na condição de &lt;i&gt;veterano&lt;/i&gt; daquela cena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não toco mais psy por mera questão de gosto e por não me identificar mais com aquele público, e não por querer ser &lt;i&gt;alternativo&lt;/i&gt; (algo que não enche o bolso de ninguém) ou qualquer coisa que o valha. Você, que gosta de techno, house, drum’n’bass ou o caralho-a-quatro-eletrônico -  se é que você existe mesmo, saiba que tem gente tocando coisas diferentes na Serra (a galera de &lt;b&gt;Ádamo&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Anderson&lt;/b&gt;) e em bairros da Grande Vitória que saem do espectro de Praia do Canto-Jardim da Penha (&lt;b&gt;DJs Cristiano&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Mazzo&lt;/b&gt;). Fora os músicos veteranos e novatos daqui que vez ou outra fazem algum barulho bom produzindo sua própria música. É um exercício de paciência e, principalmente, persistência apostar em algo que parece estar caindo no esquecimento. Essa tal de música eletrônica deixou de ser moda por aqui, e virou &lt;i&gt;demodé&lt;/i&gt; gostar disso entre os “jovens”. Tudo bem, o negócio é reunir quem gosta, partir para locais menores e com público realmente interessado. É pescar alguns &lt;i&gt;dinossauros&lt;/i&gt; aqui e ali, e correr atrás daqueles “novatos” que gostam de algo que já não é mais sinônimo de “novidade”. Partir praticamente do zero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/PiscinaLoungeOrchestra2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Há opções, porém sem hype e para públicos mais seletos – Piscina Lounge Orchestra, Café Touché, 31/03/2006.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/ControlZ2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A banda &lt;b&gt;Control Z&lt;/b&gt;, formada pessoas de idades entre 16 e 19 anos, está produzindo o som deles de maneira instintiva, sem seguir modas por aí. Teacher's Pub, 04/04/2006.&lt;br /&gt;Fotos by: Kalunga&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114426611518604517?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114426611518604517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114426611518604517&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114426611518604517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114426611518604517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/04/beco-sem-sada.html' title='Beco sem saída?'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114417273991013388</id><published>2006-04-04T14:16:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:40:49.051-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='big beat'/><title type='text'>A Lei</title><content type='html'>&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh100/h118/h11872nrk9v.jpg" align="left"&gt; Em 1997 uma bomba suja e eletrônica tomou de assalto o Mundo Pop. Eram quatro malucos com pose (cyber) punk e batidas irresistíveis esfregando na cara dos incautos sobre o “futuro da música” e a “morte do rock and roll”. Besteira! O maior erro dos leigos foi tentar enxergar no &lt;b&gt;Prodigy&lt;/b&gt; o &lt;i&gt;futuro&lt;/i&gt; de alguma coisa, e o &lt;i&gt;fim&lt;/i&gt; de outra. Após o lançamento de “The Fat of The Land”, tinha jornalista comparando-os até com os &lt;b&gt;Beatles&lt;/b&gt; (é sério)! Logicamente, tamanho hype criou um retrocesso que gerou antipatia em roqueiros radicais, e uma mega-expectativa em torno do próximo trabalho da “banda” (aspas são necessárias). Meus amiguinhos, o Prodigy é um projeto tão única e exclusivamente encabeçado pelo seu fundador, o produtor Liam Howlett, direcionado às pistas de dança desde o início, que data de 1990. O poder de fogo de bombas atômicas como “Breathe” e “Firestarter” foi potencializado na época certa, da massificação mundial da música eletrônica que o próprio Prodigy ajudou a arquitetar. Guitarrista e baterista ao vivo eram artifícios para enquadrar o grupo no esquemão pop. Mas Liam Howlett fez questão de afirmar o propósito de sua criação, ao lançar logo após o seu estouro o mix-set “Dirty Chamber Sessions – Vol1”, um sensacional compêndio contendo a discotecagem de tudo o que influenciou a mente deste talentoso DJ/Produtor – de &lt;b&gt;Beastie Boys&lt;/b&gt; a &lt;b&gt;Sex Pistols&lt;/b&gt;, passando por &lt;b&gt;Bom The Bass&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Chemical Brothers&lt;/b&gt;. A demora em lançar material novo fez a poeira baixar e, mesmo assim, “Always Outnumbered , Never Outgunned” (2003) foi malhado de cima embaixo. Porra nenhuma! É um puta disco para as pistas, com breakbeats (sua marca mais famosa) convivendo harmoniosamente com timbres electro/disco punk matadores. Para quem já foi dono do mundo, uma volta às melhores pistas de dança não era considerada digna pelo panteão pop. Não sabiam o que estavam perdendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque estou escrevendo sobre o Prodigy?!? Simples: trata-se do lançamento da coletânea em CD e DVD “Their Law: Singles 1990-2005”. Está tudo lá. Da zoeira breakbeat/techno hardcore do primeiro álbum “The Prodigy Experience”, aos petardos de “The Fat...”, passando pelo combustível devastador de “Music For Gilted Generation” e o (ainda) pop e atual “Always...”. No meio da &lt;i&gt;dance music&lt;/i&gt;, dois ou três anos possuem efeito devastador do tempo sobre a música. E a produção do Prodigy às vezes sucumbe ao &lt;i&gt;datado&lt;/i&gt;. É fato que DJs conceituados tenham receio de tocar o som de Liam Howlett, pela exposição popular de sua música, e que por isso mesmo esta tenha sido execrada pelos circuitos undeground, deixando de se tornar referência neste segmento. Mas um título ninguém discute: Prodigy é discoteca básica em música eletrônica. Que, por sinal, um dia puxou o pé do Mundo Pop em algumas madrugadas da década de noventa, jogando-o no meio de gente &lt;i&gt;esquisita&lt;/i&gt; que, de uma hora para outra, viu-se como modelos a serem seguidos. Ame-os ou odeie-os, mas Prodigy nas caixas de som tem o poder de ser A Lei nas pistas de dança!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114417273991013388?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114417273991013388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114417273991013388&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114417273991013388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114417273991013388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/04/lei.html' title='A Lei'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114382790083191962</id><published>2006-03-31T14:45:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:41:15.559-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><title type='text'>Aparecendo para o mundo</title><content type='html'>Enfim, tanta batalha pelo que gosto e acredito rendeu resultados sólidos. Por conta de um contato que os ilustres e queridos &lt;b&gt;Jana&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Marcel&lt;/b&gt;, foi que eu tive a oportunidade de participar do primeiro, maior e mais conceituado web site de música eletrônica do Brasil, o &lt;a href=" http://www.rraurl.com.br" class="preto"&gt; Rraurl&lt;/a&gt;. Já foi postada a primeira matéria, onde contei um &lt;i&gt;histórico&lt;/i&gt; da "cena eletrônica capixaba", apontando erros e acertos. Logicamente o texto está lá para ser discutido e em hipótese alguma assumo a postura de "dono da verdade" ou coisa parecida. O texto pode ser acessado &lt;a href=" http://www.rraurl.com.br/cena/especial.php?rr_especial_id=2431" class="preto"&gt; aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, vou produzir material com a galera daqui que produz música, festas,e que faz algo acontecer por aqui efetivamente. Acredito no que faço, estou aberto a críticas e discussões, e clamo apenas por respeito por meu trabalho. No mais, vou levando a vida, um tanto mais realizado nas minhas convicções. Abraço a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114382790083191962?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114382790083191962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114382790083191962&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114382790083191962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114382790083191962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/03/aparecendo-para-o-mundo.html' title='Aparecendo para o mundo'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114365889061839550</id><published>2006-03-29T15:13:00.002-03:00</published><updated>2008-10-30T16:41:49.849-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dub'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brazuca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><title type='text'>Uma tonelada de maracatu atômico</title><content type='html'>&lt;img src=" http://i.s8.com.br/images/cds/cover/img9/1055899_4.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Inexplicavelmente o disco novo da banda não está à venda no Estado. No show, o mesmo estava disponível por R$ 15,00. Material de primeira a preço barato! Quem não comprou lá, só na internet&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, esperei dez anos por este show! Chegaram a anunciar na programação do verão da Prefeitura de Vitória em plena Praia de Camburi, com o &lt;b&gt;Chico Science ainda vivo&lt;/b&gt;. Pois é, rolou uma patuscada (in)digna de nossa panela de barro provinciana e acabou que não teve é nada. Desde então, só foram boatos e mais shows adiados (um deles foi aquele em que prenderam o cara da organização do show do &lt;b&gt;Planet Hemp&lt;/b&gt;, e que desencadeou uma inquisição nacional em cima da banda de D2). Pois é, chega de ressentimentos, pois moramos numa cidade maravilhosa, com tudo perto, acessível e barato. R$ 20 paus para ver &lt;b&gt;Nação Zumbi&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Cachorro Grande&lt;/b&gt; (dia 24/03/2006) numa casa noturna espaçosa e arejada, na beira do mar e com um sistema de som de primeira?!? Quem reclamou de preço, do local ou da cerveja Schincariol (se bem que dessa a reclamção procede, mas nem tudo pode ser perfeito...), é porque não merecia estar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nação Zumbi pós-Chico Science é outra banda. Mais psicodélica, mais introspectiva, menos acessível. Mas ainda genial, inclusive ao vivo. A produção da &lt;b&gt;Birne&lt;/b&gt; (que trouxe ao ES gente do porte de &lt;b&gt;Scorpions, Millencolin&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Motorhead&lt;/b&gt;) provou ser a melhor do Estado para eventos deste tipo, e garantiu uma sonoridade impecável, pesada e nítida para pincelar o psicodelismo “preto no granco” atual da banda pernambucana. Os (sub) graves dos tambores, bateria e do contra-baixo batiam forte no peito e balançavam os órgãos internos. O vocal de Jorge Du Peixe parecia estar imerso em &lt;i&gt;delays&lt;/i&gt; lisérgicos, ressonando por todos os canais auditivos dos presentes e mandando sua mensagem de forma clara, grave e &lt;i&gt;flutuante&lt;/i&gt;. E a guitarra de Lúcio Maia sobressaía-se na melodia, destilando suíngue a todo momento, pesando quando preciso, alucinando quando lhe dava na cabeça. A platéia, pelo menos a que se postava mais próxima do palco, parecia estar em transe hipnótico. Bêbado igual uma porca, este que vos escreve pulou até não aguentar mais. Mas tive a capcidade de tecer outras considerações menos passionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nitidamente o vocalista Jorge Du Peixe revela uma postura tímida, quase que inexprtessiva no palco. Também, pudera: imagine o tamanho do rojão que deve ter sido substituir a presença (de palco e de cérebro) gigantesca de Chico Science. Aliás, a própria Nação Zumbi teve peito e talento para ressurgir de um baque daqueles para se recriar, e assim tomar forma em sua sonoridade, transformando-a num baluarte de originalidade e personalidade que independe de paradas de sucesso da MTV e congêneres. E o vocal de Jorge Du Peixe tem, sim, grande peso nesta “nova banda” (que já é veterana,, diga-se), casando perfeitamente com sua proposta. Ainda tecendo considerações sobre “performance de palco”, Lúcio Maia provou ser o elo de ligação direta com o público. Agitando a massa e tocando como um demônio, aquela figura quietona das entrevistas solta os bichos no palco. Faz com que a Nação não aposte no apelo fácil de tocar seus hits de “Da Lama ao Caos” e “Afrociberdelia”, e sim acrescentando-os à sua usina sonora junto de faixas que, ora parecem trilha de &lt;i&gt;thriller movie&lt;/i&gt; do sertão, ora chapam os ouvintes num &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; dos infernos, além de destilar groove e peso &lt;i&gt;thrash metal&lt;/i&gt; (o final do show, com “Da Lama ao Caos”, por exemplo) tão característicos de sua música. Ver a Nação Zumbi ao vivo requer entrega total. Entrando em sua viagem, sua satisfação é garantida e inesquecível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;+ Considerações:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Tamanho &lt;i&gt;apartheid cultural&lt;/i&gt; que nós, moradores do Espírito Santo, vivemos, somente valoriza ainda mais momentos tão bons como estes que descrevi acima. Não vou cair no velho papo de detonar o capixabismo e blá blá blá. Vou caçando alternativas, abosrvendo com prazer o que tem de bom por aqui, e apontando defeitos mas procurando por soluções. Dona Aparecida e sua Birne estão de parabéns, e que venham mais eventos do tipo sempre!&lt;br /&gt;•  Não resenhei o show do &lt;b&gt;Cachorro Grande&lt;/b&gt; pelo simples fato de que, após tanto pular no show da Nação, vomitei tudo o que havia bebido, caí doente de gripe logo depois. Mas quem viu garante que foi muito bom. Também não tirei fotos porque simplesmente não quis levar minha câmera. Tava querendo simplesmente curtir e nada mais!&lt;br /&gt;• Aliás, estou postando somente agora justamente por ter estado de cama até ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114365889061839550?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114365889061839550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114365889061839550&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114365889061839550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114365889061839550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/03/uma-tonelada-de-maracatu-atmico_29.html' title='Uma tonelada de maracatu atômico'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114305128074542651</id><published>2006-03-22T15:13:00.002-03:00</published><updated>2008-10-30T16:44:36.372-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stress'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balada'/><title type='text'>Eu acredito</title><content type='html'>&lt;img src=" http://www.photodump.com/direct/kalunga/Curva1.jpg "&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Foto by: Kalunga&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer vem de graça. E o seu preço – por ser de graça – é caro! Dá o direito de alguém (muita gente!) reclamar, esculhambar, apontar o dedo polegar para baixo, exigir &lt;i&gt;mais do mesmo&lt;/i&gt;, de (tentar) roubar até! Mendigos, bêbados, traficantes, malas-sem-alça, &lt;i&gt;pilhados fluorescentes&lt;/i&gt; (são os piores...), putas, baratas, marimbondos (noite dessas um deles picou um de nós), polícia (sua presença ou a falta dela), cerveja quente, WO, WC (sujo, imundo, sem papel higiênico!), dor de barriga, nariz empinado, nariz &lt;i&gt;fungando&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;névoas de Bob Marley&lt;/i&gt;, chuvas, pregos (que te furam, que te enchem o saco), &lt;i&gt;caixas-cofre&lt;/i&gt; (decibéis altos = peso na moleira!), enfim... dá de tudo! E querem tudo! A maioria não quer te dar nada. Se cobrar, ofende! Cara, dá uma canseira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este prazer é de graça, e pisam no teu pé de graça. Mas tem suas compensações. Aliás, o que seria de nós se o que fizéssemos não tivesse um propósito, um benefício próprio? O prejuízo, às vezes, pode parecer maior que o benefício, eu sei. Mas, cacete, existem pequenos prazeres que nos fazem persistir em alguns, digamos, &lt;i&gt;erros&lt;/i&gt; (para você, seu mané!). Muitos destes erros eu deixei pra trás, ficaram perdidos no espaço-tempo do aprendizado com a vida. O preço de alguns destes erros os tornaram ainda mais erráticos. Deixo estes para os que estão chegando. Praticar certos &lt;i&gt;erros&lt;/i&gt; prazerosos dá - repito - uma canseira! Das brabas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que, num quesito, ninguém que venha botar banca, cantar de galo no meu terreiro! Não ganho nada (para vocês, este &lt;i&gt;nada&lt;/i&gt; significa &lt;i&gt;tudo&lt;/i&gt; - $$$$ - entenderam?). Bom... se bem que rende um troquinho para curtir com a namorada, me divertir com os amigos, aproveitar os momentos com aqueles de boa alma. Ah, meu amigo! Estes erros a que me refiro me fizeram aprender a fazer muito com pouco, bem pouco, quase nada. Vou reclamar? Olha, eu reclamo pra caralho - eu sei! Mas continuo a me enfiar em buracos, bater boca com cérebros de minhoca, mas acreditando apenas em mim mesmo. Porra! Se não der crédito a mim mesmo, quem dará??? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os juros que me cobram estão lá, no SPC, na minha saúde - física e mental. E, mesmo assim, não canso disso. Sou masoquista, então? Podem julgar, condenar, tacar pedra, detonar, roubar, esbarrar, desligar... Mas, se você curtir o que faço – ou, ao menos respeitar, vai tomar uma cerveja (às vezes quente, lembrem!) comigo! Não. Não estou pagando. Estão &lt;b&gt;me&lt;/b&gt; pagando! Ora, alguma coisa tenho que ganhar! Ali, na beira da praia ou num sótão escuro e quente (não pensem besteira, por favor...), apertando botões, enchendo copos, movimentando corpos (muitas vezes consigo!!!), vendo tudo passar, aproveitando cada minuto bom de um lugar e de um momento que podem sim ser maravilhosos. Acredito, enfim, que não esteja errando como um todo. Eu acredito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114305128074542651?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114305128074542651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114305128074542651&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114305128074542651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114305128074542651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/03/eu-acredito.html' title='Eu acredito'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114262406319488322</id><published>2006-03-17T16:24:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:43:29.525-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chill out'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clássico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='groove'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='breakbeat'/><title type='text'>Mais discos...</title><content type='html'>Muito trabalho, pouco tempo para desenvolver temas mais profundos. Portanto,  mais alguns disquinhos que andam fazendo minha cabeça hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drh100/h175/h17577yby0s.jpg" align="left"&gt; &lt;b&gt;David Gilmour - "On An Island"&lt;/b&gt; - Minha época foi outra, e o Pink Floyd para mim, nos anos oitenta (onde começou a “minha época” propriamente dita), era uma banda de velhuscos, e tudo o que fora produzido dos anos setenta para trás me soava chato anacrônico, mofado. O tempo, implacável, vem me ensinando a respeitar alguns senhores de idade. Como é o caso de David Gilmour, o homem das seis cordas mágicas do PF. Eu ainda vou ter todos os discos desta maravilha da civilização moderna em casa, e sei que o disco-solo mais recente de Gilmour não seria a maneira correta de fazê-lo. Será? A Julgar pela qualidade estupenda deste álbum, posso afirmar sem medo de que se trata de um pequeno clássico, muito melhor que os últimos discos do PF, pelo menos. Belíssimas canções, a indescritível classe nos solos e arranjos deste mestre, e participações mais do que especiais (nas fileiras, Rick Wright, tecladista original do PF) dão a sensação de que este senhor fez a melhor coisa do mundo para si mesmo: se livrou da responsabilidade de levar à frente um dinossauro jurássico e lançou mão de sons sem compromisso, que perfazem uma musicalidade absurdamente maravilhosa e inigualável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd700/d712/d71229e02y5.jpg" align="left"&gt; &lt;b&gt;Bigod 20 – “Steel Works”&lt;/b&gt; - Foi no incrível programa de rádio “Novas Tendências”, transmitido via satélite aqui no ES pela Rádio Cidade há uns dez ou mais anos atrás, que conheci muito som alternativo bom. Sob a batuta do pioneiro DJ José Roberto Mahr, o tal programa tocou uma vez a faixa “The Bog”, do grupo Bigod 20 (nome esquisitinho, hein?), que contava com os vocais de Richard 23, do Front 242 – influência explicita dos caras, aliás. Gravei a dita cuja numa fita K-7 e ouvi até a mesma literalmente gastar. O tempo passou e outro dia fui procurar no SoulSeek este som. “Steelworks” é EBM (electronic body music) clássica, com todos os elementos (ou &lt;i&gt;clichês&lt;/i&gt;, se preferir) típicos deste gênero musical: maquinário electro-industrial pesado, rajadas de synths cortantes, vocais graves e, o melhor, uma boa dose de competência em melodias e arranjos – ainda que minimalistas ao extremo. A ironia é que “The Bog” acaba sendo a melhor faixa deste CD. Outro fator curioso é que o grupo participou da trilha do filme “Invasão de Privacidade”, aquele com a Sharon Stone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.godbrain.ch/brassic30cd(b).jpg" align="left"&gt; &lt;b&gt;Freq Nasty &amp; Skillz&lt;/b&gt; - Eu sempre achei que &lt;i&gt;breakbeat&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;hip-hop&lt;/i&gt; dariam um bom caldo juntos. Afinal, a origem de um parte do outro, e as poucas tentativas de se colocar raps em beats quebrados e suingados rederam bons frutos. Mas parece que, se algo está acontecendo nesta mistura, não é tão divulgado. É uma pena, pois sempre fico pensando sobre como seria bom ouvir batidões eletrônicos pesados com MCs cantando em cima – o disco do Freestylers resenhado no post anterior é bem assim, diga-se. Pois bem, o DJ britânico Freq Nasty sempre destacou nesta mistura, e por um acaso desses eu baixei um álbum dele gravado em parceria com o rapper Skillz. Não achei o dito cujo na net para averiguar maiores informações técnicas (tive pouco tempo p/ pesquisar), mas tenho-o em mãos e posso afirmar: é destruidor! Um puta groove, vocais muito bem sacados, e aquela eletrônica produzida da maneira mais certeira possível. Definitivamente não tem nada a ver com &lt;i&gt;gangsta rap&lt;/i&gt; e afins!&lt;br /&gt;*A capa aí em cima é de outro disco do cara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114262406319488322?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114262406319488322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114262406319488322&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114262406319488322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114262406319488322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/03/mais-discos.html' title='Mais discos...'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-114165547835842281</id><published>2006-03-06T10:49:00.001-03:00</published><updated>2008-10-30T16:44:17.466-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='progressive'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='breakbeat'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trance'/><title type='text'>Discos da Semana</title><content type='html'>tNão saem do meu cd-player!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://store.ministrymusic.org/images/products/RevCo_lg.jpg" align="left"&gt; &lt;b&gt;Revolting Cocks – “Cooked &amp; Loaded”&lt;/b&gt;: Al Jourgensen (Ministry) revive seu mais célebre projeto paralelo, que reunia quem estivesse passando perto do estúdio na hora, fosse um roadie ou o cão vira-lata que mijara no pé de alguém na rua. Da mistura de industrialismos bate-estaca com baixo &lt;i&gt;funky-disco&lt;/i&gt; e letras absurdas perpetradas deste o primeiro disco (“Big Sexy Land” – 1985), somente duas faixas do novo álbum lembram esta fase: “Fire Engine” (um rockabilly alucinado, com Billy Gibbons, do ZZ Top, arrasando no solo) e “Ten Millions Way To Die” (clima de cabaré, metais safados, zoeira no refrão). O resto do material soa como uma fusão de todos os outros projetos paralelos de Jourgensen (Pailhead, Lard, PTP, etc.). Jello Biafra (Dead Kennedys) e Phil Owen (Skatenigs), sumidos, dão as caras em faixas que lembram demais suas antigas bandas. Em alguns momentos, parece que foi reunida uma turma que não tem vez mais no cenário musical. Se isso resultou em música ruim? Nem pensar! O RevCo ficou mais pesado e perdeu aquele pique dançante-sacana de antes, mas existem algumas faixas matadoras(climas pós-punk e de rock de arena pipocam por todos os lados), fazendo deste disco uma salada musical mais original do que o Ministry atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://217.160.164.51/pic/ibo1cd029.jpg" align="left"&gt; &lt;b&gt;Antix – “Twin Coast Discovery”&lt;/b&gt;: Enquanto o &lt;i&gt;psytrance&lt;/i&gt; chafurda na auto-indulgência popularesca, com suas synth lines estilo &lt;i&gt;chacota&lt;/i&gt;, o tal do &lt;i&gt;progressive trance&lt;/i&gt; segue firme, forte e inovador, fundindo-se com outros gêneros (&lt;i&gt;house, tribal, ambient, electro&lt;/i&gt;) e renovando o &lt;i&gt;trance&lt;/i&gt; como um todo. O nível de qualidade do material do Antix é impressionante! Se “Lull” (2003) poderia ser considerada uma obra-prima, com seu som gélido, minimalista e original, este “Twin Coast Discovery” é um passo adiante na autofagia. Sim, porque sua música se tornou ainda mais intimista, com climas e batidas retas sugerindo um universo tão particular, que fica difícil incluir suas faixas num set “normal” de progressive trance. Seria melhor tocar o disco inteiro ou esperar que mais gente siga os passos do Antix e crie um novo sub-gênero no progressive trance!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drg800/g852/g85272yf4p6.jpg" align="left"&gt; &lt;b&gt;The Freestylers – Raw As Fuck!&lt;/b&gt;: Este trio britânico surgiu na segunda metade da década de noventa revivendo o electro oitentista (Grandmaster Flash, Kraftwerk, etc.), com suas batidas gordas (que foram a matriz do funk carioca) e climas robóticos, atualizando-o com &lt;i&gt;breakbeats&lt;/i&gt; modernos, &lt;i&gt;ragga&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; e o que mais estivesse na crista da onda. Sem sacanagem, o clima da música destes caras faz neguinho abrir rodas de break no meio da pista, ao mesmo tempo em que alucina a mente no transe hipnótico. Com “Raw As Fuck”, eles assumem a linha de frente do breakbeat mundial, fazendo a alegria de b-boys e clubbers (tribos que, aparentemente não têm nada a ver entre si) que gostam de boa música.&lt;br /&gt;*Eu já conhecia este som, mas estava por fora do que havia de novo. Quem me deu esta dica foi o Marcel, do Zémaria. Cara, discão, viu? Valeu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-114165547835842281?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/114165547835842281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=114165547835842281&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114165547835842281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/114165547835842281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/03/discos-da-semana.html' title='Discos da Semana'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-113951286904635858</id><published>2006-02-09T17:19:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:44:50.501-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stress'/><title type='text'>Comunicado</title><content type='html'>Estou com o PC bichado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sem ter como postar nada, pois posto agora do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a presença daqueles que passam por aqui e o quanto antes vou tentat dar um jeito na situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-113951286904635858?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/113951286904635858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=113951286904635858&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/113951286904635858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/113951286904635858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2006/02/comunicado.html' title='Comunicado'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-113371206267020554</id><published>2005-12-04T12:10:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T16:45:12.801-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><title type='text'>NINE INCH NAILS</title><content type='html'>Ainda estou surpreso com a vinda do &lt;b&gt;Nine Inch Nails ao Brasil&lt;/b&gt;. Como já havia escrito num post lá embaixo, a banda de Trent Reznor nunca foi bem assessorada por estas plagas, com os parcos lançamentos tendo sido muito mal divulgados, à exceção óbvia de “With Teeth”, seu mais recente petardo, justo por conta do show no &lt;b&gt;Festival Claro Que É Rock&lt;/b&gt;. A julgar pelas palavras de um fã que, desde 1991 ouve com devoção, gasta os tubos com lançamentos importados e/ou edições limitadas de EPs, singles e DVDs (até um box set eu tenho!), é deveras esquisito que esta tal pessoa &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; tenha ido a este show, certo?. Pois é, são coisas da (minha) vida, que não dizem nada à respeito do assunto em questão, mas que por motivos de força maior fizeram com que este que vos escreve tenha perdido o show de “uma-das-bandas-de-minha-vida-entre-mais-cinco-ou-seis”. Mas me sinto vingado. São 15 anos ouvindo sozinho este (e muitos outros mais) som sem que praticamente ninguém (as poucas exceções sabem que eu sei quem são) desse a devida e merecida atenção. Aos notívagos no universo de Trent Reznor &amp; Cia., as resenhas de toda a sua (econômica, diga-se) discografia, escrita por quem – sem falsa modéstia – sabe do assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Eu não sou daqueles fãs que sabem a cor da cueca do Reznor, por favor! O que vem a seguir é um relato pessoal, dentro do possível tecendo críticas justas, sem babações desnecessárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos 80 e todo os seus exageros estético-visuais estavam com o prazo de validade esgotado, naquele longínquo 1988. Os poucos artistas que produziam algo de bom naqueles tempos procuravam enterrar de vez aquela década o quanto antes. Um deles, porém, era o paradoxo do &lt;b&gt;futuro&lt;/b&gt; iminente coagindo com o &lt;b&gt;passado&lt;/b&gt; intermitente. Quem era aquele cara que criou uma banda formada tão somente por sua pessoa, que praticava o tipo de música mais futurista que havia no momento, e que ao mesmo tempo absorvia na maior cara-de-pau as melodias daquela década tão abnegada? Trent Reznor surgiu do underground conceitual da música &lt;i&gt;industrial/EBM&lt;/i&gt;, tão em voga naqueles tempos. Porém, possuía neurônios muito mais ativos e que o faziam enxergar tocando em grandes palcos e não em pequenos clubes esfumaçados lotados de gente esquisita. O cara tinha &lt;i&gt;visão&lt;/i&gt;, mas também era dotado de um &lt;b&gt;talento&lt;/b&gt; extraordinário. Sozinho, juntou duas ou três vias já existentes e criou a sua própria estrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://ec1.images-amazon.com/images/P/B000000GPY.01._SCMZZZZZZZ_.jpg" align="left"&gt; “Pretty Hate Machine”, à época de seu lançamento, assustava por um estreante apresentar tamanha qualidade de produção sonora que, não por menos, ficou  à cargo de gênios de estúdio como &lt;b&gt;Adrian Sherwood&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Flood&lt;/b&gt; - o primeiro famoso por investidas vanguardistas nos terrenos do &lt;i&gt;dub&lt;/i&gt; e do &lt;i&gt;industrial&lt;/i&gt;, o outro por seus trabalhos com &lt;b&gt;Depeche Mode&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;U2&lt;/b&gt;, além do próprio Reznor. Mas o senso melódico do dono da banda mostra a sua cara logo na abertura, “Head Like a Hole”, um autêntico clássico &lt;i&gt;cyberpunk&lt;/i&gt;, com eletrônica pesada, letra forte e melodias marcantes. “Terrible Lie”, com seu mix improvável de &lt;b&gt;Prince&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Skinny Puppy&lt;/b&gt;, segue o disco promovendo uma inquisição de sentimentos engasgados na garganta de seu autor. “Down In It” é um &lt;i&gt;cyber-rap&lt;/i&gt; pesado, enquanto que “Sanctified” colide uma batida eletrônica reta com um baixo meio &lt;i&gt;disco&lt;/i&gt;, climas sombrios (estes permeiam todo o álbum) e letra/melodia de arrepiar. A viagem segue abismo abaixo com a estupenda balada “Something I Can Never Have”, de rara e sinistra beleza. O lado B (estou me baseando na fita K7!) puxa o beat para cima com “Kinda I Want You”, um rock electro-dançante de conteúdo altamente sexual/subversivo. “Sin” possui um doce sabor 80’s, dançante e com timbres típicos, mas a letra e a melodia cáusticas assopram a afetação para longe. “That’s What I Get” e “The Only Time” são duas &lt;i&gt;quase baladas&lt;/i&gt; cujas funções melódicas resistem ao tempo, pois seus timbres eletrônicos realmente soam datados. “Ringfinger”, por incrível que pareça, fecha o disco num clima bem dançante e para cima, com direito até a uns scratchezinhos. Após tantas sombras e dor, um pouco de amenidade para aliviar. &lt;br /&gt;*”Pretty Hate Machine” é um álbum essencialmente eletrônico, com os demais elementos aparecendo de forma mais discreta, porém incisiva. Na lista de agradecimentos do encarte, Reznor cita influências díspares como &lt;b&gt;Prince&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Clive Barker&lt;/b&gt; (sim, o cineasta famoso por filmes de terror), &lt;b&gt;Jane’s Addiction&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Public Enemy&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;This Mortal Coil&lt;/b&gt;. Tudo faz sentido. &lt;br /&gt;**Por conta deste disco, o NIN recebeu o convite para participar da primeira edição do festival itinerante &lt;b&gt;Lollapallooza&lt;/b&gt;, em 1991. Reznor &amp; Cia.(ele montou uma banda “de verdade” para tal), ao que consta, roubaram a cena com shows eletronicamente subversivos (era o início da quebra de teclados no palco e coisas do tipo), saindo de lá aclamados e fazendo com que o disco de estréia ultrapassasse a barreira do milhão de cópias vendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="  http://images.amazon.com/images/P/B000001Y5J.01._PE8_SCMZZZZZZZ_.jpg " align="left"&gt; Quisera o Trent Reznor não ter caído na lorota do selo TVT Records, pois os tais impuseram um contrato falcatrua ao cara, deixando-o quase como um escravo que não podia usufruir da fama e da grana obtidas com seu álbum de estréia. Foram mais de três anos de batalhas judiciais e um quase assassinato - o cara invadiu o escritório da gravadora com uma faca na mão!, o que influiu no processo de composição do EP “Broken”, em 1992. O som do disco é pesadíssimo, lotado de guitarras raivosas e eletronicamente alteradas. Foi bastante comparado ao &lt;b&gt;Ministry&lt;/b&gt; na época, mas estava mais mesmo era para o &lt;i&gt;noise-industrial&lt;/i&gt; de raiz roqueira (e não metaleira, como a banda de Al Jourgensen) dos suíços &lt;b&gt;Young Gods&lt;/b&gt;, com tudo, obviamente, sendo direcionado pela marca registrada de Reznor e que surgia cada vez mais forte. São seis faixas matadoras, com outros dois interlúdios instrumentais postos a dar um freio na locomotiva para que esta pudesse voltar atropelando tudo pela frente. “Pinion” precede o esporro dançante de “Wish”, que é sucedida pela quase heavy metal “Last”. “Help Me, I’m In Hell”, instrumental sinistra e de nome sugestivo, abre caminho para a pancadaria industrial de “Happiness In Slavery”, cujo videoclipe mostra toda a sorte de mutilações e sadomasoquismo. “Gave Up” é quase um hard rock - &lt;i&gt;quase&lt;/i&gt;, pois Reznor jogou tudo no caldeirão e dali saíram uma bateria eletrônica nervosa, um refrão poderoso, e um solo de sintetizador! Como bônus, o EP, em sua versão original, apresenta num mini-CD a &lt;i&gt;redhotchillipepperiana&lt;/i&gt; “Suck” (tudo bem, o refrão explode tudo...) e a pesada e arrastada “Physical”, com camadas e mais camadas de guitarras e sintetizadores. “Broken”, até o momento, é o disco mais &lt;i&gt;pesado&lt;/i&gt; de Reznor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B000001Y5Z.01._PE22_SCMZZZZZZZ_.jpg" align="left"&gt; “The Downward Spiral” é o auge da criatividade de Trent Reznor, deixando por definitivo sua marca na música pop. &lt;i&gt;Pop&lt;/i&gt;?!? Pois é, acreditem, mas a sonoridade nem um pouco comum deste álbum fez a banda galgar altas posições nas paradas e chover convites para trilhas sonoras e participações nos maiores festivais da época (1994/95). A &lt;i&gt;fórmula NIN definitiva&lt;/i&gt; é composta de muita, mas muita barulheira industrial, riffs de guitarras pesados, computadorizados e alterados, e melodias marcantes, indo do mais sombrio ao mais doce e palatável. É difícil apontar destaques neste disco, pois praticamente todas as suas faixas viraram hits. Fãs de “Broken” se identificarão com as pancadarias de “Mr Self Destruct” (e seu final inaudível), “March of The Pigs” (batida quase hardcore e pianos a lá Faith No More), “I Do Not Want This” (batida abafada, refrão explosivo) e “Big Man With a Gun” (num crescente de guitarras e synths). O beat se torna mais dançante nas excepcionais “Heresy” (EBM com vocais em falsete), “The Becoming” (festa de synths, violões e melodias grudentas) e no mega-hit “Closer” (de melodia doce e letra subversiva).  As estranhezas surgem ainda mais fortes no peso arrastado de “Reptile”, nos instrumentais quase &lt;i&gt;ambient&lt;/i&gt; de “Downward Spiral” e “Warm Place”, e na &lt;i&gt;jazzy&lt;/i&gt; “Piggy”. “Hurt”, uma balada de letra e melodia fantásticas, fecha o caos de “The Downward Spiral” da forma mais inusitada possível. &lt;br /&gt;*Depois deste disco, tudo o que levava o rótulo de “industrial” acabou sugando até a alma do NIN. A lista é extensa, pois até mesmo medalhões pop buscavam por algo parecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B00001P4TH.01._PE8_SCMZZZZZZZ_.jpg" align="left"&gt; “The Fragile” é um ótimo disco. Mas o inevitável aconteceu: a sonoridade do NIN encontrava-se em  franco desgaste. Afinal, foram cinco anos em que deus e o mundo usurparam das fórmulas criadas por Trent Reznor. O disco (duplo) em questão revela-se um beco sem saída para quem procurava por termos como &lt;i&gt;inovador&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;original&lt;/i&gt;, tão comumentemente associados à obra do NIN. Se a sonoridade do disco soa como uma versão &lt;i&gt;domesticada&lt;/i&gt; de “The Downward Spiral” (menos sujeira, menos caos, mais coesão na mistura), as letras de Reznor revelam-se mais maduras e introspectivas, o que reflete diretamente nas melodias. Poderia se dizer que “The Fragile” é um disco mais, digamos, &lt;i&gt;bonito&lt;/i&gt; de se ouvir, vide os arroubos de agressividade dosados com beleza pura de “The Wretched”, “Where In This Together” (com seu tocante videoclipe) e “The Mark Has Been Made” que, logicamente, não são os únicos destaques. Para o fã convicto do NIN, este álbum duplo soa  como uma coletânea de músicas inéditas da banda, que compilam perfeitamente as três fases anteriores – eletrônica, peso e caos. “The Fragile” é o disco mais acessível, o que o torna uma excelente porta de entrada para o universo musical de Trent Reznor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B000929AJQ.01._PE14_SCMZZZZZZZ_.jpg" align="left"&gt; E o ano de 2005 está aí com disco novo do NIN na praça. E, querem saber de uma coisa? Vão comprar (ou baixar) e tirar suas próprias conclusões, seus bastardos embalistas de última hora! Afinal, a banda tocou num grande festival e agora todo mundo quer ser fã do NIN &lt;i&gt;desde criancinha&lt;/i&gt;, né não? Enquanto isso, vou ouvindo sossegado – e sozinho – minha cópia em CD-R (presente daquele indie gordo e peludo do Taylor) de “With Teeth”, pensando em adqüirir logo o disco original para completar o buraco na minha coleção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bônus – EPs, Singles, Ao Vivo, Remixes, Bootlegs, Videos, etc.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.amazon.com/images/P/B000057NAS.01._SCMZZZZZZZ_.jpg" align="left"&gt; Dos singles, sempre há coisa boa de sobra de estúdio inédita ou coisa assim. Eu destaco a excepcional versão de “Get Down Make Love”, do &lt;b&gt;Queen&lt;/b&gt; entre os remixes de “Sin”, e o cover do &lt;b&gt;Soft Cell&lt;/b&gt;, “Memorabilia”, em “Closer to God” – ambas as faixas completamente vertidas ao estilo do NIN. Os discos de remixes do NIN – é tradição eles lançarem as remixagens um tempinho depois após os álbuns “normais” – são um tanto quanto chatos, pois a maioria das versões descamba para a barulheira industrial pura, sobrando um ou outro destaque entre tais tranqueiras – procure que você os acha, vide os remixes de “Happiness In Slavery” (do EP “Fixed”) e “Mr Self Destruct” (de “Further Down The Spiral”), além de sempre conterem algumas faixas inéditas perdidas na bagunça. E nas trilhas sonoras você acaba encontrando algumas das melhores músicas da banda. É o caso de “Burn” (do filme “Natural Born Killers”), “Perfect Drug” (“de “Lost Highway”) e o fantástico cover de “Dead Souls”, dos baluartes pós-punk/gótico do &lt;b&gt;Joy Division&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum/DVD ao vivo “And All That Could Have Been” é excelente, pois capta a banda na sua essência do palco. Ouvir o CD é ficar babando pelo DVD: compre, roube, baixe ou grave de mim! E eu tenho alguns bootlegs em CD original: “Woodstock 94” possui gravação perfeita e diversas faixas que não entraram no ao vivo oficial, como “Down In It”, Happiness in Slavery”, “Burn”, “The Only Time”, “Ruiner”, “Help Me I’m In Hell”, “Dead Souls” e “Something I Can Never Have”, todas elas em versões matadoras. “Children of The Night” é um pirata ao vivo da turnê que o NIN fez com &lt;b&gt;David Bowie&lt;/b&gt; em 1995, destacando “Sanctified” e “The Becoming”, além de “Reptilian”, “Hurt” e “Scary Monsters” (de Bowie), todas elas com a canja do ex-Ziggy Stardust nos vocais. O outro pirata que tenho poderia ser o melhor de todos, pois é um disco duplo com o registro completo de um show da tour de “The Downward Spiral”. Mas há um porém: a gravação é uma merda! “Slaugher In The Air”, o disco em questão, só valeu à pena os dólares investidos por conta de uma coisa: no disco 2 há, na íntegra, a primeira demo do NIN, com versões pré-“Pretty Hate Machine” (e bem diferentes) de “Sanctified”, “The Only Time”, “Kinda I Want You”, “That’s What I Get”, “Ringfinger” e “Down In It”, além das totalmente &lt;i&gt;unreleased&lt;/i&gt; “Maybe Just Once” e “Purest Feeling”. Fã paga caro para levar apenas um algo mais. Sou uma besta mesmo...&lt;br /&gt;*Não resenhei o VHS (até quando vou ter de esperar pelo lançamento em DVD?!?) duplo “Closure” pelo simples fato de não ter conseguido comprar na época. Segundo fontes seguras, é o melhor vídeo dos caras, disparado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10865676-113371206267020554?l=theflamejob.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theflamejob.blogspot.com/feeds/113371206267020554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10865676&amp;postID=113371206267020554&amp;isPopup=true' title='109 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/113371206267020554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10865676/posts/default/113371206267020554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theflamejob.blogspot.com/2005/12/nine-inch-nails.html' title='NINE INCH NAILS'/><author><name>Kalunga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15646540810592633450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_pkbKJP9f44w/SoHEwWyDqeI/AAAAAAAAAXM/i5KeC0j3Lfg/S220/Kraftwerk.jpg'/></author><thr:total>109</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10865676.post-113234215626020968</id><published>2005-11-18T17:11:00.002-02:00</published><updated>2008-10-30T16:46:06.766-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='industrial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gothic rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EBM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='future pop'/><title type='text'>A Indústria não pára – Parte IV: O Future Pop</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.noiz.gr/artists/icon_of_coil.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Este é um dos ícones desta vertente musical conteporânea.&lt;br /&gt;Imagem by: &lt;a href=" http://www.iconfocoil.com" class="preto"&gt; Icon of Coil Official Website&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Future Pop&lt;/i&gt;? ‘Que merda é essa?’, me perguntei há alguns anos atrás, quando li sobre numa (excelente, diga-se) reportagem em &lt;b
